Da o Pe Querem a Mao

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⁠Se hoje você está de pé, agradeça a sua mãe, pois, enquanto você saía para curtir às baladas da vida, sua mãe calejava os joelhos na madrugada de tanto orar, não pregava os olhos esperando você chegar. E quando você chegava. Nossa! Era aquele alivio no peito, olhava para o céu e agradecia, obrigado senhor.
Mãe é mãe
Deixa de comer para dar para os filhos.
Mãe é mãe
Se preciso for, ela daria a própria vida para você
viver.
Mãe é mãe.

Inserida por joao_galvao

⁠O roteiro da vida pode até mudar, mas o papel principal sempre será seu.
Interpretar e viver
O personagem principal é protagonista da própria história.

Inserida por joao_galvao

⁠A perfeição de Deus não se compara a nada nem a ninguém em todo universo.
Tudo que Deus criou é perfeito.
Tem gente que não acredita em Deus.
Como não acreditar naquele que criou o céu, à terra e o mar?
Os ateus dizem que o universo se criou sozinho, fantasiam uma ideia só para não acreditar que existe um ser celestial que tudo fez, que tudo faz.
Do pó da terra surgiu o homem e antes mesmo de conhecer a morte, a palavra já revelava que ao pó voltaremos.
70% do nosso corpo é composto de água.
Da terra nascemos, algo em comum você descobriu só agora. Essa terra também é composta por 70% de água.
Coincidência ou propósito, me diz aí você, Deus existe?

Inserida por joao_galvao

⁠as palavras me fascinam.
queria poder dize-las todas,
mas, às vezes, se perdem:
imensidões de pensamentos, de vazios e de alguns espaços muito, muito cheios.

(sobre-loquos).

Inserida por paulinopris

DOCES LEMBRANÇAS
O passado tem braços longos,
Tem mãos como tenazes,
Tem pernas compridas
Tem pés gigantescos
Que pisam na minha cabeça,
O passado é como uma tigresa
Dos dentes de sabre
Que tem minha cabeça
Entre suas presas...
Que tem meu coração
Pulsando na relva
E tem minhalma vagando sobre os lagos
Dançando as valsas
De madrigais inesquecíveis,
Doces lembranças que não se dissiparam...

Inserida por tadeumemoria

Eu tenho um pé no horizonte
e outro no paraiso
eu tenho uma fonte infinita de riso
e um sol se pondo atrás do monte...

Inserida por tadeumemoria

DESAMOR

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Somos restos que ficam da própria loucura;
nosso tempo é perdido no voo dos anos;
o amor se perdeu nos desvãos da procura
e nas tantas mudanças de rumos e planos...

Acabaram as linhas; agulhas; os panos;
não há como fazer uma nova sutura;
temos esta certeza das perdas e os danos;
a doença venceu as previsões de cura...

Um aceno se oculta no silêncio fundo
que se deu nos limites deste fim de mundo
entre as velhas paredes vazias de lar...

Sempre perto e distantes; hoje muito além;
nossas vidas se foram nesse vai e vem;
já voltamos demais pra voltar a voltar...

Inserida por demetriosena

PÉ NA VIDA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Tome a causa. Construa seu efeito. Veja em volta, existe um mundo que gira, e pouco importa se alguém deixa de acompanhá-lo. Faça o peito sentir que seu coração tem a dor tão somente como corda propulsora de novos passos.
Entenda que só se morre de morte, para que se acenda o desejo de viver o tempo. Feito isto, leve o sonho nas asas e não traga o fim para o meio da jornada. Deixe o susto pra beira do infinito, que por ser infinito não tem pressa de assustá-lo.
Seja forte o suficiente para ser quem você é, enquanto está por aqui. Jamais esteja por força nem contingência, ou por não lhe restar alternativa. Seria viver por viver, e por viver não se vive de verdade. Só se deixa seguir.
Tenha fé na estrada, no sonho e nos próprios passos, ao despertar e saber o que deseja de si mesmo. Ponha pé na sorte, no chão e no futuro, a partir do presente. Só se vive de vida, o resto é morte, a morte fica para depois futuro.

