Cronicas de Luiz Fernando Verissimo Pneu Furado
Solidao
Das trevas nasce a melancolia
Da alegria nasce a agonia
Do amor surge a dor
Da ilusão decepção
Você é minha querida solidão
Você é a luz em minhas trevas
Minha querida solidão
Da vida surge a morte
Do meu amor por você
Surge a rejeição
Surge minha solidão
Só vivo para sua vida alegrar
Queria ser para você
Tudo que se possa desejar
Não queria ser para você
Tudo que se possa rejeitar
Do amor surge a dor
Do sofrimento de minha alma
Do sofrimento de meu amor
Não posso ter mais calma
Não posso viver da dor
Não posso viver sem amor
Não posso viver da dor.
Que o amor seja brando
Que os olhos falem
mais que as palavras.
Que as mãos se entrelacem,
tanto quanto os braços.
Que o abraço conforte mais a alma
do que os corpos.
Que os corpos se aqueçam
até por estarem próximos.
Que os lábios se encontrem
em silêncio.
Que o amor seja brando
como uma brisa.
Que o desejo flua
com a impetuosidade de um rio.
Que seja ardente,
e sua chama nunca se apague.
O PÚBLICO DA "FAKE NEWS"
Os que divulgam:
- o ativista fanático babaca
- o manipulador mau-caráter
- o mentiroso compulsivo
- o sensacionalista incontrolável
- o alarmista acovardado
- o zombeteiro irresponsável
Os que compartilham:
- o ignorante útil
- o apavoradinho estabanado
- o comodista alienado de plantão
- o debilóide da massa-de-manobra
- o otário que faz a alegria do espertalhão
- o “maria-vai-com-as-outras” do efeito-manada
Força, Fernandinho
Vai passar, Fernandinho.
A dor e a tristeza,
A angústia e tudo
Que de alguma forma o faz sofrer.
Infelizmente o racismo,
A ignorância e o preconceito,
Permanecerão por muitos e muitos séculos.
Porém, nosso silêncio não existirá mais.
Mesmo que nossas vozes não ecoem
Nem mesmo entre nós!
Não nos calaremos! Ouviram?
Não diremos amém para esses insultos!
Nossa resistência
A cada luta se torna ainda maior.
Nossa empatia
Cresce a cada instante.
Nós passarinhemos
Bem devagarinho,
Já os racistas de plantão ou enrustidos,
Não passarão!
Repito:
Racistas não passarão!
No encontro de uma Constante - Um pouco daquilo
Olho tanto em seus olhos
Gosto do jeito que você me vê
Não que eu seja diferente
Apenas me vejo mais especial que o normal.
Olho tanto em seus olhos
Gosto do jeito que você me vê
Não que eu seja diferente
Apenas me vejo mais especial que o normal.
Todas aquelas vezes você entendeu o que falei?
O que meu abraço significou?
E nesse nosso reencontro
Quero lhe dar um pouco daquilo que preciso.
Por isso não vou prometer nem me comprometer
Porque um pouco daquilo que queremos, pode ser muito para um de nós.
Quero seu calor, sua presença é um pouco disso que preciso
Mas sem promessas ou planos e quem sabe um pouco disso
Possa ser eterno.
(trecho)
O que o Mestre dos Magos pensou, e não disse?
"O verdadeiro Mestre tanto ensina aprendendo quanto aprende ensinando. Dizem que o maior desejo de um verdadeiro Mestre é de que todos "discípulos"se tornem Mestres de si mesmos. Não somos mestres não. Somos apenas os rememoradores da memória do Amor da Criação e do Caminho a seguir. Quando na verdade a gente apenas passou por várias vidas .....por muitos aprendizados... por várias histórias e capítulos.....uns alegres outros muito sofridos..... muitas vezes nos encontrávamos numa caverna e nem sequer percebíamos que havia uma saída.... Alguns irmãos-mestres tem uma bagagem e lembranças mais completas a compartilhar... outros recebem orientações de Mestres superiores e ainda compartilham informações de outros Mestres. A verdadeira Maestria que talvez possa existir é viver em pleno aprendizado com tudo e com todos. Olhar pra dentro de si. Exercitar a gratidão diária pela oportunidade de aprender. Olhar para o alto e conectar com a Luz. Meditemos!"
Mestre dos Magos!
EFICÁCIA DA AFINIDADE
Acostumamos dar valor aos indivíduos da alta sociedade e de ilibada sabedoria e não percebemos que próximo de nós há uma vasta fonte de pessoas capazes. Devemos escolher, na eficácia da coexistência, nossos amigos nas suas variedades de formas, sem apontar os erros, porque, em meio a tantos, há aqueles, com suas diferenças, que nos completam. Precisamos saber conviver com as diferenças e permitir que a pluralidade em todos percebida nos una.
