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Depoimento de agradecimento

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⁠UM ETERNO AGRADECIMENTO

Por vezes pensei ter mérito sobre meus feitos, talvez tenha.
Por vezes pensei ser capaz de fazer a diferença, talvez seja.
Por vezes pensei ver o mundo com meus olhos, talvez veja.
Por vezes pensei poder dar meus próprios passos, talvez possa.
Mas foi com você que aprendi a pensar, enxergar o caminho dos meus passos para poder fazer a diferença por meus méritos.

Por vezes pensei viver minha própria vida, talvez viva.
Por vezes pensei contar minha própria história, talvez conte.
Por vezes pensei encarar meus próprios monstros, talvez encare.
Por vezes pensei estar sozinho, mas nunca estive.
Você me ensinou a desenhar a história da minha vida enfrentando todos os monstros de cabeça erguida, mas nunca sozinho. Sempre esteve ao meu lado.

Por vezes pensei não ter amigos, mas você estava lá.
Por vezes pensei estar sozinho, mas você estava lá.
Por vezes pensei não ter mais saída, mas você estava lá.
Por vezes chorei na partida, mas sempre você voltava.
Porque você me ensinou a ser forte. Sempre foi o ombro que eu precisava para seguir em frente e a mão que se estendia na hora mais urgente.

Mil vezes te pedi amor, você sempre me deu.
Mil vezes te pedi colo, você sempre me deu.
Mil vezes te pedi conselho, você sempre me deu.
Mil vezes te pedi perdão e você sempre perdoou.
Foi você que me ensinou a ter humildade e pedir ajuda. Me ensinou que ter um coração gigante como o de mãe e que ser uma pessoa do bem não é defeito e sim uma qualidade das mais nobres.

Inserida por Avipen

Sábado, 21 de março de 2020. Estamos de quarentena. Um vírus que apareceu na China se espalhou rapidamente por todo o mundo. Milhares já morreram e outras centenas de milhares estão infectadas.

Estou na América do Sul, onde o vírus chegou há menos de um mês. No Py , país que eu estudo e moro, já são mais de 22 pessoas infectadas e, infelizmente, 1 morte já perderam a vida. Hj é mas um dia.
Estamos trancados em nossas casas. A capital do Py-assunção cidade está deserta. Parece filme de terror, mas é real. Estamos com medo do vírus que só ouvíamos falar pela tv. Ele está perto!
. A música silenciou nos bares da cidade. As ruas desertas denunciam o medo dos inocentes que estão presos sem nada dever.
O noticiário só informa o aumento de casos. Mais gente infectada. Mais mortes. Mais medo!
Ficar trancado em casa já não é seguro. Dr. vamos pra colônia!
As autoridades apenas recomendam ficar em casa e lavar bem as mãos.

Nas farmácias não tem álcool em gel. As últimas unidades foram vendidas pelo triplo do preço normal. É o capitalismo aproveitando a ocasião.
Se alguma coisa boa trouxe o vírus? Ora, as famílias estão mais unidades, o povo tá orando e acreditando mais em Deus; tem gente lendo mais, falando menos, ouvindo e refletindo o quão frágil é a raça humana.
O silêncio é quebrado pelo barulho da chuva. As estrelas não quiseram aparecer essa noite. A cidade já dorme, sonhando acordar com boas notícias.

Deus, estamos em tuas mãos. Nos guarde!

Assunção Py/ 20/03/2020.

Israel Colim

Inserida por israel_colim

O maior problema não é que os depoimentos não coincidam. É que nenhum deles bate com os fatos centrais do crime.

Inserida por pensador

Depoimentos deturpam a história.

Inserida por RodrigoQuito

Contemple as estrelas, contemple o sol e tudo que brilha, mas o brilho dos seus lindos olhos será sempre mais claro do que todo astro luminoso que existir.

Inserida por MichelFranklly

⁠s praias lotadas, pessoas sem máscaras, confraternizações sociais com aglomerações e hospitais operando acima da capacidade de lotação. Essa é a vergonha do Brasil, que constará nos livros de história das próximas gerações, no mundo todo. Imagino que deverão incluir imagens das regiões litorâneas do país e a legenda: “O número de mortes se agravou em decorrência da negligência dos cidadãos.”.
É triste.

Inserida por agenciadk

⁠Envergonhe suas fraquezas todos os dias

Inserida por agenciadk

⁠Como eu sou capaz de te escrever coisas bonitas pra você entender seu valor, e mal consigo me valorizar?

Ensinamentos que eu ouvi e não entendi, te expliquei na íntegra de um jeito meu e só você entendeu.

Eu até entendo com desenhos, mais não sei desenhar, memorizar está difícil, eu já vivo no piloto automático e mesmo com backup nas nuvens estou sempre com a memória corrompida, e não tenho nem 40 ainda, falta +5, eu não gosto de matemática, como boa perfeccionista que sou na verdade falta 4+09 meses +10 dias e algumas horas, eu até sei quantas faltam + como disse; eu não gosto de matemática.

