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Crônicas e Autor

Cerca de 329 cronicas Crônicas e Autor

Poderia gravar em muros. Tom vermelho sangue. Usando somente as unhas das mãos, escreveria o quanto a solidão me faz companhia. Riscando e riscando até o sangue ser tinta. A dor como matéria prima. Esse seria meu tributo original. Tudo estaria em lingua antiga. Iniciaria em latin e terminaria em yorubá. Pontos e vírgulas estariam dispensados. Quando a carne nas extrimidades dos dedos
já não existissem. Quando o próprio osso fizesse ranger, alternaria com a outra mão. Verdadeiro manifesto de amantes. Daquele dia em diante, aqueles que por alipassarem não conseguirão evitar tamanha contemplação, ajoelharao. A parede fria seria beijada como se beijassem as feridas de jesus ainda cruas. Bem ali, seria constituído ponto de oferenda para os diferentes deuses. Sacro muro. Pagãos seriam bem vindos. Ratos encontrariam verdadeiros banquetes. Baratas dançariam em sincronia com outros insetos. Mariposas teriam refúgio à sombra do muro. Nada poderia ser profanado. O pé que ali pisar, untado em azeite deverá estar. A boca que ali abrir, em vinagre terá sido inundada.

Tudo terminaria assim:

para ela,
solidão
minha algoz e fiel companheira

Inserida por celso_aires

A vida é um teste

No estágio da vida em que cheguei, muitas das coisas que pensei ser importante, deixaram de ser. Não importa mais quantas faculdades fiz, se foram tantos anos de trabalho, ou se as roupas que vesti estavam na moda. Deixou também de ter importância, se os olhares me aprovam quando passo, se os fios de cabelo branco aumentaram, ou se a cor de meu vestido fica bem em mim. Isso acontece, porque o que passou a ser importante, é o tempo. Embora eu tenha mais tempo para observar o colorido das flores, tomar com calma o café da manhã, poder sentir o sabor da refeição que não preciso mais fazer às pressas, ele, o tempo, passa muito mais rapidamente. Ao perceber que as horas passam ligeiras, vejo o quanto ainda não fiz que precisaria ter feito, quantas vezes passei ao largo de coisas que não achava importantes, mas que eram. Quantas vezes, por pressa, deixei de sorrir, deixei de olhar nos olhos dos que comigo falavam, deixei de dar um abraço, isso tudo porque o tempo era dinheiro. E eu precisava dele para viver. Mas hoje, nada mais disso importa. A vida passou, as horas se foram, e o final de minha história está a cada dia mais próxima. Agora, só o que realmente interessa, é finalizar com a mesma honra que tive pela vida afora, uma caminhada que fiz nos caminhos que eu mesma escolhi. Enfim.

Inserida por PaolaRhoden

Meio ambiente

Fazemos parte de um contexto onde a finalidade de uns pode prejudicar a de outros. Vemos as árvores serem cortadas para enriquecer uns poucos, deixando uma imensa ferida aberta no seio de nosso chão, onde a natureza levará muitos anos para repor o desfalque. Notamos que, poucas pessoas se preocupam com o que possa ficar no planeta para o futuro, que nessa ordem, poderá deixar de ser um planeta azul, para se tornar cinza. Nada repõe uma floresta secular colocada abaixo por mãos incautas. De nada adianta o grito triste da juriti assustada com o tombar de seu ninho. Fica no olvido o correr cansado do caititu sem lar. As águas escasseiam, o solo seca, os galhos ficam sem folhas e os pássaros sem aconchego. Ficamos a olhar esse mundo verde ruir, pensando até quando a natureza suportará tantos maus tratos. Nas cidades, o lixo entulha ruas e parques, e os que por ali transitam fingem ignorar o mal em que pisam. A poluição do ar pelo imenso fluxo de motores em combustão fica denso e irrespirável. Os rios citadinos assoberbados pela grande massa de sujeira em seus leitos, quase sem nada de vida em seu seio, carregam para o mar o veneno que lhe intumesce o âmago, onde se mistura com o que lá já existe. Florestas, águas doces e salgadas, saturadas pelo poder enorme do desleixo humano que em seu viver destrói o que de melhor a natureza tem, choram sua própria morte. Quem sabe um dia, o grito daqueles que se preocupam com a vida na Terra, seja ouvido pelos que se fazem de moucos, e ainda haja tempo de salvar a vida nesse Planeta ainda Azul.

