Declaração de Amor de Mãe para Filha
Pai, mãe e irmãos você não escolhe. Mas amigos sim! A vida é feita de escolhas, então se permita trazer ao seu convívio pessoas melhores que você, que agregam, que ensinam e que acima de tudo possam trocar maturidade de vida (CLARIANO DA SILVA, 2019).
A mãe do André sente muita falta de ser a mãe do André. E embora ele não possa dizer que sente falta dessa mãe. Essa mãe sente a falta de ser sua mãe pelos dois.
ANGOLA, A MÃE DESALOJADA
Ao longo da história da raça humana, o homem sempre esteve ligado à sua comunidade e procurou viver em paz e segurança dentro da sociedade, pelo fato de encontrar-se e viver em comunhão com o seu semelhante. Esse comportamento fez com que o homem criasse leis, princípios e regras impostas a todos os residentes da comunidade.
O mesmo aconteceu com o surgimento e a divisão de países dentro de um continente, a partir de reinos, tribos e clãs. O homem nunca se sentiu totalmente satisfeito e realizado, pelo fato de suas necessidades serem ilimitadas.
A interligação entre o homem e o seu semelhante fez com que tribos, povos, línguas e nações permutassem e cooperassem em prol de interesses comuns que ambos os lados compartilhavam ao formarem e firmarem suas diplomacias.
O mesmo aconteceu com Angola e com os angolanos, tanto no período pré-histórico quanto no colonial e pós-colonial. O povo angolano teve a graça de contar com homens e movimentos que sempre pautaram pelos interesses nacionais e patrióticos, em prol do bem-estar comum. O povo participou dessas incursões de forma indireta, pois, naquela época, lutar, protestar, revolucionar e defender a nação era considerado crime contra o regime colonial e as potências opressoras que se encontravam na África.
Por isso, muitos foram acusados, condenados e perseguidos pela PIDE. Fazer revolução, protesto ou incursão em prol de Angola, naquela época, tinha como prêmio a pena capital.
Ao longo dos tempos, muitos homens lúcidos — intelectuais, acadêmicos, autodidatas, revolucionários, nacionalistas e patriotas — já lutavam por uma Angola justa, pacífica e livre, onde todos os angolanos teriam direito à educação, saúde, habitação e, acima de tudo, à dignidade e ao respeito de seus direitos enquanto cidadãos, sem termos que olhar para a cor da pele ou para a cor partidária de um indivíduo.
Sonhavam com uma Angola onde todos nos veríamos como irmãos, filhos da mesma terra. Onde a bandeira do partido não seria mais importante do que ser angolano e filho desta terra. Esses homens — militantes, militares e líderes — não lutavam por interesses pessoais, mas sim pela pátria-mãe chamada Angola.
Durante as lutas e a guerra contra o regime colonial, muitos foram iludidos e cegados pelo orgulho, ódio, ambição e separatismo, agindo de forma parcial e xenófoba contra seus próprios irmãos angolanos.
O sacrifício foi árduo e a luta foi longa. Mas, em vez de paz, ganhamos guerra fria; em vez de união, ganhamos divisão; em vez de reconciliação, ganhamos tribalismo; em vez de imparcialidade, ganhamos parcialidade; em vez de família, ganhamos adversários; em vez de irmãos, ganhamos inimigos. Em vez de amor, promovemos o ódio contra o próximo, apenas por pertencer a um partido ou religião diferente da nossa.
Esses males foram plantados ontem, numa Angola desavinda, onde irmãos matavam-se entre si, guerreando violentamente contra o próximo e o seu semelhante.
Angola foi alvo da orfandade e viuvez causadas pela política ocidental e imperialista. Foi através dessa política que começamos a nos matar, por acreditarmos na hegemonia política e partidária, sem sequer usarmos o senso crítico.
Hoje, Angola encontra-se nômade, desalojada, vagando por terras férteis e aráveis, levando apenas consigo: trouxas, roupas, panos, panelas, chinelas e lenços. Está vestida apenas com roupas das cores das bandeiras partidárias e nacional.
Apesar das riquezas que o nosso solo oferece, ela continua a vagar pelas ruas das cidades, pedindo esmolas, comida, dinheiro e socorro àqueles que passam por ela.
Enquanto Angola passa fome, sede, vergonha e humilhação diante de seus filhos, sobrinhos, netos e bisnetos, o estrangeiro explora, rouba, saqueia e aliena seus filhos, cidadãos e povos — reduzindo-os à condição de mendigos, e transformando-os em fonte de rendimentos e enriquecimento por meio de doutrinação (alienação religiosa), cegueira e reprodução de teorias políticas alheias.
Hoje, em vez de nação, vivemos no exílio; em vez de cidadãos, tornamo-nos refugiados; em vez de patriotas, somos taxados de inimigos públicos; em vez de nacionalistas, somos chamados de terroristas; em vez de filósofos, somos considerados malucos.
