De Repente Nao mais que Derepente
O que sustenta as vaidades humana, é a própria sociedade em sua organização separatista e narcisista que faz esquecer a humanidade!
Esqueça aquela ideia absurda do Apocalipse: nada vai acontecer devido a questões burocráticasno Reino dos Céus e contingente duvidoso no Inferno.
Da corrida, do poder e da miopia oligárquica: um ensaio Geleiocratico de fomento ao uso do dicionário!
Acompanho, com não dissimulada estupefação, a celeuma que se erige em torno de um ato tão comezinho quanto o de um aspirante ao governo potiguar que, no curso de suas caminhadas eleitorais, se permite correr e pular. Sim. Correr. Há quem interprete esse gesto de trivialidade atlética como uma espécie de transgressão inominável, uma quebra dos protocolos tácitos que regem a liturgia da política tradicional, como se o ímpeto de acelerar o passo, transpor uma via ou adentrar um terreiro para um cumprimento constituísse um desvio comportamental merecedor do mais agudo escrutínio.
Ora, essa reação, longe de significar mero escárnio, revela-se sintoma caudaloso de uma miopia estrutural — e, quiçá, de um mal-estar muito mais profundo, que reside não no ato em si, mas naquilo que ele simboliza. A vitalidade de um postulante é execrada precisamente no instante em que ele ousa disputar os proscênios do poder, espaços historicamente reservados a estirpes que nele adentram já revestidas de sobrenomes ilustres, patrimônios vultosos, capital social consolidado e uma aura de mando que se pretende incontrastável. É sintomático, outrossim, que os mesmos círculos que toleram com complacência quase obsequiosa a ostentação do privilégio mais inquinado se mostrem visceralmente incomodados diante da pujança física e da energia desmedida de alguém que construiu sua trajetória a contrapelo das circunstâncias adversas.
Duas experiências civilizacionais, pois, se contrapõem: a daqueles que aprenderam a caminhar pelos corredores do poder, amparados por estruturas de proteção que lhes suavizaram a jornada; e a daqueles que, desprovidos de tais muletas, precisaram correr para alcançar os mesmos patamares. Não se trata de erigir a pobreza em virtude ou a riqueza em vício — simplificação tosca que repudio —, mas de reconhecer que a origem social produz repertórios, sensibilidades e temporalidades distintas. Quem germinou em solo fértil de privilégios dificilmente compreenderá, em sua plenitude, a urgência de quem conhece o preço de cada degrau conquistado. E é precisamente essa incomensurável distância ontológica que parece atormentar os detratores.
Alysson Bezerra — e aqui o tomo como paradigma do que se discute — não emerge da política como produto acabado de uma engrenagem oligárquica. Sua trajetória, forjada em uma casa de taipa na zona rural de Mossoró, constitui uma ruptura simbólica com a vetusta noção de que os espaços de mando possuem donatários naturais, ungidos por berço ou por batismo social. Essa origem não o torna automaticamente superior a ninguém, mas tampouco o desabilita a ocupar qualquer posto de relevância. Distinção elementar, mas que insiste em ser repetida, pois o Brasil ainda é uma sociedade onde a desigualdade não se manifesta apenas no patrimônio, senão também na permissão tácita — ou na interdição velada — que diferentes indivíduos recebem para ocupar determinados lugares.
Quando o debate se desvia dos escólios técnicos — planos de governo, indicadores fiscais, projetos estruturantes, política orçamentária — para concentrar-se no corpo, no gingado, no fôlego ou na origem do candidato, estamos diante de um fenômeno que exige nomeação precisa: a indigência argumentativa sendo compensada pelo expediente torpe da desqualificação ad hominem. Há nisso uma sofisticação da arrogância — não a espalhafatosa, mas a mais insidiosa, aquela que se traveste de superioridade cultural ou intelectual e que, em sua essência, não passa da tacanhez de quem não suporta ver o "outro" adentrar o sancta sanctorum do poder sem haver solicitado a devida licença histórica.
É o velho pressuposto, ainda sobrevivente em nossas endogâmicas elites, de que certos indivíduos parecem predestinados a mandar, enquanto outros deveriam contentar-se em assistir, mudos e obsequiosos, ao espetáculo. Quando um desses "outros" transpõe a porteira, galga o tablado central e ainda ostenta a pujança de correr de uma residência a outra para aproveitar cada átimo de sua agenda extenuante, a reação de alguns oscila entre o riso mofado e a crítica olímpica. Talvez porque estejam diante de uma coisa que não se aprende nos manuais de administração pública: a premência de quem sabe, com todas as fibras do espírito, o peso de uma oportunidade.
Não se trata, aqui, de desmerecer a carreira pública sólida, a formação acadêmica elevada ou a estabilidade funcional de quem quer que seja. O problema germina quando o privilégio de origem é sublimado em pretensa superioridade de essência, como se o acaso do nascimento conferisse ao indivíduo um atestado de capacidade inata. Ora, ninguém escolhe a família em que nasce, mas cada qual elege, em alguma medida, o uso que faz dos dotes ou das penúrias que recebeu. É por isso que me causa estranheza ver determinados segmentos políticos, tão ciosos de suas credenciais, recorrerem a expedientes retóricos tão comezinhos para diminuir alguém. Se a crítica é política, que se exerça no terreno das propostas; se é administrativa, que se funde em dados; se há incompetência, que se demonstre; se há irregularidade, que se prove. Mas transformar o vigor físico, a origem social ou a maneira de se movimentar durante uma caminhada em instrumento de ridicularização é atestado de pobreza crítica — e não daquele tipo que dignifica.
