Cuidando do meu Jardim
Meu violão me disse não
Quando eu tentei agradar
Alguém que não merecia
Dias há em que isso acontece
Até que o coração arrefece
A tristeza é um enorme ciclope
Que traz uma clava na mão
Mas a vida não é,
de nenhuma maneira
Uma cópia da arte
As coisas tem vontade própria
Quando a verdade pulsa mais
As vias lacrimais
Se recusam a demonstrar
Qualquer emoção
Que não mereça ser mostrada
Eu creio ser esta a razão
Pra meu violão dizer que não
Quando é assim
Meu violão não diz mais nada.
Quanto mais parece perto
Mais difícil de alcançar
Mas meu coração não pára
E eu te respiro com o ar
Vou vivendo,enquanto morro
Sem esperança de socorro
Eu grito e você não me ouve
Penso em você quando chove
Te vejo em tudo que se move
E não encontro uma razão
Razão é o que menos importa
Então vem, que eu abro a porta
Ou me chama, que eu pulo a janela
Se ficar a casa é sua
E com você eu assisto a novela
E com você eu ficaria
Até o resto dos meus dias.
Se os deuses não vão comigo
opiníões se dividem
e deuses não se decidem
eu, a meu tempo, idem
meus gritos não os comove
e há quem chore pela chuva
enquanto chove
os alcança meu silêncio
galvanizando uma aliança
a procura de respostas
negros pássaros sem asas
nas sombras de noites escuras
com o som de um olho que abre
e a duração de um eco no vácuo.
Eu hoje tranquei-me em meu quarto
cercado de idéias ruins
luz acesa, a imagem no espelho
Meu Deus, este não sou mais eu
O que este mundo fez de mim?
o que meus pés tocam, não são mais chão
só decepção
Fechos os olhos, mas não sinto sono
sinto apenas abandono
tudo que finda, continua ainda
o sonho um dia vira pesadelo
Tudo muda, qual cor do cabelo
cama dura
vida dura
quanto tempo terei de viver
até que tudo isso se acabe?
o futuro a Deus pertence
o motivo...só Ele sabe
Deitado em meu quarto eu escuto
o surdo silêncio da noite
mais uma noite que se passa
são coisas assim, pequenas
que fazem a vida ter graça
sem sono, a vigília serena
se traduz no farfalhar
que o vento faz nas folhas
coruja lambendo as penas
o crepitar do fogo
só as nuvens despercebidas
parecem enciumadas
de repente se fazem sentidas
trovejando, relampagueando
rompendo a serena calma
mas se ainda chove neste mundo
a paz vai reinar em minh'alma
e faz-me dormir em paz
com as bênçãos que ela traz
Eu queria ter um casaco grande
pra sair à noite no sereno
meu pai me trouxe um que não servia
mas eu ainda uso ele todo dia
casaco pequeno é
que nem casaco grande
só que pequeno
eu quis viver uma grande alegria
e eu ainda a vivo todo dia
vida feliz ou vida triste
depende de quem avalia
eu quero escrever um poema
e não sei fazer direito
escrevo este
não saber fazer
não é problema
poema ruim é melhor
que nenhum poema
escrever coisa bonita
não se compara a dar presente
pois não tem aonde
amarrar aquela fita
assim eu posso estar presente
na vida de quem lê
apesar de quase sempre
parecer estar ausente
e se eu não te contar
você nunca vai saber
que talvez este poema malfeito
tenha sido escrito
enquanto eu pensava em você
queria que você soubesse
que apesar das coisas que digo
no fundo, de verdade
nem ligo
mas não encontro outro recurso
pra te fazer pensar
em mim por um instante
pensamentos que permanecem
distantes o resto do dia
queria apenas te dizer
que acordar não significa
por cor em nada
mas sim, estar de acordo
mesmo não
estando acordado
Nesta vida
Da qual
eu nunca quis
nada
Hoje peço
me ensina, meu Deus
me diz
O que é preciso fazer
Pra poder conquistar
O coração de uma fada?
Uma fada que não peça amor
Por saber que já o tem
Uma fada sem rancor
e nem ciúme
Segura por saber
Que não sinto
em mais ninguém
O seu perfume
O aroma
Que emana da alma
E faz meus olhos
Só a ela ver
E quando olho
vejo coisas que
outros não vêem
Aquela luz
Que ultrapassa
os limites
do sorriso
irradiando
Além
dos seus limites
Se é que uma Fada
Pode ter limites
Eu acho
Que não tem.
