Desabafo
Se um dia eu não estiver mais presente, quero que leia este desabafo e sinta o quanto você foi importante. Você foi a melhor coisa que a vida me deu; com você, desbravei novos horizontes.
Seu sorriso é o meu amanhecer particular. Sua pele tem a leveza de uma pluma e seu beijo... ah, seu beijo é como doce, envolvente e viciante.
Minha gratidão por tudo o que vivemos é infinita. Mesmo que o destino nos separe fisicamente, saiba que você foi o meu melhor mundo. Obrigado por existir.
DESABAFO DE UM CORAÇÃO!
Não raramente observamos e ouvimos reclamações sobre o discorrer da vida.
Talvez os sentidos apostos em cada palavra possam ocupar um real significado, pois, afinal, ninguém se angustia por blasfêmia, repetição de falas ou por descuido do coração.
Somos as variâncias de sentidos revelados nos resultados entre o ofertar e o receber... poucos estão aptos a receber e, muito menos, adequados a doar.
Nesta caminhada, entre o ir e o ficar, surgem dúvidas condicionantes. Não ficamos pelo receio da repetição daquilo que já fora vivido e registrado nos escaninhos de nossas almas como algo negativo e não seguimos pela incerteza do novo, pois a zona de conforto, muitas vezes, é a sustentação da imobilidade para novas estradas e outros rumos.
Sem o que oferecer no mundo ilusório do TER e oferecendo muito quando se trata de amor e do SER... muitos se perdem pelo desespero da invariável máscara do presente que impõe os retrocessos do ontem que pulula no amanhã. Gente sem presente ostentando o velho e o futuro de nada.
Vasculhando bem... e não limpando muito... a lamúria é o estado desalmado de uma alma ferida e quase abatida pelo flanco da solidão.
Viver é o inusitado murmúrio das vozes que são silenciadas quando precisamos acenar um sentido e não nos permitem e que, muitas vezes, gritam quando carecemos manter o silêncio absoluto para não ferirmos como nos ferem.
Brasília, 04 de abril de 2012
De perto sou romântico, mas de longe te enganaram com um desabafo de alguém carente;
Diga-me onde esse amor vai parar, pois meu coração continua seguindo a sós;
De olhos em olhos continuo tentando me firmar entre as pálpebras encharcadas de emoção;
Se entre a caça a escolha vai se construindo, entre um coração virado do avesso se tem a certeza do quê quer;
Desabafo
Eu escolhi ser solteiro porque é o momento que desejo viver...
Eu sou solteiro porque isso me faz bem, sem ter que dar satisfação de como e quando eu vou;
Estou solteiro para não ter que fazer do meu passado julgamentos impróprios na minha angústias;
Eu quero está solteiro para não relatar os meus erros com um açoite interminável...
Não estou pronto para um relacionamento de mentiras que acaba com mágoas de um só coração!
Estou solteiro porque não quero alguém pela metade ao meu lado, acredito que sou merecedor de um inteiro e não por pedaços;
E escolhi o tempo de colher a minha felicidade na hora certa!
Do desabafo
Manhã chuvosa... um friozinho lá fora sugeria que o melhor mesmo era negociar com Deus e ficar debaixo das cobertas por mais uma horinha... pelo menos ;)
Afofei o travesseiro, me encolhi todinha... fechei os olhos... e
... toca o celular.
Já coloquei uma musiquinha que me agrada... porque não gosto quando o telefone toca... pra dizer a verdade, meus telefones – sim, meus, porque tenho quatro – estão ou sem bateria, ou desligados, ou no silencioso... a maioooooor .... bem maioooooor parte do tempo.
Converse com algum amigo meu ou colega de trabalho pra você confirmar: todos dirão – ‘sim, é muito difícil conseguir contato com ela por telefone...’ (mas isso é papo pra outro dia).
Sabe quando uma coisa tem de acontecer? Ela acontece! Punto e basta.
Deixei a musiquinha tocar um pouquinho... estava entre atendo, não atendo... a coisa que tinha de acontecer era eu não deixar de atender ;)
Então atendi. Ah! Nunca olho o número antes de atender...
Mariana... minha colega de profissão – professora.
A sua voz era um misto de tristeza, indignação, raiva... de um não saber mais o que fazer da vida.
Depois dos cumprimentos formais em que todo mundo responde que está tudo bem... ela desabafou...
Vou fazer um resuminho aqui da nossa conversa:
- Estou de saco cheio! Não aguento mais! – disse ela.
O problema era a sua profissão... ingrata profissão de professor (acho que isso depende do ponto de vista, mas falaremos disso em um outro dia).
- Você já pensou em abandonar sua carreira profissional? Porque eu já pensei mil vezes – perguntou ela, já dizendo qual era seu pensamento.
