Depoimento para uma Garota que eu Amo
SONETO COM CHARME
Moço, se no tempo, velho eu não fosse
Onde a dor da saudade a apoderar-me
As recordações a virarem um tal carme
E a lentidão em mim se tornarem posse
Ah! Aquelas vontades já me são adarme
O que outrora me era tão suave e doce
Num gosto acre o meu olhar tornou-se
O espelho, um revérbero, a desolar-me
O meu espírito a tudo acha tão precoce
Já o corpo, cansado, soa em um alarme
Na indagação a juventude que o endosse
Da utopia ao caos dum tão triste arme
Envelhecer, como se não fosse atroce
Então, vetusto, tenhas arrojo e charme!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2016, 18 de novembro
Cerrado goiano
Se pra me amar você não serve
Pra beber deixa que eu me sirvo
Cerveja quente e mulher que não ferve
Não indico pra nenhum ser vivo.
No meu copo quero espuma
Loira suada, gelada a zero grau
Porque se não a cobra fuma
Eu faço um fusuê no carnaval.
Seja no copo, na latinha ou no gargalo
A cerveja vai pro ralo
A boca beija, eu deito e rolo
Na quarta feira
Depois do cantar do galo
Aí é que eu quero colo.
Ave Maria
Quando a noite vem e, cerra o dia
como se trincasse entre os dentes
eu, desfolho em reza a Ave Maria
na fé dos preceitos transparentes
Onde se tem somente primaveras
a fleuma do entardece, poentes
e a elevação de todas as esperas...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2016
Cerrado goiano
Eu quero falar sobre normalidade o que é normal? Se você está triste é só um caso de melancolia ou está sofrendo de um desequilíbrio neuroquímico, a grande maioria das pessoas como quais os cérebro é tudo menos normal, e não a dúvidas que ele sofre mais será que isso é ruim? Para alguns seu estado neurológico os protege da verdade dolorosa que ninguém gostaria de pensar, outros desenvolve uma disposição de alegria que pode ajudá-lo a lidar com situação que todos nós acharíamos perturbadora, e se tivermos que estabelecer um padrão também não temos que nos pergunta como o cérebro das pessoas supostamente normais, respondem a certos estímulos e se podemos tratar essas pessoas que vivem com transtorno neurológico devolvê-la para normalidade, é claro que estaríamos ajudando mas às vezes também não estaríamos tirando o que as tornam única roubando delas uma parte essencial de quem elas são.
SONETO NA CHUVA
Quantas vezes, pés descalços, enxurrada
A minha infância, na inocência eu brinquei
Águas em versos, chuva molhada, sopeei:
Quantas vezes eu naveguei na sua toada?
Na narração me perdi, no tempo maloquei
As lembranças ali no passado deixada
De memórias fartas, meninice, criançada
Aqui no peito guardada, e nelas estarei...
Céu cinza do cerrado, nuvem carregada
Deixa chover, pois só assim eu alegrarei
Da varia recordação da pluvial derivada
Pingo a pingo, trovoada, no outrora voltei
Água na cara, cachoando na alma calada
De saudades, neste soneto na chuva, falei!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Dezembro, 2016
Cerrado goiano
Só vou para de tentar de te fazer feliz, quando eu perceber que já não existe mais nada, que te faça mais feliz nesse mundo, do que ao estar diante de minha presença e nas curvas longas da felicidade, todas as rotas e direções só tem uma localização, que seu destino final é meu coração.
Muitas das respostas que buscamos, o nosso Eu Interior tem gritado para nós diariamente, mas estamos distraídos demais para ouvi-lo.
Quero ter ao meu lado um ser humano, cujo preço que eu tenha que pagar para isso, seja simplesmente eu ser quem realmente sou.
Não é porque agora eu não aprecio e não quero comprar caqui, que eu odeie esta fruta e, muito menos, quem a coma.
Linha
Eu poeto de mim, daqui
nesta câmera surreal
por este fio vocês dai
numa transmissão corporal
por esta linha dual, agruras
em diversas camadas
solidão sem gravuras
felicidades sem risadas
assim, nesta comunicação
de passa e repassa, a voz
camuflada de significação
em versos mansos ou feroz
que se imprime da emoção
num linguajar em cadência
lembranças e boa paixão
na alma em total evidência
em cada trova um avesso
do reverso do meu daqui
cada verso o meu confesso
para vocês daí...
Instantâneos do meu poeta imerso...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Eu não aguento mais colocar um sorriso falso no meu rosto, não aguento precisar segurar choro. Eu não aguento mais fingir que estou bem, eu não aguento mais enganar eu mesma fingindo que estou bem. Só não aguento mais nada!!!
Pq eu? Pq estou sofrendo? Pq além de enganar a Deus, engana si mesmo. É religioso? Então pq furta o sinal da internet do vizinho? Pq tenta viver uma vida irreal, se já não tem condições? Uma prima dizia: pq arrotar peru se come mortadela?
