Crônicas sobre a Morte
● Antes, o enfrentamento de ambas, morte e vida, não permitem fugas. É uma armadilha que supera as leis humanas, importando-se com a vaidade de levar o envelhecimento num ofício de percepções latentes nos esquecimentos dos túmulos. A importância dos vivos para os que morrem, é o fragmento do silêncio em pó. Sob a terra ou no sopro do fogo, nada foge, pouco é o abandono e intensa saudade. Distantes, o mármore gélido e o abraço, a chama e o vento, as rosas sobre o artifício da união, todo amor uma ambição de perseguir a vida.
Após a morte não há nenhuma salvação. Isto é se alguém quer ser salvo tem que se decidir a aceitar Jesus Cristo em vida. De nada adianta orações pela alma do que morreu, nem tão pouco há Purgatório algum. Se quer ser salvo decida-se em vida a pedir perdão dos seus pecados, e a sua alma será salva!
Depois que aprendi que, nesta vida, não se morre apenas uma vez, perdi o medo da morte. Entendi que, da mesma forma que o corpo físico, quando morre e se deteriora, transforma-se em parte da terra e dá vida a outros organismos, a morte de ciclos, escolhas, verdades, personalidades ou de posturas perante a própria vida, inevitavelmente faz nascer um novo capítulo e novas possibilidades. E também que, com a superação dos apegos emocionais, o fim de algo em nós que não mais nos serve amplia a gama de realidades possíveis dentro da breve passagem pela existência.
Páscoa é tempo de celebrarmos a morte e ressurreição de Cristo. Páscoa é vida; e vida eterna! Coma o seu ovinho de Páscoa, se delicie, mas não esqueça: se você realmente ama seus filhos, não deixe que eles cresçam na ignorância e assimilem o universo consumista da Páscoa, ovos e coelhinhos com o verdadeiro significado, que é Jesus.
”Na natureza, a inatividade é comparável à morte, ao passo que o crescimento, desenvolvimento e movimento refletem a vida. Assim, é vital agir, criar, inovar e manter-se em movimento. Não permaneça imóvel como um cadáver em decomposição; enquanto houver respiração e o coração pulsar, faça movimentos, mas não fique parado, não se entregue.”
Tenho fantasias abstratas e em alguns sonhos um amanhã abstrato também. A morte não fecha meus olhos ao adormecer, mas espreita o que minha vida pode oferecer. Liberto na dimensão dos sonhos é sempre alívio conseguir ser; ausente dessa condição minha própria posteridade vaga cemitérios de almas pêndulas diante uma realidade de pura ilusão. Meu coração não quer engasgar com nenhuma pobreza de sentido.
A salvação tem o preço da morte de Jesus Cristo. E tem o preço de uma morte de todo aquele que crê. Aquele que crê deve viver, morrendo todos os dias; Deve levar uma vida de verdadeiro sofrimento pelo evangelho, por amor a Deus e por amor ao seu próximo. O Apóstolo Paulo disse " para mim o viver e Cristo e o morrer é ganho"!
O reino do céu é um estado do coração, não é algo que virá acima da terra, ou após a morte, não vira hoje e não vira em mil anos é a experimento de uma vida, o humanismo e subjetivismos que a sociedade criou e se estabeleceu ao longo dos séculos é responsável pela decadência da cultura cristã pós a mesma se revela na necessidade constante de tentar vencer o curso natural da vida- a morte- consolando com uma lugar onde tudo será melhor, projetando a felicidade para o pós túmulo, levou a formulação do que hoje se chama moral.
Não conhecemos a morte, apenas observamos o seu agir. O corpo já estava morto e fétido e ainda assim ouviu o Senhor chamar; Lázaro sai para fora, e ele saiu. Não tema a morte, ela foi vencida e superada. A morte, como a conhecemos, não é o fim de tudo, a vida continua. Para o madeiro, foram três, apenas dois subiram aos céus.
"Desde o nosso nascimento até o fim de nossas vidas, a tendência é caminhar para a morte espiritual e emocional. Por isso, devemos buscar trazer vida e esperança através da presença do Espírito Santo, que nos modela segundo o padrão de santidade de Deus, produzindo uma vida plena e abundante."
