De Repente Nao mais que Derepente

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O homem não é nem anjo nem animal, e a infelicidade exige que quem pretende fazer de anjo faça de besta.

O prazer que um objeto nos proporciona não se encontra no próprio objeto. A imaginação embeleza-o, cercando-o e quase o irradiando com imagens estimadas. Em suma, no objeto amamos aquilo que nós mesmos colocamos nele.

O homem moderno não combate as calamidades com a humildade; descobriu que elas devem ser combatidas com os conhecimentos científicos.

Menosprezamos facilmente um objetivo que não conseguimos alcançar ou que alcançamos definitivamente.

As maiores desgraças são aquelas que a si próprias não podem perdoar.

A poesia não nasce das regras, a não ser em parte mínima e insignificante; mas as regras derivam das poesias; e, no entanto, são tantos os géneros e as espécies de verdadeiras regras, quanto são os géneros e as espécies de verdadeiros poetas.

Não é que ele queira prosseguir, na verdade ele não sabe estar parado.

Não podemos conhecer nada de exterior a nós próprios que nos supere (...) o universo é o espelho em que podemos contemplar apenas o que aprendemos a conhecer em nós.

Há que trabalhar, ainda que não seja por gosto, ao menos por desespero, uma vez que, bem vistas as coisas, trabalhar é menos aborrecido do que divertirmo-nos.

Não há alegria neste mundo tão privilegiada, que não pague pensão à tristeza.

E porquê punir o culpado quando não resulta quaisquer vantagem do seu castigo?

Aprender e não recordar o que se estudou, equivale a semear e não colher.

Um bom general deve não apenas conhecer o modo de vencer, mas também saber quando a vitória é impossível.

Não dês conselhos a quem não os pede.

Para ser original, basta imitar os autores que já não estão na moda.

A prosperidade é apenas um instrumento para ser usado, não uma divindade para ser adorada.

Confesso que o gênero humano não é tão mau como certas pessoas o apregoam na esperança de o governar.

A verdadeira religião é a vida que levamos, não o credo que professamos.

Aquele que sabe muito e que não é capaz de conter a língua é como uma criança armada com uma faca.

Nunca ninguém se torna mestre num domínio em que não conheceu a impotência, e, quem aceita esta ideia, saberá também que tal impotência não se encontra nem no começo nem antes do esforço empreendido, mas sim no seu centro.