Dedicatória para a Mãe
Boa Noite... Doces sonhos... A vida é feita de infinitas possibilidades... Porém mais vale escolher o caminho com sabedoria... Sem pressa degustando cada conquista afinal tudo que é mais difícil tem mais valor💕
Toda noite você vem em meus sonhos...mas não vejo o seu rosto❤💕💋Você tem o controle em suas mãos❤💕💋
Toda noite você aparece em meus sonhos e quando amanhece eu perco você... Senhor dos meus sonhos... Te amo e desejo demais❤💕💋
Sonhos
Castelos de areia
Faz ferver e congelar
Tudo isso
Que me vai na veia
Alegres sonhos tristonhos
dos quais me recordo
Quando acordo
E retorno
Da Constelação de Peixes
Bela e singela recordação
Que me vai no coraçâo
Até que eu novamente
Adormeça
Me esqueça
Por favor...
Não me deixes
Não conheço
Ninguém que não sonhe
Conheço gente
Que mente a si mesma
Enquanto tenta
Conformar-se e desistir
Negando-se o direito
de ao menos tentar
Viver como gostaria
E passa um tempo infinito
Afogando tudo aquilo
de bonito que traz no peito
E tenta viver sem sonhos
Enganada
Quer viver de outro jeito
Julga não valer à pena
Tamanho sacrifício
Não percebe, que na verdade
Difícil
É viver a realidade
e triste
É viver sem sonhar
Um dia eu sonhei
Em mudar as coisas
Que estivessem erradas
E quanto mais erros eu via
Menos gente
Havia ao me lado
descobri
Que o certo
É ter por perto
Quem não queira
mudar a gente
Este mundo imperfeito
É feito de pequenos e grandes
Enganos
Os Planos de Deus
São os mesmos que os meus
Mas pra mostrar tudo isso
A quem tem compromisso
Somente com si mesma
Leva anos
de trevas
E então a gente percebe
Que cada um recebe
A parte que lhe cabe
Neste grande Oceano
de "não saber e achar que sabe"
Que envolve o Mundo
Não dá pra vencer a tempestade
Porém, todo mundo pode
Aprender a diferenciar
O brilho que ilumina
do brilho que ilude
A verdadeira verdade
Se esconde
Nos lugares mais visíveis
E são tantos quanto possíveis
Os noventa graus de uma esquina
Podem ser aquele "Ás de Paus"
Que a cegueira desnuda
Nada é somente
Aquilo que parece
Não adianta tentar
Mudar o Mundo
A minha melhor atitude
É não permitir
Que as pessoas que nele vivem
Me mudem
Só isso já muda tudo.
Edson Ricardo Paiva.
A gente deseja ...
Deseja demais
Sonha em coisas
com as quais
Não há de ter jamais
E por mais que veja
A maneira que se porta a vida
Insiste em pintá-la,
Transformá-la em gravura
Pendurá-la nas paredes
Na casa
onde guardamos ilusões
Justamente
No quarto da esperança
Ali não se fala
e nem se cabe pensar
Sobre as coisas reais
tais como
Lembranças
Sobre as quais jamais falamos
Pedaços de alma pelo chão
Sonhos esquecidos
Corações despedaçados
promessas não cumpridas
cacos de vida
Mas insistimos sempre
e não desistir jamais dos sonhos
Presentes que pedimos pra Deus
Pode parecer impossível
A alma sente, de repente
Um desnível e cai
Cai para um lugar
Que fica perto de nunca mais
A gente faz um esforço sobre-humano
Pra não desistir
de ao menos fazer planos
Que talvez
Irão se concretizar...ou não
Coração desliza
o juízo perde o chão
Quem é que vai
um dia aprender
ou ensinar
A forma correta e concreta
de mandar no coração?
Edson Ricardo Paiva
Houve manhãs
em que acordei
E pensei
que após uma noite de sonhos
Eu havia retornado em outro corpo
Em outra vida
Outra parada
Parecia simplesmente
Que eu acordei na vida errada
Passava horas e horas
Sentindo que eu apenas
Alguém que era menos que nada
Noutras horas me sinto
Voando ao sabor do vento
Passageiro de uma nuvem
Simplesmente
Algo que evapora
Some
Vai embora
Não chove e nem morre
Há momentos
Em que a decisão de tudo isso
Pousa finalmente em minhas mãos
E posso pensar mais calmamente
E escolho sonhar
Que sou nuvem que chove
E quando acaba a tempestade
Percebo que floresci
Nos galhos de linda parreira
E que ainda existe escolha
Alguma coisa que não tive
Por toda uma vida
Após a chuva
e depois de tão longo caminho
Eu posso ser suco de uva
E me resta a opção de ser vinho
Trilhar em paz o restante da estrada
Onde nunca mais
Ninguém há de me olhar
E não ver nada.
Edson Ricardo Paiva.
Vivemos
Dormimos e acordamos
e sonhamos
e cumprimos compromissos
e enquanto isso vivemos
Vivemos
e enquanto vivos
Precisamos
Vencer diária e constantemente
Todas as lutas
As quais
Queríamos tanto
Que não fossem tantas
E quanto mais queremos
(não vencê-las ou perdê-las)
Desejamos somente
Que não fossem assim
Tão duras, frias...tão sombrias
Poderia ser somente
dias felizes da vida da gente
Mas a vida vai passando
Corre inteira
Chegando às raias da loucura
Simplesmente porque a gente
Certamente
Tem muito de louco
Vivemos
E o nosso tempo
é tão curto...tão pouco
Desperdiçamos muito
das poucas alegrias
Com coisas que certamente
Vão valer
Pouco mais que nada
Pois é assim que serão vistas
Tão tolas e inúteis conquistas
Edson Ricardo Paiva
Creio não ser bom sonhador
Apesar de ter sonhado algumas vezes
Isso me fez apenas parecido
Com outros que sonharam
E tantos que ainda sonham
Mas a semelhança com eles
não passa disso
Sonhei sem sonhar concreto
Incluindo em meus sonhos
A quem estivesse na lista
dos pronomes pessoais do caso reto
Sonhei dividir conquistas
Enquanto outros sonhavam sozinhos
Sonharam melhor e sonharam perfeito
Meus sonhos foram à esmo
Qualquer coisa além disso
São falácias e aforismos
Por outro lado
Apesar de não saber sonhar
de uma coisa eu sei
Sei que nunca fui bom em nada
Pois vivo num Mundo
Em que todo mundo é bom em algo
Enquanto alguns são bons em tudo
Eu consigo ser razoável
Em ser ruim
Por mim eu creio que basta
Perante tão vastas grandezas e talentos...
Me contento com a pouca beleza
E talvez curtos momentos de alegria
Que minh'alma singela
Porventura possa dividir
Botando cores nos dias
E pedindo a quem me ouça
Que coloque uma flor na janela
Abra sua bolsa
e dedique algumas moedas
À alguma fome que encontrar na rua
E que sonhem um pouco menos
Pra si mesmos
Pratiquem desprendimento
dividindo com a vida
Nem que seja
Um simples sorriso
Que alguém certamente precisa
Nunca fui bom sonhador
Acredito que nem sonho é
Tento não manchar ainda mais o mundo
Tão repleto de egoísmo
E é este o meu compromisso
Mas não sou muito bom com palavras
Portanto, eu não sei
Que nome se dá a isso.
Edson Ricardo Paiva
Sonhou e acordou
E dormiu e não sonhou
E por não saber sonhar
Seguiu sonhando
Os sonhos mais errados desta vida
Aprendeu a subir em árvores
E descobriu o modo certo
de atravessar as ruas sem morrer
E mesmo sem cair das árvores
Aprendeu melhor que ninguém
A ser alvo das dores
Que se sentia ali mesmo, no chão
E tentaram roubar-lhe a alma
Quiseram-lhe apagar
O brilho dos olhos
Muito fizeram
Pra tirar-lhe a poesia, que fluía
Mas ela estava no mundo
Seus olhos simplesmente viam
Machucaram-lhe a palavra
Segundo a segundo
Plena e claramente o afogaram
Num pântano infecundo
Quebraram-lhe os cântaros
Temiam que ele fosse um pássaro
Que fingia tanto bem ser homem
Mas de homens e pássaros
Só prende-se corpos
Ambas as almas voam
Nisso destoam de tudo mais:
Enxergar o vento que não se vê
E faz voar
O coração que seja leve
Mas não há nada neste mundo
Que os leve à força
Ou que lhes apague a maneira de sonhar
Nem dinheiro no qual se apeguem
E assim trilhou seu rumo
Sonhando, voando e vivendo até morrer
Como seguem seus rumos
Os pássaros
E os homens sem costume
de terem os sonhos aprisionados.
