Cultivar Bons Sentimentos dentro de Mim
Em mim tem dois, e em cada um de mim existe um universo de momentos e desejos que quando se cruzam, formam o êxtase da felicidade.
Jogue Contra Mim E Perca
Pode vir com truque, veneno e teatro,
já dancei com sombras, conheço o formato.
Não me iludo fácil, nem me entrego ao medo,
sou feito de fogo, aço e segredo.
Sei do teu jogo, da tua intenção,
mas jogo de mestre exige visão.
Enquanto você trama, eu cresço em silêncio,
e venço sorrindo, sem perder o senso.
Acredite: eu não me desfaço,
dou um passo à frente, e ocupo o espaço.
Você subestima? Que ótimo então.
Ganhar de surpresa tem mais satisfação.
Nada me cansa, nada me freia.
Se tentam me podar, eu crio outra ideia.
Então tente de novo, se quiser arriscar…
Mas já vou te avisando: não dá pra parar quem nasceu pra voar.
Já não sei dizer se sou muito para o mundo, ou se o mundo é demais para mim. Tento confortá-lo em meu peito e não acho espaço. Estou cansada de florear a dor para agradar o seu estilo. Eu sofro muito mais que seu Instinto. E minha dor não é bonita, não tem início, meio, nem fim. Ela brota no agora como uma semente se rasgando para brotar. Nunca fui compreendida, nem por mim mesma. E assim vou atravessando a vida, porque ela é visceral e me exige. A vida se impõe como uma tortura, e já não sei quem me traz os males. Hoje acordei em carne viva e a luz do sol ardeu em meus olhos. Palavras de um coração que sangra. Perdoe-se se não te ofereço promessas de alegria. Minha vida é um rio que flui sem olhar para trás. Não tenho tempo para o passado. Urge em mim uma emergência. Eu estou doente e a única linguagem que posso oferecer são essas palavras descrentes. Se alguém me entendesse a mão, mas só recebo julgamentos. Vão dizer que minha dor é falta de fé, que eu posso me curar com a força do pensamento. E meu coração arde de uma dor bruta e antiga. Não te levarei comigo, nem contigo irei. Essa dor é minha e de mais ninguém. Talvez um dia eu fale de paz, esperança mórbida que carrego e me faz suportar a passagem do dia e a noite com seus pesadelos. Ainda sim, acredito em Deus. E tenho fé na ciência. Sonho com o dia em que todo o meu ser será convalescença, como um vento suave sussurrando que tudo há de passar. Eu creio que um dia essa dor será lembrança remota, esquecivel. E distraidamente me pegarei cantando e sorrindo. E a terra será meu paraíso.
Bem posso falar que a linguagem tem sido minha companheira. Uma forma de me desnudar de mim e me transmutar em palavra. Quando escrevo a dor que sinto, ela se esvai lentamente, como uma catarse de mim mesma. E a dor é relativizada e procuro meus pares. Como fazer amigos se me afundo em pensamentos lúgubres? Enquanto me entrego ao sofrimento, as pessoas aproveitam o lado bom da vida. Viajar, apreciar a natureza. Eu consigo compreender a dialética da minha dor e a felicidade de tantos. E penso que preciso ser mais flexível, como uma estrela do mar que se regenera. Agora escrevo e a paz se aproxima de mim e me observa como um espelho, o meu inverso. Eu estou calma e a calma é um sentimento a ser reverenciado. É quando a dor se recolhe e encontro refrigério em minha alma. Sei que meus sentimentos não são estáticos. E quando a paz me alcança, procuro senti-la em toda a sua essência. Quando estou triste, eu olho um gato, e vejo apenas um gato. Quando eu estou me sentindo bem, eu vejo um gato e me encho de ternura. Um animal que me transmite boas sensações. O gato tem um linguagem peculiar. Hoje acordei com muita dor emocional. E como refúgio, comecei a escrever. E essa escrita terapêutica foi silenciando um sofrimento inominável. Eu estudei teologia, mas foi a vida quem me fez acreditar em Deus. Não tenho religião, mas faço minhas orações. E mesmo na dor profunda, Deus me leva a um tempo de paz. Em agradeço em silêncio. E sei que o poder superior olha por mim. E sinto gratidão.
A Caixa Que Há em Mim
Às vezes sou caixa esquecida,
Com tampa que nunca se encaixa,
Não é falta de querer fechar,
Mas a dor que pesa e não disfarça.
