Descoberta de Si Mesmo
Adoro ver o quanto as pessoas acham que desafiando os outros, estão explicitamente desafiando a si mesmo. Algumas querem sim vencer, outras convencer. Admirável é quando faz por si, e se melhora consequentemente ajuda seu próximo se ele assim permitir. Rejeitável, é quando não convence nem a si mesmo.
Admirável é eu me vencer, ver que alguns ficaram pra trás porque querem, e que alguns estão indo lá pra frente porque permitiram minha ajuda. E que se estou também a frente é porque me permiti ser ajudada muitas vezes. O que me torna uma pessoa profundamente grata.
O amor por si só é louco, um louco que quando amamos conseguimos entender e passar por cima das loucuras do amor.
Como a gente sabe que esta apaixonado? Quando você guarda dentro de si uma parte sustentável desse alguem e em alguns momentos ela ameaça acabar com todas as suas forças e levar seu coração consigo. Enquanto em certos momentos aquela pessoa compartilha a dor com você e talvez mesmo não querendo você sente tudo, pois ja se tornou inevitável.
Não se pode amar alguém enquanto houver egoísmo dentro de si. O amor é doação que não se espera recompensa.
Não fosse para fazê-la encontar-se dentro de si,
por quê então elevou-a até o firmamento, fazendo-a conhecer o melhor, quando deveria ficar na pior?
Por quê a fez sentir-se pisar em nuvens, se logo depois tornou-se pra ela como tempestade, carregando tudo ao seu redor?
Desaguastes nela os mares do silêncio, com a inconstância de quem já não via a insensatez, nem a forma compartilhada. Forneceu apenas o teu querer, e em troca destes o caldo amargo do teu fardo pesado.
Penetrastes fundo na coerência. E horas mais tarde, num descaso fingido e parcialmente forçado, sugou-a como um canalha.
Ela desejava desaguar em ti os mares de amor sublime da qual não teve anteriormente a tua chegada.
É quase como uma frase não dita, exalando injurias e sofrimentos injustificáveis a olho nú. Tentando amenizar o próprio erro, nas tuas insinuosas intenções.
Não vale ter se não for pra ser. Pois o que realmente ela precisa, é ser feliz.
“Você já sentiu saudade de si próprio?
Se não sentiu, deveria.
As pessoas deveriam sentir saudade de como eram inocentes e não se importavam com isso.
Deveriam sentir saudades de como o mundo era perfeito pra elas.
Que não importava o que o menino ou a menina diria, eles eram apenas amigos.
Deveriam sentir saudades das travessuras, das bagunças, dos castigos.
Deveriam sentir saudades da adolescência, da primeira vez que teve que falar em público, do primeiro beijo, do primeiro sentimento que achou sentir.
As pessoas deveriam sentir saudades de cada dia que passou, cada dia que deixou pra trás.
Olhar pro passado e desenhar o futuro, esse talvez seja o destino de cada um de nós.”
A dor da minha solidão
Da janela do ônibus
Percebendo que estava sozinho
No impacto do silêncio
refletida no caótico dia
O chocalho do meu raciocínio
foi tudo por um fio
que não cai em desalento,
aquilo tudo me iludia.
Em casa me sentia sólido,
sem sentimentos,
muito menos pensamentos.
Na solidão já estava acolhido
Deitei-me na cama
Tive um leve sono
e me toquei
que era tudo um sonho
Eu pressuponho!
Depois, muito depois, foi que começou a dar conta de si, como se voltasse de um mundo de brumas, como se acordasse de um sono pesado, despovoado de sonhos.
Sei que o amor é o caminho da felicidade, mas amar a si próprio é o maior amor que há. Pois esse não te trai, não te deixa e não te recusa. Ame seus pais, ame sua família, ame seu namorado, ame seus filhos, se ame, ame mais que tudo. Acho tão indigno de vida o ser que não é capaz de amar.
