Cuidando do meu Jardim
Em meu espirito de adepto, não acumulo erros e nem acertos. Sempre sigo confiante rumo a luz e estou sempre aberto para mais aprender.
Meu nome é trabalho, construção e conexões. Onde não sou necessário ou sou covardemente hostilizado por imbecis vaidosos, sorrio amarelado e me afasto de mansinho pois estava equivocado e não faço e nunca fiz parte deste lugar.
Mesmo afirmando que meu saudoso grande amigo e professor amazonense Manoel Santiago, Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago 1897 - 1987, tenha executado um grande numero de obras originais, desde a década de 1960, começaram a aparecer no mercado de arte nacional brasileiro, um grande numero de falsificações grosseiras e chapadas, com excesso de cores, bem diferentes de suas obras originais. A grande maioria aparecem em leiloes organizados por comerciantes aventureiros, que não possuem qualquer tipo de assessoria especializada e o pior a preços e valores irrisórios. Logo antes de adquirir qualquer obra de arte deste artista, certifique com quem sabe, se não está sendo ludibriado e comprando gato por lebre,
Independente das sociedades, " O céu é meu teto; a terra é minha pátria e a liberdade é minha religião". Somos Calon da etnia milenar Romani.
ENTARDECER E A LUA
A noite descia como em voo de pássaros,
Em rajadas de flocos coloridos.
Meus olhos se deliciavam, estremeciam,
De prazer e dor.
Como cristalizar este momento?
De que forças retirar o fluído para tal proeza?
Pensamento tolo que me fez perder todo o poente.
Quando dei pela natureza,
A noite me abraçava,
Beijava meus lábios com o nascer da lua.
Espetáculo de noite invernal.
Como deter o astro prateado
No seu lugar de agora?
Para saciar o meu prazer,
Para matar a minha sede de beleza.
Oh maldito pensamento!
Fez-me perder todo o nascer da lua!
Todos os poentes, todo o sol no seu turno.
Todos os verdadeiros voos de andorinhas!
E aqui estou sem saber contemplar.
Desejando obras monumentais da natureza.
Maldizendo o pensamento,
Vi-me num túmulo frio, escuro,
Sem haver sentido o momento de minha morte
Por tanto haver pensado nela!
Conclusão de alma:
O belo está naquilo que se vê e sente
Não no que se quer!
Nov/ 1974
Casa de meu pai e cinzas
*
Adentro a casa habitada por meu pai desde menina
- agora espírito!
Estranho a sua ausência...
Onde está o ser vivo
de matéria carbonada de infinitos?
*
Dos céus, estrelas caem, cadentes,
sobre minha existência.
Deixam-me a pensar na vida:
__ Como pode, aquele ser,matéria viva,
ser hoje, espalhadas cinzas?
*
Enfim, a madrugada finda...
*
2024
Não espere por mais sinais... meu respeito pelo seu direito de não acreditar, não me desobriga de te avisar: o Filho do Homem está voltando!?
Velejando entre a saudade do que foi e a dor do que não poderá mais ser, cá está, partido, o meu coração.
Ainda há tanta Podridão a ser retirada de mim, que se não fosse a Misericórdia de Meu Pai, indubitavelmente eu Temeria pelo que pudesse sobrar depois disso.
Nas minhas Orações a Graça me alcança ao poder Falar com o Meu Pai!
Nas Reflexões, por poder Escutá-lo!
Posso não ser pago para oferecer o meu melhor, mas somente oferecendo-o, poderei me indignar com isso.
Lavrei, lavro, lavrarei
Amarrando com braços fortes
Meu arado em cavalos alados
Campos magnéticos cultivarei
Plantio de estrelas
No espaço que conquistei
Sirvo-me como um servo desse plantio
Que tantas safras imaginei
Em cromo e terras-raras
Hidrogênio semiei
Eta Carinae
Errante Deusa que criei
Na magnitude do teu brilho
Me apaixonei
Teu curto tempo de vida
Para entendê-lo apenas te amei
Seguindo a Via-Láctea
Que é a rota mais certa
No expresso da imaginação
Que passa a noite por minha janela
Respeite seu cabra
A ração do meu bornal
A água do meu cantil
Sou filho dessa pátria mãe Brasil
Saiba que já estais na mira de meu fuzil
Feriste esse peito varonil
Manchaste as belas cores do meu Brasil
Negaste os filhos desta mãe gentil
Calaste os gritos de liberdade
Que nestas terras, surgiu!
Fugiste a luta do futuro de glórias mil
Que fulgurava nas Américas do meu Brasil!
Entre outros mil, tu eras a certeza Civil
O esplendor desse povo juvenil
Que de braços fortes a tantos já serviu
Eras o elo da liberdade do nosso Brasil
Seu cabra meus braços fortaleceu
Meu amor resplandeceu
Meus olhos se abriu
Respeite os filhos dessa amada, idolatrada pátria mãe Brasil.
ME DANDO SOPA
Meu compadre Zé
Companheiro que é
Me convidou pra tomar uma sopinha
Com a melhor cachaça que tinha
Má cheguei e sua bichinha
Que não é, comadre minha
Veie logo me dando sopinha
Mas, prato e colher não tinha
Compadre falava das coisas
E ela me dando sopa
Compadre ia pegar uma cachacinha
E ela me dando sopa
Compadre mostrava as coisas que tinha
E a bichinha, me dando sopa
Compadre dava uma saidinha
E ela me dando sopa
A prosa foi melhorando
E ela me dando sopa
O tempo passando
E ela me dando sopa
Compadre se abestalhando
E ela me dando sopa
A noite foi chegando
E ela me dando sopa
Compadre se embriagando
E ela me dando sopa
Fui ficando de água na boca
Compadre deu uma toradinha
Peguei a danada da sopinha
Me fartei da bichinha
Adeus, amigo.
Chame-me meu amigo
Quero ter uma prosa com ele
Amigo véi,
Tá chegando minha hora
Findou meu caminhar
Gostei da jornada, não tenho nada pra reclamar.
Fiz quase tudo que estava previsto
Fiz também alguns imprevistos
Mas nada que possa me envergonhar
Li o livro todinho, não deixei nenhuma página passar.
Umas eu conto, outras é melhor não contar.
Amigo véi,
Cabra valente, nunca me faltou com a palavra dada.
Ferro na casa de ferreiro, amigo de dores e festejos.
Comemore a minha ida com alegria e fale pra todos do amigo que tinha
Amigo véi!
As dores tão querendo atrapalhar
Os olhos teimando em fechar
Mas já tô no dia e no lugar.
Ora, o momento pode esperar.
Amigo véi
Quero me desculpar
Porque minha amizade nunca conseguiu, com a sua empatar.
Mas fico feliz sabendo que a sua tá em primeiro lugar
Amigo véi!
A hora acabou de chegar
A ordem vêi lá de cima e eu não posso questionar
Faça-me o último favor
Chame todos pra cá
Mulher e filhos fiquem com Deus
Adeus, amigo
Amigo, adeus.
MEU MUNDO
Um grão de areia perdido
Um coração recém-nascido
Um olhar despercebido
Um caminhar sem sentido
Um grito oprimido
Um amor divido
Um cristo vivo
Um dilema vivido:
De onde vim
Pra onde irei
Antes de
Teres-me
Consumido.
TERRA!!!!!!
TERRA!!!!!!
TERRA!!!!!!
