Dança
Queria olhar, olhei
Queria tocar, toquei
Queria uma flor, peguei
Queria sonhar, sonhei.
Queria cantar, cantei
Queria dançar, dancei
Queria abraçar, abracei
Queria beijar, beijei.
Queria amar, amei
Queria chorar, chorei
Queria gritar, gritei
Ao desabafar, desabei.
Queria alegria, alegrei
Queria esquecer, não sei
Queria ficar, mas fui
Queria me perder, me achei.
Dia do Teatro
Hoje é dia dessa arte
Que é um show à parte
De quem gosta de atuar
Cantar, dançar, improvisar
Hoje pode ser vilã
Pode ser uma princesa amanhã
Pode ser a bruxa malvada
Ou a mais linda das fadas
Pode ser um príncipe encantado
Ou um personagem engraçado
Pode fazer o público sorrir
Ou fazer chorar quando partir
O que é mais importante
É ser bom atuante
É convencer, é ser dramático
Fazer rir e ser enfático
Você pode ser o que quiser
Vista-se do que lhe couber
Quem se veste do personagem de fato
É bom nessa arte chamada teatro
Suas ideias são o que realmente te machucam.
Portanto, não permita constranger-se atoa por coisas que tua mente inventou.
Há tanta coisa bela, tanta sutileza que escolheste não ver. Devias observar mais o que ocorre em seu exterior.
Volte a contar as estrelas no céu, dançar na chuva e abraçar quem ama.
Assim, perceberás que a vida é muito mais do que apenas dor. É uma página em branco que exige sapiência para a verdadeira criatividade. Aquela que ganha cores ao cultivar o amor com um genuíno sorriso.
O cheiro de laquê no meu cabelo
a fadiga satisfatória do meu corpo inteiro
Memórias que me fascinam
que me envergonham
me ensinam
O cheiro das luzes ao som da fumaça
e lembrança que passa
que voou.
Do empenho e da rotina de quem, legitimamente
constante e sorridente
se preparou.
A felicidade estampada
a criança com sincera risada
e a descrença, velada, superada
da força que revela sem ter mentido
sem ter mentido em nada.
A abundância que cresce
a coisa toda que, como um filme, se esvanece
numa confusão tão tranquila
pra quem sempre e nunca pronta
já se apronta na fila.
A satisfação, a crítica;
mas um amor tão sincero por toda a mística
de quem misteriosamente e sem saber por que
vive assim, sem querer
de maneira tão doce, às vezes tão cítrica,
a imensidão que só há numa vida artística.
''Se você nasceu pra arte, sua alma é dela.
Mesmo que você se enfie em um escritório aguardando seu vale cair na conta, mesmo que você se esconda em um cubículo atendendo um telefone idiota. Se você nasceu pra arte, ela vai te buscar. E ela vai te achar''
O ideal
é a gente se encontrar
parar pra conversar
tomar um chá
Temos muito pra falar
da vida, de lugares
na verdade o ideal
é matarmos a saudade
O ideal
é nos abraçar
deixar as ideais fluirem
sorrir, ser feliz.
O ideal
é a gente se envolver
deixar acontecer
viver.
Ovations disse: ‘De onde venho, chamamos isso de viagem sagrada. Cada passo é um portal, cada giro, uma nova dimensão.’ Dançar é viajar sem bilhete, sem destino, apenas guiado pelo ritmo da alma.
APRECIE COM DEVOÇÃO
A arte não se consome de qualquer jeito, não é enlatada nem apressada. É essência destilada, gotas de significado que só se revelam a quem lê com maturidade, contemplação e um certo ritual.
A arte não existe sozinha — ela dança no olhar de quem a contempla, e a cada passo dessa coreografia invisível, revela um novo significado.
É ela! É ela! O cheiro de cravo, A cor de canela, Eu vim de longe... Vim ver Gabriela. Como é doce! Como é bela! Ao vê-la cismar Sobre o clarão do luar Encostada à janela Deixando o tempo passar... Suspira Gabriela, Um riso ligeiro... Quanta ânsia de amar! O cheiro de cravo, A cor de canela... Os pés descalços No chão a pisar... Também quero tocar Este mesmo chão Que pisa Gabriela. Tão doce e bela! É ela! É ela! Que faz meu coração balançar. Corpo formoso, Jeito dengoso, A alma De asas abertas Sempre querendo voar... O cheiro de cravo, A cor de canela... Tão leve, impulsiva e alegre A cantar... É ela! Tão doce e bela! Generosa e pura Não para de sonhar... O cheiro de cravo, A cor de canela, Vim de longe, Vim ver Gabriela ! Sempre tão doce e bela!... Só quero te namorar! Eu também posso sonhar...
