Cruz
A Cruz de Gales une a prata com um sopro milenar da história, guardando sob um cristal rosa o abraço ecumênico entre dinastias terrenas e os fragmentos do Calvário.
Reno Fioraso
Minha querida Carla,
Miguel Pereira... ah, Vera Cruz, onde o primeiro viaduto ferroviário em curva do mundo foi construído, lugar onde nasci! Que lugar mágico, onde o tempo parece desacelerar e a natureza nos abraça com toda a sua exuberância.
Lembro-me com clareza da nossa visita à casa onde nasci. As árvores centenárias, com seus galhos entrelaçados, formavam um túnel verde que nos conduzia a um mundo à parte. A vegetação luxuriante, emoldurando a casa, criava um cenário perfeito para o nosso amor, como se a própria natureza conspirasse para nos unir ainda mais.
E então, o sofá, testemunha silenciosa de tantos momentos da minha infância, tornou-se palco do nosso amor. Seus sussurros apaixonados se misturavam ao som da cachoeira que corria atrás da casa, criando uma sinfonia que nos transportava para um estado de êxtase. A água, em sua queda constante, parecia abençoar cada toque, cada beijo, cada entrega.
Naquele sofá, em meio à natureza exuberante e ao som da cachoeira, descobrimos a intensidade do nosso amor, a força que nos une e a paixão que nos consome. Miguel Pereira, com sua beleza natural e sua atmosfera romântica, será para sempre um lugar especial em nossos corações, um refúgio onde o amor floresceu em sua forma mais pura e selvagem.
Não escuto pregadores que não falam da Cruz.
O silêncio do Calvário em seus sermões denuncia quem você é no altar.
Descobri que o lugar mais alto da vida é, na verdade, aos pés da cruz. É ali que o orgulho morre e a graça nos alcança.
Vasco
No peito do Rio, nasce uma cruz de coragem,
não é só time — é herança, é viagem.
É Vasco da Gama cortando o mar da dor,
levando no escudo a luta, o suor e o amor.
Nas arquibancadas, a voz vira tempestade,
cada grito é memória, cada passo é verdade.
Preto e branco se misturam com a fé da nação,
um povo inteiro batendo dentro do coração.
Quando a maré sobe e o jogo parece perdido,
o Vasco resiste, nunca está vencido.
Porque em São Januário o tempo aprende a esperar,
que até na queda existe um jeito de levantar.
E se a vida aperta como marcador sem perdão,
a torcida responde com alma e emoção:
“Avante, Gigante!” ecoa sem fim,
como se o impossível dissesse: “não é pra mim.”
No fim, não é só futebol no gramado em brasa,
é um povo que luta, é um lar, é uma casa.
Vasco é mais que clube, é chama no olhar:
um jeito de nunca, jamais, deixar de sonhar. HELAINE MACHADO
A grandeza de Jesus não esteve em morrer na Cruz. Se fosse esse o mérito de Jesus, também teria que ser dado às centenas de milhares de pessoas que morreram da mesma forma, pois era assim que se executava a pena de morte nessa época. O grande mérito de Jesus está na coragem em difundir a mensagem de amor que veio trazer, sem permitir que ninguém o amedrontasse ou o fizesse mudar de opinião, apesar de saber que tudo isso lhe acarretaria uma quantidade de sofrimentos, incluindo a morte.
Jesus disse: Eu sou o caminho a verdade e a vida. Quem o seguiu até a cruz, viu ele morrer, mas quem acreditou e continuou a seguir, está vendo ele ressuscitar.
"A cruz não foi o fim de Jesus, mas o início da esperança para os que seriam chamados filhos de Deus."
Quando ferimos a Cristo, ferimos a nós mesmos, a cruz é a cicatriz indelével que iremos carregar no dia que o olhar do outro nos despir, no dia que a língua do irmão nos açoitar
