Cronicas de Luiz Fernando Verissimo Pneu Furado
"Eu não morri,eu apenas estou descansando ao lado do pai.Eu já cumpri minha missão aí na terra,não pare sua vida por causa de mim,viva plenamente como eu vivi,tenha uma vida cheia de alegria e muitas emoções.Me veja como um exemplo faça seu legado, faça sua história,pense como eu gostaria que você estivesse.A vida vai passando e vamos aprendendo com ela,a cair a levantar ,a sorrir e a chorar .O mais importante e não deixar de viver.
Não existem palavras, nem gestos, nem presentes que possam expressar a gratidão por tudo aquilo que você fez, faz e ainda vai fazer. Mas este é o dia que tentamos, de todas as formas, em tudo o que fazemos, em tudo o que falamos, em tudo o que te damos, demostrar o quanto você é amado, querido, esperado, respeitado! Obrigado, por você ser maravilhoso! Feliz Dia dos Pais!
Em ti Senhor me declaro total dependente. Em ti está minha fonte de esperança, de vida e de bençãos. Para mim não há outro caminho que não seja os teus caminhos, nem outras moradas que não sejam as tuas moradas. Em ti me declaro representado, por tua graça estarei à direita de Deus, contemplado a sua glória e majestade.
No fim da eleição o Senhor falou forte dentro de mim. "Quantos dos meus filhos estão pregando ideologias e doando dinheiro enquanto ao meu altar não vão. Não ouvem e nem pregam o meu evangelho e tão pouco trazem ofertas e muito menos devolvem o dízimo". Naquele dia, minha vida mudou.
Como as mulheres sabem nos manipular. Deitado na cama, com a mente em branco, Joxe Mari olhava o quadrado de céu azul da janela. Ficou um bom tempo ali imóvel, em atitude apática, com as mãos enlaçadas atrás da nuca. Por fim lhe vieram pensamentos. Ou melhor, imagens. O tempo, de repente, retrocedeu a grande velocidade. O tempo era um filme que mostrava a sua vida de trás para a frente. Saiu logo da cadeia e entrou em outra e depois em outra, foi torturado, depois preso, voltou à luta armada, à tarde chuvosa em que Txato olhou nos seus olhos, ao pub onde atirou pela primeira vez em um homem, à França, à vila e, chegando aos dezenove anos, as velozes imagens mentais pararam de repente. Imaginou então um destino diferente, que culminava com a realização do seu grande sonho: jogar no time de handebol do Barcelona F.C.
Saiu do ETA, dormiu bem. Ele já andava balançado em suas convicções de uns tempos para cá. Tudo influi: a solidão carcerária; as dúvidas, que são como mosquitos de verão que não param de rondar; certos atentados que, por mais que se esprema, não cabem no espaço cada vez mais estreito das justificativas habituais; os companheiros que considerou desertores num primeiro momento e agora compreende e, em segredo, admira.
Ano após ano, acompanhamos o sistema político de Angola afectar a liberdade de imprensa; a democracia ficou comprometida pela censura, dificuldade de acesso às fontes oficiais, sobrevivência e falência dos órgãos de comunicação social, ausência de uma agenda própria e rigorosa das redacções, agressão a jornalistas, impedimento de cobertura e muitas outras dificuldades enfrentadas pelos órgãos público e privados.
O Estado e a Pátria não podem ser pais narcisistas que criam seus filhos para depender o resto da vida deles. Pelo contrário, deve ensinar e preparar seus filhos para ser indivíduos livres, fortes, autodeterminados, protagonistas dos seus destinos, criadores das suas próprias realidades e dignos de cumprirem os seus propositos nessa terra.
O Séc XXI será conhecido como a idade das trevas digital porque a tecnologia estava além do nível de consciência das pessoas. Os paises ricos ainda focavam na exploração excessiva de recursos naturais e mão de obra barata enquanto idiotizavam sua população através do entretenimento online. Quanto aos países emergentes, estes mal conseguiam resolver questões básicas (idh baixíssimo). Desestabilização. Uma populacão subdesenvolvida com acesso à tecnologia, usa ela para obter dopamina rápida, através de vícios em apostas online, apologia a drogas, sexo barato, hedonismo, jogos, disseminação de ódio, censura, preconceito e desinformação. As pessoas não tinham inteligência emocional e estavam presas aos sistemas de crenças de seus antepassados que remontavam há milhares de anos.
Conduza-me pelos teus caminhos, pois, os teus caminhos são perfeitos. Leva-me até as tuas moradas, pois, as tuas moradas são perfeitas. Usa-me Senhor como um instrumento em Tuas mãos. Dá-me o sentido que busco para a minha vida. Veja se há nobreza em meus planos, o de prosperar, para então, servir. Aba, Pai, eis-me aqui.
A lógica só faz sentido para os seres vivos e pensantes que não contribuem em nada com a própria existência, respiram o ar sem saber de onde ele vem, bebem da água que sai da rocha, comem da terra que mesmo morta, produz a vida e a sustenta. A lógica perderá todo o seu sentido, quando o homem que escolheu ser sustentado pelo próprio entendimento, não conseguir respirar, nem beber e nem comer. Então este mesmo homem, conhecerá o fim de todos os homens, e o próprio entendimento o forçará a buscar uma solução lógica para fugir daquele que visita a todos os que morrem, e não achará uma solução. Eu vivo pela fé, eu luto contra o que não vejo, e busco abrigo na sombra daquele que me criou.