Edson Ricardo Paiva.
Bastava-me bem pouco
Estava eu pensando
Que tanto sonhei
E tanto fiz pra conseguir
Agora eu compreendo
Que com muito pouco se vive
E com bem menos ainda
Era provável ser feliz
Hoje fez uma tarde tão linda
Mas a vida já passou
Vai longe
Bastava-me bem pouco
A loucura do mundo negou
Por medo, vaidade
Por amor às próprias verdades
À guisa de insanidade
À cata do que não precisa
Creio que nunca saberemos
Viveremos sempre sós e todos juntos
Morreremos, pois a vida mata
Pra num último momento perceber
Que fomos todos loucos
Pois só possuíamos
O tempo que passou
Dizem que somente nessa hora
Percebemos
Que bastava-nos bem pouco
Do pouco que nós quisemos
Nunca tivemos
E jamais teremos.
Edson Ricardo Paiva
Sonhos.
Tem gente que sonha
Tem sonhos que vem a nós
Todo mundo sonha, enfim
Nada que se sobreponha
Às estrelas, que nos encobrem as vidas
Estradas atrozes
Um pouco de poesia
Sobre umas coisas poucas
Uma leveza inexistente
Que se houvesse
De sonhos não carecia
Nem de espera
Um cuidado que parecia excessivo
E não era
Era a gente imaginando a vida
Pouco sabia além
A bem da verdade, nada sabia
Pra tudo mais
Um pouco de poesia
A torná-la mais leve
Nada que se sobreponha
Aos sonhos que não acontecem
Mas teremos pra sempre
A noite, estrelas, palavras que não foram ditas
Ou que talvez tinham sido
Não nas horas em que a gente
Tanto precisava ouvi-las
Um breve devaneio
O olhar desatento
Pensamento errado na hora certa
Todo mundo sonha, enfim
Assim como também desperta.
Edson Ricardo Paiva.
Lugares.
Muito além dos lugares felizes
Cujos dias não se conta
Presentes nos melhores sonhos
Aquele, que é, quando a pele da gente
Arrepia, de pensar sonhar
Quando eu digo que se encontra além
Quis dizer; que você pode percorrer o mundo
Pode esquadrinhar os céus de ponta a ponta
Mas eu digo que talvez ele não seja assim, muito acessível
E, quiça, somente a gente o possa ver de olhos fechados
Descobrir que esteve sempre perto, ao lado
Reservado às almas que aprenderem, leves
A enxergar uma reserva enorme de universos
Presentes dentro de nós mesmos
O caminho pra encontrar essa leveza
É luz, a mesma luz que a escuridão da alma, oculta.
Edson Ricardo Paiva
Uma hora o Sol se põe
Você percebe
Que perdeu a conta dos ocasos
Não se ocupou de contar os sonhos
Nem se importou com medonhos pesadelos
Talvez você tenha sido feliz
Regando ou pintando vasos
Não lamentou as coisas que não viu
Foi feliz ao final
De cada dia que partiu
Nem ligou ao perder
ou ver clarear os cabelos
Sem perceber, cumpriu todos os prazos
Sangrou às vezes, sem chorar
Suportando assim, todas as provas
Confiante, que a cada dia que nasce
Haverão de nascer
Sempre coisas novas
Novas alegrias, talvez tristezas
Não faz mal
A vida tem que ser vivida
todo dia, toda hora, todo mês
Quando a gente vive assim;
Sem preocupação, culpa
ou medo no coração
Viver amanhã aqui? Talvez
Haverá sempre de existir a confiança
De que a vida um dia
Haverá de começar de novo
Um dia a gente vai voltar
A correr e pular
Como fez em outros dias
Num tempo em que ainda era criança
Quando a gente aprende
a não deixar de ser
Esta inocência, pura e divina
Nos dá a certeza
De que vão tornar a acontecer.
