Desculpa mas Nao posso Retribuir seu Amor
ZÉ MATUTO
Foi fazer um discurso
Alertando o eleitor
Não venda o seu voto
Saiba se dar valor
Dinheiro não compra
Dignidade e amor.
Saiba bem escolher
Vote consciente
Agora é sua vez
Seja inteligente
Querendo o melhor
Com fé siga em frente.
Não vote em qualquer um
Por não ter opção
Você tem o poder
No dia da eleição
Não seja comparsa
Da injustiça e corrupção.
A culpa é toda sua
Se não souber escolher
Vote com sabedoria
É hora de eleger
Quem vai trabalhar
E ver a cidade crescer.
Vote nas mulheres
Para poder melhorar
Chega de machismo
Quando for votar
Mulheres na câmara
É a hora de mudar.
Zé Matuto acrescentou,
Não jogue o voto fora
Não venda, denuncie
Agora chegou a hora
Avaliar os trabalhos
Não realizou, vai embora.
Nordestino sem medo
Amo minha cidade
O voto de cabresto
Não tem dignidade
Vamos votar sim
Quem tiver honestidade.
Irá Rodrigues.
Quando você pegar seu título de eleitor, não esqueça de olhar de onde você veio, qual a é sua origem. E tudo o que você esqueceu sobre isso.
Sequestro da fé da própria razão
Não cruza os caminhos do seu coração
Das matas saí
Nas matas entrei
Nas matas me encontro
Com o guardião rei
"Aquele que mais se sente abandonado não clama por socorro de forma ostensiva. Em seu coração, ele deseja mentiras sinceras e gestos que, mesmo que momentâneos, o ajudem a escapar da solidão"
Se não fosse Patativa
Com o seu cantar divino,
Dia oito de outubro
Seria só desatino,
Sei que'o dia é verdeiro
Mas prefiro um ano inteiro,
Pra me sentir nordestino.
(Léo Poeta - 08/10/2024)
Um escritor não precisa ser um espelho do seu tempo.
O que realmente impacta o seu crescimento, não é o que fazem pra competir com você.
Mas sim o que você deixa de fazer.
Nunca confie em ninguém, pois as pessoas são perversas e não compartilham do seu moralismo e caráter.
Deus te deu a chance de um novo dia.
Então não desperdície e dê o seu melhor.
A vida sao para muitos, mas a chance, é para poucos!
Levante-se erga essa cabeça e seja melhor que tudo e todos! Confie em você, porque... Porque o criador, ele confia!
Escolha o que há de melhor para você. Não se contente com pouco. Afinal, você é responsável por seu destino.
Benê
O fim do mundo é um evento que, querendo ou não, será sucesso de audiência e público, e o seu lugar já está garantido.
Faça o seu melhor dia após dia...
Mas não se compare com ninguém.
Tenha coragem de mudar, de recomeçar, mas nunca perca sua essência.
Não seja induzido ao voto, não existe o eleito antecipado, escolha seu candidato e espere a contagem das urnas. Você não é piolho e nem sofre das faculdades mentais.
Benê
O ANALFABETO POÉTICO
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Em meio à fauna amorfa dos que não sentem,
ali está ele – com seu ódio tão peculiar.
A Fome dos outros não o comove;
a Injustiça não lhe diz respeito...
A Guerra? Não lhe tira sono.
Mas a Poesia, isto sim...
Como o incomoda!
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O Analfabeto Poético
diz que só quer viver a vida,
mas não percebe que a vida viva
depende crucialmente da poesia.
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Vaidoso, ele estufa o seu peito esnobe,
orgulhoso de sua pretensiosa racionalidade;
sem impedir que se inflame a barriga infame,
deixa à vista o seu vasto vazio de sentimentos.
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Lá vai ele, vestindo o rosto com seu riso bobo,
suspenso por um fio fino, e tão previsível.
Sempre pela mesma estrada!
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Zomba dos que sentem,
despreza os que fazem versos,
e nunca amou as mulheres
(no máximo,
intrometeu-se entre elas).
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O Analfabeto Poético
admite a Política, mas não a Poética;
Não sabe que a verdadeira Política
nutre-se intimamente da Poesia.
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Ele pretende mudar o mundo
com pequenas operações cirúrgicas,
a golpe das mais descuidadas marteladas,
ou com a triste frieza das canetas tecnocráticas;
mas não tem a sensibilidade poética para perceber
o que precisa ser mudado.
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O Analfabeto Poético, bem armado e mal amado,
reconhece a Ciência, mas não a Poesia.
Não compreende que não há ciência
sem que esta tenha em si poesia.
(Em sua matemática rústica,
ele confunde ciência
com tecnologia).
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Sabe talvez ganhar dinheiro, o Analfabeto Poético.
E o reverte para ganhar ainda + mais dinheiro +.
O que tem tudo isso a ver com a Poesia?
Ele pergunta, sem desejar resposta...
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Pede o prato mais caro, sem capacidade de saborear.
Compra um sistema de som de alta fidelidade
sem ter nenhum gosto para a Música.
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Ouviu falar das mulheres belas
e por isso deseja comprá-las
para exibi-las a outros como ele.
Quando sucede aparentemente tê-las,
não consegue extrair delas um simples sorriso
realmente verdadeiro.
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Ele não percebe que, para que a luz do sol adentre
a inexistente janela da sala de pregões da Bolsa de Valores,
é preciso ter capacidade poética para perceber a luz, para além da luz.
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O Analfabeto Poético declara-se um homem prático...
Por sua vontade, seriam abolidos os livros
que não fossem tratados ou manuais.
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Por ele não haveria música,
não fluiria o pranto,
não transbordaria o riso...
que não fosse mero deboche.
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Munido de algumas frases,
para dizer nas horas mais erradas,
lá se vai ele para a sua ruidosa festa.
Nela, o Analfabeto Poético dissolve-se
em meio a todas as banalidades.
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(1990. Dedicado à genial obra poética, dramatúrgica ensaística e política de Bertolt Brecht).
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[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Cronos, vol22, nº1, 2021]
