Depois
Mas olha que curioso, e aqui entra aquele tipo de reflexão que a gente só consegue ter depois que sobrevive ao próprio passado. Aquela menina que foi deixada do lado de fora da festa… ela não ficou pequena. Ela cresceu. Ela virou alguém que teve voz, que teve público, que teve coragem de se expressar num blog quando muita gente nem sabia o que era isso direito. E isso incomodou. Porque tem gente que só gosta da gente quando a gente cabe no lugar que elas determinaram. Quando a gente cresce, quando a gente brilha, vira ameaça.
E olha… eu vou te contar uma coisa que a gente só entende depois de apanhar emocionalmente igual tapete em dia de limpeza pesada… amor que marca é barulhento. Faz escândalo, quebra prato invisível, deixa cicatriz que a gente até mostra com um certo orgulho, tipo troféu de guerra que ninguém pediu pra disputar. Já o amor que permanece… ah, esse quase não faz barulho nenhum. Ele chega de mansinho, senta do seu lado e, quando você percebe, já está ali há anos, dividindo até o último pedaço de pão e o último suspiro de paciência.
Eu já fui dessas que confundia intensidade com destino. Achava que quanto mais difícil, mais verdadeiro. Quanto mais lágrimas, mais profundo. Basicamente uma novela mexicana ambulante, só faltava a trilha sonora dramática e uma câmera dando zoom no meu rosto enquanto eu olhava pro nada pensando “por quê?”. E o pior é que a gente romantiza isso. A gente acha bonito sofrer. Olha que perigo.
Mas aí a vida, essa professora sem paciência e sem filtro, vem e fala “minha filha, senta aqui que você ainda não entendeu nada”. E foi aí que eu comecei a perceber que o amor que fica não precisa te convencer de nada. Ele não te deixa em dúvida, não te faz virar detetive emocional, não exige interpretação de texto às três da manhã.
O amor que permanece é quase sem graça… e é justamente por isso que ele é extraordinário. Ele não te dá frio na barriga todo dia, porque te dá algo muito melhor: paz. E paz, minha querida, não viraliza, não rende história caótica pra contar pras amigas, não dá engajamento… mas sustenta uma vida inteira.
Entre o amor que marca e o amor que permanece, eu também fico com o que fica. Porque o que marca às vezes só prova que doeu. O que permanece prova que deu certo. E no final das contas, depois de tanto drama desnecessário, tudo o que a gente quer é alguém que fique. Que fique quando o encanto dá uma cochilada, quando o dia é comum, quando a gente não está interessante, quando a gente só é… humana.
E é curioso, porque o amor que fica não grita “eu sou o amor da sua vida”. Ele só… fica. E nisso, ele vence.
Agora me diz, você ainda está escolhendo emoção ou já está escolhendo permanência?
Legado não existe depois que morremos. Ele, é simplesmente o agora. Existir já é o legado de todos nós!
Levantar-se e ir embora é a coisa mais fácil quê existe.
Mas depois de ter ficado e assumido a responsabilidade fazendo acontecer, você percebe que teria sido mais difícil ir embora.
É depois dos 40 que que toda preciosidade começa a acontecer, e com o passar do tempo algo lindo e raro se tornam as mulheres, quisera eu ter o privilégio de saborear igual um bom vinho, aos 40, 50 e 60 mais.
Depois que elitizaram o sertanejo, batizando-o de universitário, as letras se tornaram simplórias, repetitivas e tolas! Deveria se chamar sertanejo primário!
"Não pense que pode servir a si mesmo e a seus prazeres, no inicio da vida, e depois servir a Deus tranquilamente, no final de sua existência. Não pense que pode viver como Esaú e morrer como Jacó."
“O ser humano destrói a natureza e toda a beleza da terra, e depois busca nos céus a paz que ele mesmo expulsou.”
Eu trato o meu corpo duramente e o obrigo a ser completamente controlado para que, depois de ter chamado outros para entrarem na luta, eu mesmo não venha a ser eliminado dela.
Há tempos que faço valer as minhas vontades e não deixo nada para depois.
Amanhã pode ser muito tarde.
Tem gente que perde mais tempo cuidando da vida dos outros do que construindo a própria.
Depois reclama que a vida não anda!
4,71% de aumento depois de tudo que a saúde fez? Isso não é valorização, é stand-up institucional, só não tem graça pra quem trabalha enquanto muitos dormem.
Depois dos 50, não sou mais vitrine… sou obra de arte...
quem entende, admira, quem não entende, passa batido.
"Vestígios"
Ah, o cheiro do ar
depois da chuva.
Imagens sem vestígios
- eis o que fomos.
As noites se sucedem
e os estilhaços...
Me aborrecem, entristecem
que ao passar,
me foge o quê fazer.
Queria me desaguar
como açúcar, posto ao café.
Me desdobrar, ao levantar da cama
e respirar mesmo ao me faltar,
um pouco de ar.
Se eu fosse eu
conseguiria fazer de tudo,
mas acabei me perdendo de mim
assim que encontrei você
E adivinha, você nem se conhece ainda.
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