Dança
Minha’alma cigana
arde na fogueira da vida
dança no vento do destino
se despe das amarras do mundo
e nunca se cansa de ir e vir
com a jóia do viver ...
Carrega em si o Sol e a Lua
o brilho das Estrelas
o fluir dos rios
e o perfume das flores
que nunca tiveram dono...
Minha’alma cigana
me guia, me rege
e me encanta
porque dentro dela,
mesmo nas dificuldades,
há sempre música
há sempre poesia...
✍©️@MiriamDaCosta
Minha dança Hinokami Kagura não é mais com a katana, mas com o lápis e o papel. E, nesta dança, não existe inimigo capaz de me parar.
Num mundo polarizado e banalizado, resta o saudosismo: tempos em que cantar e dançar 'Só Love', de Claudinho & Buchecha, fazia a vida parecer mais leve, lúdica e melhor.
Mês de junho passando. Mês festeiro de Santo Antônio, São João e São Pedro. Mês de dançar quadrilhas. Mês do quentão e do salsichão. Mês do frio. Mês dos namorados. Mês de ficar na cama quentinha, com o amor de conchinha, fazendo muitas gracinhas. Mês que traz relíquias de lembranças, de muitos que hoje vivem na distância, de um mês tão feliz.
Sem exigências,
Apenas aceito meu destino
E pulo nessa dança,
Sentindo o vento me levar
Ao sol do meio-dia.
Os que partiram antes de nós, hoje dançam o baile da eternidade. E nós que aqui ficamos entoamos o hino da saudade.
“A pipa dança no vento, distante e colorida — livre, mas presa à linha que lembra que a esperança sempre encontra um fio de sustentação.”
Chora o sertão
No sertão, a chuva forte despenca,
Cortinas de água dançam, se entrelaçam em pencas...
O céu azul, em contraste, se estende,
Nuvens pesadas silenciosas, como segredos que sussurram entre si e se entendem.
A terra sedenta, em êxtase, agradece,
cochichando promessas de vida e renovo...
As folhas vibram com cada gota que desce,
Um milagre sutil, um amor renasce completamente novo.
Os pássaros cantam, festejando a clemência...
Nos riachos fios de água dançantes refletem o brotar de nova alegria...
O chão, antes árido, agora em essência,
recebe a bênção que transforma a secura em terra fértil em florescência.
Da dor à esperança, o ciclo se completa...
Coração do sertão, pulsando em harmonia,
Na dança da chuva, a vida se propaga,
E em cada gota, a natureza se transformando na mais pura poesia.
Nas ondas do mar
Nasce o sol nas ondas do verde mar,
Em dança suave, a brisa bailando, bailando... a tudo encantar.
Sussurros de espuma, segredos antigos,
cantos de sereias, sonhos amigos.
O balanço das águas embala a razão,
em cada gota, surgindo se vê uma nova canção.
Navegar é sentir, com o corpo e a alma,
a liberdade e a paz que embalam e trazem enorme calma.
Entre horizontes, meu barco desliza...
a luz do entardecer, uma suave brisa.
mares de esperança, surpresas a florir,
no coração do oceano, só quero existir e existir .
Que as ondas me abracem, me envolvam, me guiem...
Nesse azul profundo onde os sentimentos indeléveis flutuam.
Mar verde, brisa suave, eternamente a sonhar,
Nessa viagem infinita, hei de sempre navegar.
Entre risos e lembranças, a roda de amigos vira máquina do tempo — e a nostalgia dança com a saudade.
Eduardo Santiago
Essa solidão é um eco que ressoa no vazio dentro de mim. O medo, uma sombra a dançar nas paredes da minha mente demente. A tristeza, uma chuva fina a molhar minha alma sem aviso. O desânimo, um peso a amarrar meus pés ao chão. Juntos, tudo forma uma tempestade silenciosa... cada gota carrega o sabor amargo da ausência de tudo. Mas e que bom que sempre há um 'mas'...
mesmo na noite mais escura, estrelas teimam em brilhar. Respiro fundo e lembrar que toda nuvem é passageira, mais ou menos ligeira...
e a luz, por mais tênue, nunca desaparece de verdade. Mantenho sempre um pouco de sanidade.
Danças Vespertinas
Em meio à névoa vespertina,
surge a dançarina, delicada como o mais puro ar...
Seus passos deslizam, um suave remanso,
no doce embalo de um amor a se desvendar.
Candura em cada volta, cada giro encantado...
Seu olhar reflete estrelas que no céu estão a pirilimpimpar,
E, no silêncio da noite, o coração aflito
encontra nesse amoroso e afetuoso bailado seu modo de amar.