Não conhecemos a morte, apenas observamos o seu agir. O corpo já estava morto e fétido e ainda assim ouviu o Senhor chamar; Lázaro sai para fora, e ele saiu. Não tema a morte, ela foi vencida e superada. A morte, como a conhecemos, não é o fim de tudo, a vida continua. Para o madeiro, foram três, apenas dois subiram aos céus.
"Tentar calar os jovens e desmerecer as suas intervenções com a justificação de falta de experiência é dar a entender às pessoas que não á paciência para instruir as gerações futuras. É mais fácil para quem manda diminuir as escolhas, dando pouca importância às sugestões de quem é aprendiz. Desta forma continuaremos a incentivar a formação de adultos ingénuos com receio de expor os seus talentos retardando o desenvolvimento das comunidades."
Não criei o Centelismo Universal com o propósito de ser uma religião, mas para organizar o sistema de crenças e práticas que visam inspirar um entendimento mais profundo sobre a existência humana e seu propósito no cosmos. Sua razão de criação está fundamentada em princípios de evolução, autodescoberta e unidade, transcendendo dogmas e estruturas religiosas tradicionais.
Os andorinhões só vão voltar na próxima primavera. Eles me deixaram sozinho com todo esse monte de humanos que me oprime e me exaspera. Li que os andorinhões emigram para além do Saara, chegam até a altura de Uganda, por aí, e que passam a maior parte da vida no ar. Exatamente o que eu queria: não tocar no chão, não tocar em ninguém. Se eu pudesse ter optado entre nascer homem ou andorinhão, depois de ter visto tudo que vi, escolheria a segunda alternativa. (...) Que bela filosofia existencial: sair de um ovo, cruzar os ares em busca de alimento, olhar o mundo de cima sem ser atormentado por questões existenciais, não ter que falar com ninguém, não pagar impostos nem contas de luz, não se achar o rei da criação, não inventar conceitos pretensiosos como eternidade, justiça e honra e morrer quando chegar a hora, sem assistência médica nem honras fúnebres.
Posso jurar que comecei a gostar mais da vida desde que sei que tenho nas mãos a alavanca para finalizá-la. Por essa razão, os momentos triviais acabaram para mim. Qualquer coisa que eu faça hoje tem um ar estimulante de despedida. De repente, tudo faz sentido (sim, Patamanca; sim, Camus), pois tudo acontece em relação a um ponto exato de referência. Agora, sim, agora é que acho realmente que a vida (os sete meses que me restam) merece ser vivida. A certeza do suicídio a torna apetecível, talvez porque, depois de experimentar o doce sabor da aceitação e da serenidade, eu me sinta liberto do que chamam do sentimento trágico da existência. Não tenho mais amarras. Nem as ideias, nem as coisas me prendem. O mundo seria, não sei se mais bonito, mas com certeza mais pacífico se todos soubessem desde a infância a hora exata da sua última inspiração de oxigênio.
Espirito Santo ouça e guarde minhas palavras, pois bem sei que tu ouves o meu pensamento. Escolho orar em espírito, pois, pelo espírito recebo revelações e é justo que pelo espírito eu diga eis me aqui. Leve ao pai o que lhe digo, traduza os meus sentimentos, revele os meus planos e ensina-me o caminho para agradar ao meu Senhor, amém.
Na escuridão da mente perturbada, o homem que se entrega ao crime de stalking torna-se uma sombra sinistra na vida de outrem. Seu desejo doentio de controle tece uma teia de angústia e medo, transformando a liberdade alheia em prisão emocional. O rastro de suas ações deixa cicatrizes invisíveis, corroendo a paz de suas vítimas. A obsessão distorce a realidade, transformando a busca por conexão em uma perigosa caçada. Que a sociedade, vigilante e unida, seja a luz que dissipa as trevas, garantindo que as vítimas encontrem refúgio e que o perseguidor enfrente a justiça, dando fim a essa dança doentia entre o predador e a presa.
Ao longo da jornada da vida, descobrimos que os laços de amizade podem se tornar laços mais fortes do que o próprio sangue. Em alguns corações, a sintonia com amigos é tão profunda que transcende os limites familiares. São amizades que crescem, se nutrem e se solidificam, transformando-se em elos preciosos que resistem ao teste do tempo. Às vezes, encontramos na amizade uma irmandade escolhida, onde a confiança, a lealdade e o apoio mútuo criam laços que superam até mesmo os vínculos sanguíneos. Nesses momentos, aprendemos que a verdadeira família pode ir além do parentesco, abraçando aqueles que escolhemos chamar de amigos, tornando-os, de fato, mais chegados que irmãos.
Numa cultura que confunde exposição com autenticidade, a verdadeira coragem pode estar em cuidar da própria dor fora dos palcos. Porque há algo sagrado em respeitar o tempo da alma. E porque, no fim, não é a intensidade da ferida que nos transforma, mas o que escolhemos fazer com ela — quando as luzes se apagam, e somos apenas nós, frente à verdade de quem somos.