Miau Ki Jackson. Agora entendi por que os egípcios adoravam gatos: sua verdadeira magia estava em dançar e criar alegria!
Eu me sentia leve e contente. Sentia a alma estremecer. Por alguns momentos eu saí da terra, viajei no tempo. Era mais que ritmo. Era a expressão da minha alma. Era aquilo que as palavras não podem expressar. Era como se eu estivesse me livrando da máscara mundana.
Deixei para trás os meus sapatos e os troquei pelos meus patins. As minhas preocupações cessaram . Deixei o Crhis me envolver em seus braços e me conduzir como luva em sua alma. Viajei novamente. Ele me trouxe de volta.
Alimentei-me dos valores que enterrei há séculos. Mas era o presente que prevalecia e importava. Nada mais. Mesmo que, quando eu danço, é como se pudessem me ver por dentro
Nem toda lagarta se transforma em mariposa, mas toda mariposa um dia foi uma lagarta que, antes de aprender a voar, em silêncio pôs sua energia em movimento: eis a chave do sucesso e da transformação!
Bailar entre os destroços
Somos feitos de pedaços,
e não há como negar.
Estamos neste espaço belo,
cheios de pessoas raras,
mas o mundo? O mundo está em ruínas.
Seja aqui, na Palestina,
ou na solidão das nossas almas,
o peso é difícil de carregar.
A arte não ergue paredes,
não reconstrói cidades,
mas ergue o instante.
E isso já basta.
Estamos aqui
para encontrar um compasso
no caos,
para dançar entre os destroços
sem sufocar na poeira.
Cada qual com suas mãos.
O médico luta contra o tempo,
o professor contra a ignorância,
e nós? Nós salvamos o instante,
um respiro,
um sorriso,
uma fagulha que brilha
na escuridão de alguém.
E isso, meu amigo,
já é o bastante.
Gino Pedro
O estado de flor é o momento em que a natureza sussurra segredos, desabrochando em cores e perfumes que dançam autenticamente ao sabor do vento.
Churrasco, cerveja, conhecidos... Mas por dentro sinto-me sozinho. E às vezes também é tudo escuro e frio. Whisky, Gin e vinho... música alta para preencher o meu vazio. Mais um cigarro. Mais uma dose. Mais uma foto com a gente. E sempre estamos querendo mais... Às vezes a gente sorri mas não está contente. E no final a gente só quer um pouco de paz! Hoje não bebo pra comemorar. Bebo pra esquecer os meus problemas e tudo mais que atormenta minha mente. Tudo destruído por dentro da gente mas fingimos estar tudo bem por fora. Às vezes a gente fica mais quer ir embora. E perguntamos para nós mesmo: E agora?! O teu corpo dança mas a tua alma chora. Há barulho e conversa lá fora. Mas há tanto silêncio em você... Silêncio em mim. Mas não é o fim! Ainda não! Dentro de cada coração as suas dores, os seus medos... Quanta confusão?... Quantos segredos? Ilusão! E assim, às vezes a gente segue errante seja onde for... Eu também já não jogo e nem aposto. Disso também eu já não gosto. Por que da última vez em que eu apostei eu apostei em ti. E eu só perdi. E me esqueci que a casa sempre vence. E entendi à duras pena que não é qualquer coisa que já me convence. A dor que sinto já não tem tamanho. Às vezes eu te perco. Às vezes eu te ganho. Perdemos muitas coisas, muitas pessoas pela estrada... Às vezes achamos que já não nos resta nada. E às vezes pensamos que já não temos mais nada a perder. Mas pode ser que temos muito a ganhar! Vamos comemorar pelo que ficou! A festa ainda não acabou! Agora tanto faz! Hoje é só um dia a mais! Vamos rir para não chorar!... Vamos esquecer e dançar?!...