É por causa desses e de outros males que transformamos o partido no poder em religião, o presidente em divindade, políticos em salvadores, revolucionários em demônios, críticos em adversários, artistas em papagaios, filósofos em malucos e ativistas em frustrados.
Essa ideologia foi promovida por aqueles que sempre quiseram se perpetuar no poder a todo custo, mesmo que para isso fosse necessário lutar e guerrear contra os ventos do progresso.
Nós, angolanos, tornamo-nos inquilinos dentro da nossa própria terra e pagamos renda a quem não é filho legítimo desta nação chamada Angola.
Nossos direitos foram consagrados na Constituição, mas, infelizmente, a realidade os nega. E o governo nos reprime quando exigimos e clamamos diante dos órgãos competentes e de direitos.
Nossa mãe já não tem voz, nem poder sobre aqueles a quem ela confiou o poder e a administração dos recursos e riquezas do país.
Nós — revolucionários, ativistas, nacionalistas, patriotas e filósofos — tentamos resgatar a dignidade, o respeito, o valor e a consideração que Angola tinha diante de outras nações, mas, até hoje, sem sucesso.
Só nos resta chorar, lamentar e morrer, porque nossas forças se esgotaram, nossas garras e nossa esperança se desfizeram diante dos obstáculos, barreiras e oposições que nossos inimigos e opositores colocaram em nosso caminho...
Foi como se estivéssemos sendo degolados, executados e fuzilados em um campo de batalha.
Cansados, esgotados e partidos, vimos nossa mãe — Angola — deambulando pelas ruas, cidades e estradas, e, acima de tudo, desalojada dentro da sua própria terra.
Foi aí que eu vi, caí em mim e disse comigo mesmo:
"Em vão foi termos lutado por uma Angola livre, pacífica, justa e independente..."
Autor: Jack Indelével Wistaffyna
Minha mãe
Hoje o tempo sentou ao lado dela
e eu senti o mundo encolher
na palma da minha mão;
há um silêncio crescendo entre nós
como quem aprende a ir ficando
longemesmo permanecendo.
Lilian Morais
Obrigado mãe, por não ter desistido do meu estudo, quando eu mesmo quis desistir. Hoje, no futuro, vejo o quanto foi bom ter terminado o curso de inglês.
Mãe e manas,
Sempre que me veem cruzar aquela porta e partir para o terreno, sei que olham para a farda, para a postura e para o dever. Mas o que eu queria que soubessem — e que as palavras raramente me deixam dizer — é que, em cada despedida, eu assino um contrato com o destino, escrito com o sangue do meu próprio medo.
Eu aceito ser o escudo das famílias moçambicanas que nunca vi. Aceito colocar o meu peito na frente de desconhecidos e dos meus irmãos de farda, acreditando piamente numa promessa silenciosa: eu cuido dos deles hoje, para que, se amanhã a terra me reclamar, eles cuidem de vocês por mim.
Cada vez que volto para casa e me fecho no silêncio, não é frieza. É cansaço de carregar o peso de um mundo que insiste em arder. Eu guardo o horror nos meus olhos para que ele não contamine os vossos. Escondo o perigo em "depósitos de honra" porque o meu maior sonho é que vocês vivam numa Moçambique tão segura, que cheguem a acreditar que o mal é apenas uma ficção.
O meu silêncio é o muro que eu construo à volta da nossa casa.
Se por vezes pareço distante, é porque estou a tentar apagar as chamas que vi lá fora para que elas não cheguem ao nosso jardim. Prefiro que me achem frio, prefiro que reclamem da minha ausência, do que ver o brilho do medo nos vossos olhos.
Porque, no fim do dia, a minha vida não me pertence. Ela é o preço que eu pago para que vocês nunca precisem de descobrir quão escuro o mundo pode ser.
Amo-vos mais do que o dever, mas é por vos amar que o dever é a minha única escolha
368🙏🌹Filhos que tratam seu pai e sua mãe apenas como figura decorativa, com falta de atenção sem dar-lhes o devido apoio e o suporte necessário em suas vidas, muita das vezes com indiferença e por obrigação estão cometendo um grave equívoco esquecendo que são suas origens, não devem ser colocados de lado esquecidos, não são parentes são seus pais, sua família, não devem caminhar sozinhos não foi isso que eles fizeram por nós, é o início de suas famílias, o respeito e dedicação não é obrigação, é dever de cada ser, dar atenção aos pais com amor e carinho sempre, a casa dos pais é o porto seguro dos seus, tudo que os pais fizeram na nossa infância não pode cair no esquecimento, cuidem de seus pais...🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA. Ayache Vidal.
Quer carinho? Peça a sua mãe!
O mundo é pai, ele te da oportunidades, desafios.
Ele te testa, te eleva ao seu limite.
Ele te força ser melhor.
Se não aguenta, corre pro colo da mamãe.
A ressurreição de Cristo nos ensina, de forma tão humana quanto o coração de uma mãe, que mesmo quando tudo parece perdido, Deus ainda traz vida, levanta o que caiu e devolve esperança a quem pensava que não tinha mais forças.
