Da primeira vez
(INFLAME)
Fui amaldiçoado com dois tapa nas costas
Cortaram minhas asas pela primeira vez que chorei
Nunca sonhei estar aqui
Não vejo glória, e não encontro motivos para agradecer
Sinto-me como se fosse traído
Cospe-me fora.
jogue-me numa bolha,
E mergulharam-me num mar de frustração
Trouxera-me a vida
Só pelo simples prazer
De me ver sofrer.
Pela primeira vez na história, os filhos não são mais inteligentes que os pais; a tecnologia pode "atrofiar" a neuroplasticidade se não houver desafio.
(PERRONE FILHO, 2024)
Hoje, passo por promoções com o cartão bloqueado e, pela primeira vez, isso não dói. Descobri que nem toda vitrine precisa ser desejo.
Cada um de nós...
Ao romper do cordão umbilical, na aurora, sentimos pela primeira vez o sopro da vida.
Nós, olhos marejados entre abertos e quantas reflexões metafóricas aquele momento representa para nós, para a nossa vida, para nosso cerne, para nós como indivíduos. O romper com um vínculo onde estávamos nutridos, acolhidos, debruçados em um ambiente de paz, onde cada dia, mês, nos preparava para enfrentar tudo aqui fora.
E o dom da vida, sermos escolhidos por tamanha dádiva em partilhar deste plano. Onde se perde esse sentido? Onde falha nossa natureza genuína? Em que momento nos desviamos do caminho? E quando foi que nos perdemos de nós mesmos? Onde está cada um de nós? No nosso íntimo, estamos apenas vivendo ou sobrevivendo? Nutrindo dores ou amores?
Seres tomados pelo ego, pela empáfia, esquecendo a empatia e o acolhimento.
Do milagre da vida partimos para uma selva, para uma batalha por sobrevivência. Para tentarmos obter êxito em questões que muitas vezes, não há ganhador, para ferirmos a pele, para machucar a alma. Alimentados por uma batalha interna invisível, visceral.
Sem florear a existência apenas com promessas de momentos vindouros. Mas, em situações o caos instaurado a essência humana vai minando, drenando o pouco de humanidade que ainda nos resta.
Cabe e vale o entendimento do que somos, para que viemos e onde estamos. Nosso propósito é iluminar vidas, cada uma de forma única. Com a maturidade, e em um estado de espírito lógico, afugentando-se do que não agrega. Mesmo bombardeados de informações contrárias na atualidade.
Mesmo em meio ao ruído do mundo, ainda existe aquela essência que nos nutria no cordão umbilical: viver, sentir, amar, cuidar.
Bem-vindo à vida.
Por: Guilherme Teixeira
Um estranho pode não ser aquele que você ver pela primeira vez,mas aquele que você conhece faz tempo e convive,acaba se surpreendendo com uma atitude inesperada.
Amo a vida como um recém-nascido ao ver a luz pela primeira vez, é lindo ao espectador, mas assustador ao vivente.
A primeira vez
eu queria ser a primeira vez de alguém
em alguma coisa, podia ser até uma briga
eu queria ser o primeiro, o precursor
mas ultimamente tenho sido último, doador
por que não posso ser feliz? o que de tão errado eu fiz?
não sei, sinceramente não sei, meu coração está em pedaços
eu sinto vazio, existe, no meu coração, muito espaço
mas no fundo, no fundo de verdade, eu preciso de espaço
mas que espaço é esse que tanto ocupa minha mente?
não sei, apenas sou conivente, convenientemente
se eu te amo e tu me amas
por que meu coração está em chamas?
não sei se defino ou definho na minha situação
sinto que perdi minhas escamas, minha pele, minha proteção
estou só, vulnerável, ao dispor, à livre mão
enfim, já aceitei que não sou sua primeira vez
mas pela primeira vez, me ame como se amasse pela última vez.
"Cartas de Um Condenado"
Prólogo — O Condenado fala pela primeira vez
Condenaram-me apesar da minha inocência; e, na inópia dos incorruptíveis, os inescrupulosos vangloriavam-se de sua afluência. Tiraram-me a liberdade, indiferentes à verdade. Fustigaram-me diante da multidão que suplicava a minha execução. Lançaram-me ao calabouço e, sob a sombra do meu silêncio, despiram-me da minha intrepidez, enquanto eu escrevia o meu último suspiro numa carta.