Pleno no momento que seu olhar fez eu imaginar, que por trás de cada sonho vejo em você o motivo de eu continuar a caminhar. E chega a ultrapassar os limites de amar, a velocidade de que eu me apaixonei por você fez eu perceber, que basta um olhar para que meu mundo fica mudo e acalma, entre todos os muros fiz a muralha da promessa cumprida, que se apaixonar todos os dias por você, só faz ter sentido na minha vida que meu destino é saber que vou amar você para resto da minha vida. Os mistérios do seu olhar em desvendar o que já era de se esperar, que quando aquele abraço aconchegante faz despertar o que é para revelar, que só basta uma palavra para as tempestades terminar, e busco em teu olhar o que faz girar o meu mundo, os sentimentos mais profundos, quando eu revejo o enigma que desvendo a combinação para o meu coração. Se antecipa em falar que os segredos de tantas admirações é pensar, que a cada troca de olhar seu sempre vai ser a mais pura declaração, de navegar sobre as águas nos rios dos seus olhos, faz todas pedras escondidas nos caminhos que cruzei, para alcançar o ápice de acreditar que jura de amor necessariamente não é preciso falar, que somente em ver seu olhar que já me diz tudo que eu possa imaginar.
Brisa de praia (Autoral)
Logo eu acordei e já senti falta do seu olhar
Tão azul, azul quanto a cor do mar
E em compasso com as ondas do teu cabelo
Sentia uma brisa que preenchia meu corpo inteiro
Fecho os olhos e já começo a lembrar
De nós dois deitados na areia de frente ao mar
E logo eu começo a lembrar
Do som da sua risada em compasso com o som do mar
Pego na sua mão e sinto a tranquilidade
Tão leve que me trás a paz de verdade
Nós dois deitados olhando o pôr do sol
Contigo eu nunca me sinto só
A lua que reflete em seu olhar
Me mostra aonde eu sempre quero estar
Nas ondas da praia eu só quero te beijar
E nas ondas do mar eu quero me afogar
Vi na vida um motivo pra sonhar
Teu olho azul, azul da cor do mar
Seguro na tua mão e olho pro teu olho pequeno
E isso me faz sentir tão sereno
Quero ser feliz nas ondas do mar
Quero esquecer tudo
Quero descansar
Sinto esse vento no rosto
E com ele a vontade de te ver de novo
Somente poemas
Somente poemas eu quero aqui,
poemas e mais poemas, apenas;
poemas aqui, poemas por aí,aí,
aí poemas, perto de ti poemas,
perto de mim muitos poemas,
traga poemas de todos os tipos,
que seja seus próprios poemas,
poemas belos e bem bonitos...
-Bonitos? De alguma forma bonito!
Os poemas são canções, músicas.
Em poemas e canções eu acredito,
acredito, acredito e acredito, é isso,
é isso, isso, é isso mesmo repito!
Poemas apenas, nada mais além disso!
O que realmente desejaria
É que eu queria inflamar minha fé, colocar a esperança de pé, alimentar as expectativas, fazer vigorar a juventude viva, ser cheio do espírito do senhor, a honra constatada, sobre cada camada, cada flecha lançada, de vida, brilho no olhar, prazer de lutar, uma figura radiante, integra e constante, porém eu sou cheio de contradição, ao que sonho viaja na contramão, razões, motivos, talvez, o berço machucou, o horizonte escureceu, a cegueira prevaleceu, burlou a boa conduta, poesia culta, nada, o diabo filho da cuca, deixa a mente maluca, um dia ou nunca, é poesia nua que escrevo, nesse corpo febril, viaja a arte, cada parte, transpiração que arde, o tempero do pensamento é vasto, cheio de argumentos, diga algo você a minha poesia, tudo bem, filho quem sabe um dia, serás e viverás o que realmente desejaria.
Giovane Silva Santos
Há quem acredite que as mais belas palavras estão nos adjetivos que qualificam.Eu gosto mesmo é da ação presente nos verbos: amar, perseverar,construir,sonhar,perdoar,pensar,realizar,levantar,acreditar e lutar
Talvez eu nunca mais consiga sentir
E sentir é tão profundo
Mais afundo que existir
Talvez eu jamais entenda o porquê deste amor
Que é um tanto devastador
E tira horas de mim
Talvez tenha amado sozinha
E essa picuinha de te querer pra mim
Talvez você apenas responda por dó ou por onda
Apresento-me como a mais desencanada
Mais que nada
Sou até abobada por gostar de você
Que loucura e insanidade pura amar quem não te quer
Mesmo sendo uma linda mulher
Mesmo ele me tendo por completo
Mesmo tendo dado tão certo
E quando nos temos é tão magico
Se não fosse trágico
Saber que jamais terei você.
