Dança
Lembro que o Ara Ketu estava no auge.
Era 1995… o país dançava, as rádios tocavam “Sempre Será”, e, sem que eu soubesse, aquela melodia se tornava a trilha do meu próprio destino.
Cada verso parecia falar de nós, mesmo antes de nós existirmos.
Quando a música dizia “Tenho amor demais pra dar”, era como se meu coração respondesse em silêncio.
E hoje, tantos anos depois, cada vez que ela toca, sinto que o tempo volta pra aquele instante — o primeiro olhar, o arrepio, o pressentimento de um amor que viria pra ficar.
Porque o que nasceu em 1995, entre notas e promessas, ainda pulsa… e sempre será.
Você me faz sentir viva, feliz
quando estou com você quero
cantar, sorrir, dançar. Você está
sempre em meus pensamentos,
em meus sorrisos e em minhas
palavras. Você sempre está lá
quando preciso, você conhece
meus pensamentos, sabe ler meu
olhar. Você sabe exatamente o que
preciso ouvir, você é presente de
Deus em minha vida, você é a
alegria da minha alma, você é aquele
que meu coração escolheu para amar.
Há um silêncio que dança no fio do horizonte,
Onde o lobo e a estrela se encontram no olhar.
É lá que a vida, em sua sede de fonte,
Ensina que o pouco é o que nos faz transbordar!
------------------Eliana Angel Wolf
A Dança da Loba e a Terra
Ela tem a raiz nos pés e o céu no pensamento,
Traduz o que o vento sopra sem precisar de voz.
Ser mulher é ser árvore, rio e movimento,
É ser a calma do lago e a correnteza veloz.
---------- Eliana Angel Wolf
Na dança do universo, todas as coisas estão entrelaçadas, como os laços de sangue que unem uma família. Cada evento na terra ecoa nos corações dos filhos da terra, pois somos parte do todo. O homem, em sua jornada, é apenas um fio na trama da vida, uma pequena parte do cósmico. Cada ação reverbera através do tempo e do espaço, tecendo consequências que retornam a ele como um eco. Seu toque na teia da existência é um toque em sua própria essência. É um lembrete de que somos todos interdependentes, ligados por uma rede invisível de conexão. Na consciência desse vínculo sagrado, reside o poder de nutrir e proteger, sabendo que cada ato de bondade é uma bênção compartilhada e cada dano é uma ferida infligida a si mesmo.
Viver a vida com equilíbrio é como dançar na corda bamba da existência, encontrando a harmonia entre desafios e momentos de serenidade. É abraçar a complexidade da jornada, onde cada passo é uma escolha consciente entre trabalho e lazer, sonhos e realidade. Nessa dança, cultivamos relacionamentos significativos, nutrimos a mente e o corpo com cuidado, e apreciamos cada respiração como uma sinfonia preciosa. O equilíbrio é a arte de distribuir o tempo com sabedoria, de modo que as responsabilidades não subjuguem a alegria, e os momentos de calma sejam apreciados como pérolas raras. É uma busca constante, uma dança fluida que transforma a vida em uma obra-prima de plenitude.
A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte I: A Incerteza que Sabe
Escrevo porque há um ponto dentro de mim que move, vibra e não se cala.
O mundo inteiro diz não saber.
Eu também não sei.
Mas minha dúvida respira… a deles não.
Quando olho pros elétrons dançando sem pausa, percebo uma força que ninguém vê e poucos ousam perguntar.
Alguns dizem que é Deus, outros dizem que é física.
Mas a verdade é que ninguém sabe — só repetem o eco do que ouviram.
Eu, não.
Eu me debruço sobre o mistério sabendo que nunca o terei.
Mas ainda assim ele me chama.
Há uma memória antiga no silêncio entre um atimã e o próximo.
Há um sopro que não vem de fora — ele nasce dentro, como se o próprio universo lembrasse de si em mim.
Eu não tenho respostas.
Tenho uma incerteza viva.
Mas às vezes essa incerteza parece saber mais
do que todo o mundo seguro de seu “não sei”.
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A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte II: A Força que Move o Invisível
Sinto uma força sem nome,
uma chama sem fogo,
um movimento que não começa
mas me atravessa inteiro.
O mundo diz:
“Não sabemos.”
E cala.
Eu digo:
“Não sei.”
Mas escuto um sussurro no fundo do infinito.
Há elétrons girando como mantras,
há átomos vibrando como preces,
e nesse pulso invisível
meu espírito encontra uma lembrança que não vivi.
Tat Tvam Asi,
diz o silêncio.
Mas Isso não fala.
Isso vibra.
E nessa vibração,
minha incerteza respira mais fundo
que todas as certezas mortas do mundo.
Se há uma resposta,
ela não se escreve —
ela se move.
