Descaso
Pai abençoe-nos, olhai pelos nossos irmãos que sofre com tantas calamidades da natureza e o descaso dos homens, pelas suas obras. Perdoa senhor, ainda somos falhos, sob a vossa soberania curvo-me e rogo por todos. Obrigada pelo nosso lar, família e amigos. Amém
Éramos invejados por muitos
Admirados por poucos,
mas, ainda assim, acabou no primeiro descaso.
Me fazendo assim pensar
será que nosso amor era tão o fraco?
Que coisa, né, nem consigo acreditar
onde um dia dizíamos “te amo” e no outro nem consegue me suportar.
Mesmo assim, ainda a amo
e mesmo isso me machucando, quero que seja feliz!
Pois do início até agora, sempre foi o que mais quis.
Poema- O caso e descaso com o burro
Chamar um humano de burro é burrisse, idiotisse!
Pura tolice, o burro é um animal desenguçado, sem mesmisse!
Pura crendice, acreditar nessa burrisse e continuar ofendendo o burro!
Quanta inocência, você sabia que foi o burro que gritou a Independência?
- Tu tá com demência, foi o D Pedro I e ele não era burro!
- Seu burro, vá estudar história e não nos enrola!
Tu que andas sem memória, o nosso burro de outrora fez história!
Carregou D Pedro I, o príncipe do primeiro reinado!
Tudo combinado, o cavalo tá errado! O burro deveria ser exaltado!
Burro sempre foi menosprezado, ignorado!
Na pintura famosa de Pedro Américo o cavalo foi forjado!
Que inédito! Tudo errado, o burro clama desde sempre por ser tão marginalizado!
Mas seu menino, burro chega até a ser divino!
De antemão, na Bíblia não diz que Deus usou um burro pra falar com Balaão?
- Só que não! Foi um jumento, seu jumento!
Mas que tormento, burro é filho do jumento!
- Entendeu, sua mula! O jumento é o pai do burro e da mula!
Que filho da mãe! E a mãe do burro quem é?
Égua! É a égua!-Se o burro é filho da égua com o jumento, então o burro é irmão do cavalo?
Sim, e não! Mas meu irmão, que confusão! É que o cavalo pode ser o pai do burro!
- Mas que burro, não dá pra ser pai e irmão ao mesmo tempo!
Burro nada, seu jumento! E se o cavalo “pular a cerca”!
Que treta, pular a cerca e “pegar” a jumenta?
Égua, tá Louco! Aí a égua dá o troco e pega o jumento no sufoco!
Que enrosco! Então o burro tem dois pai e duas mãe!
- Que burro filho da mãe! Filho do cavalo com a jumenta e da égua com jumento!
Que burro inteligente, chamar um humano de burro é ser intransigente!
Inconsequente, o burro é um ser imponente!
Contente, não vê o burro do Shrek?
Então seu moleque, Salve o Shrek!
Salve todos os burros do mundo!
Desde o Rúcio, o burro de Sancho Pança com suas andanças!
O burro Bisonho, o tristonho Ió do ursinho Puff e suas comilanças!
Inté o burro anônimo, sem sinõnimo, sem eufermismo!
Sem anacronismo, não sejas moribundo, conheces a história em profundo!
( Marcos Müzel 21/09/2023)
Do mérito ao descaso, sabemos que o interesse da comunidade é o raciocínio individual. Com preconceitos!
Não se abale pelo descaso, sempre vai existir aquela energia vinda não sei de onde, ativando aquela luz que existe dentro de você.
Luz na Infância
O mundo gira, e na sombra do descaso,
Crianças sofrem, perdidas na tristeza.
Negligência, indiferença, nesse abraço,
Onde a esperança se perde na incerteza.
Oh, Humanidade, que em tua compaixão,
Devolva à infância a alegria e a luz,
Pois cada criança é a nossa redenção,
E nelas reside um futuro que reluz.
Que a luz da esperança em seus olhos brilhe,
E o futuro delas seja cheio de amor.
Neste ato, que a todos inspire,
Cuidar das crianças, eterno louvor.
Que o mundo se una por esse ideal,
Proteger a infância, nosso dever ancestral.
...
Devotei boa parte da vida ao acaso, mas foi o descaso alheio que implodiu nas minhas entranhas. Frustro, afoguei minhas expectativas em lágrimas de descrença e vi minha magia exclusa da vulgaridade que se agarra aos abecedários triviais.
Segui sem estupidificar minha mensagem, e vi os frutos da minha imaginação morrerem em terrenos inóspitos. Direcionei minha alma para os que enxergam além dos estribilhos que viram bordões na boca dos insipientes, e reagià força centrípeta que comprime toda a manada no senso comum.
Sustentei meu cerne, mas perdi para os estereótipos e protótipos que pregam o populismo. Vi o frenesi da criação transbordar de erudição pelas minhas próprias mãos, e naufraguei em um mar inepto e desprovido de sentido.
Quase meio século e sinto que estou ermo, mas prostituir meu talento seria divagar em tempestades de sucesso, enlouquecer diante de algo que não se presume e me resume sem autenticidade.
Entre aniquilar minha essência e pluralizar, fico singular.
Sensibilidade é tocar a alma sem deixar nenhum vestígio de descaso, omissão, inabilidade ao interagir...
Realmente não sei o que me parece mais horrendo: O desprezo ou o descaso com os processos e necessidades alheias!
Tenho minhas pautas:
1. É tanto descaso com os direitos humanos, que a bancada evangélica se achou no direito de se intrometer no que não é da sua competência. Garantir direitos humanos não é só para evitar abusos de autoridade de policiais com relação a criminosos, se refere a respeitar os direitos do cidadão;
2. Nos órgãos públicos, se estagiários/as podem atuar em qualquer área do serviço, servidores efetivos também podem ficar em desvio de função em qualquer secretaria do governo, porque na área privada é mais difícil fazer com que o mesmo direito se estenda a todos, mas agora não é o caso;
3. Homossexualidade não é doença;
4. Esclarecer porque o uso do facebook não é livre em todos os órgãos públicos;
5. Biblioteca escolar não é lugar de castigo de aluno, este não deve ficar fora de sala de aula e nem no corredor da secretaria. Colocar pessoas da área específica para trabalhar nas bibliotecas escolares.
Invisíveis
Não posso fechar os meus olhos,
a cada esquina que passo sempre vejo o descaso,
em cada olhar vazio,
sinto um pouco da esperança aos pedaços.
São tantas pessoas,
tantas vidas procurando algum calor,
em meio a chuva, em meio ao frio,
permanecem invisíveis.
Os invisíveis somos nós,
os insensíveis nunca andam sós,
quem não enxerga os problemas reais,
não enxerga a própria razão de existir.
(César Jardim)
Desejo também que você sinta essa dor. A dor do meu desprezo, meu descuido, meu descaso, meu desapego, meu desamor. Quero que sinta intensamente, assim como senti. Quero que seus lábios tremam e seu coração esfarele. Quero que sua vida desande e que, no fim desse caos, você assuma que sua vida sou eu. E sentado em uma calçada qualquer, se lamente por ter se dado conta disso tão tarde.
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