De Repente Nao mais que Derepente
Não são os políticos os que governam o mundo. Os lugares de poder, além de serem supranacionais, multinacionais, são invisíveis.
Sabe, eu estou apaixonado.
Homem tem muita dificuldade em falar sobre sentimentos.
Eu não. Eu amo. Eu sei o quanto sofro quando não estou com você.
É um amor suave, mas absurdamente intenso.
Sei, um dia você vai me deixar, se assim for a regra da natureza.
Mas só não vou olhar, abraçar, acarinhar, viver sua alegria.
Mas vou manter a luz de teus olhos e a paz que sinto ao me dizer: te amo e quero que você seja feliz.
Você é a minha luz!
Amanheceu.
E o dia, indiferente, abriu as janelas do mundo como quem não sabe da ausência.
As pedras da rua não guardaram os passos de ontem; a feira já se enchia de vozes, e o barulho dos sacos plásticos abafava qualquer lembrança.
Ninguém reparou que havia um vazio a mais no caminho — o vazio nunca chama atenção, ele apenas existe.
A vida não para para velar dores.
Ela mastiga rápido, engole em seco, e segue adiante como se nada tivesse acontecido.
O coração que ontem batia, hoje não pulsa mais, mas os relógios continuam impassíveis, ticando segundos.
É cruel: o tempo não tem luto.
Há quem espere que a memória seja abrigo, mas a memória também cansa.
Logo, o nome se perde no meio de tantos outros, o rosto se dissolve em poeira de esquina, e o silêncio se torna o único registro.
Tudo volta ao fluxo, como se nunca tivesse sido.
Talvez seja essa a verdade mais dura:
ninguém é insubstituível na pressa do mundo.
E, ainda assim, dói pensar que um gesto tão definitivo se apague com a mesma facilidade que uma pegada na areia.
A cada esquina da alma, existe um território sem mapa.
Lá não chegam bússolas, nem calendários, nem vozes apressadas.
É um lugar onde o instante se desfaz antes mesmo de ser lembrança.
Quem ousa atravessar esse espaço percebe:
não há chão firme, apenas fragmentos suspensos, como se o tempo tivesse desaprendido a andar.
E nesse intervalo, entre o que se é e o que já não cabe, o corpo respira uma ausência que não tem nome.
A vida continua do lado de fora — carros, pregões, crianças, a pressa de sempre.
Mas aqui dentro tudo corre em outra velocidade, como se o relógio tivesse se cansado.
Nada dói e nada cura, apenas permanece, num silêncio espesso que se confunde com ar.
É curioso como o mundo insiste em pedir certezas,
quando, na verdade, somos feitos de incertezas que se costuram mal.
Talvez o único gesto verdadeiro seja aceitar a própria incompletude,
como quem carrega uma cicatriz invisível que ainda assim pulsa, mesmo quando ninguém vê.
Espalhar alegria não é apenas contar piadas, ou dizer coisas engraçadas.. é sim fazer uma alma sorrir quando ela quer chorar.
Da calma e do silêncio
Quando eu morder
a palavra,
por favor,
não me apressem,
quero mascar,
rasgar entre os dentes,
a pele, os ossos, o tutano
do verbo,
para assim versejar
o âmago das coisas.
Quando meu olhar
se perder no nada,
por favor,
não me despertem,
quero reter,
no adentro da íris,
a menor sombra,
do ínfimo movimento.
Quando meus pés
abrandarem na marcha,
por favor,
não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar,
deixem-me quieta,
na aparente inércia.
Nem todo viandante
anda estradas,
há mundos submersos,
que só o silêncio
da poesia penetra.
Deixe uma falsa saída ao seu inimigo, pois assim ele não lutará com a força da coragem do desespero.
" Não importa que o sangue seja tudo o que não somos, tudo o que não podemos ser, tudo o que queremos ser."
Palavras cortam não só o coração a alma
As palavras e capaz de decidir a vida de uma pessoa
As palavras e capaz de mudar uma pessoa
As palavras . . .
As palavras machucam
As palavras nos tornam invisíveis
As palavras acabam nos matando
Todo mundo tem um quase amor. Uma história que por capricho do destino ou por desleixo nosso não aconteceu. Mas o problema não é isso. O problema é o que isso faz com a gente.
Como pode, uma história que não chegou a acontecer não deixar que outras aconteçam? Como pode um amor que deu errado, fazer com que pensemos que nenhum mais dará certo.
Quando a gente é criança a gente tem medo de fantasmas, de espíritos de gente que já morreu. Mas quando a gente cresce a gente percebe que os fantasmas são outros! Fantasmas de gente que morreu dentro da gente, mas que ainda nos visitam! E o que mais assusta não é a sua presença. O que mais assusta é a ausência que essa presença faz... Texto: @marcosbulhoes
Uma chance
O coração diz: te amo....
As circunstâncias dizem: não posso...
O amor diz: preciso de você...
E a mágoa diz: ele não merece...
O coração diz: te amo...
E a razão pergunta: porque?
O meu olhar te chama, o silêncio te afasta...
fecho os olhos e o sinto aqui...
e quando olho, você não está...
Quero tocá-lo,
mas sinto somente o vazio...
quero beijá-lo,
mas engulo em seco esse desejo...
Quero ouvir sua voz,
mas só ouço o grito do silêncio...
Quero chamá-lo, mas a solidão me cala...
Quero você com todos os defeitos...
Apesar de toda a mágoa,
o coração diz: procure-o...
O medo fala: não faça isso...
A esperança grita: acalme-se...
Mas o momento diz:
Basta, sua presença
é o meu maior desejo
e sua ausência
é a minha maior dor.
Volte logo
e me dê uma chance !!!
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