Depois

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Me enganar pode até ser fácil. Mas e depois, como fica a consciência?

O livre-arbítrio é a piada mais refinada do criador: ele te dá a corda e depois finge surpresa quando você decide se enforcar.

A culpa é a punição que continua mesmo depois que o carrasco vai embora.

Deus criou o livre-arbítrio e depois passou milênios reclamando do resultado.

Se deus existe, claramente abandonou o projeto depois da versão beta.

A morte de Jesus foi um reembolso que ele pegou de volta três dias depois. Se os pecados voltaram com ele, a crucificação foi só uma sesta de fim de semana. Ele teria feito um favor à humanidade se tivesse permanecido na tumba.

Conservadores protegem a vida até o parto; depois disso, imigrantes, pobres e marginalizados ficam por conta da própria sorte.

O deus cristão, se achando moralmente superior, afogou toda a humanidade; séculos depois, o nazi-fascismo veio e copiou a ideia bíblica.

A religião a transforma culpa em virtude e depois cobra para aliviar a culpa que ela mesma inventou.

Pastores prometem o paraíso depois da morte, enquanto vivem o deles aqui na Terra às custas do dinheiro e dos corpos dos fiéis.

Quando as entradas sensoriais cessam na morte e, hipoteticamente, retornam depois numa vida após a morte, como provar que se trata do mesmo sujeito e não de uma cópia perfeita da consciência anterior? Se a consciência pode ser copiada, por que punir um clone?⁠

De quem é o desinteresse? De quem o sentiu primeiro ou de quem o recebeu depois?

"Às vezes, o silêncio da estrada a pé é o som mais bonito que a gente pode ouvir depois de quilômetros de críticas."

Depois da guerra interior, até o simples torna-se majestoso.
O silêncio vira abrigo.
A presença torna-se milagre.
E respirar deixa de ser automático para tornar-se gratidão.

Qual a relevância do curso de autoconhecimento,depois que
você fica velho.

Quem não tem caracter , nunca se sente mal pelos seus atos , mesmo depois da outra pessoa te estender os braços.

E depois de uma longa espera e muito cuidado, minha Rosa do Deserto floriu.
Flores são poemas coloridos.
É poético saber que uma rosa “decidiu” morar no deserto, local que carrega uma simbologia de tempos difíceis, escassez e luta.
No deserto ela cresce livre.
Presa em pequenos vasos ela se adapta e o poema vira haikai.

Um pedido de desculpas


O coração não voltou a bater sozinho,
virou casa abandonada depois da tempestade,
janelas rangendo saudade,
esperando passos que soubessem chegar sem quebrar.


Eu ouvi um pedido de desculpas
como chuva fina em terra rachada,
não fez barulho, mas ficou,
penetrando devagar no que ainda era seco.


Entre escombros, te vi juntando cacos
como quem remenda um vaso antigo com ouro,
sabendo que as rachaduras não somem,
apenas aprendem a brilhar de outro jeito.


Hoje o peito bate como farol cansado,
não ilumina por excesso, mas por insistência.
Porque amar, depois do erro,
é navegar mesmo sabendo do mar.

Depois da Escuridão



Ele não nasceu herói,
nasceu menino marcado,
com o peso do mundo nos ombros
e o silêncio do medo guardado.


Entre sirenes e lágrimas antigas,
aprendeu que a dor não escolhe endereço,
que a cidade ensina cedo demais
o valor e o preço do próprio tropeço.


Quando o erro queimou como raio na pele,
ele quase acreditou que era o fim,
mas descobriu que caráter não é queda —
é levantar mesmo quando tudo diz “sim” para desistir.


E assim virou choque no sistema,
não por força, mas por decisão:
porque não é o erro que molda o homem —
é o que ele faz depois da escuridão.

Antes da dor, depois da luz


O amor me amou
quando eu já não acreditava
que fosse possível amar de novo.


Quando a luz virou sombra,
a felicidade virou mágoa,
e o dia que era sol
fez noite dentro do meu peito.


Mas você chegou…
viu quem eu era antes da dor
e quem sou depois da escuridão.
Viu-me num quartinho,
feito um garotinho chorando, quebrado,
enquanto ao meu redor
era breu, tempestade e trovão.


Você não teve medo,
lutou contra meus próprios sentimentos,
gritou meu nome no meio do caos.
Olhei pra trás
e vi a tempestade
e a solidão daquele quarto.
Não saí do lugar.


Mas você se aproximou.
Me abraçou.
E tudo o que em mim estava morto
floresceu de novo.
Ficaram apenas as cicatrizes —
pois o seu abraço me curou,
me conectou de um jeito que palavras não alcançam.