De Repente Nao mais que Derepente

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Tenho sentido inveja. E talvez essa seja uma das confissões mais difíceis que já fiz a mim mesma.


Não invejo qualquer pessoa que seja amada. Invejo aquelas que, mesmo depois de terem causado dores, machucado pessoas e desejado o mal, continuam cercadas de afeto. É difícil compreender como algumas pessoas parecem receber tanto amor enquanto outras, que nunca desejaram tanto mal a ninguém, experimentam uma solidão tão profunda.


Não me sinto inferior a elas. O que sinto é uma revolta diante de uma injustiça que não consigo explicar. Como se o mundo tivesse esquecido de fazer alguma distinção entre quem é bom e quem é ruim.


Mas talvez minha inveja esconda uma tristeza ainda maior: a vontade de também ser escolhida.


Tenho família, tenho pessoas que me amam, mas sinto falta de amigos. Daquelas amizades em que não precisamos medir palavras, calcular disponibilidade ou disputar espaço. Pessoas que simplesmente queiram estar conosco. Que se lembrem de nós. Que sintam nossa falta.


E o mais contraditório é que, quando essas oportunidades aparecem, muitas vezes não tenho energia para aproveitá-las. Quero ir, quero viver, quero conhecer lugares, mas alguma coisa em mim parece sempre cansada demais.


Tenho passado tanto tempo administrando as necessidades dos outros que, às vezes, já não sei muito bem o que fazer com as minhas.


Não consigo assistir a uma série, ir ao cinema, ouvir minhas músicas preferidas ou encontrar prazer nas pequenas coisas. Tudo parece ter perdido um pouco da cor. Sinto tristeza, um vazio que não sei explicar e uma saudade de uma versão de mim que parece ter ficado em algum lugar do caminho.


Há pouco mais de um mês, perdi uma amiga. E talvez tenha perdido também uma das poucas pessoas com quem eu conseguia compartilhar a vida de uma maneira leve.


Alguém com quem tomar café, ouvir rock, sair, levar as meninas ao teatro. Alguém com quem os pequenos programas não precisavam de grandes explicações.


Agora, quando penso em fazer essas coisas, percebo o quanto gostaria de ter alguém ao meu lado.


Tenho uma lista de pequenas promessas que fiz a mim mesma. Quero fazer uma trilha ouvindo minhas músicas preferidas, tomar um café na Confeitaria Colombo, comprar uma roupa bonita e terminar a noite em um barzinho de rock, ouvindo música e tomando uma taça de vinho.


Não são grandes sonhos. São pequenos pedaços de vida que gostaria de experimentar.


Mas até esses desejos parecem perder um pouco do encanto quando penso que não tenho com quem compartilhá-los.


Talvez eu não queira uma multidão. Talvez queira apenas algumas pessoas. Duas ou três presenças verdadeiras. Gente com quem eu possa ser inteira, sem precisar ser forte, útil, disponível ou necessária.


Quero ter amigos, mas estou cansada de tentar. Quero companhia, mas me falta energia para construir vínculos. Quero viver coisas bonitas, mas sinto falta de alguém que também queira vivê-las comigo.


E, no meio de tudo isso, existe uma pergunta que volta silenciosamente:


Em que momento deixei de viver a minha própria vida para me tornar alguém que apenas administra a vida de todo mundo?


Não sei responder.


Só sei que sinto falta de mim. Sinto falta de rir sem motivo, de ouvir uma música e sentir alguma coisa, de me arrumar porque quero sair, de ter histórias para contar e de esperar ansiosamente por um encontro.


Sinto falta de sentir.


E, apesar de toda essa tristeza, ainda existe em mim uma mulher que deseja conhecer lugares, tomar café, ouvir rock, caminhar por uma trilha e brindar à vida.


Espero que ela não tenha se perdido.


Espero que esteja apenas cansada.


E que, em algum momento, eu consiga encontrá-la novamente.

As nuvens passam rápido, nunca mais voltando ao mesmo lugar, pois a vida é feita de momentos reais, não de aquarelas repetidas.

•Pessoas•


• Há pessoas que são euforia. Chegam e fazem tudo parecer maior, mais intenso, mais vivo.


•Há pessoas que são tempestades. Nunca passam despercebidas e sempre deixam algo transformado.


•Há pessoas que são fogo. Aquecem, iluminam... ou queimam.


•Há pessoas que são mar. Acalmam num dia, engolem no outro.


•Há pessoas que são primavera. Florescem até nos lugares mais secos.


•Há pessoas que são inverno. Silenciosas, frias por fora, profundas por dentro.


•Há pessoas que são faróis. Não caminham por você, mas mostram o caminho.


•Há pessoas que são labirintos. Quanto mais você tenta entendê-las, mais caminhos aparecem.


•Há pessoas que são euforia. Fazem o coração acelerar antes mesmo de dizer uma palavra.


•Há pessoas que são abrigo. Basta a presença delas para o mundo parecer menos pesado.

Algumas almas se cruzam
pra nunca mais voltar ao normal,
viram rota, viram vício,
viram falta… visceral.

A vida adora desmentir as certezas mais doloridas que a gente constrói nas madrugadas.


Talvez não venha da pessoa que você gostaria. Talvez não venha da forma que você imaginou. Talvez não venha no tempo que seu coração pede.
Mas a necessidade de ser vista, escolhida e procurada espontaneamente não é um exagero. É uma necessidade do ser humano.
E quem realmente gosta da nossa companhia não vê uma conversa como gasto. Não vê um "oi" como obrigação. Não calcula presença como investimento.
Presença verdadeira acontece porque a pessoa quer estar ali.

Quem culpa o outro por toda a dor que sente,
foge do espelho e acusa o inocente.
É mais fácil condenar sem se explicar
do que encarar o que não quer mudar.

Há quem, diante da felicidade,
sinta o medo falar mais alto que o amor,
e transforme dúvidas em verdades,
desistindo do sonho antes mesmo da dor.

O mais louco é que, mesmo sem te ter aqui, meu peito já encontrou um jeito de te sentir.🌹

O mundo dá voltas na longa caminhada,
e a verdade mais simples continua gravada:
cada um colhe, um dia, aquilo que semeou na estrada.

“Talvez uma das transformações mais profundas do envelhecimento seja descobrir que, enquanto o corpo perde parte de suas forças, a alma pode tornar-se mais sensível à grandeza das pequenas coisas. A maturidade nos ensina que nem toda lágrima representa tristeza, nem toda limitação significa derrota e que a dignidade de uma existência permanece mesmo quando o tempo modifica nossas capacidades.”

Estou me afogando em um mar de sentimentos, quanto mais tento sair, mais eu afundo.

Crie oportunidades.


O sucesso fica mais próximo quando deixa de depender da sorte e passa a depender da sua capacidade de agir.

A Paz é a qualidade mais fina da alma, mas ela se desenvolve através da prática.

As perguntas sempre serão mais que as respostas, porque o que sabemos é uma gota mediante um oceano de coisas que ignoramos.

A cada passo incerto pelos caminhos sombrios da existência entre as esquinas, estamos cada vez mais próximos do que sempre tememos e abominamos como falsas aparências e inverdades.

Fotografia é muito mais que um click, é sentir as pessoas !

Cabe a artes plásticas joalheiras, por seus artesãos funcionais resinificar novas jóias, bem mais coloridas e sem pontas para uso cotidiano dos portadores de autismos. Muito mais que na função meramente de adorno, tais criações podem abrir universos sensoriais de permissões e aproximações ao corpo, tão incomodativa ao toque de tudo que não é natural entre os neurodivergentes. A joalheria funcional entre novas criações e gemas coloridas arredondadas, tem por si, um vasto caminho para ser uma comunicação silenciosa coadjuvante a vestimenta e ao uso de novos públicos sensíveis e que até hoje foram esquecidos.

“Até o amor mais paciente um dia cansa de receber apenas as "sobras" do tempo de alguém. A ferida mais silenciosa em um relacionamento é o tempo de espera não valorizado."


—By Coelhinha

Eu sinto que mudei.
Tô mais consciente da mulher incrível que sou, dos meus erros e acertos.
Mudei. Antes olhava uma situação e sentia questão de me impor.
Hoje olho e digo: ah, tá!
Eu mudei.
E que bom.
Evoluir é sempre bom.
É necessário.

Mais cedo ou mais tarde, o peso dos erros supera o tamanho do ego."