E enquanto o universo continuar
a girar seus elétrons em segredo,
eu continuarei ouvindo
esse chamado sem voz
que atravessa o tempo
até chegar em mim.
A Ultima dança
Na penumbra do salão, o
destino os guiou,
Ela, a princesa, com o brilho
de um século, ele, a sombra
que jamais a deixou.
Por mil vidas, eu te
esperaria, em cada manhã
sem fim,
Em cada morte, um
recomeço, um sonho sem
fim.
Ela, renascida, num véu de
prata, no brilho da aurora,
Eu, o guardião do amor, que
te amou a vida toda agora.
Cada passo é um juramento,
cada giro, um renascer,
E eu te dedico cada noite,
cada tempo, a te proteger.
Amor, se o mundo acabar, eu
te procurarei na escuridão,
Em cada estrela, em cada
vento, em cada canção.
Tu és meu eterno lar, minha
alma, meu chão,
E nesta última dança,
entrego-te todo o meu
coração.
—richas
A Dança que Sustenta o Todo
Havia, no princípio dos dias,
um lago escondido entre colinas.
Nele, vivia um pato.
E o pato nadava sobre um tapete vivo de rogós,
aquele verde que cobre a água,
alimentando-se e abrigando-se nele.
O rogós, porém, não vivia sozinho.
Bebia da luz do Sol
e da água que o lago oferecia.
E o lago não era lago sem as chuvas
e sem as correntes que vinham de longe.
Assim, um vivia para o outro,
e nenhum era senhor de si mesmo.
Certa vez, um viajante observou e disse:
— Se o pato vive para o rogós,
e o rogós vive para o lago,
então todos dependem de todos.
Mas quem, no alto de tudo,
precisa de quem?
E o ancião que o guiava respondeu:
— Até as moléculas vivem desse pacto.
Uma só não é nada;
juntas, são substância, são forma, são vida.
Assim também é com o Criador e o criado.
O viajante franziu a testa:
— Então o Criador precisa de nós?
— Depende de como você chama “precisar” —
disse o ancião.
— O Criador não carece de nada.
Mas escolheu que o todo vivesse
por meio da dança entre o dar e o receber.
Se retirasse essa dança,
a criação seria apenas estática,
como uma pedra no escuro.
O viajante ficou em silêncio,
e o ancião prosseguiu:
— A devoção que oferecemos ao Criador
não é o alimento que O mantém vivo,
mas o fio que nos mantém ligados a Ele.
Assim como o pato não sustenta o Sol,
mas precisa do Sol para continuar vivo,
nós precisamos dessa devoção
para lembrar de onde viemos
e para onde voltaremos.
E então, o ancião mostrou ao viajante
a relatividade das medidas:
— Se saímos de trinta graus para vinte,
sentimos frio.
Se saímos de dez para vinte,
sentimos calor.
A mesma temperatura pode ser frio ou calor,
dependendo do caminho que se fez até ela.
Assim é com a verdade:
não tem um único rosto,
mas se revela conforme o coração que a busca.
O viajante entendeu,
e disse consigo mesmo:
— Então a verdade é o equilíbrio.
E o equilíbrio é a justiça.
E a justiça é o ser.
E o ser é o que é.
E naquele dia,
à beira do lago,
aprendeu que o Criador não reina sozinho,
mas reina com todos.
Porque escolheu não criar servos,
mas companheiros de dança.
Meu pensamento às vezes é pipa sem dono,
sobe alto, dança no invisível…
mas sempre tem Deus com uma linha me puxando pra fé.
"A IA não cria o futuro, mas desperta o humano adormecido, forçando-o a dançar com o destino que ele mesmo teceu."
“A Catedral dos Lamentos”
Sob arcos quebrados, o céu se cala,
A névoa dança onde o tempo embala.
Catedrais choram com vitrais partidos,
Guardam segredos, amores esquecidos.
Anjos caídos vigiam em pedra,
Olhos vazios, memória que medra.
O sino ecoa em tom de agonia,
Marcando o fim da última alegria.
Nos corredores, passos sem dono,
Sombras deslizam em eterno abandono.
Um véu de pranto cobre o altar,
Onde promessas vieram a se quebrar.
E ali, entre ruínas e dor silente,
O amor renasce… sombrio e ardente.
As águas que correm para o mar, o doce de Vênus se encontra com o sal de Yemanjá.
A lua dança com o sol, num eterno abraço de luz e sombra.
Concilia corpo e alma para que ambos possam se acoplar em sintonia, e faça de tua vida uma dança leve e sincronizada como os pés da bailarina.
O BAILE DAS LETRAS
A palavra tímida convidou o verso para uma dança. Entre tropeços e sussurros, erravam os passos. Aí, o papel viu o cenário e entrou em cena; num só compasso, em sincronia, surge a poesia.
Lu Lena / 2026