Inserida por PaolaRhoden

Um mundo novo

A cada nascer do sol surge um mundo novo para ser explorado, vivido, olhado com carinho. Um mundo onde podemos pensar melhor sobre nossos atos, nossas tendências, nossos sonhos. Podemos pensar a cada amanhecer, se estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para deixar um mundo mais limpo, mais arborizado, mais humano para nossos descendentes.

Inserida por PaolaRhoden

Floricultura

Mais cachorros que pessoas passando na calçada, bicicletas, o som das jovens vozes no ginásio da outra quadra. A orquídea que perfuma tudo pra chamar atenção, o vento, a brisa calma: vão fazer falta no verão.
Da porta vejo escadas, no alto, janelas refletoras de sonhos...
Uma promoção, um suco gelado, uma vontade de falar com alguém.
O telefone toca, uma voz amiga do outro lado do mundo - Que vontade de chorar. Queria ser pássaro, pássaro não, vento: pra chegar mais rápido.
Vou conhecendo a pequena floricultura com a chegada do sol, com a promessa da primavera - Piso num chão de sombras de folhas douradas...
Tudo na cidadezinha é devagar, o tempo, o homem, o olhar, o sorriso. Quando se pensa em sorrir, a vida já deu dois passos, e uma parte de mim nunca olha pra trás.
Vendo flores, vasos, sonhos, uns sorrisos, surpresas, amores e contentamento.
O quase perfume de criar um jardim entre quatro paredes de concreto.
Nada num jardim é concreto, nada permanece, mesmo as esculturas de pedra.
Esse é um desses negócios que além da beleza e do prazer vende renovação, nutrição, recomeço... Algumas recomendações, o desejo que vinga, o cuidado de um novo alguém, um novo lar, e se ninguém cuidar?
As tardes de conversa jogada fora com insetos e folhas... Entre podas drásticas ou carinhosas, percebo que preciso de espaço. Um escritório debaixo do pé de caju, quem sabe?
Alguns metros quadrados a mais pra cultivar as flores de vento, borboletas!
O caminho não é mais o mesmo, ainda tem um campo de girassóis antes de chegar em casa, ainda tem o mar, a vila, mas é o barquinho azul, parado na lembrança que ensina a olhar pro que se quer mesmo quando não se quer nada.
Os dias de sol trazem coragem, os de céu branco ditam o ritmo da espera.
Vou pintar o vento no tronco de uma árvore...

Inserida por karolinenogueira

Pode parecer autoflagelação para uns!
Pode parecer falta de amor próprio para outros!

Mas não é isso!
Nos dias mais tristes e quando a dor quase tira o ar que respiro... é quando sinto Deus agindo em mim!
É quando sinto Deus me dando asas para voar...
É quando percebo o quanto Deus é bom!

Nesses anos de dor crônica, ininterrupta e dolorosa, eu senti Deus em mim tão vivo e forte que é impossível descrever...

Só posso amá-lo!
Só posso amá-lo!

Porque esse sorriso que te dou gratuitamente vem de Deus!

