De Repente Nao mais que Derepente

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Apaixone-se quando estiver pronto, não quando estiver solitário.

Darcy: Em criança ensinaram-me o que era certo, mas não me ensinaram a corrigir meu gênio.

(Orgulho e preconceito)

Tô muito a fim de mim mas vou me ignorar pra não enjoar rápido.

E quando eu for embora, não chore por mim...

Não importa o que faremos de nós. O que importa é o que faremos daquilo que fizeram de nós.

Jean-Paul Sartre
MACIEL, L. C., "Sartre vida e obra", Editora Paz e Terra, 1986

O trabalho é aquilo que as pessoas fazem quando não tem nada para fazer

Algo que não se pode buscar, nem achar, e talvez tampouco perder. "A alma nobre tem reverência por si mesma..."

"Você não sabe a saudade que eu senti todo esse tempo."

Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.

Se um homem sorri o tempo todo, ele provavelmente está vendendo algo que não funciona.

George Carlin
Brain Droppings

Não se esqueça de que seu corpo físico é apenas energia condensada por tempo determinado, que se transforma a cada minuto. Quando esse tempo acabar, ele voltará ao estado anterior. Seus elementos irão formar novos corpos, de acordo com as leis da vida, enquanto você continuará com seu corpo astral, sua trajetória natural de evolução.
Não é maravilhoso? A vida é perfeita e bela! Viver é a oportunidade de aprender a perceber a luz. Quem percebe se ilumina, e quem está iluminado vive em paz.

Solidão não cura com aspirina.

Quem não é um acaso na vida?

Clarice Lispector
A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Não importava se tinha razão, devia me calar. No meu tempo, ser educado era ficar em silêncio. Na mesa, não podia emitir som que não fosse da natureza do garfo e da faca. Criança aceitava, não falava. Como um bicho doméstico, um galo, um cachorro, um gato, um canário belga. Encabulava quando raspava a louça, arranhava as rodas ao estacionar no meio-fio do prato. Meu pai falava sem parar dos negócios, dos vizinhos, do futebol e eu escutava com continência e louvor. Nunca me passou pelos ouvidos nenhuma pergunta inteligente para fazer, até porque as perguntas inteligentes surgem das bobagens e não corria riscos. Se as conversas tivessem sido gravadas na época, descobriria que não apareci na própria infância. Entrava com um "obrigado" e saía no "com licença". Não questionava os hábitos, preocupado em me ver livre o mais rápido possível daquela cena. Não sabia como viver para me sentir morto. Não sabia como morrer para me sentir vivo. Meus bolsos cheios de bolas de gude para acompanhar as mãos. Os bolsos do meu pai cheios de chaves para desafiar as mãos. Os bolsos de minha mãe cheios de pedras do terço para esquecer as mãos. A sobremesa era sagu ou arroz de leite, que comia com vagar e ódio, já que consistia na mesma merenda da escola. Passava o dia comendo sagu ou arroz de leite. A canela em cima do doce me arrepiava de careta, emburricava a respiração. Me censurava antes da censura, me proibia antes da negação, me cavava antes de ser enterrado. Pensativo como quem se penteia no espelho. Prestativo como quem tem culpa por crescer. Nas saídas em família, permanecia igualmente calado, omisso, aceitando que as pessoas secassem seus dedos no meu rosto em cada encontro. Quando recebia um elogio público de comportado, o pai sorria, a mãe sorria, e bem que tentava sorrir, mas os dentes eram de leite e logo cairiam. Nunca levantei a voz. Falava para dentro, com a cabeça inclinada de cavalo cansado. Tinha serenidade porque não encontrava outro sentimento para colocar em seu lugar. Não havia estômago para chegar ao fim da esperança. Não estava escuro para me defender com vela, muito menos claro para procurar sombras. Conhecia de cor o ato de contrição, apesar da dificuldade de inventar pecados. A humildade lembrava covardia, o que explica minha vontade insana de fazer calar esse tempo, o meu tempo de camisa fechada até o último botão.

Quem quer governar deve aprender a dizer não.

Algumas pessoas acham que o luxo é o oposto de pobreza, não é, é o oposto de vulgar.

A honra não se ganha; só se perde.

Arthur Schopenhauer
SCHOPENHAEUR, A., O Mundo como Vontade e Representação, 1819

Que nos façam mal e nos roubem, não há problema, a não ser que fiquemos pensando nisso.

Mas você – eu não posso nem quero explicar – eu agradeço.

Clarice Lispector
Todas as cartas. Rio de Janeiro: Rocco, 2020.

Nota: Trecho de carta escrita para Tania Kaufmann, em 5 de novembro de 1948.

...Mais

Não criarás prosperidade se desestimulares a poupança.
Não criarás estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado.
Não evitarás dificuldades financeiras se gastares mais do que ganhas.
Não poderás ajudar os homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios.