Cultivar as Melhores Coisas
Sorria. Chore. Sofra. Lute. Perca. Vença. A vida tem dessas coisas, entre vitórias e percas, faça valer apena cada minuto de sua vida.
Quando eu Partir
Deixarei
As gavetas desarrumadas
Coisas fora do lugar
Roupas e calçados sem uso
Contas a pagar
Leituras e escritas inacabadas
As palavras de conforto
As conversas gostosas
Os abraços que aliviaram a dor
E muito amor ...
Levarei
Segredos não revelados
As palavras não ditas
Os abraços e beijos não dados
Os elogios não entregues
Os sonhos não realizados
Os almoços e encontros adiados
As histórias não partilhadas
E os amores não vividos ...
De vento em vento
Já quis dizer tantas coisas , mas os meus pensamentos geralmente refletem meus sentimentos, então preferi deixar eles escoarem com a sua fluidez natural sem afetar ninguém pelo caminho.
Coisas de Mãe, Jeito de Mulher
Helaine Machado
Mãe é detalhe que ninguém vê,
mas sustenta tudo sem aparecer.
É mão que guia, é voz que acalma,
é colo que cura rachadura da alma.
Tem cheiro de casa, gosto de cuidado,
olhar atento mesmo estando cansado.
É pressa por dentro e calma por fora,
é quem se doa inteira… toda hora.
Coisas de mãe são feitas de silêncio:
um “vai dar certo” em meio ao sofrimento,
um joelho no chão quando ninguém vê,
conversando com Deus por você.
E ainda assim, é mulher — inteira, viva,
com sua dor que quase ninguém cativa.
Guarda vontades, adia desejos,
mas nunca economiza nos abraços e beijos.
Se reinventa em cada fase da vida,
mesmo quando se sente perdida.
Porque dentro dela existe um poder
que só quem é mãe consegue entender.
É raiz profunda, é vento leve,
é quem nunca solta, mas também não prende.
É amor que ensina, corrige e acolhe…
é mãe sendo mulher,
e mulher sendo forte.
Helaine Machado
Abraço não é vazio, não é ausência de palavras, é um jeito diferente de expressar coisas que a gente não sabe falar, mas que o outro precisa escutar e de um jeito meio mágico quem é abraçado interpreta exatamente o que queríamos dizer.
A Dinâmica das Coisas
Ira aditivada à raiva, vira ódio;
Doce regado com flores, transforma-se em mel;
Rima adicionada ao mote, faz nascer poesia;
Dia adentrando a noite, é a própria vida;
Paz vinculada à alegria, fortalece a esperança;
Mania incitada pela rotina, cria clichês;
Natureza aliada à preservação, é sustentabilidade;
Sistemática minuciosa, faz a ordem;
Métrica delineada com precisão, rega a simetria;
Fala eminentemente retórica, faz surgir a eloquência;
Vida inteira dedicada ao Pai Celestial: Fé.
(Prof.: Elmo Alves Tôrres)
A beleza do amanhã mora nas tarefas invisíveis de hoje. Enquanto espero milagre, faço as coisas pequenas com exatidão. Lavo pratos, escrevo bilhetes, rego vasos sem testemunhas. Pequenos atos acumulam-se e, sem barulho, erguem futuro. E o amanhã, quando chega, parece menos miragem e mais casa.
A vida é sobre colecionar almas, não coisas, porque as coisas enferrujam, mas as conexões te salvam do vazio.
Quando tudo parece ruir, existe um fio invisível. Ele amarra as coisas que não queremos perder. Não se vê, mas se sente firme como corda de navio. Segurar esse fio é ato de fé pequeno e contínuo. E por ele chegamos a novas margens.
Há coisas que só a madrugada me permite dizer. Às vezes confesso medos que o dia ocultou. A escuridão é confidente que não julga. Depois, engulo as palavras e levo o resto comigo. Mas sempre alguma verdade ficou mais leve.
Há uma melodia nas coisas que se quebram, um som de fim de mundo que ecoa por dentro muito tempo depois do estrago físico. Eu coleciono esses estilhaços e tento montar um mosaico onde a beleza não venha da perfeição, mas da forma como a luz atravessa as rachaduras.
As recordações não me atingem de maneira abrupta, elas possuem a crueldade das coisas lentas. Infiltram-se em silêncio, ocupam espaços esquecidos da consciência e começam a consumir a alma de forma gradual, quase imperceptível. São como brasas ocultas sob cinzas aparentemente frias: durante muito tempo parecem adormecidas, até que, de repente, voltam a arder com uma intensidade devastadora. E talvez seja justamente essa lentidão que torne tudo mais doloroso, porque não há explosão capaz de encerrar o sofrimento, apenas um incêndio contínuo e silencioso que corrói por dentro sem jamais se extinguir completamente.
- Tiago Scheimann
Estou em uma fase da minha vida em que abri mão de tantas coisas… e percebi que a mais sábia de todas foi abrir mão das discussões, pois percebi que a paz interior vale muito mais do que a vitória momentânea de uma palavra.
