Desculpa mas Nao posso Retribuir seu Amor
"Eu sei,eu sei que nem sempre eu posso escapar,pois o escape é a fuga dos loucos em refugio de certos apelos.Eu sei,eu sei que nem sempre eu posso apelar,pois o apelo é a invocação do socorro dos desesperados.Eu sei,eu sei que nem sempre posso me desesperar,pois o desespero não passa da falta de paciência ao esperar.Eu tenho,eu tenho em mim a esperança,por isso eu sei que tudo isso é um tempo que passará."
Você é como uma droga e, nesse lado sombrio e repleto de desejos, sei que posso estar arriscando uma viagem ao inferno. No entanto, todo viciado deve ter a liberdade de escolher como deseja morrer.
Escrevo agora a minha liberdade enquanto saio do poço. Sim, posso senti-la me chamando, sussurrando bem aqui no meu ouvido. Já sinto sua presença. Sim, finalmente posso voar. Adeus, noites insones; bem-vindo, aroma fresco da liberdade. Posso ouvi-la claramente me dizendo que este é o momento certo para partir. E é exatamente por isso que, sim, eu sinto que agora posso voar livre como uma ave.
eu sei que nada posso falar
desesperadamente
inconsequentemente
na impossibilidade de um dia te amar
só quero um sorriso seu, um abraço quente e eterno, mesmo sem a magia de sua tentadora e louca nostalgia.
Uma constatação que posso verificar, para meu próprio pesar, a cada instante: somente são felizes aqueles que não pensam – ou, dito de outra forma –, aqueles que pensam apenas o estrito necessário para viver. O verdadeiro pensamento se parece com um demônio que atormenta as fontes da vida, ou antes, com uma doença que afeta as sua próprias raízes. Pensar o tempo todo, colocar-se problemas capitais a cada instante e experimentar uma dúvida permanente quanto ao seu destino; estar cansado de viver, esgotado por seus próprios pensamentos e por sua própria existência para além de todo limite; deixar atrás de si um rastro de sangue e fumaça como um símbolo do drama e da morte do seu ser – isto tudo é ser infeliz a ponto de que o problema do pensar dê ânsias de vômito e a reflexão apareça como uma danação.
Tenho me afogado em vinhos baratos, para esquecer a dor da solidão, posso ter todas as coisas, só não posso perder a mim, pudera um dia em clara noite fria, andar sem rumo, pensando em nada e tudo, com lágrimas quentes e salgadas marcando meu rosto que já desistira de acreditar.
Posso eu, ser desse mundo? Onde o certo é disfarçar, no sorriso dolorido todos os cacos de vidros mordidos na força do maxilar ansioso?
Quando escrevo posso sentir, um alívio cerebral, eu consigo sentir um conforto na alma. É como se escrever fosse um calmante para o corpo e mente.