No sussurrar do vento, uma melodia eterna...
as sombras sombrias se rendem a esse delicado traçar...
E, assim, na penumbra, entre risos e ternura,
o amor se revela, tão leve, a flutuar... em cada momento suavemente ase revelar.
Dançamos; dançamos valsa, salsa, bolero; aqueles sentimentais, que pareciam compostos pelo que vivemos; trilha sonoras de nossas vidas. Dançamos samba; eu observava os teus remelexos, teus trejeitos, o teu decote, o teu corpo... acho que falei do brilho dos teus cabelos mechados, do teu batom de framboesa, acho que elogiei teu perfume, teus sapatos de couro de cobra, encantei-me com a ametista nos teus brincos de ouro branco, tua saia de viscose, tua gargantilha de ouro, acho que mencionei os lustres do ambiente, a neblina que escorria pela vidraça, as bebidas coloridas nas taças, que mais pareciam ornamentos às mesas. Rimos dos casais que perdiam a compostura, de uma ou outra gafe, de alguém que escorregou na pista; acho que declamei um poema, um daqueles que você gostava, mas nunca se lembrava e acabava engolindo um ou outro verso; mencionei o último hit de Adele, a sensibilidade de Cecília, a amargura melancólica de “O RETRATO” esperei tanto por aquele momento e tanto fantasiei; tanto te falei, mas nada disse; mas será que eu tinha mesmo algo a dizer...?
A vida é uma dança constante entre o que planejamos e o que o destino nos impõe de repente.
Entre o silêncio da calmaria e o estrondo da pressa, o tempo veste diferentes máscaras.
Há o tempo que pede calma, o tempo que apenas flui e, claro, as urgências que não negociam com o relógio.
Abaixo, exploramos três momentos distintos da urgência, o que pode esperar, o que exige atenção imediata e aquilo que transborda o próprio conceito de tempo.
Evangelista Araújo leite
30/07/2026 ✍️
Festa Junina
Prá dançar quadria no sertão é mais mió
sanfoneiro e violeiro tomam conta do forró
não precisa orquestra pra animar a festa
o fungado da sanfona vai-se até o nascer do sol(bis)
Piriri piriri piriri
Toca o fole na palhoça
piriri piriri piriri
como é bom São João na roça(bis)
O querer que não se cansa,
que arrepia e traz a dança,
é o desejo de querer
alguém pra gente viver.
Não é pouco, não é vão,
é o transbordar do coração;
de quem esperou, guardou,
e a alma no tempo aqueceu.
Pois quem tem tanto pra dar,
e sabe o peso de sonhar,
merece o abraço e o calor
de um inesquecível amor.
Monotonia da previsibilidade
Tenho dançado ao som da música... simples assim. Não tenho música própria... danço o que tocam. E me acostumei com o imprevisível. É tão fácil entender....
No início você demora um pouquinho pra pegar o ritmo, mas quando entende... fica facinho, facinho. Já nas primeiras notas você se dá conta de que está na hora de mudar o passo... pra acompanhar o compasso.
Você já deve ter se dado conta de que a vida é imprevisível... você pode até tentar prever... uma cigana leu a minha mão... que decepção. As cartas do baralho.... que atrapalho. A vida é imprevisível...
Se chove, não fujo das poças d´água... se faz sol, não fico debaixo do guarda-sol... se o mar invade a minha praia, deixo a onde me levar... pro mar.... se caio, não fico no chão a chorar, a me lamentar...
Faço o que não ouso... a vida é imprevisível. Você não tem a mínima ideia do que sairá da cartola amanhã....
Eu tenho ou não tenho razão?
E você já pensou na monotonia da previsibilidade? Todo dia saber o que vai acontecer todo dia.... todo o dia?
"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." (Desconhecido).
Ou o contrário...
Verdade. Então, você ouve a música? Ou você está do lado dos que consideram insanos os que a ouvem? Sim, porque é uma coisa ou outra. Você não pode estar no vácuo do injulgável. Não, não me venha dizer que você não julga. Todo mundo julga, bem ou mal, mas julga.
"Ah!... você pode dizer... sou do tipo que não tá nem aí". Tubo bem, então você não passa de um vegetal. Não precisa nem ler este texto e nenhum outro... continue sua vida em brancas nuvens... até o fim.
E aproveita,,, aproveita bem essa vida vegetativa, porque, queira você ou não, esteja ligando ou não... você está ligado. Não, não há jeito de desligar, sorry.
Ou você está escutando ou não está. E uma hora ou outra, você vai dançar... ou não :(
