Descuido
Rosas murchas
Oh, rosas murchas, vítimas de descuido e solidão,
Que perderam seu viço por falta de atenção.
Suas pétalas outrora viçosas, agora caídas ao chão,
Testemunhas silenciosas de negligência em profusão.
Como um jardim sem cuidados, onde a beleza se esvai,
As rosas murchas clamam por um gesto de amor que as recai.
Pois mesmo na decadência, guardam em si a essência da vida,
Esperando por alguém que lhes devolva a luz perdida.
Que possamos aprender com essas rosas esquecidas,
Que todo ser vivo necessita de atenção bem distribuída.
Que cada gesto de carinho e zelo seja como um regador,
Restaurando a beleza e o vigor, trazendo de volta o esplendor.
Assim, que cada rosa murcha sirva como um lembrete gentil,
Da importância de cuidar com amor, para que nunca haja exílio.
Pois até as flores mais desfalecidas podem novamente florescer,
Com um toque de dedicação, podem novamente resplandecer.
Quando se trate de defender a família e a pátria, a fraqueza é um crime e o descuido é uma desonra.
Amor é o que não deixa distração parecer descuido nem atenção sugerir sufocamento. Amor é uma linha tênue a costurar delicadezas.
O que há de ser?
Quando, por um descuido do acaso
Tropeço em pensamentos vazios
Vagando sem rumo no tempo
Liberto-me das cordas e do laço
Às vezes, é necessário voltar ao passado para desatar os nós que por descuido ou propósito demos na linha do tempo.
Perdoe-me pelo descuido com a sua saúde,
Por desperdiçar a sua juventude,
Por lhe tornar um homem rude
Perdoe-me por permitir tornar seus pesadelos reais,
Por abandonar seus ideais,
Por ter crescido e me tornado um adulto como os demais!
É perigoso voltar ao passado, vai que por descuido, a gente acabe trazendo para o presente quem nunca deve sair de lá.
Às vezes, nem é por descuido, ingenuidade ou por falta de aviso que a gente mergulha em pessoas rasas, é por capricho ou teimosia mesmo. A razão avisa o tempo todo: olha os sinais, olha o comportamento, mas o coração ignora e se joga de cabeça numa pocinha qualquer como se estivesse em alto mar.
Quando cientistas prenunciam catástrofes na linha do horizonte humano, só constatam o descuido desse com seu próprio destino.
O descuido
Por um descuido, fora cessada a magia do anoitecer
Por um descuido, o medo tornara minha companhia
Por um descuido, as cores vieram a padecer
E por um momento, menosprezara o quanto a vida valia
Descuido esse que, esquecera de cuidar
Quem iria imaginar?
Enquanto corujava, descuidara de me lembrar
E com essa desventura, só me resta caminhar.
Me perguntaram se eu tinha medo da morte e eu respondi:
Tenho medo de que por algum descuido da vida a morte não mi encontre.
Ah!... que nas Obras tenha sempre não descuido, não "relaxamento"... mas algum tipo de "imperfeição"... é a marca do Divino-...Humano...Pronto pra refazimentos ( ou... Aceitação !...)... crescendo sempre, mas na humildade da eternidade situada nos seus __ aparentes pequenos, mas divinos : momentos !...
Foi por um descuido que deixei você entrar novamente.
Não sei se só por hoje ou se para sempre.
Estava dormindo, um sono profundo... e ao despertar já estava lá. A pequena fresta que deixei aberta, por um segundo deixei escapar.
Fugiu de mim as forças, o bem estar e por mais uma vez te deixei entrar. Fez bagunça, mexeu em tudo que tinha lá. Reorganizou tudo do seu jeito. Colocou a saudade sentada bem ao lado da dor. Puxou o Amor para o centro, prendeu as lágrimas em uma garrafa e fechou com bastante força pra não saírem. Chamou o bom senso, que logo foi entrando e sentando no sofá bem de frente e disse:
" É hora de mudar. A vida está em constante movimento e o caminho é SEMPRE em frente. O que passou não vai voltar. "
Desejo também que você sinta essa dor. A dor do meu desprezo, meu descuido, meu descaso, meu desapego, meu desamor. Quero que sinta intensamente, assim como senti. Quero que seus lábios tremam e seu coração esfarele. Quero que sua vida desande e que, no fim desse caos, você assuma que sua vida sou eu. E sentado em uma calçada qualquer, se lamente por ter se dado conta disso tão tarde.
