De Repente Nao mais que Derepente

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Eu perdoo você, que não me conhece e não gosta de mim,
Eu perdoo você, que me julga pela aparência,
Eu perdoo você, que não estava ali quando eu precisei,
Eu perdoo você, que já me fez sofrer,
Eu perdoo você, pelas mentiras que já me contou e/ou inventou ao meu respeito,
Eu perdoo você, que um dia falou mau de mim, sem motivo algum, e se eu te dei... EU peço perdão!
Eu peço perdão pelas brincadeiras de mau gosto, por te magoar, pela minha ausência, por falar de mais ou por as vezes simplesmente não falar...
Eu já me perdoei, agora é a sua vez!

Você pode dizer que o gigante não existe.
Mas quando ele começa a pisar nas flores de seu jardim, você vai perceber que suas flores estão amassadas.
E alguém tem que pagar o jardineiro e essa conta não tem que vim para a gente.

Eu estava pensando em me matar, você não se importa
Eu te amo, você não se importa, você não se importa, você não se importa...

"Se pedir luz, não esqueça dos óculos...".

Esqueça os serviços que prestou, mas não os que recebeu.

Que sua língua não fale uma só palavra enquanto tiver o coração agitado.

A ignorância é o véu da invisibilidade. Por isso que o ignorante não consegue enxergar o óbvio.

É possível continuar, não importa o quão impossível possa parecer, e com o tempo, a dor... diminui. Pode não desaparecer completamente, mas depois de um tempo não é tão grande.

Nicholas Sparks
SPARKS, N. Dear John. London: Hachette UK, 2010.

Melhor não viver a felicidade, do que depois sofrer com a saudade

Louco (Hora de Delírio)

Não, não é louco. O espírito somente
É que quebrou-lhe um elo da matéria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre,
Aproxima-se mais à essência etérea.

Achou pequeno o cérebro que o tinha:
Suas idéias não cabiam nele;
Seu corpo é que lutou contra sua alma,
E nessa luta foi vencido aquele,

Foi uma repulsão de dois contrários:
Foi um duelo, na verdade, insano:
Foi um choque de agentes poderosos:
Foi o divino a combater com o humano.

Agora está mais livre. Algum atilho
Soltou-se-lhe o nó da inteligência;
Quebrou-se o anel dessa prisão de carne,
Entrou agora em sua própria essência.

Agora é mais espírito que corpo:
Agora é mais um ente lá de cima;
É mais, é mais que um homem vão de barro:
É um anjo de Deus, que Deus anima.

Agora, sim — o espírito mais livre
Pode subir às regiões supernas:
Pode, ao descer, anunciar aos homens
As palavras de Deus, também eternas.

E vós, almas terrenas, que a matéria
Os sufocou ou reduziu a pouco,
Não lhe entendeis, por isso, as frases santas.
E zombando o chamais, portanto: - um louco!

Não, não é louco. O espírito somente
É que quebrou-lhe um elo da matéria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre.
Aproxima-se mais à essência etérea.

Não sei porque insisto tanto em te querer,
Se você sempre faz de mim o que bem quer,
Se ao teu lado sei tão pouco de você,
É pelos outros que eu sei quem você é

Eu sei de tudo, com quem andas aonde vais,
Mas eu disfarço meu ciúme mesmo assim,
Pois aprendi que o meu silencio vale mais,
E desse jeito eu vou trazer você pra mim,

E como prêmio eu recebo teu abraço,
Subornando o meu desejo tão antigo,
E fecho os olhos para todos os seus passos,
Me enganando só assim somos amigos

Por quantas vezes me da raiva de querer,
Em concordar de tudo o que você me faz,
Já fiz de tudo para tentar te esquecer
Falta coragem para te dizer que nunca mais

Nos somos cúmplices, nos dois somos culpados.
No mesmo instante que o seu corpo toca ao meu
Já não existe nem o certo nem o errado
Só o amor por encanto aconteceu

E só assim que eu perdôo os seus deslizes
E é assim o nosso jeito de viver
Em outros braços tu resolves tuas crises
E em outras bocas não consigo te esquecer

A perfeção é uma ilusão. Independentemente se for ou não pronunciada ao contrário. Esta é a realidade. É comum o homem buscar e se esforçar para alcançá-la como se fosse algo concreto… Mas o fato da matéria é que a perfeição é uma casca oca. É desprovida de qualquer solidez. Eu cuspo na perfeição. A perfeição, afinal, implica que você tenha atingido o topo. Sem tentar e sem errar, sem capacidade de conceituar. Um ser onisciente não teria necessidade de tais coisas supérfluas… Estou sendo claro? Para quem se interessa em ciências, como nós, a perfeição nos tornaria obsoletos. Muitas coisas magníficas têm vindo, e continuarão a vir à existência… Ainda sim, algum deles ficará sem o acabamento final. Nossa função como homens da ciência se baseia em suas muitas falhas. Então, só ai, podemos aplicar os frutos de nosso trabalho. Simplificando… Assim que começou a jorrar essa bobagem sobre ser um ser imaculado… Seu destino foi selado.

