Desenhar
O tempo é uma folha em branco
Que pode ser desenhada
Um castelo ou um casebre
Ou então desenhar nada.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
26/03/2024
Que a arte e a cultura sejam as ferramentas para desenhar um futuro mais humano com fé, alegria e esperança.
Fácil mesmo é apontar um lápis e escrever no papel o que quer; difícil é desenhar na vida um coração apontado por Deus e viver segundo a Sua vontade.
Eu queria por um instante definitivo qualquer, ser a soberana artesã do desenhar de uma vida. Queria que esse hoje a àquele futuro mais distante, tivessem as cores, as formas e os cheiros dos meus sonhos.
Seria bom se por uma noite apenas, os fantasmas se fantasiassem de palhaço e sorrissem de si mesmos, experimentando o avesso do susto e rendendo-se à luz de um sorriso.
Quem dera mesmo se o fim existisse apenas para os medos e jamais para as nossas tão breves e raras vertigens de felicidade. O outono perderia a hora no manso sossego do sono e a primavera seria senhora do tempo que regala os olhos e suaviza a alma.
Eu queria que os afetos fossem livres e eternos como penso serem as borboletas. Morrer para em outra forma nascer, faz eterna uma existência. E não há nada mais legítimo à liberdade do que a promessa de um recomeço.
Se eu tivesse que pintar com tinta fresca as mais sublimes emoções, estariam lá estrelas que embalam redes, sereias que durante nossas viagens de sono, nos levam a passear pelos mares de Netuno, lá onde se é possível ver e sentir tudo aquilo que não podemos tocar, a emoção não vista que nos tira o ar. Eu pintaria ninfas que nos guardam em cama de folhas no alto das árvores, onde nada mais nos alcança a não ser as brechas de sol por entre os nimbos. Estariam lá, conchinhas misteriosas, ainda fechadas, com cheiro de algas, trazidas até meus pés pela espuma do mar fiel e cansado.
Eu pintaria com a mais fulgente das cores, um colo de afeto chamado minha mamãe. Braços com o alcance do céu, ternos e fiéis, acalanto de toda uma vida em cada abismo meu. Nem sei se todas as cores, dariam conta de tanta ternura, de tanto zelo, da soberania de um amor valente e incondicional, desses que só se tem um a cada vida.
Estariam lá também os meus sorrisos, os sorrisos de quem amo e de cada um que numa inesquecível passagem por minha vida, me fez sorrir. Os abraços, os mimos, minhas pérolas e afagos de afeto, estariam lá, por certo. E o que diriam todos.... Jamais conheci alguém que gostasse tanto de sorrisos e de abraços. E num cantinho à direita do quadro, com traços tímidos e quase imperceptíveis ao correr dos olhos, eu pintaria o que mais sou. Uma emoção desajeitada, um sonho não prometido, uma crença não corrompida, um sempre, um nunca. Um outono cinza que enevoa as flores, breve e clandestino em muitos, eterno e raro em poucos.
As decepções, os sofreres, as flechas DE TÃO PERTO em meu peito, essas eu não pintaria. Seria tornar-lhes perenes, epitáfio confesso de mim. Em meus traços não haverá pandora. As marcas feitas a ferro em brasa, devem ser vistas e traduzidas apenas por quem as tem em sua carne. A vida se já se encarrega de fazê-las retrato inexorável de nós. Ventanias infames ao amor mais puro, desertos de princípios que chocam, assim como as folhas tortas após a tempestade, é luz apagada dentro da gente, é esperança corrompida que, por fim, te embrutece e te esvazia a alma.
Pelos caminhos de um universo paralelo que tem os contornos de minhas buscas e de meus sonhos, encontro-me e, por vezes, perco-me. Talvez porque eu não seria uma boa artesã, talvez porque a ponte que deixa para trás o que só a ilusão permite viver e sentir, jamais me será possível atravessar.
Precisamos desenhar nossos sonhos e ir mais além, buscando forças, motivando-se a percorrer além das linhas e sobrevoar.
Café e paixões
Que tal fazer um poema e tomar um bom café , desenhar pelas noites frias as curvas da poesia do corpo de uma Mulher,
Que tal escrever um poema, sem dilema e sem explicação, fazer só um versinho rimando café, açúcar, amor e paixão .
Que tal escrever uma poesia e uma canção para adoçar o amargo da vida e as dores do coração.