Sim, claro... já pensei... e quem não pensou? Já decidi enfaticamente uma centena de vezes mudar totalmente o rumo da minha vida profissional... e já ‘desdecidi’ a mesma quantidade de vezes... e quem já não pensou?
Às vezes o ‘desdecidir’ acontece minutos depois de ter decidido seguir por um mar profissional nunca dantes por mim navegado... doutras vezes... a ‘desdecisão’ vem um bommmmmm tempo depois.
Às vezes o ‘desdecidir’ vem depois de alguém ter me mostrado que vale a pena no caminho conhecido continuar... doutras vezes... sou eu mesma a enxergar que o melhor é deixar tudo como está e continuar a professorar.
Professorar... uma arte cuja tarefa é difícil demais pra quem nela se envolve por puro comodismo... falta de algo melhor a fazer... ou pra ter dinheiro pra suas continhas no fim do mês poder pagar.
Professorar... uma arte por cujos olhos, coração, mãos passam todos (ou quase todos, né?) os cidadãos deste nosso Planeta Terra.
A minha amiga Mariana?
Bom, ela desligou melhor depois do desabafo...
porque às vezes a gente só precisa mesmo é desabafar.
Rosangela Calza
Não transforme sua comunhão com Deus em um desabafo ocasional. Relacionamento se constrói na constância, não apenas na necessidade. 10/08/2026
Desabafo
Cansei de tentar ser abrigo
pra quem nunca quis ficar.
Cansei de me moldar em silêncio
esperando que alguém decidisse me escolher não por esforço,
mas por vontade.
Desde cedo aprendi a sentir
que meu lugar era provisório.
Eu ficava, ajudava, sustentava —
e mesmo assim parecia sempre
fácil demais
me substituir,
me esquecer,
me deixar pra depois.
Por mais que eu mude,
por mais que eu entregue
versões melhores de mim,
algo insiste em dizer que nunca é suficiente.
Como se eu precisasse provar todos os dias que mereço permanecer
na vida de alguém.
Às vezes sonho com o dia
em que serei importante sem me gastar.
Em que o cuidado venha sem cobrança, em que amar não seja esforço, mas descanso.
Em que eu não precise ser mais
pra finalmente ser o bastante.
A insuficiência caminha comigo,
mesmo quando me cercam de palavras boas.
Ela sussurra que vão embora,
que vão cansar,
que vão partir —
e eu acabo acreditando mais nela
do que em quem tenta ficar.
Então eu paro.
Não porque deixei de sentir,
mas porque me cansei de
implorar presença.
Sigo vivendo entre pessoas,
fingindo que não me importo,
quando, no fundo,
me importar sempre foi
tudo que eu sou.
TÉDIO
Não sei mais como faço
Se nem sei como desabafo
Pois tem horas que a gente cansa
Não sabe mais como se dança
Se estamos sós reclamamos
Quando juntos
brigamos
Se é frio ficamos angustiados
Se calor nos deixa incomodados
Difícil mesmo nos entender
Somos como frases incompletas
Que escritas podem converter
Somos como uma frequência
Que vezes está no auge da sintonia
Outras no blefe da monotonia
Difícil entender esses momentos
Que trazem dúvidas e tormentos
Então o melhor a se fazer
É num canto deixar passar
Essa coisa que embola a mente
Como corrente sem dente
O silêncio é melhor remédio
Pra nos curar desse tédio
No silêncio acalmamos o coração
Pois no silêncio a cura vem em oração !
Joao Batista Barbosa
Poesias
Conte mais a sua vida,
compreendo o seu desabafo,
fale de você com clareza
e receba
o meu ombro confortável!
Desabafo:
A minha vida é uma longa história, e nela eu aprendi que nem sempre vai ser uma história de felicidades, vai ter amor, felicidade, tristeza, dor, medo, inúmeras coisas que vai se passando e construindo grandes histórias em nossas vidas, seja de fracasso ou superação... todos os dias temos novas linhas para serem traçadas em nossas vidas!
Desabafo de uma poetisa
Lembro de começar a gostar de fazer redação aos 10 anos, na 5ª série (foi no Colégio CESAM, não lembro o nome do professor), e as poesias começaram aos 12 anos, sob a orientação do saudoso Prof. Waldemir Vasconcelos, na Escola Pedro Álvares Cabral.
Impressionante como criar aqueles textos me fascinava, foi quando comecei o meu "Caderno de pensamentos", coisa de adolescente da minha geração.
Andava muito de ônibus e na janela pensava, pensava, e depois escrevia, escrevia...
Aos 14 produzi um pequeno romance (nunca publicado). Depois fui ampliando meus textos até lançar meu livro de poesias em 2008 e um livro de história infantil em 2012.