O Sol queima meu rosto
é final do mês de Julho
Quando é noite
Eu tento dormir
Porém os meus sonhos
me acordam
O silêncio no meu quarto
ressuscita barulho insondável
O sono, outrora tão amável
hoje é inefável falso amigo
A minha alma não encontra
Abrigo em meu corpo cansado
A desordem em que se acham
Meus pensamentos
A cada dia e a cada hora
cada vez mais lentos
A cada hora mais tementes
de novos tormentos
Me fazem duvidar
Que o Sol de agosto
Haverá de trazer-me
Qualquer qualidade
de alento
Procuro e não encontro
Motivos para as coisas
Que me acontecem
Se os há, não me lembro
Não há motivo que me leve a desejar
Que a vida continue acontecendo
Quando o Mês de Setembro chegar
Meu coração é uma casa,
uma caixinha, uma praça
Meu coração é um lugar
aonde ponho aquilo
Que tenho de valioso
Mantenho as portas abertas
aonde entram
quem me deixa entrar também
Mesmo assim
Muita gente entra sem pedir
e fica
Mesmo quando pensa
não estar mais lá
Nem nunca ter estado aqui
Eu tento pintá-lo
novamente sempre
Com as cores que encontrar
Tem uns passarinhos voando ali
São aqueles que o Eu menino matou
Eu os deixo lá, esperando o perdão
Tem gente que ofendi
Tem também quem me ofendeu
Há aqueles que não me perdoam
Estão todos aqui...no coração.
Quem prestar atenção
Verá um cachorrinho branco e preto
foi o unico que tive
em toda esta vida egoísta
hoje ele brinca
com um gato que tem aqui em casa
Aqui o Céu nem sempre é azul
Mas a culpa é minha
e não de quem está nele
Tem buracos nas paredes
muitos
Feitos por quem
eu menos esperava
mesmo assim ainda voa
viaja, flutua, passeia
E leva todos juntos
Mesmo quem pensa nem estar lá
Isso é segredo
Tem nuvens e sempre chove
Mas só chove no escuro
aonde choro e ninguém vê
Não é um coração rico
Mas é sincero e verdadeiro
E vocês estão todos aqui
Quem pediu para sair
eu deixei
Partiram e ficaram
ficaram sem perceber
Apesar dos anos passados
e do aparente desgaste físico
é ainda um coração de criança
aonde estão presentes
aqueles que me esqueceram
Mas que eu guardo na lembrança
A Mensagem
Que meu pensamento exprime
Talvez não seja clara
Às vezes, muitas vezes
é muito complicado
Inviável
Inacreditável
Inverossímil
e Mirabolante
enxergar
Aquilo que está assim
tão pertinho da sua cara
a mensagem
Que meu pensamento exprime
Subliminarmente sublime
Comprime a sua mente
Pois tu enxergas somente
Aquilo que vem no escuro
Me diga de verdade
Do alto da tua vaidade
Qual de nós dois está
realmente
Do outro lado do muro?
Final de tarde
Sopra meu rosto
O Vento
O Sol
Pinta de Vermelho
O Céu
O lago à minha frente
Reflete a minha imagem
Quando olho minha cara
Reconheço o olhar sincero
Hoje ainda me resta um sorriso
Só preciso descobrir
aonde está
Minha vontade de sorrir
Acho que ficou
No dia
Em que tua mágoa sem trégua
Levou-te decidir
Que era hora de partir
Deus!
Peço humildemente examine o canteiro do meu coração,
Mesmo que conheças a mim e os meus pensamentos.
Se houver alguma muda de pecado,
guia-me pelo caminho da redenção e do perdão.
Não permita, que essas ervas dadinhas se espalhem.
Se por ventura me oferecerem sementes impuras, ajude-me a resistir.
Pois sementes estas como o da ganancia, soberba, ira ou da inveja.
De nada lhe agrada e me da falsa sensação de saciedade.
Afastai de mim esses males, não permita que semeiem o meu coração,
ruis são as sementes e amargos são seus frutos!
Para doenças espirituais não existem remédios pois a ciência é do homem, assim como os pecados são da carne.
Peço auxílio ó meu senhor, que concedeu a mim e ao meu semelhante o mesmo dom da vida, permita-me receber as sementes do amor, felicidade, esperança, empatia, paciência, perdão, resiliência e gratidão.
Para que eu possa cultiva-las e oferecer ao meu próximo o mais doce dos seus frutos. Amém!
"Já procurei encontrar através das ondas do mar,
o que meu coração ainda não conseguia esquecer
além do horizonte "
"Já perdi muitas batalhas...
Mas ter vocês ainda ao meu lado me motiva...
A continuar a lutar...
Coragem para enfrentar ainda muitos combates...
E esperança de que ainda posso vencer essa guerra..."
"Em uma sociedade onde a fé se torna escassa,
meu sorriso desafia as certezas impostas,
transformando-se, aos olhos alheios, em ameaça."