Faço força contra o invisível,
Como quem tenta calar o mar,
Mas tenho medo que, ao forçar,
Essa caixa venha a rasgar.
O que mora dentro é tempestade,
Segredos, gritos, confusão,
E se escaparem pelo ar,
Quem vai entender meu coração?
Seria alívio ou fim de mim?
Peso solto ou alma exposta?
O medo diz: “Fique aí dentro”,
Mas a alma já não gosta.
Talvez seja só um grito preso,
De alguém que quer se libertar,
Cansada de viver com medo
Daquilo que os outros vão julgar.
Sou prisioneira de mim mesma,
Da mente que insiste em calar,
E nesse cárcere tão discreto,
Vivo a vida sem me mostrar.
Mas sinto... a caixa está rasgando,
E o que há em mim vai se espalhar.
Quem sabe então, nessa explosão,
Eu aprenda enfim: me libertar.
Sinto a minha felicidade ao percorrer,
meus caminhos em poesias,
segura de mim mesma que reconheço neste todo meu viver.
Sei que o caminho do meu crescimento começa em meu coração e continua numa busca incessante até encontrar as mãos do meu próximo...
Partir para Acolher
Parti.
Não por negar o que me cercava,
Mas por honrar o que em mim clamava.
Foi preciso o silêncio,
o passo em outra estrada,
pra ouvir a alma que, há tempos, me chamava.
Deixei abraços pendurados no tempo,
promessas guardadas no vento,
mas não por desprezo ou esquecimento...
Parti porque não mais cabia onde eu me diminuía.
O amor verdadeiro não é prisão,
é fonte que busca expansão.
E eu era semente apertada na mão
pedindo terra, água e estação.
Fui,
mas levei comigo cada nome,
cada gesto que me fez ser quem sou.
Porque partir, às vezes, é o ato mais fiel
que alguém pode ofertar ao amor que ficou.
Longe, descobri que não se acolhe de verdade
se não se aprendeu a cuidar da própria vontade.
Que o abraço mais puro não vem do cansaço,
mas da alma inteira — de um novo espaço.
Voltarei, ou talvez não.
O agora não permite adivinhação.
O futuro não exige promessas,
mas contempla, sereno, minha direção.
Não volto por falta ou fraqueza,
mas, se voltar, será com firmeza:
na bagagem, a certeza aprendida,
de que o amor não acorrenta a vida,
mas se faz em presença inteira,
alma lúcida, mão verdadeira.
E agora, eu acolho...
Não com a urgência de salvar,
mas com a paz de quem aprendeu a amar.
Pois só transborda quem, antes,
se permitiu se encontrar.
Sem amor... por um tempo
Não desejo mais amor.
Todo aquele que até mim chegou...
Um dia de aqui ficar desistiu...
Partiu... foi-se embora... tudo aqui abandonou...
Sem se importar o caos que me causou.
Dor, desesperança, sofrimento aqui deixou.
Brincou com meu coração.
Jogou com meu coração.
Não se importou com os traumas que em mim causou.
Juras de amor esquecidas...
Promessas vazias interrompidas...
Máscaras pelo tempo desmascaradas...
Deixou desgosto e desilusão.
Quem não?
Eu... não mais...
Espinhos?
Caminho sozinho...
Nas asas do vento...
Sigo!
Em busca de carinho...
Rosas perfumadas e coloridas pelo caminho.
Caminhos repletos de alento.
Neste mundo bem redondinho...
Quem nunca?
Eu... eu sim.
Vi voltar o que um dia deixei no meu caminhar.
A alegria de que um novo dia pode me dar.
“Luz Que Habita em Mim”
No silêncio azul da madrugada,
onde o tempo se esquece de passar,
uma alma acende sua jornada,
sem se mover… começa a voar.
Sentada em paz sobre a matéria,
envolta em névoa sideral,
o corpo dorme — a essência impera,
brilhando num fulgor vital.
Estrela viva entre cortinas,
janela aberta para o além,
cada átomo em mim se alinha
com o universo que me tem.
Sou sombra e luz em harmonia,
sou sopro antigo, sem prisão.
Medito — e em minha calmaria
o céu pulsa no coração.
Nunca me diga que não posso fazer algo...
A mim, que dancei com dois corações.
Que respirei com quatro pulmões. A mim, que tenho sido gelo, fogo e vento.
Que levei na barriga o peso de dois mundos.