Inserida por VALDECIR1967

Nabokov

Estava indignado. Não sei com quem tinha falado, mal cumprimentou, foi logo despejando:
– O que falta no mundo é cultura.
– Sem dúvida! – tivesse pensado um pouco e não teria concordado de maneira tão enfática.
– Você menciona Nabokov e o sujeito não sabe quem é!
– É... Bem...
– Nabokov!
Não estava com disposição para constrangimentos. Pelo menos não o seu próprio. Transferiu a responsabilidade:
– Eu não sei quem é Nabokov.
Pausa.
– Você já ouviu falar dele. Só não está se lembrando.
Resolveu arriscar:
– O astronauta?
– Cosmonauta.
– Foi o que eu disse – vitória – O que fazer? As pessoas esquecem rápido os verdadeiros heróis.
– Os astronautas são americanos – explicou – os russos são cosmonautas.
Constrangimento.
– Sim, mas um deles se chamava Nabokov.
– Houve um cosmonauta chamado Nabokov?
– Isso mesmo.
– Não, sinto muito. Não houve. Se houvesse, eu saberia.
– Então não sei de que Nabokov você está falando.
– Mas isso não faz de você um ignorante. Eu só citei um exemplo – tentou consertar. Ou não, já que acrescentou: – Pois certamente você já ouviu falar de Joyce.
– O outro, que pensara ter sobrevivido:
– Também nunca ouvi falar dela.
– Não é ela, é ele.
– O nome do homem é Joyce?
– James Joyce.
– São drag queens?
Blasfêmia – pensou.
– Não são drag queens, meu amigo. Por favor!
– Já sei! O goleiro da União Soviética na copa de 82.
– James Joyce?!
– Não. Nabokov.
– Não, não. Aquele era o Dasaev.
– Estou falando do reserva. Grande goleiro.
– Você se lembra do nome do goleiro reserva da União Soviética na copa de 82?!
– Claro! O terceiro goleiro – abusou – tão bom quanto o titular.
– Sinto muito! Não era Nabokov. Se fosse eu me lembraria. Não existe nenhum outro Nabokov. Não que você conheça. Sabe o que quero dizer; não se ofenda.
Sabia coisa nenhuma e estava ofendido sim:
– Quem são esses caras, então?!
– Escritores! Importantíssimos! Vladimir Nabokov e James Joyce escreveram alguns dos romances mais importantes do século XX.
O outro suspirou resignado:
– Bem, eu não tenho lido muito ultimamente. Principalmente histórias de amor.
A conversa chegara ao ponto que interessava a ambos. Ideal para pôr um fim.
– Quem tem tempo de ler hoje em dia, não é? Só trabalho, excesso de informações...
– Nem me fale.
– E os livros custando uma fortuna!
– Inviável.
É isso aí, meu amigo, foi um prazer revê–lo, o prazer foi meu, abraço, recomendações, e se afastaram sem mais delongas. O primeiro, aliviado, e disposto a selecionar melhor suas amizades. O segundo igualmente, e ainda por cima, indignado. Encontrou outro amigo, mal cumprimentou, já foi logo despejando:
– O que não falta no mundo é ignorância!
– Sem dúvida.
– Você diz que não conhece Nabokov e o cara acha um absurdo!
– Quem?!
Nabokov...

Inserida por CarlosAlbertoSilva

⁠Sobre fins
Não a muito tempo, me relacionei com uma garota, daquelas que gostam de falar, de dizer em detalhes como foi o dia e os estresses que passou, não me entenda mal, não estou caçoando, gosto de ouvir ou pesares cotidianos dos outros, mas os dela, sempre tão vagos, como quem quer reclamar de fome em um banquete, me levaram ao término de uma ficada que para uns foi efêmera pra mim levou anos. Mas o que faz disso uma crônica é sua janela, uma enorme janela em seu apartamento que todos os dias eu passava em direção ao serviço, e por curiosidade, dava uma espiada de canto, para ver o que a tal estivesse fazendo, talvez limpando os sapatos, ou assistindo algo, com alguma nova companhia? Não, nunca vi outro alguém naquele quarto, talvez pelo horário comercial que eu espiava. Essa bendita janela fez com que o término não levasse só um papo triste e um abraço de despedida, mas meses de espiadas descontroladas àquela janela. Bem que em um belo dia no meu caminhar da rua, realço meu rosto para a espiada que até então era quase como bater ponto, e havia lá, dessa vez, uma cortina, das que não se enxerga um palmo adentro, e por sua vez, como uma maré atrasada de arrependimento me senti mal pela primeira vez por ter terminado com a garota. Percebo agora que fim algum é de imediato, que todos términos necessitam de tempo e cura sentimental, ou que talvez, eu seja algum tipo de stalker* poético em desenvolvimento ?