De lá pra cá não parei mais, estou sempre brincando com as palavras. Escrever poesia para mim é meditação e entretenimento.
Agora sim quero falar do motivo do meu desabafo...
Quando começo a escrever uma poesia, faço vários rascunhos, procuro sinônimos e antônimos, rimas, palavras poéticas, entre tantas outras coisas que são necessárias.
Depois que o texto fica pronto, faço uma busca na Internet para analisar o material e não correr o risco de plagiar alguém.
Eu jamais, absolutamente, jamais utilizei a inteligência artificial para criar meus textos ou fazer revisão. Recuso-me a fazer isso.
Então, um belo dia eu fiz dois testes:
Levei um de meus textos para o detector de plágio e confirmei 0%, mas quando coloquei no detector de IA constou 95%.
Como assim?
Quer dizer que a IA se apropriou do meu texto? É sério? Isso desacredita as minhas produções. Absurdo!!!
Por isso deixo aqui o meu recado para quem gosta de escrever: Atenção! Precisamos tomar cuidado com as nossas produções! Nunca devemos deixar que tomem posse delas!
Desabafo de um orelhão
Tudo começou quando fui criado e instalados nas ruas da cidade
Há foi muito lindo eu era útil e todos me procuravam, também eu era jovem e bonito e um excelente ouvinte.
Fui portador de notícias, diminui as distancias, espalhei a voz ao mundo.
Transmiti notícias boas e outras nem tão boas assim.
Foram, milhares de vezes “Mamãe nasceu, nós ganhamos, deu tudo certo e assim vai” porem teve também as notícias tristes nos quais chorei junto “sou muito sentimental”
Foi um tempo feliz e eu era alimentado por moedinhas que todos chamavam de fichas, e assim podiam conversar por três minutos e era sempre uma emoção.
Os tempos foram mudando e começaram a colocar papel ao invés de moedinhas, mas tudo ainda era maravilhoso, mas o tempo sempre cruel, continuou passando e eu fui ficando velho e obsoleto.
Hoje já quase não me encontram nas ruas, perdi meu glamour, perdi minha utilidade.
Meu tempo está acabando só tenho noventa segundos, queria muito me despedir de você,
Queria falar adeus e dizer o quanto eu... TU,TU,TU,TU,TU,TU,TU,TU...
Na Luz do Luar, Um Lobo Solitário
uiva para a Lua como um desabafo
por tudo que tem que suportar
sem ninguém do lado.
O Rock é como um desabafo
de uma mente cansada
um despertar pra um corpo desanimado,
Um impulso de vida
nas cordas de uma guitarra,
numa voz expressiva,
um alívio pra alma.
O Zelo Divino Anoitece e, às vezes, Desabafo em Poesia
A noite costuma me trazer em determinados momentos aquela sensação necessária de tranquilidade — que encanta a minha alma, que gera um contentamento genuíno, seja uma ocasião com alguma sonoridade que me agrada ou embalada pelo silêncio — fragmento do meu íntimo.
Principalmente quando as horas estão avançadas e a minha amada solitude se faz presente, a minha mente fica mais equilibrada entre o caos e a calmaria; restaura o meu espírito ainda que eu esteja com o corpo cansado — uma sincronia imprescindível de elementos de bastante significado.
Então, as minhas emoções se misturam com certas palavras e nasce parte da minha poesia; os meus pensamentos mais expressivos desabafam em arte — versos vivos até nas entrelinhas, incluindo fantasia e realidade; de uma simples frase a várias linhas.
O Zelo Divino, manifestado também demonstrado em oportunidades noturnas, usa sabiamente o meu senso criativo e o meu apreço pela simplicidade para fazer uma leitura silenciosa sobre aquilo que preciso de verdade — pelo menos alguns instantes de equilíbrio.
Desabafo
Vou precisar de muitos dias para me conter,
Vou precisar de muitas horas para me acalmar,
Vou precisar de muitas palavras para eu desabafar.
Os dias passam,
Matam as horas
Aterrorizam os momentos
Os segundos somem
As horas jazem
Deixando os aís...
O relógio insistentemente bate
Atormentando-me
Sua rapidez sufoca meu grito...
Observo as árvores crescer
As flores desabrochar
Vivas hoje
Mortas amanhã
Pela correnteza do vento e do tempo...
Amareladas e secas caem
Seu destino é carregado
Pelas tempestades da vida,
As quatro estações vêm e vão
Deixando a lembrança de um dia ter passado por aqui...
Bilhões de pessoas vivem no silêncio. E o papel aceita o meu desabafo, na esperança de que alguém, do outro lado de uma tela, decida que é hora de voltar a conversar.
(Marilene Lira)
Cansado de ser o pilar silencioso, mas consciente de que, se eu falar, o estrondo do meu desabafo assustaria a todos.
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