Depoimento para meu Filho de 18 anos

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Eu até gostaria que fosse menos, mas o fato é que já faz seis anos. Na época, eu cursava jornalismo na UCPel, e tinha um mundo inteiro para descobrir (sempre se tem, não é mesmo?). Minha vontade era clara: queria trabalhar com jornalismo escrito e fugia do assunto quando me diziam que eu tinha que ir para a televisão, como âncora de algum telejornal. Sempre gostei das palavras e de como elas informam com liberdade. Acho que ler para saber é sempre mais livre e rico do que ouvir ou do que ver. E talvez essa ideia venha desde o tempo da escola, quando a professora chegava, escrevia um fatídico primeiro parágrafo no quadro e terminava com insuportáveis reticências. E a turma ainda tinha que ouvir: - “Sejam o mais criativos possível!”. Eu sentia uma frustração terrível quando percebia que a minha criação só começava depois dos três pontinhos. Hoje escolho as palavras com a cerimônia de quem escolhe feijões na mesa da cozinha. Liberdade caça jeito, já dizia o poeta.
Mas agora é totalmente diferente. Não estou na faculdade, muito menos na escola, estou pedindo licença para retornar, para retomar o que eu deixei quando parti de Pelotas.
Enquanto cursava a faculdade, mandava textos para este jornal e, para a minha surpresa, depois de um tempo insistindo, eles foram publicados. E era uma felicidade imensa poder "me ler" no jornal da cidade. Era uma sensação de ganhar outros que compartilhassem ideias, um anonimato da imagem. Ser esmiuçada em palavras sempre me envaideceu mais do que comprar um vestido de festa.
Na adolescência, tive a oportunidade de deixar o Sul para desbravar outras fronteiras. E como nessa época, geralmente, a gente acredita que precisa sair do lugar para ir mais longe, eu aceitei.
Fui me despedindo aos poucos de cada pessoa que era importante para mim. Quando partimos, nunca sabemos quando (e se) um dia voltaremos. Faz parte da poesia de ir embora, fantasiar um voo sem trégua.
E nunca esqueço quando o jornalista Clayr Rochefort, então diretor de redação deste periódico, me desejando tudo de melhor, mas quase como quem exige uma promessa, recomendou: “Só não deixe de escrever!”
Noite dessas, no meio de um aniversário, recebo a ligação da minha mãe. Achei um canto onde eu pudesse ouvi-la e ela disse que seria breve. Queria apenas me contar que, reformando a casa, teve que desmontar um armário e, numa caixinha, encontrou meus primeiros brinquedos de infância, a roupinha que eu usei com apenas 24 horas de vida, ao sair do hospital, o primeiro lençol da minha cama de “adulto”. Quando minha voz falhou, coloquei a culpa na telefonia. Não seria fácil justificar algumas lágrimas de saudade numa noite de festa. Mais difícil ainda seria conseguir estancá-las. Saudade das origens é um tipo que não tem cura.
Mesmo que algum tempo tenha passado, eu continuei a escrever e hoje, com grande alegria, anuncio a minha frequência a ser debulhada nessas páginas tão familiares.
É que mesmo que a gente voe pelo mundo, encontre outras línguas, outras culturas, outros cheiros e amores, sempre fica num armário guardado, na cidade que nos embalou a meninice, bastante do que fomos. E, principalmente, aqueles que continuam nos vendo com os mesmos olhos de antes. Raízes, rio que sempre corre, mesmo quando a chuva estia, obrigada por terem me deixado ir e, sobretudo, por terem me lembrado de voltar.

Publicado pelo Diário Popular de Pelotas.

Inserida por melfronckowiak

levei quarenta anos para apreender que é urgente despertar deste longo sono que cada um de nós atravessa atualmente. Hoje sei que tudo que devo, só devo a minha persistência pela procura das respostas envolta de tantas duvidas.

Inserida por israelwest

Tantos anos me dediquei,
tantos planos me foram oferecidos,
planos que tantas pessoas sonham por ai,
mas que não faz nem de perto parte dos meus sonhos.
Não do jeito que me foi proposto, não com aqueles que me ofereceram.
Não entendo mesmo porque se apegam tanto, devo ter mil faces e cada um deve achar a perfeita para si a ponto de ter o abuso de achar que a vontade deles é a minha vontade.
Nem sequer foram capazes de conhecer a minha vontade,
na minha facilidade de ser miragem me escondi,
e ninguém foi capaz de me achar.
Porque eu enxergo claramente quem são cada um de vocês?!
Com o tempo me tornei muito esperta em compreender, em enxergar em conhecer,
mas nunca em me mostrar,
não quis contar nem meia palavra do que realmente se passa dentro de mim,só porque eu não fui convencida que nenhum de vocês escutariam.
Não escutaram nem o meu mínimo, muito menos escutariam o meu máximo.
Por isso minha alma é lacrada somente para bons entendedores,
assim algum dia eu descubro quem quem realmente se importa, mas também não me fará falta se ninguém se importar,porque grande parte de mim é esquecimento devido a isso o próprio esquecimento também não me incomoda.

Inserida por mariana1993

O grande segredo para se manter um casamento feliz e saudável, por muitos e muitos anos, até que a morte os separe, é não guardar segredos entre o casal.

Inserida por luizborgesdosreis

A inocência é um privilégio. Um véu de felicidade que vai se rasgando com o passar dos anos.

Inserida por RickMiranda

"Há alguns anos as pessoas faziam dinheiro. Hoje, o dinheiro faz as pessoas."

Inserida por Genoma

A vida surpreende apenas aqueles que não aprenderam ao longo dos anos distinguirem o verdadeiro valor da amizade.

