Desculpa pelo fim do nosso Namoro
O erro sempre cabe a todos, o reconhecimento só a poucos e a inteligencia de pedir desculpa só aos loucos por justiça.
Poema - Perdão
Vai ter textão
Te pedindo perdão
Se foi minha culpa
Te peço desculpa
Não tive a intenção
De ferir o seu coração
É quando se perde que se valoriza
Você sempre me dizia
Eu nunca dei valor
Hoje estou aqui sofrendo de amor.
Dizem que o homem não chora
Pensava assim antes de você ir embora
Hoje tento disfarçar
Mas se eu te encontrar
Não vou conseguir esconder
Se eu tivesse algum poder
Voltaria no tempo
Estaria com você nesse momento
Porque ia fazer tudo diferente
Quem sabe mais pela frente
Você pode me perdoar
E a nossa história continuar.
Lacuna
Estou saturada
da tolerância e de desculpa rasa para qualificar o hiato cognitivo
do estratagema do saber das pontas dos dedos
do aprender célere e abominável
como se o malabarista do circo
não necessitasse ser perseverante
do desprezível conjuminado do incompatível
ensinar para fazer aprender
lucubração de clã díspar
à mercê do próprio capricho
ah! Como estou farta
da pergunta antecipada para conhecer a minha opulência
para vir a traçar o meu hediondo destino.
Hoje despertei enferma. Disse que era gripe — a desculpa habitual, uma justificativa pronta para quem pergunta apenas por educação. Mas, entre nós, foi mais que isso. A doença física era só a casca, o sintoma mais visível de algo que me envenena mais fundo. Não entrei em detalhes, é claro. Porque, no fundo, não há criatura viva que realmente deseje saber como estou. Eles escutam, mas não ouvem; dizem que se importam, mas é o silêncio que realmente diz a verdade. Quem ama de verdade adoece junto. Por isso calei-me — foi um gesto de amor-próprio. Ou de resignação.
Fiquei deitada de barriga para cima até as dez da manhã, imóvel, como um cadáver temporário, tossindo tanto que a própria garganta parecia se desfazer em fiapos. Um rasgo interno, uma agonia que vinha de dentro para fora. Permaneci assim até reunir coragem para me arrastar até a pia: havia pratos a lavar. E então os sequei, como quem seca também a si mesma — tentando dar um mínimo de ordem ao caos que me habita.
No café da manhã, preparei uma papa de Mucilon. Um gesto infantil, quase um consolo. Foi bom. Mas também foi tudo que pude fazer. Retornei à cama — meu pequeno túmulo provisório — e apenas consegui erguer-me por breves instantes às duas da tarde. Comi, quase por obrigação, e engoli o ibuprofeno como quem engole o cansaço acumulado dos dias.
Já marcava quatro horas quando, num gesto quase heroico, reuni minhas últimas forças para me levantar outra vez. Enfim tomaria banho. Mas o inesperado me golpeou: não consegui fechar a porta. A chave, antes leve como uma pétala, agora era chumbo em meus dedos.
E então compreendi — não pela razão, mas por um suspiro da alma — que fazemos diariamente coisas que não notamos, e que talvez por isso mesmo nunca agradecemos. Trancar uma porta. Lavar um prato. Respirar. Tudo isso era fácil — até deixar de ser. E só quando a capacidade nos abandona, é que percebemos o quanto aquilo nos pertencia. Ou pensávamos que pertencia.
Agora, estou deitada novamente. Tossindo.
Como quem fala com Deus em código morse.
Como quem espera um milagre no silêncio.
Como quem compreende, tardiamente, que o corpo adoece quando a alma já está exausta.
Desculpa por ter perdido a paciência com quem eu mais amo na vida. E por ter sido dura com as pessoas que estão ali para mim todos os dias.
Pode interromper meu café da manhã,se me procurar usando a desculpa que sonhou comigo a noite toda.
Ser realista e ver as coisas como elas realmente são sem colocar nenhuma desculpa ou atenuantes e se mover no sentido de resolvê-las.
Às vezes você só precisa de uma desculpa para não fazer as coisas que deve ou ir atrás dos seus objetivos, e assim, permanecer no mesmo lugar se sentindo infeliz.
"Se um dia chegares á conclusão que foste injusto comigo, não precisas de pedir desculpa, devolve-me só o respeito."
