Defender
Praticar a justiça é muito mais que julgar, é aprender a agir, a servir e a amar. É defender o que é certo sem desejar ferir, é ser firme na verdade, mas sem deixar de ouvir. miriamleal
E aqui está uma das grandes tragédias da religiosidade: defender uma parte da verdade enquanto se abandona o coração da própria verdade.
Não adianta condenar o irmão por aquilo que ele fez e, ao mesmo tempo, alimentar orgulho, soberba, falta de misericórdia, desprezo, parcialidade, dureza e falta de amor.
Não adianta defender a letra da Lei e abandonar o coração dela.
Condenar o pecado sem amar o pecador pode revelar que conhecemos a verdade, mas ainda não aprendemos a viver a verdade.
O fato é que os bolsonaristas insistem em defender suas opiniões e convicções,
mesmo quando confrontados com os fatos,
em vez de aceitar a realidade.
Afinal, quando as convicções se sobrepõem aos fatos, a verdade deixa de ser uma busca e passa a ser uma ameaça.
@MiriamDaCosta
" Não é possível discutir racionalmente
com alguém que prefere matar-nos
a ser convencido pelos nossos argumentos."
( Karl Popper)
Acolher a narrativa não dispensa examiná-la. Defender o cliente não obriga a adotar suas conclusões.
O Concílio Vaticano I é o primeiro documento que fala que o católico tem o dever defender a infalibilidade do Papa.
O Concílio Vaticano II ratifica (confirma) o dever de defender a infalibilidade do Papa.
Não confunda infalibilidade com pecado. Pecado todos nós temos.
A defesa da infalibilidade gira ao redor da preservação das bases morais e espirituais que norteiam o Cristianismo, por mais pecador ou antipático que seja o Papa, ele jamais falhará na direção.
O católico quando faz a Crisma ele se confirma como soldado de Cristo para defender a Igreja que é a esposa de Cristo que é representada pelo Papa.
Defender o Papa não é só rezar nas missas e eventuais orações por ele, é defender a figura dele para a sobrevivência da Igreja.
Se você discorda do que eu escrevi, reavalie a sua opção religiosa ou busque um bom argumento para me contestar.
Quando o tema é Soberania eu fico que nem bicho de prontidão para defender o ninho. É um tema que mexe com o meu emocional e o racional. Esse é um dos meus poucos lados fanáticos. Admito. Mexe comigo profundamente.
“Quando instituições passam a defender sua própria sobrevivência em vez da liberdade que deveriam proteger, tornam-se monumentos de uma democracia já desaparecida.”
O Direito do futuro terá de defender uma verdade antiga: nenhuma tecnologia será suficientemente humana se não souber respeitar a solidão humana.
Não fico triste por ver alguém defender a pessoa que ama. Minha tristeza é ver alguém defender a pessoa que ama e não a verdade.
“Ninguém poderá te defender de você mesmo, porque os maiores tribunais da vida funcionam dentro da própria consciência. E é diante dela que todos nós, cedo ou tarde, precisamos prestar contas.”
“O último cárcere não é a mente, mas a identidade que ela convenceu você a defender como se fosse você.”
A maior tragédia do ser humano não é ser manipulado; é ser manipulado e ainda defender o manipulador. O sistema descobriu que não precisa acorrentar pessoas quando pode entretê-las, distraí-las e convencê-las de que suas prisões são escolhas. Criou-se uma multidão de consumidores de ideias prontas, compradores de verdades embaladas e repetidores de pensamentos que nunca tiveram coragem de investigar.
Muitos não possuem opinião; possuem uma programação. Não formaram convicções; apenas absorveram condicionamentos. Não pensam sobre aquilo que acreditam; acreditam porque foram ensinados a não pensar.
A mente preguiçosa é o território mais fértil para qualquer manipulação. Quem não desenvolve consciência vira depósito de narrativas, vitrine de desejos fabricados e porta-voz de interesses que nem conhece.
O maior triunfo da manipulação não é calar uma voz; é criar uma voz que repete exatamente aquilo que deveria questionar.
Uma sociedade que abandona o pensamento crítico não precisa de censores: ela mesma se vigia, se limita e se condena a repetir. O ser humano que não conquista a própria mente passa a vida inteira defendendo ideias que invadiram sua cabeça sem pedir permissão.
“Defender direitos só quando concordamos com quem os exerce é defender concordâncias, não direitos.”
Quem diz defender a Liberdade, mas relativiza Direitos, só consegue dizer que a Liberdade não é um Direito de Todos.
A palavra “liberdade” tem sido repetida à exaustão em discursos inflamados, slogans sedutores e promessas simplificadas.
Mas, quanto mais ela é invocada, mais parece perder densidade.
Afinal, de que liberdade estamos falando tanto?
Da liberdade concreta, que se materializa na vida das pessoas, ou de uma abstração conveniente que ignora as condições reais de existência?
Não há liberdade onde direitos são tratados como obstáculos.
Quando direitos trabalhistas são vistos como entraves ao progresso, o que se revela não é uma defesa genuína da liberdade, mas uma escolha: a de privilegiar a liberdade de alguns em detrimento da segurança e dignidade de muitos.
A liberdade, quando desvinculada de direitos, torna-se um privilégio — e privilégio, por definição, não é universal.
A história mostra que direitos não surgem espontaneamente.
Eles são fruto de lutas, de enfrentamentos e de consensos construídos com dificuldade.
Reduzi-los a “excessos” ou “amarras” é desconsiderar o custo humano que permitiu que existissem.
É também ignorar que, sem esses marcos, a liberdade tende a se concentrar nas mãos de quem já detém poder.
Há uma contradição muito evidente em quem clama por liberdade enquanto relativiza direitos fundamentais.
Porque direitos não limitam a liberdade — eles a tornam possível.
São o chão mínimo que impede que a liberdade de uns se transforme na opressão de outros.
Sem esse equilíbrio, a liberdade deixa de ser um valor coletivo e passa a ser uma ferramenta de exclusão.
Defender a liberdade, portanto, exige mais do que palavras de efeito.
Exige compromisso com a igualdade de condições, com a proteção dos mais vulneráveis e com a garantia de que ninguém ficará à margem.
Liberdade que não alcança a todos não é liberdade: é apenas um discurso conveniente.
E talvez a pergunta que reste seja bastante incômoda, mas necessária: quem realmente se beneficia quando direitos são relativizados a pretexto da liberdade?
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