Dependência
A suficiência de Deus é a maior causa e razão da nossa dependência em todas as áreas da vida e existência. Confiemos nele!.
O amor é uma droga legalizada, grátis e todo mundo é usuário. Causa dependência, abstinência, perdemos peso, nos deixa doentes, nos tira a razão, nos mata lentamente e mesmo depois de todas as perdas e derrotas, queremos usar de novo.
E a cada passo solitário que um filho dá, a mãe aprende que amar não é incentivar a dependência. Amar é sentir orgulho e alegria por aquela pessoa, tão nossa, estar conseguindo caminhar por conta própria. Nem que estes mesmos passos levem o objeto de nosso amor para longe de nós.
A solitude evita dependência;
A conexão evita depressão;
A solitude evita ausência;
A conexão evita solidão.
"A maturidade nos concede uma dependência irreversível, que a medicina não pode curar.
Em consequência de um vício, o de viver sozinho,
que nos oferece a tranquilidade, a paz e a capacidade de existir ‘offline’.
Optamos pelo modo avião, por escolhas mais seletivas,
por uma companhia de qualidade — poucos, mas profundos: a família e amigos verdadeiros.
A solitude, com o tempo, transforma-se numa dependência improvável, mas inevitável.
E, no fim, ela se torna uma opção inegociável: a paz."
"Da mesma forma que a independência gerou a queda no Eden, a dependência pode gerar a ascensão no hoje"
O amor é necessidade, estado de aparência, estética social. Amor é falta de segurança, é dependência, vácuo de si. Amor não é sentimento, talvez uma busca da satisfação das diversas carências do organismo e de suas peculiaridades. O amor é uma busca intensa da compreensão e do prazer, visto como aparências e necessidades, como rituais que exigem esforço recíproco entre dois e repetição contínua. A busca do amor ao outrem é uma exigência de prova, que não busca em si mesmo, “logo o amor não existe”. Buscar o amor próprio no alheio parece imprudência com as próprias certezas, não passando de umas fantasias, conto de fadas. Parece mais: o amor é uma falta de amadurecimento das emoções. Assim não existe prova de amor, apenas uma manipulação, poder de convencimento, e, quanto mais o: “eu te amo”. Muito mais o: “eu te preciso”. O: “você para as minhas necessidades”. O amor é um sinal de posse, poder egoísta, é um sentimento acima do senso de justiça. Assim foram criados por um meio: o amar. Sendo o mesmo meio: o Fim. (A. VALIM).
O amor não é suficiente para felicidade, devido a uma dependência das circunstâncias harmonizáveis entre o bem e o mal. O bem e o mal são estabelecidos por Deus entre a serpente e a mulher, entre o homem e a maçã; entre o céu e o inferno. Para tudo Deus e o Diabo são os personagens da vida. Como explica a maldade divina: Gênesis 3;15: " Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dele.
Entre todos os poderes enaltece-se o amor, visto como sintoma da fraqueza, da dependência e da insegurança. A proteção divina é invisível, mas é dada pelo amor incondicional a Deus onipotente.
A independência é egoísmo humano, geradora dos conflitos do amor, tão necessária é a dependência para a sobrevivência e felicidade comum. A dependência é algo indispensável para os vínculos e para a moral do amor.
Bom, não há nada pior do que a escravidão mental. Ela gera uma dependência crónica. As pessoas já não demonstram interesse por aquilo que verdadeiramente lhes acrescenta valor. Fala-lhes de futilidades, de andar entulhados em bares e boates, da prostituição massiva praticada — principalmente por jovens que se dizem "influencers" — fala-lhes de tudo o que é banal e podre, e verás consumidores activos. Esse, sim, é um negócio infalível.
Independência vs dependência
"Não existe política no jovem, pois ambiciosamente busca aperfeiçoar-se forçando autoridade para possuir um lugar no espaço entre as sociedades. Um jovem, ser vivo, não faz política quando constrói independência, essa é a razão. Em contraponto o velho desfaz sua independência para que exista política, pois sabendo que independente em um lugar no espaço não existe política e que findar a existência jovem é, para sí, uma catástrofe sobrenatural transforma-se, com avidez, no criador da dependência, a razão paradoxal a que surge do jovem independente. A política não é movida pelo jovem, pois necessita da dependência de outros, seres vivos, nesta razão. O velho cuida dos outros com o uso da política; e o jovem cuida de sí próprio por ser independente, do contrário não existe velho nem jovem em qualquer espécie de civilização. A independência destrói a regência política, dividindo e conquistando espaço ambiciosamente para, então, aperfeiçoar-se tornando-se experiência; a dependência constrói regência, unindo com tenacidade e desvendando leis que ampliam o espaço, sabiamente conectado em tudo, para que exista entre as partes envolvidas a dosagem de experiências contidas para desenvolver a jovialidade, nos seres vivos, assim no 'paradoxo existencial' uma razão torna-se luz e a outra razão sombra no ser vivo sobre a face de uma civilização. Naturalmente."