Que dei à luz a vida, aos gritos. Que abracei a tristeza sem medo.
E chorei sorrisos.
A mim, não me diga que não sou capaz de alguma coisa. Pois eu sou capaz de tudo.
Era o meu eu contra mim mesmo!
Eu precisava vencer quem eu mais temia, a mim mesmo.
Precisava entender aquela confusão maluca que se espalhava sobre o meu íntimo e não me deixava repousar.
Na luta constante contra mim, mas quem sou eu?
Questionamentos e hipóteses para saber por quem eu lutava e a quem precisava vencer.
Até que, fui vencida pela fadiga da labuta diária de tentar encontrar alguém que já tinha se perdido há muito tempo.
Talvez eu tenha medo de dormir
Talvez eu tenha medo de sonhar
Talvez um dia você chegue para mim
Talvez um dia esse Talvez acabará...
Tem poder quem age.
Transformar dados em ideias é massa, mas, para mim, o real desafio (e onde tudo acontece de verdade) é fazer essas ideias saírem do papel. Já vi muita gente se empolgar com uma ideia incrível… e parar por ali. Fica na planilha, na apresentação bonita, no “depois a gente vê”. No meu jeito de ver e trabalhar, dado bom é o que vira ação. É quando você testa, aplica, muda o rumo, ajusta processo. É ali, no campo, que a coisa muda. Porque dado/métrica sozinho não move negócio. O que move é atitude. E eu acredito nisso: tem poder quem age.
Instagram/ @marcielmunizbr
Alegria Efêmera.
Sou completa em mim,
Embora, não são todos os dias que dão certo,
Carrego o amor como maior jóia,
Enquanto as vezes também se torna pedra de tropeço.
A taça é meu trabalho,
Mas, demais é kriptonita,
Não aceito o fato de te perder pra mim,
Num momento que nem era eu,
É uma briga do certo com o ardor da garrafa,
Onde, se não existe nada do ocorrido se fez,
No meu peito mora ninho,
Não gaiola, mas, a kriptonita engarrafada apaga a memória,
Desconstrói até o ser humano mais construído,
Constrange,
Até os dentes rangem,
A falta que você me faz.
Um Desejo
Linda como uma rosa
Mal poderia esperar para que retornasse e a mim
Porém achei que tinha a perdido
Quebrou meu coração em pedaços
Mas não passou de um mal entendido
Hoje eu escrevo
Com uma sensação de aperto em meu coração
Por achar que tudo se havia perdido
Mas tu voltou para mim como um lírio
E nessas águas longiacuas
Tu novamente com o mais sensato semblante
Tu de tão longe me amaria mesmo assim
Penso deslumbrante
Amo e só você
Hoje olho sobre os céus e vejo as estrelas
E continuo a desejar para cada uma, como queria estar contigo.
Você me colocou no seu colo
Me embalou nos sonhos
Neles prometeu muito amor
Cuidar de mim
Para o resto da vida
Depois do nada
Sem motivos
Você transformou esses sonhos
Em pesadelos
Minha vida é literalmente um pesadelo
Esteja eu dormindo ou acordada
Esse tormento não passa
Essa desilusão
Me nocauteou
Que não consigo mais me erguer
Propósito
Eu vou usar tudo que tenho em mim,
todas as minhas ferramentas de comunicação,
toda minha arte,
só pra você se ouvir.
O meu propósito não é falar.
O meu propósito é você se ouvir:
Existe, para além dessa nossa existência tacanha,
uma perfeita Poesia invisível,
orquestrando essa melodia chamada Vida
e convidando, insistentemente, nossa Alma para dançar.
Há neste meu propósito uma certeza ardente
de que a vida merece ser experienciada por completo,
afinal, viver é a nossa maior dádiva.
E nessa certeza mora uma Esperança viva
de que, enquanto tivermos uma alma
Deus poderá ser sentido.
Este é justamente o ‘Sentido’ da vida,
não esse monte de compromissos que você marca
só para fugir de ir pra casa se encarar.
E nem esses textos bíblicos que você posta
mas não entendeu que fé é sobre descansar.
Tampouco essa culpa que você insiste em se punir
por não ser perfeito ou apenas por errar.
Isso não é vida.
Vida é esse instante sagrado
onde sua alma encontra o Eterno.
E o meu propósito é te fazer lembrar disso.
Volta pra casa.
Com a palavra,
Alice Coragem.
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