Desejo Morte
Trouxe flores para enfeitar o nosso fim.
Porque a morte de um amor bonito nem sempre precisa
parecer tão ruim.
Rico e pobre.
A diferença vem na morte,
Que qualquer hora pode chegar.
E entrega a própria sorte,
Qualquer um que ela venha buscar.
--------------A morte-------------
Não escolhe por diploma,
Nem perdoa vida difícil,
Nesse dilema a vida soma,
Só mais um no precipício.
Se há um destino que sei que não me aguarda após a morte, é o inferno. Fosse o caso, eu seria condenado a vivê-lo duas vezes.
A morte física nem sempre é a melhor solução. Na maioria dos casos serve como recado. No xeque-mate político existem outros modos de matar ou silenciar uma pessoa.
Para quem duvida do eterno mistério da vida
e do sumo encantamento da morte,
os sentidos naturais nos convidam
à uma reflexão filosófica:
A música de Bach, o prodígio divino de Beethoven
as óperas Wagnerianas, o virtuosismo de Chopin
para mim seria suficiente, mesmo que
me faltassem todos os outros sentidos.
Se eu não pudessem ler os poemas de Camões
nem as odes de Horácio e de Cícero
ou ainda as "odisseias" de Homero,
e os poemas de Pessoa. Mesmo assim
estaria convencido da existência
de um espirito eterno e sábio
que sopra aos humanos tanta
beleza e espanto... e divindade.
Olhe que não citei Verdi
Morte do Artista
Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.
Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.
E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.
Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.
Infelizmente a conexão entre a vida e a morte, a Luz e as Trevas, entre relacionamentos e amizades, não raro, é uma mera linha tênue. Apegue-se a vida, ao amor e não aos pregadores do seu oposto.
A morte do fim.
Criamos e idealizamos um divino que possa aliviar o nosso sofrimento de existir sem respostas e sem sentido. A falta de respostas da vida e do que vem depois da morte inquieta a nossa mente, fazendo com que esperemos que a nossa existência se encha de alguma esperança.
Ao mesmo tempo, também queremos nos sentir seres especiais, carregados de significado aqui e além daqui. A vida parece injusta quando pensamos que a morte pode ser apenas o fim, mesmo que o fim seja, de fato, a própria morte.
Quem teme a morte já assinou contrato com a própria rotina: acorda, respira, se condiciona e chama isso de vida. A dignidade não está em durar, mas em incendiar o instante com presença. Morrer não é o perigo; o perigo é sobreviver intacto, sem nunca ter sido de verdade.
A morte pode chegar num instante (Salmos 144.4). O Inferno será num instante para quem não está em Cristo; e o céu será num instante para quem está em Cristo.
A morte foi derrotada na morte de Cristo. 1° Coríntios 15.54-55: Tragada foi à morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Mateus 28.6: Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito.
O poder e a eficácia da morte de Cristo consiste na abolição do pecado e da morte, e também da lei, que é o escrito de dívida que nos é contrário.
A morte é como um sono profundo, só que ao invés de acordar no mesmo corpo, acorda em outro, e nem se lembra de como dormiu.