Lua, Luar
Ah, se eu pudesse tocar-te
desenhar-te com o dedo
Pálida, branca como gelo.
Solitário, hei de amar-te.
Ah, se eu pudesse descrever,
este encontro entre nós,
o desejo de estarmos sós,
no lampejo, dou-me a escrever:
"- O fino véu translucido,
banha-me de corpo inteiro,
que jaz prazenteiro,
do meu eu, esmorecido.
Todo eu já combalido,
de minh'alma esvanecido,
pois, de ti entorpecido,
meu eu tenho carecido.
Hoje doudo por inteiro,
no silêncio matreiro,
Fugaz e sorrateiro,
ser d'alma poeteiro."
Ah, se pudesse o nevoeiro,
não me deixar arrefecido,
minh'alma teria oferecido,
como amante... fiel escudeiro.
Tão pálida sua luz sombria,
farta-me de tal maneira,
e ao meu coração esgueira,
quente dentre a noite fria.
A face da terra acaricia,
luzente como um ser divino,
toca nest'alma de menino,
que no gélido sereno, ardia.
Como amantes de histórias antigas,
Deusas, homens e meninos,
finda o espírito, tais desatinos,
nesta e noutras épocas vindouras.
Dominante o nevoeiro,
descansa no campo enegrecido,
Pálida, repousa sobre o outeiro,
e finda o campo enegrecido.
Bem-vindo, fevereiro. Que eu possa me desenhar de alegria, me vestir de harmonia, brincar de felicidade, me encher de fé e sonhar de esperança
Areias Coloridas
Memória de uma época
que se podia desenhar
com areias coloridas
dentro de uma garrafa
de vidro convida a lembrar
que tudo muda e o tempo passa.
Sob a bênção
de Sepé Tiaraju
que a coragem
e bondade
não te faltem,
Vou desenhar
uma Lua
na sua testa
e farei uma festa
a cada volta sua.
Acordar é amanhecer numa página nova. É se permitir seguir o traçado que Deus desenhou para nós no sagrado livro da vida. É caminhar por suas linhas confiante de que ele está ao nosso lado e que por mais difícil que seja o dia ele nunca vai nos deixar sozinhos.
+Q Técnicos em TI
Algumas pessoas são Case Sensitive: não adianta apenas falar, tem que explicar, desenhar e se possível até contracenar.
VENHA CORRER NA LAMA
.
Me desculpe se meus questionamentos não te entenreçam
Mas é que não consigo me interessar pelo comum
Me dê a mão vamos atravessar a ponte
No final não sei o que nos espera.
Vamos, venha correr deste inverno que congela nossos sonhos
As coisas não são como nos disseram
Eles também estão congelados.
Venha vamos pular na lama do verão onde o mal não nos pode achar
Pois são caminhos que eles desconhecem.
Lá no bosque há uma arvore do conhecimento do amor
Mas somente um de nós pode colher o fruto.
Venha vamos olhar para onde os demais não olham
Venha pois no deserto a sempre rosas
E na lama ha sempre vida
Vida essa que eles desconhecem.
Vamos nos despir como crianças vamos brincar
Ver que não há razões para se importar com às verdades que nos disseram.
Hoje quero desconstruir meu mundo,
Revirá meu guarda roupas e ver que tudo é fruto de minha imaginação
Venha pegue na minha mão, vamos brincar estrelas estrelares
Viajar por um mundo não descrito pelos homens
Ha sempre um caminho que eles não enxergaram
Longe desta selva
Longe deste caos.
Ei menina, vamos pegue na minha mão
Não tenha medo
Siga o vento ele sempre nos leva para o caminho desconhecido, mas também nos traz de volta para os braços do solo de um novo dia.
Eu vejo uma lagrima ai dentro.
Reconstrua o que foi demolido, ao final verá algo novo.
Ei menina, não procure a outra metade pois tudo está ai dentro
Não espere de mim recompensas
Não sou muleta, vim te dar asas.
Não tenha medo pois o medo também é uma miragem
Tudo não passa de falsas percepções
Quando o dia renascer você verá em poucos segundos à essência que há ai dentro de ti.
Então...
...Não precisará mais de mim para ser livre realmente.
Ei menina não se esconda, existe um mundo a ser desvendado
Venha pegue na minha mão vamos desenhar uma nova estrela
Longe desta selva
Longe deste caos ...