Inserida por demetriosena

MEU RECANTO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Quero a rede capenga de cortina
que amarrei entre os pés de jamelão,
minha mão rabiscando a terra fofa
e meus olhos quarando na paisagem...
Não me chamem pro mundo além da cerca,
só há vida na paz deste recanto,
nunca mais me despertem pra morrer
de calor, desencanto e multidão...
Amo a palma da brisa que me afaga,
que me traga e fecunda pra sonhar,
pra voar e nem ter que abrir as asas...
Esta minha mentira verdadeira
sobre a beira do céu que pousa em mim,
dorme assim que desperta o dia útil...

Inserida por demetriosena

SENTIMENTO PREMIADO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Sempre fui mais feliz do que você, justamente pela ilusão da qual vivi. Tive na inocência o poder de acreditar em mentiras e dissimulações que abracei como verdades incontestáveis. Ainda hoje sou mais feliz, porque posso cultivar as saudades que só eu tenho do que só existiu em meus sentimentos. Quando quero, revisito emoções guardadas em um lugar inacessível para você.
Jamais tive que achar entre mil expressões, maquiagens ou traços de felicidade. Não precisei usar máscaras tecidas por trejeitos, palavras e ações. Efeitos especiais para mostrar, sabe-se lá por que razão, inexistentes desejos; prazeres; vontades. Fui o que sou com quem foi o que não é. Foi tão somente para mim. Nunca para si própria, porque temia o fim do que sequer começou em seu coração.
Meu amor a punia por ser fingida e me premiava pela transparência. Enchia minh´alma de sorriso e vida, com sua conivência equivocada. Foram muitas as flores que lhe dei... que se tornaram espinhos em seus recantos obscuros. Tentei fazê-la feliz, e fui usado... usado e feliz, porque me deixei fluir livremente no folhetim escrito por sua infelicidade natural.

Inserida por demetriosena

SEM PÉ NEM CABEÇA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Minha vida parece um poema concreto;
tem os baques incertos; os caminhos tortos;
vai do teto ao porão sem cadência medida,
volta, vai e revolta, se congela e quebra...
Meu enredo é partido em pedaços miúdos
e refeito em mosaico a cada vez que ocorre,
morre tanto que vive de morrer de susto
pra tornar a fazer o percurso ao seu alvo...
Sou sem pé nem cabeça da cabeça aos pés,
um revés que se acerta nos erros em série,
Hiroshima implodida e refeita sem fim...
Porém olhe pra mim; você verá que sou
algo mais do que show pra mostrar personagem
ou miragem de alguém que não há como ser...

Inserida por demetriosena

QUEIXA POÉTICA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Respeitarão meu poema down; meu soneto de pé quebrado; minha trova fora de compasso. Tratarão com respeito meus versos mal vestidos; carentes de medida; com uma sílaba menos ou algumas sílabas mais do que as milícias literárias ordenam. calarão diante da simplicidade sincera do meu poetar sem lei, lenço e documento..
Farão isso, ou me queixarei aos direitos humanos literários, por ser vítima de preconceito poético. Por não respeitarem a natureza humana, divina e social de minhas letras. Não aceitarei, de modo algum, que discriminem minha poesia especial; portadora de necessidades afetivas e de razões menos conservadoras.

Inserida por demetriosena

CIDADÃO DO MUNDO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Ser humilde, mas nunca ser ovelha;
ter amor sem perder o próprio brio;
concordar, discordar sem me trair,
sem cair nas amarras dos mandantes...
Tenho lado, partido, às vezes crença,
mas me livro, descarto e digo basta,
quando menos se pensa em meu poder
de pensar e sentir por conta própria...
Quero ser o que sou, mas no caminho,
posso estar, trocar pele, até conceitos,
deixar ninho e voltar se assim quiser...
Sei rasgar os padrões e os uniformes;
desmentir os informes, as cartilhas
da direita, da esquerda e do volver...