Uma era de felicidade simplesmente não é possível porque as pessoas querem apenas desejá-la, mas não possuí-la, e cada indivíduo aprende durante os seus bons tempos a de facto rezar por inquietações e desconforto. O destino do homem está projetado para momentos felizes — toda a vida os têm —, mas não para eras felizes. Estas, porém, permanecerão fixadas na imaginação humana como ‘o que está além das montanhas’, como um legado de nossos ancestrais: pois o conceito de uma era de felicidade foi sem dúvida adquirido nos tempos primordiais, a partir da condição em que, depois de um esforço violento na caça e na guerra, o homem se entrega ao repouso, estica os membros e sente as asas do sono roçando a sua pele. Será uma falsa conclusão se, na trilha dessa remota e familiar experiência, o homem imaginar que, após eras inteiras de labor e inquietação, ele poderá usufruir, de modo correspondente, daquela condição de felicidade intensa e prolongada.

Friedrich Nietzsche
Humano, Demasiado Humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

Não se preocupe, há um caminho: Apegando-se ao fato de não ter os meios adequados, não surgirão boas ideais e o caminho não vai se abrir. Use a criatividade para encontrar solução.

Quantas pessoas gostam de se esconder através da mentira, da omissão e da falsidade, pois não são hábeis o suficiente para empunhar o afiado gume da verdade.

O que dizer das palavras não ditas e do silêncio que fica depois da despedida?

Se você não tem segurança para falar de algo tão próximo e visível, não fale convictamente sobre algo tão distante e intangível. (Livro O Futuro da Humanidade)

VIDA QUITADA

Vivo de fato. Não espero a morte. Creio ter explicado, embora vá fazê-lo de novo, que a minha vida é preciosa. Tenho cada momento como nova pepita garimpada no percurso de minhas paixões. De meus sonhos projetados para o futuro. De minha crença na existência desse futuro, ainda que ele não passe do dia seguinte. Não há pedra na vesícula, ou no rim, que possa diminuir o valor da pedra preciosa que há no meio do percurso... Do meu percurso.
O sentido que dou a cada dia vai muito além das conquistas materiais, embora também as valorize, decididamente bem menos do que às conquistas de afetos, saberes e culturas. Viver bem, no meu caso, tem pouco a ver com os bens acumuláveis ao longo da existência. Confesso que nunca lutei por casa, carro, fama, influência, cargos destacados no emprego e na sociedade. Até mesmo como escritor, nunca enviei calhamaços, livros demo, endereço pessoal de blog ou algo parecido para editoras, visando contratos. Percorri meus caminhos do meu jeito, com as dificuldades próprias de quem escolhe caminhar, e por isso demorei tanto a parir livros.
Sou realizado como escritor de pouca fama e educador apaixonado. Sobretudo como pai de Nathalia e Júlia, irmão de oito pessoas amadas com as quais partilhei a mãe dos sonhos de qualquer filho, e como amigo de pessoas também especiais. Eis minha realização pessoal. A de um homem que chamam de acomodado, mas que na verdade é muito ambicioso, pois deseja (e tem com fartura) o que nunca será comprável.
Se hoje não temo a morte, é porque minha vida está quitada. Já estou em paz comigo, errei tudo o que pude, consertei o que deu, fiz minhas escolhas certas e erradas, paguei por estas outras e tive por aquelas as recompensas de praxe. Fui criança na idade certa, fiquei maduro na maturidade, agora caminho rumo à velhice, tendo na mente um conceito enxuto e sereno da mesma, para não ser, equivocadamente, um triste velho de alma jovem.

Um brinde pra você babaca, que perdeu uma mulher incrível porque não quis se envolver. Coitado, se achou demais, foi machista demais e homem de menos. Que pena você ser tão mais ou menos enquanto poderia ser meu universo! Tão pequeno que pensou que eu morreria. Um brinde, meu amor, pois me livrou do pior cara que eu já conheci, “você”, imaturo, coisa pouca, que não merece meu amor...
Tô vivendo, tô dançando, tô rindo da tua cara.

Não sei por que, mas, quando você não está bem, tudo ressoa como se tivesse um duplo significado.