Sandra
Outro dia eu sonhei
Com uma casa que a gente morava
Onde você, desde pequena
Acordava, fazia sorrir e sorria
Mas sempre havia um dia
Em que você estava brava
Eu ria, chamava a Patrícia
E a gente brincava
Outro dia eu passei lá em frente
A alegria se foi
Nem vale mais à pena passar lá
Os jardins estavam mal cuidados
A pintura desbotada
A casa não lembra em nada
Aquilo que foi um dia
Quem vê nem imagina
Os dias de alegria
Qua a gente viveu por lá
A vida sempre prossegue
A gente fica assim
de coração vazio
Como ficou vazia a casa
Hoje em dia
Acho que a gente nem mais consegue
Voar com aquelas asas
Mas, meu Deus...como eu queria
Brincar com a menina em fraldas
E ver brilhar
Aqueles olhos cor de esmeralda
Que quando me lembro, eu rio
Diferente daquela casa
Só de lembrar
Meu coração não é mais vazio.
Sonhei que sonhava contigo
e em meu sonho eu vivia esse sonho
e eu ontem, acordei bem tristonho
sem saber onde punha
o peso da realidade
Construi meu castelo sobre as nuvens
e não percebi aquelas sombras
tão sombrias
ocultando-se nas sombras
que a nuvem projetava
enquanto eu sonhava
transferi meu castelo pra areia
insistente
não havia firmeza
e eu me iludia na certeza imaginária
admirando tua falsa e sombria
sincera verdade
que nāo existia
Mas um dia veio a Lua cheia
e a luz que a tudo permeia
clareia a penumbra
descortinando as plùmbeas sombras
E agora eu já não sonho mais
agora vou viver em paz
Não há mais lugar pra você
Este é teu poema
O poema da despedida
Você não há de adentrar nunca mais
Nos meus sonhos
Em meus poemas
Nos meus Castelos
Na minha vida.
Eu hoje acordei
Sem saber se estava acordado
Às vezes eu sou assim
Talvez eu só tenha sonhado
Que caminhava num belo mundo
de uma leveza sem fim
Vislumbrava uma gente
Que não falava mal
Não desejava mal
Nem fazia mal nenhum
Deixei meus receios guardados
Fui pro meio do Quintal
Belezas por todo lado
Tinha cavalos e capim
Para as árvores que morriam
Havia ali os cupins
Céus azuis sem fim
Pintados por nuvens e promessa
Águas raras corriam em rios
Insetos, sem qualquer pressa
A voar por entre flores
Num mundo com todas as cores
Um Céu com todas estrelas
e todos os pássaros também
Um Mar com todos os peixes
Florestas e campos e campinas e relvas
e selvas e colinas e desertos e montanhas
Pude ver tudo de perto
E todos os animais
Tudo no lugar
Tudo nos preceitos
Porém, entre tudo
o mais perfeito
eram as pessoas
Todas elas, boas demais
Este mundo as admirava
e nós éramos iguais.
Minha vida parecia um sonho
Que eu vivia acordado
Estava de acordo com tudo
Porque tudo parecia ser verdade
E agora, não sei onde eu ponho
Pois não tenho como carregar sozinho
O peso desta triste realidade
Passei minha existência
Somando e dividindo
E agora
Não quero aprender a conjugar
O verbo perder
No presente do indicativo
Pois "Não querer"
Sempre foi e continua sendo
Meu único princípio ativo
Minha história foi escrita
Conforme a luz das estrelas
chegava do Céu
Estava ficando bonita
Mas agora acabou
Elas continuam lá
Mas algo fez
Com que mesmo sem querer
Eu terminasse por perdê-las
Seus brilhos agora
Irradiam luzes de muitas pontas
E eu continuo aqui a olhá-las
Porém, minha vida se desmonta
Bem diante dos meus olhos
Que durante todo tempo
Permaneceram abertos
Pensando que estavam certos
Quando não estavam
E todas as imagens, mensagens
visões e conclusões
Não passaram de ilusões erradas
e apesar de pesada
A minha realidade
Não é nada.
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