Inserida por Bortokui

⁠A noite cai, junto dela a sensação de partida, lembro-me detalhadamente cada passo que você deu para longe, fiquei preso em um Loop eterno de agonia, você estava ali e ao mesmo tempo não estava.
Queria poder vir aqui e escrever sobre algo alegre, mas o meu coração chora lagrimas de sangue, questionando todos os segundos de quem foi a culpa, minha em te deixar partir ou sua em me deixar laçado em você sem ao menos estar aqui.
Ouço o soluçar dos meus sentimentos pela madrugada, se engasgando com o que chamamos de choro! Imprescindível não querer acabar com esse sofrimento infame, afinal, eu deveria realmente estar sentido isso?
O uivar da madrugada espanta a sensação de solidão, deixando a pairar os olhares das sombras, seria a vida julgando esse coração que não se aquieta ? ou apenas as suas "feras" em sua melhor forma a espera do primeiro deslize de fraqueza para dominar a minha mente? Nesse jogo tudo é provável, mas estou protegido pelas paredes grossas revestida de arte, com pinturas poéticas, até o coração que não se cala, se silencia para apreciar mais uma obra escrita!.

"Essa poesia é dedicada as dores....
Espero que se curem"

Inserida por Christian-S

⁠Bons tempos aqueles em que não nos preocupávamos com as coisas do coração, tempos aqueles em que vivíamos sem sentir aquele vazio devorador, sem sentir a alma dentro de uma tumba...
São bons tempos onde o amor era espontâneo e as sensações únicas, coisas que nunca se repetia, a solidão era só um detalhe.
O amor era outro detalhe que não me importava, o momento me importava.
Os momentos hoje são feras famintas e selvagens escondidas em florestas de pedra.
A solidão é um poeta enterrado vivo com sua maquina de escrever.
Sentia um sentimento que não era amor nem dor, nem solidão, era só eu um simples Noventista.
Viver os sentimentos raros a flor da pele coisa rara hoje em dia, conhecer alguém e se interessar pela pessoa simplesmente porque ela é aquela pessoa ou só porque tal pessoa tem um sorriso fantástico é inspirador e hoje em dia são raras as pessoas que tem essa sensação.
Aquele sorriso espontâneo já não existe e as sensações são friamente escolhidas e escolhe-se ou pelo menos pensam que escolhem a quem amar.
Tu vales o peso do que tem...
Bons tempos eram aqueles onde não nos preocupávamos com coisas artificiais, hoje meu mundo de quatro paredes é sombrio e sujo...
...um profundo turvamento, um vivo-aterramento voluntario,
Uma solidão sombria...
Lagrimas nos olhos, tremedeira, máquina de escrever enferrujada e a poesia na ponta da língua,
O que resta são os frios e úmidos dias da praia...

Por Cristiano Silva

Inserida por cristianowsilva

⁠Chifrudo é o Diabo

Josineide pensa que me engana com esse papo de caô-caô,
todo domingo saindo perfumada, dizendo que vai ao culto do senhor.
Mas só volta para casa de madrugada, descabelada e deita ao meu lado.
Devagarzinho vai se aconchegando, enquanto eu roncando finjo dormir!
No outro dia já acorda cansada, toda disfarçada e prepara o café.
Eu fico só de butuca com o meu jeitão de mané.
Depois puxa papo e inventa lorota tentando me enrolar;
dizendo que fica até mais tarde no templo ajudando o pastor orar.
Para salvar umas almas perdidas, que já estavam nas mãos do cão.
Enquanto o outro chifrudo aqui em casa, fica assistindo as bostas da televisão.

Se dormir no trilho, meu irmão - não adianta rezar;
Pois se o trem já esta desgovernado,
não há santo que possa ajudar.