Inserida por demetriosena

⁠POR(NÓS)

Demétrio Sena - Magé

Fantasia que visto ao me despir;
tua pele grudada nos meus pelos;
meus apelos rompendo as tuas coxas,
indo às aguas profundas do prazer...
És um sonho teimoso em minhas noites,
o meu sono deságua em tua fonte,
os açoites de beijos e carícias
trazem todo meu vício à flor da pele...
Misturamos as nossas melaninas;
o suor das salinas dos desejos
nos tempera de todos os aromas...
É assim que desperto em solidão,
minha mão te procura no meu corpo
e termina por nós o que não houve...
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Inserida por demetriosena

⁠CRISTIANISMO LARANJA

Demétrio Sena - Magé

Acho que Jesus Cristo só é "adorado" pelos cristãos (desse jeito, entre aspas), por ter morrido, fisicamente. Os cristãos alardeiam que ele ressuscitou, mas não o veem; por isso, ficam tranquilos. Cristo não se faz presente, na sua forma física, e sendo assim, não tem como proibir essa vasta utilização distorcida, fraudulenta e tirana do seu nome.

Seria terrível para os cristãos, o Cristo vivo. Ele não aceitaria o que seus atuais pseudo seguidores fazem. Vetaria o cristianismo da vantagem, da esperteza, da disseminação do ódio e da desinformação (agora tolerada por lei, por exigência dos líderes cristãos)... do enriquecimento ilícito e do empoderamento para dominar o outro. Cristo seria oposto ao cristianismo fanático, do preconceito e da segregação... da invenção de falsos Cristos, falsos Messias, por meio da politicagem com vistas à ditadura tanto política quanto religiosa.

Com certeza, Jesus Cristo criaria laços de afeto com membros de todas as religiões e com os não religiosos. A sua forma legítima de aceitar o outro seria livre. Ele restituiria, contra todos os dogmas religiosos contemporâneos alheios à contemporaneidade cabível para os novos tempos, o cristianismo do amor ao próximo... da união das formas de ver o mundo, amar, sentir a vida, buscar a felicidade pessoal e não impedir a felicidade coletiva que abraçasse todas as pessoalidades não nocivas ao outro.

O que acontece no meio cristão, só tem como acontecer com Cristo estando morto. Cristo vivo seria frustrante para esses cristãos absolutistas, exclusivistas e supostos donos de uma verdade privada. Para esses, Cristo bom é Cristo morto. Devidamente crucificado. Laranja da ortodoxia de conveniência.
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PRA REVIVER

Demétrio Sena - Magé

Desta vez entendi que o que sinto é tão só;
tantos anos perdida no seu faz de conta,
que minha'lma ficou embevecida e tonta
por um laço que a mágoa transformou em nó...

De repente o castelo ao vento se desmonta,
como todos os sonhos se tornaram pó;
minha voz perde as notas, o que tenho é dó,
mas nem é musical; a música me afronta...

Sairei desta sombra, porque sempre o fiz;
tantos tombos na vida me deram destreza
pra seguir outra vez e tentar ser feliz...

Entre todos os meios de chegar ao fim,
decidi que não vou me render à tristeza
por alguém que brincava de gostar de mim...
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Inserida por demetriosena


VALE TUDO

Demétrio Sena - Magé

Vale tudo pra porcos em couro de gente,
para o lobo na pele de cordeiro magro,
toda mente ocupada pelos intestinos
ou pro agro sem olhos para o ser humano...
Tudo vale pra todos que não valem nada,
pro carrasco que finge ser o condenado,
pra malvada no espelho que a chama de boa
e vilão diplomado como paladino...
As milícias com fardas de policiais,
os malandros formais em tribunas e ternos,
cristandade perversa comparsa do mal...
Vale até Cristo novo a revogar a graça,
porque só a desgraça da lei do mais forte
pode ser divertida pros donos das leis...
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Inserida por demetriosena