A beleza da natureza
Você é linda,
e eu vim a esse mundo apenas para admirar
a beleza da natureza,
com especialidade a feminina (e existe outra?)
Você é como uma flor e oferece,
mesmo sem se dar conta disso,
cores, texturas, sabores, odores,
enfim, só por existir, já torna esse universo
um lugar muito agradável de se dar um passeio.
É isso, a vida sem mulheres como você
não teria a menor graça.
Um shopping center, sem borboletas,
seria apenas um ponto de venda,
vendendo sorvete sem sabores,
vinhos feitos de água,
perfumes feitos de álcool
ou água engarrafada.
Sopra pela janela o teu melhor sopro,
e eu vou sentir balançar
as folhas das árvores aqui do lado.
Mas não faz isso como muita força,
porque alguma outra mulher pode soprar do oceano,
e quando duas correntes se encontram
pode causar alguma catástrofe em qualquer canto.
Ansiedade e depressão
A ansiedade é uma força negativa que nos arrasta para preocupações exageradas sobre fatos futuros.
A depressão é uma força maior ainda, que nos acorrenta a eventos passados.
O presente é o aqui e agora: o palco dos acontecimentos que não se alimenta do passado, tampouco do futuro.
BUDA E O LADRÃO
Buda e alguns discípulos descansavam sob a sombra de uma figueira a beira de uma estrada, quando alguns moradores de uma vila próxima se aproximaram em alvoroço. O grupo seguia aos brados dois homens com vestes oficiais, que traziam um terceiro entre eles. Ao se aproximarem do mestre, jogaram o homem aos seus pés. Um dos oficiais, talvez o de hierarquia maior, falou:
- Ó Sâmana, este homem é um ladrão e estas são as suas vítimas. Eu, como soldado, tenho a obrigação de puni-lo conforme as leis do país. Mas o ladrão insiste em declarar que é pobre e rouba para alimentar a sua família. Estando tu, grande mestre, em nossa região e sendo o sábio dos sábios, gostaria de ouvir que sentença daria a tal homem. Eu pretendo fazer conforme o que tu disseres.
Buda levantou calmamente os olhos para o ladrão, depois para os oficiais e por fim mirou a multidão. O seu semblante era tão sereno que seria impossível saber se ele se incomodava ou apreciava aquela situação. Com uma voz educada, mas firme, respondeu:
- Eu lhe darei o julgamento se tu responderes a duas perguntas: a primeira, o que deves ser considerado superior, o homem ou a lei? Se disseres o homem, então porque ele deve se curvar e obedecer à lei? Mas se disseres a lei, então porque ela não existiria sem o homem?
O oficial ficou calado. O ladrão permanecia encolhido. A multidão nada disse, nem um simples cochicho. Até os pássaros pararam de cantar para aprenderem um pouco daquele momento. Cada um, além da respiração e das batidas de seu próprio coração, ouvia apenas o roçar suave do vento nas folhas das árvores. Depois de certo tempo, Buda, como que falando diretamente para toda a natureza, concluiu:
- No silêncio da tua resposta reside a minha sentença. Aprenda a escutá-la e saberás o que deves fazer.
***
Este conto é uma ficção. Foi inspirado e escrito após a leitura do Atthaka, o livro das oitavas, que diz: "O brâmane liberto já transcendeu as paixões e não se deixa mais afetar por elas. Para ele, não há mais norma, nem lei, nem coisa alguma existe que ele possa chamar de norma, e nada ainda que possa chamar de lei".
SONETO (acróstico)
Às vezes penso num discreto amigo
Erguendo as mãos a indicar-me a estrada,
Lembrando de minha alma abandonada,
Vem dar-me a sorte de encontrar contigo.
Irei assim, seguindo sem abrigo,
Na esperança de só te ver, mais nada;
A sombra que me segue na jornada
Oculta a tua imagem quando eu sigo!
Feliz, no entanto, se encontrar-te um dia
Enfeitiçada por cruel magia,
Representando a esfinge do oriente!
Então, eu pediria ao meu destino:
Conceder-me esse dom, também divino,
E ser petrificado eternamente.
A vocação infernal da mulher para querer ser sedutora o tempo todo deve ser vista, segundo a ala politicamente correta que vê a vida como balada adolescente eterna, como um direito de toda cidadã, e por isso ninguém pode envelhecer ou superar a histeria do desejo sem se sentir uma "velha" infeliz. Isso faz das mulheres uma infantaria de paquitas velhas que continuamente devem se superar nos modos de parecer jovens e sedutoras.
Aquilo que é destino maldito (querer ser sedutora sempre) é erguido em categoria de direitos humanos, obrigando-as a ficar cada vez mais intratáveis na sua sede de ser sempre gostosas como vampiras sem charme.
