Desculpas Amor Nao Correspondido
Visto que não quero mais escrever
Não consigo me livrar dos pensamentos
Que insistem em todos os momentos
Num abraço estar sempre a te envolver
Condenado ao fracasso está o amor
Que incapaz é de enfrentar a solidão
Cujas portas fechadas estão
Do coração que não aguenta mais sentir dor
Frente as portas fechadas meus esforços são em vão
Pois não há poema que se esgueira na fresta da janela
Entrando mesmo ao ser lido pelos olhos dela
Que é capaz de abrir as portas de seu coração
A desistência, a mais sensata das opções me parece ser
Mas recuso-me a tão fácil desistir
Mesmo que continuamente tenha que insistir
Por mil anos ou mais para prevalecer.
Essa dor insuportável tomando meu coração,
Circula por minhas veias e já não sinto minha mão,
Mas preciso escrever pra essa dor no papel depositar,
E sofrer com a esperança de que um dia você possa me perdoar.
Não adianta chorar,
o mundo não vai parar,
pra esperar você se recuperar,
desse sofrimento emocional,
que está longe de ser superficial,
não te deixa agir de forma racional,
e vai fazendo você se sentir muito mal,
o jeito é ir seguindo,
tropeçando quase caindo,
mas sempre resistindo,
a esse amor que aos poucos vai te consumindo.
“A beleza do dia
está nos seus olhos
não importa se esteja
nublado ou ensolarado
é belo o privilégio de
contemplá-lo da maneira
que se mostra, seja
com sol ou com chuva
que possas vê-lo
e vivê-lo com amor.”
Viviane Andrade
Se para o jardineiro é triste plantar o que não floresce, imagine para quem ama? Segundo Freud, o que amamos é o retorno do amor do outro.
O que acontece na sua vida não diz tanto sobre você quanto a forma como você reage a ela.
#resiliência
herzogcassia
“Amanhã, dia de Corpus Christi. Não vou comungar, não tenho vontade, apesar da paz que sinto. A despeito das minhas dúvidas, dos meus erros, acredito, acredito. A verdadeira fé deve ser mesmo a vontade de crer, de aceitar com humildade como faço agora. É pensar: quero crer, portanto creio. Esta a força que nos leva à frente. Não se deter no pensamento do que é certo ou errado, verdadeiro ou não, mas querer com toda força, aceitar, aceitar. Mas mesmo assim, aceitando, não sei por que, não tenho vontade de comungar. Adio, adio sempre, para uma época que não sei quando, talvez quando não tiver mais tempo. Penso comigo: quando me aposentar irei diariamente à missa como mamãe, Tidoce e Dazinha faziam. Será que me aposentarei um dia? Para mim a aposentadoria é um prêmio tão esperado que chego a temê-lo. Serão dias de sol, de música, de alegria. A liberdade em parte, pois com Nonô na situação em que se acha não me é possível tê-la integralmente. Mas a liberdade exatamente como é mais bela, a liberdade que o amor dá. Não desejo nem nunca desejei a liberdade integral, desde a morte da minha mãe. Liberdade sim, mas presa pelo amor a alguém, a alguma coisa. Liberdade total para mim significa abandono, falta de amor. Preciso querer alguém, prender-me, sentir que necessitam de mim, mesmo apesar do meu receio, das minhas queixas. O que poderei fazer da liberdade total? Arrastá-la como um fardo, invejando as cadeias do amor dos outros e suspirando por elas. Sentarei num banco de praça numa manhã fria e de sol, vendo as árvores, sentindo o vento, ouvindo o vozerio das crianças que brincam, os rumores da vida meio distante através da névoa dos anos vividos. Andarei devagar pelas ruas, pisando as folhas caídas no outono, tentando adivinhas o mistério de cada casa adormecida na manhã fria. E à noite, sentada no quarto de música, ouvirei tudo que amo, olhando os quadros, os retratos na parede, pensando com doçura nos que já se foram, rebuscando na memória um som, um gesto, um sorriso esquecido no tempo.