⁠HERÓI BANDOLEIRO

Demétrio Sena - Magé

Há um chão, mas não sinto sob o pé,
tenho ar e meus brônquios não aspiram;
nem há fé, mesmo havendo no que ter;
os instintos conspiram contra mim...
Eis o mundo, entretanto, caos e treva,
tanta vida e nenhuma em meu olhar,
porque neva em minh'alma solitária
sobre o mar onde o nada faz a onda...
Não há dor nem há gozo, e isso dói;
sou herói bandoleiro em debandada
na vertigem da própria solidão...
Levo sonhos, mas neles, pesadelos;
meus novelos tricotam mil novelas
entre as telas da minha realidade...
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Inserida por demetriosena

MARIA AO PÉ DA CRUZ.
Do livro: Nas Sandálias do Nazareno.
Capítulo 10, 15 de dezembro - ano 2000..
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Lá no Calvário estava Maria, olhando o Filho amado agora suspenso no madeiro da cruz.
Ajoelhada sob as próprias lágrimas, via, entre o pranto e a dor, as lembranças suaves de um tempo distante o tempo em que o seu menino lhe sorria com inocência divina.
Agora, porém, seus olhos olhos flagelados pela dor viam em cada ferida o sacrifício do Amor.

Jesus, submisso à cruz, deixava-se deitar sobre o instrumento que o dilaceraria.
Os soldados, cegos de ódio, riam em insânia; e ele, o Cordeiro sereno, ajudava a acomodar-se sobre o madeiro, como quem abraça a própria missão.
Martelos erguiam-se.
Mãos e pés do Justo eram transpassados pelos cravos, enquanto o Amor respondia com perdão.

No meio do rumor dos golpes e dos gemidos, Maria era puro sangue em lágrimas lágrimas que se transmutavam em luz.
A cruz então se ergueu.
O corpo de Jesus pendeu, comprimindo-lhe os pulmões; o ar lhe faltava.
Movimentou-se apenas um pouco, como quem busca aliviar o peso dos cravos.

Maria — Mãe — permanecia ali, diante do Rei dos Reis, sofrendo as mesmas dores do seu eterno Menino.
Ouviu, entre soluços, a voz blasfema de um dos crucificados, clamando por libertação.
O coração de Maria estremeceu seu Filho era inocente.
Mas outro grito, agora de fé, fez-se ouvir: era Dimas, o bom ladrão.

— Tu não vês? Ele é inocente... mas nós, nós merecemos!
Mestre, lembra-te de mim quando estiveres em Teu Reino.

Jesus, exaurido, contemplou-o com doçura.
E no sopro que lhe restava prometeu-lhe o Amor:

— Hoje mesmo, estarás comigo no Paraíso.

Ah, Maria...
Que amor é esse? Que hora é essa?
Em êxtase de dor e compreensão, a Mãe vê, em visão espiritual, outras mulheres mães, esposas, irmãs cujos corações se despedaçavam ante o mesmo suplício de ver morrerem os seus.
Abraçou-as com o olhar e, em cada uma delas, reconheceu o espelho da própria dor.

E foi ali, no auge do sofrimento, que Maria compreendeu plenamente quem era o seu Menino e por que viera ao mundo.

O silêncio então tomou o Monte da Caveira.
Sombras invisíveis pairavam sobre o crepúsculo da Terra.
Mas Maria continuava sendo luz.
E amando em compreensão, amando a humanidade, mergulhou na claridade do Sol eterno aquele mesmo Sol que era o seu Filho, resplandecendo para os confins dos séculos.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Tenho pensado muito no Brasil, pensado ainda mais nos brasileiros. Aliás, tenho pensado muito nas pessoas, nas crianças, nos jovens, nos "combatentes" da terceira idade; Tenho refletido sobre o papel de cada um, diante de cada momento, e de cada circunstância; Tenho reparado no semblante dos que caminham, dos que apenas observam, dos que gritam, e dos que choram...

Inserida por sandronadine