A alma , coitada, sempre vítima do corpo,agoniza sob o salto alto da histérica eterna que agora caminha sobre o mundo com ares de revolucionária.
In Guia Politicamente incorreto da Filosofia - Estar Sempre Insatisfeita é um direito de toda cidadã -pág 190/191
Então fala pra mim.
fala que tua voz me encanta,
como um conto de sereia
tua voz entra em mim
como um sopro
e atinge a minha respiração
Não me sufoca, mas completa o que me falta.
Teu hálito, teu sorriso, tua voz.
fala, fala tudo pra mim
fala e me encanta
e me leva para as profundezas do teu coração.
Me leva com um beijo que não me afogue;
um beijo equivalente a vida, sem folego.
As vezes quero te beijar,
esquecer até do mundo,
ficar contigo e te abraçar
por uma eternidade,
não apenas um segundo.
As vezes eu temo que a lua
não brilhe mais para mim
Sem esta boca tua,
Tua língua dentro de mim.
Ah, como quero teu beijo
e aquele amasso, bem apertado,
O doce sabor do desejo
Que me deixou apaixonado
Mas tenha uma certeza,
E te digo a verdade,
Tens rara e pura beleza.
Lembranças.
Aquele rostinho lindo que só ela tem.
Um sorrisinho lindo e um olhar perfeito, que só ela tem!
Não teria como não amar, mas por conta de atitudes sempre tem um porém.
Não consigo tirá-la da cabeça, não à nada que faça com que eu me esqueça!
Bom, o que resta é seguir em frente, sair dessa horrível zona, ter um só foco em mente!
Sei que pode...que pode ser difícil, um caminho sem volta, que antes era um vício.
Ela já deve amar outro, eu com minha pequena sabedoria amo outra...outra boa lembrança que tenho dela comigo.
Discordâncias do bem e mau.
Tem dias que sinto sua falta, dias que se estivesse seria maravilhoso porém como toda história feliz o final existe, como naquela realidade do para sempre que sempre acaba, não quero você do meu lado mas também não te desejo o mau porém nem seu bem posso desejar , calma não me entenda mau é que você sabe, a distância, o tempo eles separam e hoje eu não consigo te ver em lugar nenhum para te desejar as melhores coisas do mundo e também não espero que esteja bem ou mau porquê eu não sei por onde anda, vai que se eu te desejar o bem e você esteja no mau ou que está no mau e te desejo bem nessa situação posso acabar querendo você bem mau.
Carta anônima de um desconhecido bem conhecido da sua história de vida.
Amizade entre homem e mulher, não pode existir,
Pois sempre terá, bem no fundo um sentimento,
De querer a pessoa para si,
E aquele que diz que amizade existe sim,
É tão somente, porque ainda não admitiu,
Que existe um sentimento muito mais forte dentro de si,
E que apenas não quer admitir por medo de perder,
A grande e bonita amizade,
Acredite melhor nunca tocar no assunto,
E continuar como amigos, pois se tocar,
Ou levar para um relacionamento serio,
A perda poderá ser muito mais dolorosa,
Do que simplesmente terminar uma amizade
Então ou você se conforma com a amizade,
E nunca tenta nada,
Ou então você acaba com a amizade,
Para ter guardado as lembranças boas,
E não acabar com elas...
Num momento você me coloca como alguém muito especial, como poucos teve oportunidade de encontrar em sua vida. No momento seguinte me descreve como um ser abjeto, que faz com que eu - caso o fosse - sentiria repulsa ao olhar minha imagem no espelho, o que confirma a tese de alguns pensadores de que existem três pessoas em nós: aquela como nos vemos, a que achamos que os outros nos veem, e aquela que REALMENTE somos.
Tudo isso me remete à inutilidade das imagens, e me dá o conforto de entender que o mais importante mesmo é que nos saibamos caminhando, e ficando melhores a cada passo, independente da versão do observador.
Aprendizagem é mais do que deixar-se levar pelas mudanças:
mudança é o que acontece de fora pra dentro, e passa; aprendizagem é o que ocorre de dentro pra fora, e fica.
A contingência obrigatória da mudança é a adaptação.
A decorrência invariável da aprendizagem é a compreensão do passado, a integração com o presente e a preparação para o futuro!
Tem aquelas pessoas que amam num dia e odeiam no outro, ou vice-versa, mantendo-se apenas constantes - e portanto previsíveis - na própria inconstância.
Eu já sou daquelas que não passeia pelos extremos, mas que observa e registra, sem muita preocupação ao compartilhá-lo, e sob pena de ser submetido a novos amores e ódios. Assim como a adrenalina direcionada aos músculos impele a superação física, esta que irriga a mente impulsiona a superação do entendimento.