A morte física não é o fim. A vida humana é muita valiosa para ter fim. se nascemos, se começamos a existir, é para existir pra sempre. Para que algo começa a existir para não virar nada, pra mim isso não faz sentido nenhum, se não fosse para algum momento não existir nem tínhamos nascidos!!!!
O inverno é a estação da morte. É quando os caçadores entre nós procuram os fracos, até mesmo os tolos. Só as mais fortes criaturas da natureza sobrevivem a ele. O inverno é a época do lobo, a época do leão. É quando todos os fracassos da natureza se tornam a refeição. Depois, a primavera traz vida nova e Deus tenta de novo.
"Enquanto as pessoas querem fazer tudo preocupadas se o mundo vai acabar ou se a morte está mais perto, eu quero viver um dia de cada vez. As pessoas falam com uma certeza, com uma convicção de que irão chegar aos seus 80 ou 90 anos do jeito que estão, com a má alimentação, o sedentarismo e com sua saúde prejudicada. Acreditam cegamente, como se pudessem ver sua trajetória no futuro. É como se já soubessem. No fundo, ninguém quer morrer. Ninguém quer ter a última refeição, a última diversão, o último encontro, o último trabalho, a última mordida, o último gole, a última visita, o último olhar, o último beijo, o último abraço, o último respiro."
"A crença na morte pode ser limitante, pois encoraja a pessoa a pensar que o fim da vida é a cessação da existência. No entanto, a essência de si mesmo não é o corpo físico, mas a alma, que existe além dos limites da vida e da morte. Os despertos entendem que não há morte verdadeira, apenas transformação."
No final, a morte é um professor que ensina o valor da vida. Quando em luto, tua alma sofre um dano severo e irreversível, que te faz melhorar, pois agora sabes que qualquer um pode esvair-se da existência nos próximos segundos. Essa é a vontade de existir: ignorar teus limites e medos pelos teus sonhos e, embora pareça apático, doar o amor não dito a quem ainda resta amar.
A morte da minha mãe foi uma das melhores situações que aconteceram em minha vida, não pelo fato do falecimento, entenda! Eu sinto demais a falta dela, dói demais não ter ela perto de mim, só que foi a partir dessa situação que mudou totalmente o rumo da minha vida, o que aconteceu não importa, o segredo está no que você faz com o que aconteceu em sua vida.
Me recuso aceitar o até que a morte nos separe, não, não vou aceitar que morreu já era, vivemos em um Mundo com mais de 8 bilhões de pessoas e eu amo meia dúzia, o Universo é infinito e eu vivo até os oitenta, não admito que a força do meu amor simplesmente vire pó comigo e com os meus amores, preciso viver a eternidade com minha mãe sendo minha mãe, meu pai sendo meu pai, minha esposa sendo minha esposa e meu filho sendo meu filho. Deus é nosso verbo vivo do amor, ele nos ensinou sobre amar, é um mandamento, não é possível que seja apenas um sussurro de uma vida mundana, Me recuso com indignação, redundância e pleonasmo.
Hoje, quando recebo ameaças de morte, tentativas de golpes, agressões verbais, chantagens emocionais, carteiradas de superiores, aceito, mas sei que não mereço, isso me deixa triste e me ofende. Aos 71 anos, não represento mais perigo às instituições políticas, religiosas, corporativas, empresariais, escolas, famílias e maridos. Já foi o tempo em que a minha presença era destrutiva. Hoje sou apenas um velho pai de um jovem autista, lutando para ser feliz. Ciúme, inveja, disputa, violência, não fazem mais parte do meu repertório. Nem poderia. FELIZES ANOS NOVOS!!!
O vulgo, invariavelmente, perpetua a sua inclinação em alardear a "morte" simbólica de heróis, buscando, equivocadamente, evitar a contemplação de sua própria mediocridade. Os apedeutas, mergulhados na carência espiritual, lançam-se mais uma vez em uma busca por um bode expiatório ou alguém que os eleve, ainda que ilusoriamente, à medida que elegem frequentemente figuras de maior estatura para este propósito.
Às vezes me pego pensando no significado da morte, mas ao mesmo tempo sinto medo de realmente entender. É como se houvesse um bloqueio criativo em minha mente, um desejo de explorar esses pensamentos, mas também uma relutância em fazê-lo. Como uma adolescente artista, essas questões são parte do meu processo criativo, mas também são assustadoras. A morte é um mistério que me intriga e assusta ao mesmo tempo.