Inserida por ReinaldoVasconcelos

Por enquanto me desfaço do instante e de passados que retornam a cada 600 anos pra ser eu mesmo sem mim.

Inserida por ranely

FUMEI

Fumei,
por anos,
mas parei.

Não parei porque minha filha pediu,
nem quando minha mãe me impediu,
parei quando meu pulmão gritou
e o médico mandou.

Fuma e morra,
assim,
curto e grosso,
realista.

Larguei a nicotina,
naftalina,
polônio,
acroleína
e outros.

Desfiz meu pacto com o diabo,
dei um fim ao suicídio prolongado,
vivi,
mais tempo que o esperado.

Superei as recaídas,
mesmo com tantos caminhos difíceis,
encontrei a saída,
bem vinda a vida,
vida bem vivida.

Inserida por AndressaFernandes

E mesmo Que não Pareça
E mesmo que eu diga ao Contrario
Eu Desejo Viver Mais Uns 100 anos.

Inserida por GiovannaRohling

És o amor que me completa

Fazem hoje seis meses, mas, poderiam ser anos;
Pois a tempos que te espero a muito tempo que eu te amo,
Os dias e as noites fico contando e me perco no infinito das estrelas,
Fico então me perguntando oh meu Deus! Onde esta a minha princesa?

Mesmo estando longe, bem pertinho a posso sentir,
Peço a Deus em oração, para que nunca te esqueças de mim,
Estes dias devagar vão passando, mas, não me fazem cansar-me de te esperar,
Pois sei que muito em breve amor, do meu lado vais estar...

A saudade que hoje nos machuca logo vai se acabar,
Falta muito pouco amor, para os nossos sonhos se realizar,
E no momento em que os nossos corpos um ao outro tocar,
Vais perceber amor, que vinhemos a terra para um ao outro completar...

Os anos que virão ao teu lado com certeza é muito pouco,
Vou pedir a Deus um pouco mais de tempo,
Para se viver o amor de um poeta que de amor por ti hoje esta quase louco!
De tudo de melhor que nesta vida eu poderia Ganhar,
Pode ter a certeza amor, o melhor foi te encontrar...

Poderia eu ficar simplesmente olhando tuas belas fotos e te admirar,
Mas, é no brilho dos teus olhos amor, que eu quero me encontrar,
Também quero me perder no brilho deles amor,
E por favor não deixe ninguém mais me achar!
Eu só quero sair deles quando um dia minha vida acabar...

Inserida por IgorBarros36

"Fiquei anos com um nó no estômago, sem saber o
queia acontecer. Mentalmente foi muito difícil"

Inserida por JorgeOliveira8000

Esbarrei sem querer em uma tela que pintei há muitos anos um anjo. A moldura ao cair se quebrou e deixou em mim inesperadas sensações, como a dor das perdas inevitáveis, e ao mesmo tempo, na parede branca e vazia, a urgência de seguir, pintando quem sabe uma nova tela, não apenas com um anjo, mais com os múltiplos anjos abençoados que coloriram, colorem e os que chegarão para iluminar ainda mais minha vida.
Luiz Machado

Inserida por luizmachado

Derrota nos permite poupar anos de ilusão em torno da idéia de que somos bons e podemos continuar assim

Inserida por Rodinho

Como é emocionante ouvir de quatro em quatro anos o hino nacional.

copa do mundo

Inserida por iristerrasborges

Chorando muito aqui porque o menino que eu gosto há 6 anos não liga pra mim.

Inserida por khadjaProenca

À medida que os anos passam a vida vai ganhando sentidos que nunca imaginamos existir.

Inserida por ReinaldoVasconcelos

“Eu olho para você e vejo uma garotinha de três anos no corpo de uma mulher de vinte e cinco. Mas independente do seu jeito, desjeito, falta de jeito, manhas, birras e defeitos; eu amo tudo que vem de você.”

Inserida por AnnyJanuario

O ZIZI,

Alberto da fonseca

Um homem de 95 anos está a viver num lar para reformados,.
Certo dia, ele cruza-se com uma senhora de 86 anos que estava também no mesmo lar.
-Boa noite, minha senhora!
-Boa noite caro senhor, então como vai essa saúde?
-A saúde vai menos mal, mas vivo com muitas saudades dos meus tempos de jovem, das minhas conquistas e hoje.... nada!
-Mas é natural, a vida é assim!
-Pois é, pois é. Para me ajudar a matar estas saudades, a senhora não se importa de ter nas suas mãos o meu ZIZI?
-Velho porco, respondeu a senhora, não tem vergonha? Com a sua idade, mesmo se tiver uma pistola contra a cabeça, não consegue entesar.
-Eu sei, eu sei, mas é sem intenção, é só para ter uma pequena lembrança de outros tempos!
-Bom, se é só por isso...!
-A senhora abre a braguilha das calças do velhote, pega no ZIZI e fica assim por alguns minutos conversando.
E durante vários dias a cena se repetia.
Certa noite, o velhote não veio e a senhora de 86 anos, ficou inquieta e foi à procura do velhote e
encontrou-o sentado à beira da piscina ao lado de uma jovem de 75 anos que tinha o ZIZI do senhor nas mãos.
-Tu não tens vergonha? O que é que ela tem que eu não tenha?

-PARKINSON

Inserida por danielbezerrarn

Sou tão complexo e ilimitado que já faz quarenta anos que tento descobrir quem sou, mas tem hora que nem eu sei realmente quem sou.. Talvez somos apenas estrelas num imenso universo!

Inserida por BERONILDES