Dependência
“Se a sua vida está realmente nas mãos de Deus, você não é mais e nem menos do que aquilo que Deus quer que você seja!”
Toda civilização tem sua fraqueza. Sempre há uma coisa da qual dependemos. E se alguém tomá-la, só restará uma história qualquer numa aula de História.
Não se faça de argila.
Em muitos relacionamentos observamos que um dos parceiros vai se transmutando lentamente.
Começa se afastando dos amigos, mudando alguns gostos e, de repente, vira uma cópia mal-feita do seu parceiro.
Assim são em geral as relações de dependência, em que, sem perceber, um dos parceiros vai acreditando que tudo que gosta, pensa e sente tem "total" afinidade com seu parceiro.
É importante em qualquer relação fazer renúncias, mas também é importante fazer acordos e impor limites, e ter reflexões críticas sobre a relação, sobre si e sobre seu parceiro.
Quando não percebemos que estamos colocando o outro como significante mestre, como o "tudão" da nossa vida, corremos um grande risco de viramos um lindo vaso moldado ao gosto do outro.
Assim, precisamos rever nossas referências de afeto, nossos ideias de relacionamento e acima de tudo, nossa autoestima.
Só assim podemos conhecer e reconhecer nossa história e nos livrar das repetições trágicas.
Como cantou Gilberto Gil, é preciso aprender a ser só, é preciso aprender a só ser.
Não gosto da frase "não sei viver sem você" porque ela leva para outro extremo , o da "dependência emocional", que curiosamente também não é amor.
A ciência tecnológica nos tornou animais dependentes de um sistema, que nos transforma cada vez mais em humanos inconscientes.
O importante não é ter conhecimento de Deus. Importante mesmo é depender dele com humildade no coração. O resto é pura religiosidade. Por vezes, devemos ser desobedientes à religião para sermos obedientes a Deus. Amar a Deus sobre todas as coisas e a nós como amamos as pessoas do mundo inteiro, sem exceção, sem restrição, sem mais mais. Assim, é necessário abrirmos mão do nosso desejo pessoal, do nosso egoísmo pessoal e/ou coletivo local. - Shalom Adonai!
Como uma criança que nasce e passa por vários estágios até seu completo caminhar, o dependente químico que quer vencer alcança sua sobriedade e recuperação. Resgata o que perdeu em função de uma doença tão devastadora, deixando de ser o “escolhido”, abraçando com muita dignidade e garra sua liberdade em “escolher”.
Minha garganta grita
Frases sem sentido.
Meu coração esbanja
Sentimento ilícito.
É morfina dentro da circulação.
Coração estático que não vê nem sente
A tal tormenta em mente
E assim me afogo em outra dimensão.
É abstinência sentimental
Num mar sem salva vidas
Imensidão de tuas idas sem vindas
Sucumbindo em uma dependência emocional.
Em meio a dores e vírgulas
Lábios já não medem palavras
Floreciam em ácido histórias macabras.
Vítimas do desejo descartadas em valas.
Me situo no castigo
Em meio a céu e inferno
Quero-te eterno.
Gosto de você, perigo.
O mundo desenhou nossa história trágica
Cada segundo passado, estranhamente épico
Doses da inconsequência mágica
Sobrepostas por meu pensamento cético.
O muro entre nós se declarou teu súdito.
Fiz-te meu refúgio,
Tornei-te meu abrigo,
Meu amor.
"O vício é a marca registrada de cada história de amor baseada em paixão. Tudo começa quando o objeto de sua adoração concede a você uma dose inebriante, alucinógena de algo que você nunca se atreveu a admitir que você queria - um speedball emocional, talvez, composto de amor estrondoso e turbulenta excitação. Logo, você começa ansiando por atenção intensa, com a faminta obsessão de qualquer viciado. Quando a droga é negada, você prontamente torna-se doente, louco, e empobrecido ( para não mencionar ressentido do fornecedor que encorajou esse vício em primeiro lugar, mas agora se recusa a desembolsar mais da boa porcaria, apesar de você saber que ele tem escondido em algum lugar, droga(!) , porque ele costumava dar a você de graça). A próxima fase o encontrará esquálido e tremendo em um canto, certo apenas de que você iria vender sua alma ou roubar seus vizinhos apenas para ter "aquela coisa" pelo menos mais uma vez. Enquanto isso, o objeto de sua adoração agora rejeita você. Ele olha para você como se você fosse alguém que ele nunca conheceu antes, muito menos alguém que ele amou uma vez com grande paixão. A ironia é que dificilmente você poderá culpá-lo. Quero dizer, examine-se. Você é uma bagunça patética, irreconhecível até mesmo para seus próprios olhos. Então é isso. Você já chegou ao último destino da paixão - a desvalorização completa e impiedosa de si mesmo." - Elizabeth Gilbert -
Que ninguém abdique de sua soberania sobre si mesmo, sobre o seu corpo ou a sua mente, nas mãos de outrem. Que cada um seja o seu próprio sacerdote ou seu advogado. Porque a liberdade de um homem é sua prerrogativa divina, e aquele que a aliena a outrem é mais abjeto que o mais vil dos escravos.
Até quando um medicamento vai ao nosso favor? No início é um mar de rosas, parece que você está de romance novo, descobriu uma nova paixão, uma pessoa que te entende em tuuuuudo. Esse é o novo medicamento,mas com o tempo, ele vira um vilão, já não nos ouve mais, já não contém mais as nossas emoções, você se torna dependente dele, se ficar mais de um dia sem consumi-lo, parece que o seu coração vai abrir um buraco no meio do seu peito e explodir pulando para fora de tanta angústia que acumula (Leandro Esteves)
..."As Drogas te pedem uma primeira oportunidade para tirar de sua vida todas as suas outras chances, inclusive a de viver" ... Ricardo Fischer
Nas esferas física, mental, emocional, espiritual ou estética, a natureza pecaminosa nos tenta a não dependermos de Deus.
A autoridade do mestre reside em tornar-se fora de si mesmo, voltar à "autodesconfiança", gerando a sua dependência ao aluno.