Prefiro, pois, a política que se movimenta, que suarenta e ofegante alcança o povo, àquela que, enclausurada em sua ufania estática, contempla o próprio umbigo enquanto a realidade se esvai em desigualdades. Não é a corrida, em si, o pomo da discórdia; é a quebra do protocolo invisível que ancora a crasta endogâmica do poder. A democracia possui essa característica subversiva e ingente: permite que pessoas oriundas de lugares que jamais frequentaram os salões áulicos adentrem pela porta da frente. E, quando adentram, não precisam assimilar os trejeitos, os vícios e os tiques daqueles que estavam lá antes. Podem continuar sendo o que são. Inclusive correr.
Ao fim, a diferença monumental reside entre quem corre para chegar mais longe e quem precisa correr apenas para não ser alcançado e tragado pela própria história. Eu, particularmente, alinho-me com os primeiros — com aqueles que, em vez de se imobilizarem na contemplação narcísica do poder, preferem o fôlego, o suor e o movimento perpétuo de quem sabe que o chão se conquista com os pés, não com os títulos. Porque o corpo em movimento é, em última instância, a única antítese possível à estagnação do espírito e à paralisia das estruturas que teimam em permanecer imóveis enquanto o país corre — para trás ou para frente, conforme o vento da história.
Situações difíceis, sem paz, em questionar a vida. Situações fáceis Situações difíceis, sem paz, em questionar a vida. Situações fáceis nos dão apoio. Não tenho amor e não quero ter. Quero ficar isolado. Quero me matar e me jogar da ponte. Não, é mentira. Eu quero cantar todas as poesias e se sentar, esperar à beira e a sufocante imortalidade ver se me toca.
"A vida se simplifica assim: algumas coisas são nossas, poucas são minhas, mas as melhores são Dele."
Onde anda o Romance?
Talvez no facebook, orkut, msn, ...?
Onde andam a Conquista, a Paquera, onde se esconderam meninas?
Mulheres romanticas? Meu Deus me lembro que em algum momento da minha vida eu conheci uma, mais qual era o nome dela mesmo?
Acabou; olhos nos olhos.
Acabou o encanto do brilho no olhar.
Onde está aquele sorriso terno, tímido, semi sem vergonha?
Agora só apenas sorrisos prontos, pelos perfis da rede.
Fotoshop..., meu Deus, quanta coisa artificial, quantos sentimentos artificiais.
O que são serestas mesmo?
Nossa e os luais..., cantavamos, bebiamos, beijavamos, ficavamos felizes, olhando para a lua, estrelas, ao infinito...
Será que acabou?
Onde será que se esconde?
O silêncio diz, os gestos demonstram, o olhar revela. Mas, quando houver espaço para dizer abertamente o que você sente ou o que está acontecendo, não deixe a oportunidade passar.
Fale.
Não engasgue com aquilo que precisa ser dito. Não obrigue o outro a preencher com suposições o lugar onde poderia existir clareza. Há vazios que não nascem da ausência, mas daquilo que ficou preso na garganta.
Porque o silêncio também comunica, é verdade. Mas existem coisas que não deveriam ser entregues à interpretação de quem está do outro lado. Quando puder dizer, diga. Antes que aquilo que você não conseguiu dizer comece a criar raízes dentro de você, cresça em forma de ressentimento e um dia vire distância onde antes havia amor.
Entrar para a política é fácil.
Difícil é permanecer nela sem transformar a mentira em profissão.
Cyntia Karla De Liz
Na política, mentir parece ser requisito.
O caráter, aparentemente, é opcional.
Cyntia Karla De Liz
Um dia Deus soube de mim.
E agora o que eu faço?
Antes eu andava escondido,
achando que ninguém via minhas quedas.
Agora Ele sabe meu nome,
sabe minha dor,
sabe meu endereço.
Quem é Ele?
É aquele que soube de mim
e mesmo assim ficou.
Não foi embora quando viu meu caos,
não se assustou com meu pranto.
Soube de mim
e me chamou de filho.
E agora o que eu faço?
Agora eu descanso,
porque quem não me esquecia
finalmente me encontrou.
(Saul Beleza)
A lei do retorno foi escrita pelo universo e carimbada pelas mãos de Deus, por isso é tão perfeita e justa.
Borboleta só leva e releva o que é leve, o que é pesado elas até tocam, porém deixa quieto porque o fardo não lhe pertence.
Ah! Tristes olhos
Por que chora em silêncio a dor que ninguém ver?
Por que deposita tuas lágrimas no oculto do teu vazio?
Por que corre?
Por que foge?
Por que se esconde?
Por que se disfaça?
Quando escuridão cobrir teus olhos e não enxergar mais nada, porque não volta seus olhos ao criador?
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