Atormentavam-me o espírito com correntes tenebrosas; ataram-me à desgraça da minha vergonha e entoaram canções horrorosas. Foram eles que me incriminaram por pura cobiça.
Houve quem recuasse; poucos, porém, ousaram agir para que eu saísse em liberdade.
Escrevo-vos com a última gota do meu fôlego, com o resto do suor da força que ainda me sobra; sem esperança de voltar a aquecer-me ao sol, sem certeza de tornar a ver o mar.
Escrevo com medo de deixar de respirar e de que, com o tempo, os vossos rostos se apaguem da minha memória, e eu já não consiga recordá-los.
E, se alguém vos perguntar de quem é esta carta, respondei-lhes:
é de um Condenado.
Cujo paradeiro hoje é desconhecido; cujo espírito vagueia, importunado pelo grito dos ímpios; cuja alma procura descanso na sofrência dos justos. Não procurem o resto da minha sobrevivência: os ratos já o roeram, as baratas devoraram os meus olhos; os vermes encheram-se nas minhas fossas nasais, e os insetos consumiram as minhas entranhas.
Se vos escrevo, não é por tendência, mas por agonia; se penso, é por sobrevivência; se me movo, é por sacrifício. Redijo para que, caso alguém encontre esta carta, conheça quem foi o homem que habitou esta masmorra e por que foi trazido para cá.
Quando o barulho dos tolos não consegue discernir o ritmo da dança, tendem a perseguir a música dos sábios.
Não houve quem me visitasse, quem chorasse, quem perguntasse por mim ou quem desejasse ver-me pela última vez. Como a relva da terra fui pisado; esmagaram-me como a uma formiga e recusaram-me o direito ao oxigénio. Roubaram-me o direito à liberdade e entregaram-me, indecorosamente, a uma morte apoquente.
Quando li por primeira vez Euclides da Cunha e Graciliano Ramos fiquei admirado com a verve criativa de ambos, por que somente assim poderiam descrever um Sertão tão infertil, animalesco e incomunicável.
Como se fosse a primeira vez !🌈
Sabe aquele casal que entenderam que ficar juntos não era mais possível ?
Que viveram uma história embaladas em dramas, mas cheia de romance e com intensidade em cada detalhe ...
Que por descuido perderam tantos dias de viver o AMOR , e preferiram seguir suas vidas sequelados a novas escolhas, que os fizeram ter certeza depois de tudo passar que não se decide se Ama ou não Ama , apenas se vive.
Acreditar que o tempo pode curar, pode apagar ou fazer esquecer...
Como assim ?:
Só se cura o que está doente;
Só se apaga o que nunca foi escrito na alma ,
E só se esquece o que não viveu com coração.
Eiii, para tudo isso se ver uma nova chance ,um recomeço ou então mais uma vida sem história, sem encaixe e sem amor .
Sei onde eles estão agora , perto mais uma vez de coração ,embora longe desejam estar juntos o quanto antes e nesse desespero de um encontro:
Uma entrega total , "como se fosse a primeira vez!"
Eu não posso deixar de ver isso. A primeira vez que o mundo ficou escuro com os olhos abertos
eu chorei. E só então, quando eu perdi a captação e projeção de luz, eu percebi o quanto minha
vida era abençoada enquanto eu ainda podia enxergar. Eu já chorei por muitos motivos, mas,
nunca chorei como chorei quando abri os olhos e não vi.
Tem mulher por aí que se dá mal com seus relacionamentos: se deu mal na primeira vez, na segunda vez, mas na terceira vez, ela já está preparada pra se dar mal mais uma vez.
Luto
Lembro com nitidez
Do dia que te vi partir
Do dia que pela primeira vez
Eu te vi longe de mim
Eu demorei a aceitar
Meus olhos não queriam chorar
Minha vontade era correr
Pra um lugar onde eu pudesse te enxergar
Pra um lugar onde não existisse esse sofrer
Não existisse a ausência de você
