De Repente Nao mais que Derepente

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Por que nós nos alegramos em um nascimento e choramos em um funeral? Porque não somos a pessoa envolvida.

É na forma do sorriso que consigo demonstrar palavras que não sei dizer.

Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.

Se Cristo estivesse aqui agora, há uma coisa que ele não seria: Cristão.

Os homens nascem ignorantes, não estúpidos. Eles se tornam estúpidos pela educação.

Bertrand Russell
A History of Western Philosophy (2008).

Nota: Apesar de ter sido escrito por Russell, o pensamento, na verdade, faz referência à ideologia do filósofo francês Claude-Adrien Helvétius.

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Eu acredito em segunda chance, só não acredito que todo mundo a mereça.

Estou tão só,
Meus pais não me conhecem
Meus amigos são chatos
Meu cachorro não me lambe.

Mas estou cansada, apesar de minha alegria de hoje, alegria que não se sabe de onde vem, como a da manhãzinha de verão. Estou cansada, agora agudamente! Vamos chorar juntos, baixinho. Por ter sofrido e continuar tão docemente. A dor cansada numa lágrima simplificada. Mas agora já é desejo de poesia, isso eu confesso, Deus. Durmamos de mãos dadas. O mundo rola e em alguma parte há coisas que não conheço. Durmamos sobre Deus e o mistério, nave quieta e frágil flutuando sobre o mar, eis o sono.

Clarice Lispector
Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Todas as mulheres transformam-se em suas mães. Essa é a tragédia delas. Isso não ocorre com os homens. Essa é a tragédia deles.

Como o Mestre sempre dizia, "é possível fugir dos monstros de fora, mas não dos de dentro". E é incrível como a mente humana tem facilidade em criar fantasmas para assombrá-la. Em plena era digital, os sentimentos primitivos continuavam vivos.

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Cecília Meireles
MEIRELES, C. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001.

Nota: Trecho do poema "Retrato": Link

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Ou você se compromete com objetivo da vitória, ou não.

Eu não sei colocar pontos finais, eu não sei acabar com algo, eu não sei excluir alguém da minha vida.

Desconhecido

Nota: A citação é atribuída a Clarice Lispector, mas não há fontes que confirmem essa autoria.

O bom da chuva é que parece que não tem fim.

Mario Quintana
Caderno H. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

Não tente adivinhar o que as pessoas pensam a seu respeito... Faça a sua parte, se doe sem medo. O que importa mesmo é o que você é.

Não me envergonho de mudar de opinião, porque não me envergonho de pensar.

Não gosto de nada que é raso, de água pela canela. Ou eu mergulho até encontrar o reino submerso de Atlântida, ou fico à margem, espiando de fora.

Uma pérola esquecida na praia, ainda que não seja notada, nem apanhada ou devidamente reconhecida, nunca perde o seu valor.

Não existe fracasso. Existem somente resultados.

Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.

Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.

II

Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.

Quase acreditei, quase acreditei

E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.

Olha o sopro do dragão...

III

É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói

Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.

Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.

IV

- Tudo passa, tudo passará...

E nossa estória não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.