Se fosse São Tomé - só acreditaria vendo.
Se fosse Pôncio Pilatos - lavaria minhas mãos.
Mas sou cabra da peste, devoto de Padinho Cícero.
Descendente do cangaceiro, com sangue de Virgulino Lampião.
Por isso vou ter que dar um chego lá no igreja,
ter um lero com esse pastor e resolver a situação.
O cabra resolver acabar de vez com a hora extra do culto,
ou então que se entenda com o meu três oitão.


Se vendeu a alma para o diabo, meu irmão, não adianta rezar.
Depois que o chifrudo descobre, a conta ele vai cobrar.
Chifrudo é o diabo - literalmente.

Inserida por FlavioZahn

A Dança das Cadeiras
Certa vez, sentei em um restaurante e vi que um ex-patrão estava lá, conversando com um fornecedor que eu conhecia há uns dez anos. Eu estava com uma mochila nas costas, pois tinha acabado de chegar de viagem. Tirei a mochila, sentei, comi e, em seguida, levantei para ir embora. Por educação, ao passar pela mesa dos dois "homens em posição de poder", parei para cumprimentá-los. Ao ler as expressões deles, fiquei um pouco intrigada e logo fui submetida ao que poderia chamar de interrogatório: “E seu curso, acaba quando? O que vai fazer depois disso? Como é a área comercial? Isso dá algum dinheiro?” e assim por diante. Consegui responder sucintamente às questões enquanto ainda observava as expressões. Apesar de lembrar claramente do fornecedor e do seu nome, e sabendo que ele também se lembrava de mim, já que nos víamos com certa frequência, percebi uma hostilidade velada, e algo como uma surpresa (sou alguém que ele não conhece mais?). Desses que vulgo julga a sociedade, ocupam posições de "poder", havia um amargor quase palpável por estarem no mesmo ambiente que uma ex-funcionária, agora autônoma e graduada. Após perceber os tons ofensivos e os olhares capciosos, meu ex-patrão comenta: “É a dança das cadeiras.” Levanto, sorrio hostilizando o comentário e vou embora.

Inserida por HiastLiz

A inveja era a protagonista
de um furor que só!

Era proibido tê-la.
fazê-la.
ao menos pensá-la.

Dizia-se nunca
terem...
Aquela que tivesse,
sobre ti,
estava feita a intriga.

Eram todas de índoles
incoercíveis.
Almas imaculadas.
bem-apessoadas.

Nos corredores,
nenhum cochicho.
No almoço,
boas conversas.
Nos grupos,
juras de amizade.

Mas era sábado,
após o escritório.
nos pagodes espetaculares.
o certame estava na arrumação,
no batom,
na bolsa,
no trejeito.

Na mesa
eram três,
a do meio se ausenta.
iria ao banheiro,
retocar a maquiagem.

Ficou sobre a mesa,
3 taças de dry martini,
meio maço de cigarro,
e 3 bolsas da melhor grife.
E claro...
Um murmúrio.
Sobre o que era,
talvez,
o vestido azul
mais tosco,
ultrapassado
e ralé
que as duas já viram.
De cara retocada,
a do meio retorna a mesa.
Olhos revirantes,
sorrisos que doem até os dentes.
Elogios insidiosos.
Uma cortesia divina.
Ficou tão alegre,
agradeceu pelo afago.
Ficou feliz,
por terem gostado...
do seu vestido azul...

Inserida por josuedrumond

⁠Escrevi para ti.
citei Nelson,
ouvi Tom.
Percorri em palavras,
esmiucei os pensamentos,
revirei lembranças.
cheguei lá.
Mas o navegador travou,
reiniciei.
As palavras sumiram,
viraram nada.
Preferi assim,
talvez melhor depois.
Não sei o que houve,
Também não sei o que aconteceu entre nós dois,
não sei porque nos perdemos
e nos deixamos para depois.

Inserida por josuedrumond

⁠Trate suas relações como se estivesse cultivando uma planta.
Valorize como tudo começou regando suas raízes;
Evite futuros conflitos através da transparência e do diálogo,podando tudo o que possa impedir de florescer, e verifique sempre através do que deu flor, se há reciprocidade no que você está emitindo.

