Degraus
quando o sangue escorrer pela escada
eu estarei nos degraus
quando a arma disparar
eu estarei no gatilho
quando a pedra for lançada
eu estarei no punho
eu sou quem não se pode ser
eu sou o que você quer
eu te acompanho se vc quiser
mas não te abandono
se quando o azul não for mais celeste
quando o verde não é mais esperança
e o vermelho tão pouco é só amor
eu vou estar ao teu lado...
Para te conduzir, pra te levar
aonde você já esta, aonde já chegou
se quando o sangue não for apenas gloria
quando o vento, for poeira
quando o sol, não for embora
quando o suor for sangue
quando o amor, não for só o bem
quando o muro for destruído
quando for tarde demais...
eu estarei ai, com você.
Sei que quando se afasta
Troca as roupas
Sobe degraus
Pula
De olhos abertos
Sem rede
Finge voar
Enquanto na verdade corre
No ar
O risco do trapezista
Não me venha com falsa metassíncrise cerebral
Equilibrar agora rapaz?
Justo a mente?
As idéias?
Pegue o guarda chuva
Que segura na mão direita
E o faça de estranho-chapéu
Da corda onde finge pisar
Não se desatine
A enrole logo no pescoço
Faça dela teu punhal
Assim talvez exista um maior sentido
Menos palco
Picadeiro
Palhaços consternados
Observando sua queda
Transbordando sorrisos de gratidão
Ponha-se em teu lugar!
Seu falso equilibrista...
Descer os degraus do regresso para depois subir tudo de novo é perder tempo precioso, não se permite 'adormecer' em circunstancias vitais!!!
Na escada do sucesso, todos os degraus tem a mesma importância!
Quem despreza os primeiros é desmerecedor dos últimos.
DORES NO VARAL
"Desta vez, os degraus são de vento e, na queda boçal, quem me ampara é o tempo. Sem saber o que me dói, fiz o nome dele perpassar por entre os dentes, fazer um deserto em toda falta de saliva. Mesmo macio, disto fiz a minha dor. Ele - todo e próprio - é muita razão para a alegria que me pendura nos varais mais altos da extensão da vida. Perdoe por culpar o vento - é apenas amor."
" Para se ter uma sociedade satisfeita,é necessário que dirigentes de todos os degraus da hierarquia caso sejam acusados e comprovado o crime como hediondo ou não(cada punição de acordo com o grau de gravidade) sejam imediatamente destituídos dos seus cargos públicos e punidos severamente e não com leniência(mansidão),para dar o exemplo de funcionalidade da lei. Só se ganha respeito com exemplos práticos.Caso contrário,devemos nos preparar para o anarquismo,insegurança(cada vez mais crescente),insatisfação política e desrespeito para com as autoridades,sejam elas quais forem.Para governar deve-se ser exemplo e dar-se o exemplo.Assim teremos uma sociedade mais feliz, justa e igualitária.Precisamos urgentemente de pessoas virtuosas para que de fato seja cumprido a frase escrita em nossa bandeira..."
TROVA -129
Pelos degraus da conquista
Quanta gente quer subir!
Mas, sem ter fé, não insista! -
Vai tropeçar e cair!...
...Não precisa dizer nada,desce alguns degraus e subíreis quantos forem necessários;com cabelos pretos lisos ou cacheados produzindo meio olhar!sempre bem feminina e única
MÁRTIR
O cortejo avança, ganhando os primeiros degraus.
O Sol oculta suas faces douradas,
Em cúmulos encastelados,
Contrito pelo confronto covarde;
O Cadafalso agiganta-se, ao alto,
Lúgubre e ávido por sua vítima;
No primeiro patamar irreversível
Afronta o Negro Gigante
Impávido semblante descorado.
Da vida exuberante, em seu fim inevitável;
Da morte, em implacável espera,
Antagônicos sentimentos acirrados
Ao sabor da inquieta hoste:
Aproxima-se a última hora!
O mártir, silente, olhos fulgurantes,
Passeia os pensamentos, em frações menores,
Sobre a multidão esfaimada de emoções:
Gritos, impropérios...
O mártir está só!
O Cadafalso abre seus braços odientos
A receber o dócil cordeiro;
A Turba, em frêmitos aviltantes,
É um mar encapelado, a sorver o nobre destino.
Último adeus!
Onde os sectários dos mesmos ideais?
Emudece a voz, sem os ecos da constância.
Última hora!
O cordame úmido fecha suas garras
Sufocando pranto, silêncio e dor:
Tomba o Monumento, sem a solidez da esperança.
O Negro gigante, saciado em obscura vindita
Adormece em silêncio de nova espera;
A Noite, caindo o cair da licença
Tinge o cenário com a cor da monotonia;
O mártir, de despojos ignorados,
Lança-se ao rol dos esquecidos.
Uma pequenina gota do sangue heroico,
Em discreto saltitar,
Lançara-se, porém, à relva úmida.
O Tempo apagou os vestígios do holocausto
Somente não apagou a semente
Que, brotando a seu tempo,
Desfraldou ao Celeste Observador
O verde emblema da vitória!
(A todos os mártires, de todos os tempos)
VOLTA À PENA
Longe é o tempo
Das primeiras poesias
Das primeiras encenações.
Volto ao regaço do papel
Depois de anos de separação.
Novos sentimentos e emoções...?
Reticência oportuna.
Apenas o retemperamento
De velhos ideais
Quase perdidos
Na noite do desdém humano.
Use a dúvida como degraus de uma escada, suba o primeiro com fé, que você chegará no delicado palco da vida. NÃO é preciso que você veja toda a escada, apenas dê o primeiro passo e você chegará onde quiser .
