Desejo
O gostoso da paixão, do amor, dos sentimentos que envolvem uma empatia que transcende o limite físico/químico, e atuam lá naquele cantinho obscuro e escondido da alma da gente, é que o coração opera de formas demasiadamente misteriosas. Quando menos se espera, aquele calorzinho danado de aconchegante brota perfumado e colorido no meio de toda a confusão que é a travessia da gente. Vira flor, borboleta, música, passo de dança, vira vontade. Mas a paixão não é lá muito inteligente, e também parece ser extremamente específica. Não basta ter todos os predicados do mundo para a flecha do cupido simplesmente alfinetar o coração da gente. Precisa de algo mais. O que faz então com que nosso apego caia de amores pelo cara barbudo da engenharia ou pela morena tímida da padaria, e não por aquele partido que, a primeira vista, parece bem mais interessante?
Muito se engana quem pensa que são os olhos azuis, a mania de combinar listrado com xadrez, ou a forma metódica que ela tem de pentear os cabelos deixando a franja meio de lado. Não é porque ele sabe resolver uma equação de cálculos diferenciais com a mesma facilidade com que cozinha um macarrão, tão pouco devido à beleza estonteante dela que faz com que todos os marmanjos do quarteirão acompanhem o seu caminhar. Não é a carteira recheada, o corpo esculpido, o carro do ano, muito menos a inteligência descomunal. Se você coloca a esperança na janela esperando por um amor padrão, esqueça. Perdoem-me meus amigos, mas o amor é, literalmente, grosseiro, abrutalhado, indelicado, e na maioria das vezes, não sabe mensurar nada disso na balança da reciprocidade. Sentir ultrapassa a barreira das definições.
A paixão nasce do improvável, do improviso, do inesperado. Do sorriso de bom dia antes da aula, do abraço despretensioso no momento difícil, da alegria dividida seja numa tarde ensolarada andando de bicicleta ou na mesa de bar com os amigos. O sentimento faz morada na cumplicidade, no companheirismo, na simplicidade, e na permissividade do outro. Por isso é tão comum grandes amigos se tornarem os melhores namorados. Já existe o entendimento e toda a compreensão na íntegra de quem é a outra pessoa de verdade. Já se sabe o gosto por cervejas artesanais, discos de vinil antigos, e risotos de ervas finas com vinho na sexta. Já se sabe manusear o gênio temperamental, a irritação quando o outro fica com frio, e o mau humor típico das manhãs de segunda feira. A paixão mostra as suas asinhas justamente aí, quando o respeito e a troca são tão intensos que não dá vontade só de gostar, dá vontade é de amar.
Todas as vezes que vejo um casal pouco convencional na rua penso em que parte da loucura dela, se encaixa a seriedade dele. De onde vêm as mãos dadas, a felicidade transparente, a vontade de cuidar e abraçar como se fosse o objeto mais precioso e intocável do mundo inteiro. Então é só olhar nos olhos de entrega dela, e no olhar carinhoso dele, que logo se entende que a paixão, o amor, e todos esses sentimentos bagunçados que criam raiz na imensidão da gente, nascem daqueles corações que fitam o mundo, com a mesma delicadeza com que fitam a si mesmos. A paixão é bem peculiar sim. Ela só cria laço com quem se permite entrelaçar na vivência do outro sem julgamentos ou padrões pré-concebidos. E nem sempre esse vínculo será com aquele cara gato da academia, ou a menina modelo da escola de inglês. Aliás, em grande parte das vezes, será com aquela pessoa que você nunca imaginou se relacionar na vida. O que importa é quando acontece é bom demais. Não só porque dá vontade de abdicar do mundo inteiro para viver esse amor. Mas sim porque dá vontade de abdicar do amor, pra conhecer um universo inteiro dentro do outro, doce e singelo, como a permanência tem que ser.
PAIXÃO PERIGOSA
Paixão é coisa de louco,
Pois tira o sentido e o senso.
Perto do amor ela é pouco.
E deixa qualquer um bem tenso.
Por isso sei que é bom entrar
Somente, sim, de cabeça.
Numa paixão devagar
E não de corpo, esqueça.
Pois podes perder a razão
E ficar de fato, aturdido
Se der a ela vazão
Paixão de deixa iludido.
O amor é um sentimento inexplicável.
Que nem você sabe explicar se é encanto, paixão ou amor de verdade.
O mais importante da vida é a parte subjetiva do amor, que começa com uma paixão e termina como uma grande ilusão.
(http://www.boscodonordeste.recantodasletras.com.br)
O amor é um mistério. Só esperando ser desvendado, com muita ternura e paixão, pelo coração apaixonado.
Não sei dizer se é amor ou paixão, me sinto como um furacão numa estrada estreita, como o céu cheio de estrelas a disputar com as nuvens nebulosas, como o sol a tomar seu lugar depois da chuva, me vejo como uma cascata que transborda água cristalina na infinita queda, sinto a luz nos meus olhos mais intensa, vejo o verde da esmeralda me chamar, escuto com a alma o cantar dos pássaros, sinto a brisa a abraçar meu corpo freneticamente, sinto no rosto o beijo do vento, por onde ando? nem quera saber....
Diferenças, amor e paixão
O amor fica guardado como uma marca especial de carinho e lembrança; é eterno, e a paixão é um fogo que ou se incendeia e se transforma ou as chamas se apagam.
O amor fica e a paixão passa, mas a estrela cadente também é passageira e é mais bonita que as estrelas do céu ali todas as noites.
Amar o impossível e passageiro é o abismo onde o coração adora se esconder, é onde as aventuras acontecem e os perigos se escondem junto ao coração.
A paixão machuca, o amor cura as feridas, a paixão mata e é passageira, o amor é para a vida inteira.
Não quero perdão
pelas minhas cantadas
nem que desculpe
meu mal jeito,
é que no amor, na paixão...
tudo é certo, direito.
Se me condenas por amar
não me absorva,
tou presa nos meus sonhos
contigo,
é meu abrigo
minha estrada...
Todo caminho me leva
me entrega,
Não quero desculpas
não peço mais nada
em troca, de volta...
o que te dei te pertence
o que roubei
é meu,
pecado, veneno !
"Paixão: É quando você dá um pulinho no meu coração e volta rapidinho.Mas,o amor: É quando você vem bem devagarinho,entrando passo a passo."
AMOR OU PAIXÃO
Não ser amado é uma simples desventura, inconsequente o faz beber apenas o drink da paixão sem mistura. Não tem dosagem doutros sentimentos, impuro amor é a paixão que tem um deus falível. Cega e exagerada, mas intensa e de vida curta, vive eufórica e morre sem alegria.
Há!!!! Porque eu já não sabia que o triunfo do sentimento faz do amor ser imortal? A nobre fraqueza do espirito humano. Designadamente são duas solidões que se protegem. Não sei de onde surgem e menos ainda como findam. Mas a solidão só faz das recordações mais profunda as feridas, a dor distinta da memória de nossos corações. Ainda assim a saudade é melhor do que o caminhar vazio ou o desfortuno de não ter amado.
Penso no amor como a força original, como essência, graça e delicadeza. O profundo charme de admirarmos o pousar da borboleta em uma pétala de rosa. Como músicas supremas que difundem em nossas personalidades e se confundem em nossas emoções. Como a cor do perfume marcado em momentos do acaso. Que me trazem o rosto, o cheiro, o som de um sorriso ou até um simples pensamento.
Isso é amor de formas vagas, porem rígidas e cristalinas. Como a contemplação infinita da constelação. Noites remotas que eu recordo quando no cair do sono e no abrir dos olhos, quando acordo.
