Culpa
O racismo no Brasil se caracteriza pela covardia. Ele não se assume e, por isso, não tem culpa nem autocrítica. Costumam descrevê-lo como sutil, mas isto é um equívoco. Ele não é nada sutil, pelo contrário, para quem não quer se iludir ele fica escancarado ao olhar mais casual e superficial.
Algumas pessoas, farão outras acreditarem que você é ruim
Na tentativa de amenizarem a culpa, pelo que fizeram a você
Essa é a maravilhosa tolice do mundo: quando as coisas não nos correm bem — muitas vezes por culpa de nossos próprios excessos — pomos a culpa de nossos desastres no sol, na lua e nas estrelas, como se fôssemos celerados por necessidade, tolos por compulsão celeste, velhacos, ladrões e traidores pelo predomínio das esferas; bêbedos, mentirosos e adúlteros, pela obediência forçosa a influências planetárias, sendo toda nossa ruindade atribuída à influência divina... Ótima escapatória para o homem, esse mestre da devassidão, responsabilizar as estrelas por sua natureza de bode. Meu pai se juntou à minha mãe sob a cauda do Dragão e minha natividade se deu sob a Grande Ursa: de onde se segue que eu tenho de ser violento e lascivo. Pelo pé de Deus! Eu teria sido o que sou, ainda que a mais virginal estrela do firmamento houvesse piscado por ocasião de minha bastardização.
(...) Nunca desista do amor, por causa de
alguém que não soube amar. Não coloque
culpa no amor a dor de um problema mal
resolvido. Você é capaz de amar e continuar
a buscar este amor. Ninguém deve tirar os
sonhos de ninguém. Você tem a capacidade
de amar muito mais. Ate mesmo quando não
merecem.
“Os que crêem que a culpa de nossos males está em nossas estrelas e não em nós mesmos ficam perdidos quando as nuvens encobrem o céu.”
— Roberto Campos
Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, no certo e no incerto, você aceita?
Na culpa que persiste, na saudade que esmaga, no abraço que num dia é seu mundo e no outro só uma lembrança vaga. Você aceita no tempo que não volta, na chama que esfria, no espelho que reflete a impiedosa marcha da entropia, na ordem, no caos, no breve, no eterno, na incessante dança, entre desejo e tédio, aceita? E se eu disser que a sua resposta pouca importa, que esse rio corre e sempre vai correr, indiferente aos seus desejos, você ainda aceita?
Vídeo: para você que pensa demais
Carla,
o ser humano, na sua pressa de entender o mundo, sempre procura um culpado.
Culpa Lúcifer pelas sombras,
assim como poderia culpar Deus por ter criado a luz que as revela.
Mas talvez o erro nunca tenha sido a criação…
e sim a forma como escolhemos olhar para ela.
Porque toda criação carrega em si algo sagrado.
a liberdade.
Dizem que anjos caíram, que mundos se perderam,
mas esquecem que o livre-arbítrio nunca foi uma falha
foi sempre um ato de confiança.
E eu fico pensando…
e se, na solidão de um ser esquecido,
tenha nascido algo tão complexo quanto nós?
Não por maldade, mas por ausência,
por silêncio, por necessidade de existir.
Talvez por isso o ser humano seja assim:
capaz de criar o paraíso e o abismo no mesmo dia.
Mas no meio desse caos todo,
no meio dessa busca incessante por culpas e respostas,
eu encontrei você.
E você não veio como resposta,
veio como pausa.
Como um lugar onde o mundo não precisa ser explicado,
apenas sentido.
Carla,
se existe algo perfeito nessa criação inteira,
não é a ausência de falhas…
é a capacidade de escolher amar, mesmo carregando todas elas.
E eu escolho você.
Não porque o mundo é perfeito,
mas porque, ao teu lado,
até as imperfeições encontram sentido.
Se um dia me perguntarem sobre os segredos que guardei da vida,
eu direi sem medo:
você foi o mais verdadeiro de todos.
DeBrunoParaCarla
A humanidade tem o hábito de apontar dedos,
como se a culpa fosse sempre um lugar fora do espelho.
Constrói altares para justificar seus erros
e depois se ajoelha diante da própria mentira.
Diz que ama,
mas mede afeto como quem calcula prejuízo.
Diz que sente,
mas foge do que sente de verdade.
E no meio disso tudo,
quem ainda ousa amar de verdade
é visto como exagero…
ou fraqueza.
Talvez o problema nunca tenha sido o mundo,
mas a covardia disfarçada de razão.
Porque sentir exige coragem.
E a maioria prefere parecer forte
do que ser real.
DeBrunoParaCarla
Imagina se a água colocasse a culpa nas pedras porque não consegue passar, e sabe-se que no extremo ela as faz rolar. Eles nunca abrirão mão do que são, mas nós temos o poder da persuasão e de moldar o espaço que sonhamos sem violência e com felicidade.
A felicidade é muitas vezes sentida como perigosa porque traz solidão. O mesmo se passa com a solução: é tida como perigosa porque traz solidão. No problema e na infelicidade temos companhia. O problema e a infelicidade se associam a sentimentos de inocência e fidelidade. A solução e a felicidade, ao contrário, estão associadas a sentimentos de traição e culpa. Por isso, a felicidade e a solução só são possíveis quando enfrentamos esse sentimento de culpa.
__ Bert Hellinger, sobre a felicidade que dá medo, em "Ordens do Amor.
Parecia que tinha sido, tipo, há uma eternidade, como se tivéssemos vivido uma breve, mas infinita, eternidade. Alguns infinitos são maiores que outros.