Uma vez que negligencie sua planta, ela morrerá.
Uma vez que os descasos ocorram, a relação, assim como os sentimentos, enfraquecerão, pois o amor é como uma semente que cultivando diariamente pode brotar, mas é com os constantes descuidos para fazê-lo murchar.

Inserida por FelipeAzevedo942


Aproveite o máximo o presente de viver o agora, um dia você vai desejar tê-lo vivido melhor. Se dedique de verdade a algo que você sempre quis fazer, mas que sempre se julgou incapaz. Lembre-se; você é um universo infinito de possibilidades.

Não tenha medo das falhas, não tenha também das rejeições. Em ambos os casos isso só te impedirá de viver momentos incríveis que você só saberá se tentar. Entenda que pessoas vêm e vão; isso serve para amizades e relacionamentos amorosos. No fim é só você quem fica.

Viaje pelo mundo. Pode começar pelo quintal de sua casa mesmo.
Explore a natureza para conhecer a sua.

Nos seus vinte, encontre um equilíbrio entre a agitação e o descanso.
Nos seus trinta, tolerância e flexibilidade. Você não precisa de uma vida amorosa movimentada para se sentir amada ou encontrar uma alma gêmea para estar completa. Felicidade é uma experiência individual, e você não é obrigado a ser feliz no tempo dos outros.

Forme-se aos 25 se quiser.
Não tenha filhos se não quiser.
Talvez você se case,
talvez você seja mais um que esteja feliz com a solidão no meio da multidão.
Escreva sua vida seguindo seu coração.

Vai ser difícil encontrar pessoas que te enxerguem além da superfície, que tenham coragem em mergulhar. A maioria vai te olhar pela capa e te deixar na prateleira, mas lembre-se, existem ainda muitos leitores por aí dispostos a conhecer a sua história.

Certifique-se sempre se aquilo pelo que você está sofrendo vale a sua energia ou está te trazendo algum aprendizado, caso contrário, direcione-a para o que é realmente útil.

Seja paciente com seus irmãos, eles são a melhor fonte com o seu passado e com certeza estarão ali quando ninguém mais estiver. Dedique um tempo para conhecer mais os seus pais. Você nunca saberá o dia que eles estarão te contando suas estórias de infância pela última vez. A gente se apoia em uma futura estabilidade para termos mais tempo para eles, quando esse dia pode chegar tarde demais.

Não se leve tão a sério. Ás vezes é preciso deixar sua criança interior falar para que não endureça antes do tempo. Ás vezes será o sábio ancião que habita em você que precisa assumir o controle. Não se polarize.

Falar de seus sentimentos para alguém, ou fará que elas fiquem ou vá embora, e em ambas hipóteses você ganha.

Seu corpo é a sua casa. Estabeleça harmonia entre sua mente e ele, ensinando a respeitá-lo para jamais se diminuir tentando caber em um padrão.

Esteja ciente que você sempre irá magoar outras pessoas e não há problema em cometer erros, contanto que não persista neles.

E não importa os gestos que não foram correspondidos. Não importa os olhares que tão apressados te julgaram ou as palavras que chegaram sem cuidados. O único amor capaz de curar, de reconstruir cada pedaço que lhe tiram e faz seus pés recomeçar todos os dias renitente ao acordar, é o que você direciona a si mesmo. E ele é primeiro passo para espalhá-lo ao mundo.

