Dança
''Se você nasceu pra arte, sua alma é dela.
Mesmo que você se enfie em um escritório aguardando seu vale cair na conta, mesmo que você se esconda em um cubículo atendendo um telefone idiota. Se você nasceu pra arte, ela vai te buscar. E ela vai te achar''
O ideal
é a gente se encontrar
parar pra conversar
tomar um chá
Temos muito pra falar
da vida, de lugares
na verdade o ideal
é matarmos a saudade
O ideal
é nos abraçar
deixar as ideais fluirem
sorrir, ser feliz.
O ideal
é a gente se envolver
deixar acontecer
viver.
Ovations disse: ‘De onde venho, chamamos isso de viagem sagrada. Cada passo é um portal, cada giro, uma nova dimensão.’ Dançar é viajar sem bilhete, sem destino, apenas guiado pelo ritmo da alma.
APRECIE COM DEVOÇÃO
A arte não se consome de qualquer jeito, não é enlatada nem apressada. É essência destilada, gotas de significado que só se revelam a quem lê com maturidade, contemplação e um certo ritual.
A arte não existe sozinha — ela dança no olhar de quem a contempla, e a cada passo dessa coreografia invisível, revela um novo significado.
É ela! É ela! O cheiro de cravo, A cor de canela, Eu vim de longe... Vim ver Gabriela. Como é doce! Como é bela! Ao vê-la cismar Sobre o clarão do luar Encostada à janela Deixando o tempo passar... Suspira Gabriela, Um riso ligeiro... Quanta ânsia de amar! O cheiro de cravo, A cor de canela... Os pés descalços No chão a pisar... Também quero tocar Este mesmo chão Que pisa Gabriela. Tão doce e bela! É ela! É ela! Que faz meu coração balançar. Corpo formoso, Jeito dengoso, A alma De asas abertas Sempre querendo voar... O cheiro de cravo, A cor de canela... Tão leve, impulsiva e alegre A cantar... É ela! Tão doce e bela! Generosa e pura Não para de sonhar... O cheiro de cravo, A cor de canela, Vim de longe, Vim ver Gabriela ! Sempre tão doce e bela!... Só quero te namorar! Eu também posso sonhar...
Miau Ki Jackson. Agora entendi por que os egípcios adoravam gatos: sua verdadeira magia estava em dançar e criar alegria!
Eu me sentia leve e contente. Sentia a alma estremecer. Por alguns momentos eu saí da terra, viajei no tempo. Era mais que ritmo. Era a expressão da minha alma. Era aquilo que as palavras não podem expressar. Era como se eu estivesse me livrando da máscara mundana.
Deixei para trás os meus sapatos e os troquei pelos meus patins. As minhas preocupações cessaram . Deixei o Crhis me envolver em seus braços e me conduzir como luva em sua alma. Viajei novamente. Ele me trouxe de volta.
Alimentei-me dos valores que enterrei há séculos. Mas era o presente que prevalecia e importava. Nada mais. Mesmo que, quando eu danço, é como se pudessem me ver por dentro
Nem toda lagarta se transforma em mariposa, mas toda mariposa um dia foi uma lagarta que, antes de aprender a voar, em silêncio pôs sua energia em movimento: eis a chave do sucesso e da transformação!
Bailar entre os destroços
Somos feitos de pedaços,
e não há como negar.
Estamos neste espaço belo,
cheios de pessoas raras,
mas o mundo? O mundo está em ruínas.
Seja aqui, na Palestina,
ou na solidão das nossas almas,
o peso é difícil de carregar.
A arte não ergue paredes,
não reconstrói cidades,
mas ergue o instante.
E isso já basta.
Estamos aqui
para encontrar um compasso
no caos,
para dançar entre os destroços
sem sufocar na poeira.
Cada qual com suas mãos.
O médico luta contra o tempo,
o professor contra a ignorância,
e nós? Nós salvamos o instante,
um respiro,
um sorriso,
uma fagulha que brilha
na escuridão de alguém.
E isso, meu amigo,
já é o bastante.
Gino Pedro
O estado de flor é o momento em que a natureza sussurra segredos, desabrochando em cores e perfumes que dançam autenticamente ao sabor do vento.
Churrasco, cerveja, conhecidos... Mas por dentro sinto-me sozinho. E às vezes também é tudo escuro e frio. Whisky, Gin e vinho... música alta para preencher o meu vazio. Mais um cigarro. Mais uma dose. Mais uma foto com a gente. E sempre estamos querendo mais... Às vezes a gente sorri mas não está contente. E no final a gente só quer um pouco de paz! Hoje não bebo pra comemorar. Bebo pra esquecer os meus problemas e tudo mais que atormenta minha mente. Tudo destruído por dentro da gente mas fingimos estar tudo bem por fora. Às vezes a gente fica mais quer ir embora. E perguntamos para nós mesmo: E agora?! O teu corpo dança mas a tua alma chora. Há barulho e conversa lá fora. Mas há tanto silêncio em você... Silêncio em mim. Mas não é o fim! Ainda não! Dentro de cada coração as suas dores, os seus medos... Quanta confusão?... Quantos segredos? Ilusão! E assim, às vezes a gente segue errante seja onde for... Eu também já não jogo e nem aposto. Disso também eu já não gosto. Por que da última vez em que eu apostei eu apostei em ti. E eu só perdi. E me esqueci que a casa sempre vence. E entendi à duras pena que não é qualquer coisa que já me convence. A dor que sinto já não tem tamanho. Às vezes eu te perco. Às vezes eu te ganho. Perdemos muitas coisas, muitas pessoas pela estrada... Às vezes achamos que já não nos resta nada. E às vezes pensamos que já não temos mais nada a perder. Mas pode ser que temos muito a ganhar! Vamos comemorar pelo que ficou! A festa ainda não acabou! Agora tanto faz! Hoje é só um dia a mais! Vamos rir para não chorar!... Vamos esquecer e dançar?!...
"No calor dos teus olhos, meu corpo se incendeia, desejando explorar cada centímetro do teu ser, numa dança de paixão e prazer."
Flores Secaram
No Sal de tuas Páginas
Adornadas ao Abandono
As Folhas desistiram do Vento
E o perfume das Pétalas
Já não dança.
O Poema e o Poeta
Por: Gilvan Olliveira
Estou tentando me convencer de que sou poeta.
Mas a luta é árdua, pois o meu EU sempre busca a porta aberta.
A arte, em si, requer do artista um sinal de alerta.
Para escrever o que sente, a mente há de ser desperta.
Na escrita da arte, sempre há a palavra certa.
Na dança da caneta,
O pensar se manifesta.
Toma forma e faz sentido, mesmo sendo bem modesta.
Diante dos desafios, a escrita é o que nos resta.
Para nascer um poema, tem que nascer um poeta.
A grande dúvida é: ser sem arte, ser quem sou ou ser poeta?
Na raça
Em silêncio e sozinho encontrei caminhos que jamais havia percebido antes,
A dias que só agente sabe o que passamos para sobrevivê-los,
Os falsos amores e as palavras vazias vão e vêm, mas em nós elas ficam por mais tempo e nos causam tormentas dolorosas,
Me ensinaram a viver sem máscaras, porém tive que descobrir na raça que o mais sábio a fazer é dançar com máscaras também,
Ser diferente, se apresentar verdadeiramente como somos nesse mundo não é o ideal racional.