A vitrola para e me levanto para tirar o disco. Nonô vem saindo do quarto, cheio de tinta. Vou ajuda-lo a lavar as mãos. Irrita-se porque tento enxaguar mais uma vez os dedos que ele julga limpos, me empurra, zanga-se. É sempre assim. Insisto e enxugo vagarosamente os seus dedos, tirando qualquer resto de tinta que por acaso tenha ficado, com um pano velho. Do banheiro encaminha-se para a sala de música, onde liga a televisão e senta-se na poltrona favorita. Acompanho-o me sentando também a seu lado e começamos a ver um filme onde um dos personagens num dado momento faça de inferno. Sacode a cabeça e escreve no caderno, me mostrando: “Não tem inferno, juro a você.”
Olho-o em silêncio e ele mantém o meu olhar, reafirmando com a cabeça:
- Não, não.
Estou com ele, mas quantas vezes não tenho discutido no confessionário a esse propósito! Foi mesmo origem de um desentendimento meu com um padre a quem detestei no momento. Passei muito tempo sem voltar ao confessionário, para quê? Se não admitiam que eu fosse sincera? Que me adiantava dizer que acredito na existência do inferno, se dentro de mim penso o contrário? Nonô, por exemplo, já tem o seu inferno aqui mesmo. Quase cinco anos emparedado vivo, haverá maior inferno? Nem mesmo a morte, libertação, apesar do medo que a precede.”
Vida Vida – pp. 201 e 202
Se sentisses a sentir-me, sentirias que sinto e que não minto. Sentirias o tempo fixado dos meus olhos em cada pormenor em que eles demoram mais, sentirias a repetição de cada detalhe na minha retina quando o que ela contempla a faz brilhar e chorar de ternura e de saudade.
Em todas as coisas que faço existe a totalidade de nós e em todos os pensamentos que não expresso, é o contigo em mim.
Você me pergunta: qual foi o momento da sua vida que você não pode esquecer? A resposta é SIMPLES, FOI O MOMENTO QUE SONHEI E REALIZEI...FOI O MOMENTO EM QUE BEIJEI VOCÊ!
Você me pergunta: qual foi o momento da sua vida que você não pode esquecer? A resposta é SIMPLES, FOI O MOMENTO QUE SONHEI E REALIZEI...FOI O MOMENTO EM QUE CONHECI VOCÊ!!
Pequena
Como ela é fofa,
Miúda e sorridente.
Não subestime sua força,
Nem mesmo sua mente.
Sua coragem não tem tamanho,
Seu amor é incomparável.
Mesom quando não está amando,
Ainda é muito amável.
Não desperte sua ira,
Nem mesmo sua paixão.
Msm que ela ria,
Vc pode partir seu coração.
Por fim a ame intensamente,
Sem descriminação.
Assim irá pra sua mente,
E pro seu coração!
Prudente é estarmos sensíveis até mesmo à bondade alheia, pois assim não perdemos de vista o valor da cooperação mútua e não nos permitimos explorar tanto a disponibilidade de pessoas, que de tão boas para os outros, acabam sendo ruiins para si.
É preciso aprendermos que gratidão não se resume apenas em dizermos - obrigada! - mas, sim, em nos doarmos mais e explorarmos menos das pessoas bondosas, sob pena de nos tornarmos acomodados a somente receber, sem nunca nos doarmos àquele que sempre se dispõe a nos ajudar
Quero ser feliz por toda a vida, mas entendi que não existe vida feliz o tempo todo se eu não semear a felicidade em cada momento de minha vida.
Não vou morrer por te amar. Pelo menos, não, no real sentido da palavra. Mas, vou-me arrastando e sentido a dor, que o nosso não reconhecimento me causa. Repito, não vou morrer por amor. Mas, vou sentido o desgosto, e esse tipo de morte é mais ingrata.
Amar tanto alguém. Nunca pense que isso não possa acontecer em sua vida. Até mesmo um assassino a sangue frio tem coração mole quando se trata de amor, sentimento puro por alguém e emoções quando se trata de dar o braço a torcer pelo amor da sua vida.