2020, ALEGORIA DA VIDA

Inserida por FelipeAzevedo942

MAIO

Mês dos dinâmicos. Dos comunicativos. Dos generosos que exalam magnetismo por onde passa. Osuave beijo do orvalho no solo nos brinda com suas flores e a quietude dos céus diáfanos. Derivando da deusa romana Maya da fertilidade e vitalidade; maio nos convida a sermos férteis para plantar e colher as boas energias. Para sermos fecundos de doar sempre o nosso melhor e sermos pessoas melhores. Que não seja o mês de promessas, mas da mão que estende e faz acontecer. Do amparo a quem precisa e está ao nosso lado, e quem mesmo distante, se faz presente. É tempo de chuva: aproveite para lavar a alma dos maus sentimentos, levando embora do coração quem não precisa ficar. Que você aprenda lições que ainda precisa aprender, e que o tempo passe na medida certa; deixando espaço para realizar sonhos adiados e objetivos que ficaram pelo caminho. Maio é o mês de você que é trabalhador resistente e de você que é mãe e heroína de tão renitente. O mês que vem para lhe provar que você é maior que todas as dificuldades que enfrentou até aqui.

Inserida por FelipeAzevedo942

⁠⁠JUNHO

Mês dos habilidosos. Dos maleáveis. Dos amistosos que fazem da sua presença um alento de alegria. As ventanias álgidas e os céus grisalhos já começam a abrir espaço para o limiar da próxima estação, e junto com ele, vem o desejo que possamos ser mais do que fomos até aqui: Mais amizade, mais esperança, mais força e mais tolerância. Mais coragem para enfrentarmos os tempos frios e difíceis. Que a chama do amor seja um catalisador que prevaleça sempre dentro de nós; que é pra não nos perdermos da luz. Que o desejo da nossa voz interior permaneça brada, que é para não esquecermos dos nossos objetivos e sonhos mais agudos. É tempo de reflexão, mas sobretudo, tempo de reconstrução. Tempo de se libertar de antigas dores para que nosso caminho seja mais sereno, calmo e seguro, principalmente para quem nos acompanhe nele. Que entendamos que não precisamos entender os propósitos detrás das circunstâncias, mas confiar apenas nos propósitos. Estamos na metade de mais um ciclo de mais um ano, e você venceu mais um mês.

Inserida por FelipeAzevedo942

⁠⁠JULHO

Mês dos determinados. Dos generosos. Dos que estendem a mão por serem nobres de coração. O frescor invernal vem de mãos dadas com o orvalho, acenando para o prelúdio de um novo semestre e recomeço de um novo tempo. A calmaria dos dias grises convida para o momento de contemplação e de reflexão; para você que percorreu mais da metade do caminho atravessando os dias cinzentos, resiliente, e merece agora uma pausa para respirar. Para ficar só. Para observar e absorver as decisões tomadas com a serenidade de um olhar otimista e esperançoso nas próximas etapas. Julho é o mês marcado pelo misticismo. De reconhecermos nossa vulnerabilidade nos recolhendo em nossa solitude. De buscarmos forças para retomarmos nosso caminho com mais coragem e determinação, mesmo que lá fora o temporal nos desafie. Que diariamente estejamos dispostos a não somente esperar por um mês melhor, mas que nos esforcemos para que ele seja. Que julho dure o tempo necessário para a realização de novas conquistas, novos aprendizados e novos começos.

Inserida por FelipeAzevedo942

⁠OUTUBRO

Mês dos diplomáticos. Dos amorosos. Dos que fazem justiça com as mãos no coração. O murmúrio primaveril valseia com os cantos das aves pelos ares; sinalizando o exórdio do último trimestre. As garoas vêm para suavizar as manhãs, e o calor sereno para equilibrar as noites. Para você que, fertilizado por tudo que passou, está crescendo e merece desabrochar. Florescer. Celebrar a pessoa que você está se tornando pronta para inspirar
onde tocar. Outubro é o mês memorável pelos acontecimento históricos. Da natureza e a vida que se renova junto aos céus coloridos cortando os resquícios de dias pálidos. Para lembrarmos de escrever nossa história com sabor de recomeço, encontrando uma nova maneira de se reinventar, mesmo que não saibamos por onde começar. Para encontrarmos a luz que habita em nós, eque diariamente estejamos dispostos a começar um novo capítulo, criar um novo rumo, com a alma ardente e disposta a entregar sempre o nosso melhor.

Inserida por FelipeAzevedo942