E assim em silencio nos meus dedos de auto falantes e compartilho o testemunho da revolta de uma senhora estudante e pensante.

Quem me dera ter aprendido antes, e hoje atuar palestrante pra outros estudantes como eu.

Inserida por evelynses

⁠o da hora nao eh acampar
são as trilhas, as rochas, as cachoeiras
eu acampo pq vou querer passar o dia todo lá. é moh cansativo chegar. e mais cansativo ainda fazer bate volta.
em relação a acampar, eu tbm prefiro a cidade. o banho quente, o travesseiro gigante e o colchão macio.
mas, se houvessem hotéis, casas, mercados, perto da natureza, já não seria mais tão natureza.
mas, o mais da hora mesmo, o q curto de verdade, é ir pro meio do nada e acender uma fogueira.
escurece, cheio de estrelas
o fogo, o som dos estalos da lenha.
o desenho animado vira um filme.

Inserida por moloki

A CAIXA DE PANDORA


Conta a mitologia grega que Pandora foi criada pelos deuses do Olimpo sob a ordens de Zeus. Pandora teria sido a primeira mulher, surgida como punição aos homens por sua ousadia em roubar aos céus o segredo do fogo.

A vingança de Zeus contra a humanidade veio em forma de uma linda donzela. Pandora, a que possui todos os dons, recebeu uma caixa onde guardou os presentes recebidos de cada um dos deuses do Olimpo.

Afrodite deu-lhe a beleza, Hermes o dom da fala, Apolo, a música. Mas além dos dons, a caixa de Pandora recebeu também uma série de malefícios.

A história é longa, mas importa saber que Pandora abriu sua caixa e a humanidade passou a conhecer não só as bondades, como os males que até hoje nos assolam: mentira, doenças, inveja, velhice, guerra e morte. Os presentes saltaram de forma tão violenta da caixa que Pandora teve medo, e a fechou antes que a última delas escapasse: a esperança.

Pandora tornou-se, assim, a provedora natural dos talentos divinos e dos males da humanidade.

Como nos conta a tradição judaico-cristã, Eva no Paraíso teria tido o mesmo papel. O que só comprova que a figura da mulher aparece sempre como a grande responsável pela desgraça do gênero humano. Eu vejo de maneira distinta. Como Eva no Paraíso, Pandora distribuiu aos homens as duas faces da realidade, tão contrárias quanto complementares. Coube a todos a escolha.

O mágico desta lenda está no papel desempenhado pela esperança. Crescemos e vivemos sob o jugo masculino. Todas as formas de poder são exercidas há séculos por homens, que com liberdade preferiram escolher os piores caminhos para atingir objetivos duvidosos.

O mundo está devastado. Na caixa de Pandora ainda resta a última bondade não destruída por nosso egoísmo e ambição. Uma maneira lúdica de nos mostrar o caminho da redenção. A esperança é um dom feminino. Ainda há tempo para aprender a lição.

(Fonte: Voz Corrente- Alexandre Pelegi em 11 de Abril de 08)

É isso que eu amo na leitura: uma pequena coisa o interessa no livro, e essa pequena coisa o leva a outro livro, e um pedacinho que você lê o leva a um terceiro. Isso vai em progressão geométrica - sem nenhuma finalidade em vista, e unicamente por prazer.

Por vezes a melhor réplica é o silêncio.

Não é sempre assim? Preparamo-nos para enfrentar os problemas de frente e eles surgem sempre por trás.

Não quero me casar só por casar. Não consigo pensar em solidão maior do que passar o restante da minha vida com alguém com quem não possa conversar ou, pior, com quem não possa ficar em silêncio.

Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci.
Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama, te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo.
Só assim, livrar-me-ei de ti, pernilongo filho da...

Carlos Drummond de Andrade

Nota: Autoria não confirmada.

O uísque é o melhor amigo do homem: é um cachorro engarrafado.

Vinicius de Moraes
Vinicius sem ponto final

PARA VIVER UM GRANDE AMOR

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

Vinicius de Moraes
Livro de Letras

Muitas coisas melhor se diz calado, pois o silêncio não tem fisionomia, mas as palavras sim têm muitas faces.

Machado de Assis

Nota: Autoria não confirmada.

Quando ela fala

Quando ela fala, parece
Que a voz da brisa se cala;
Talvez um anjo emudece
Quando ela fala.

Meu coração dolorido
As suas mágoas exala,
E volta ao gozo perdido
Quando ela fala.

Pudesse eu eternamente,
Ao lado dela, escutá-la,
Ouvir sua alma inocente
Quando ela fala.

Minh'alma, já semimorta,
Conseguira ao céu alçá-la
Porque o céu abre uma porta
Quando ela fala.

Machado de Assis
Falenas. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1870.

Mulher: a mais nua das carnes vivas e aquela cujo brilho é o mais suave.