Cronicas de Luiz Fernando Verissimo Pneu Furado

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NÃO VINDE A MIM OS QUE PENSAM - Ep. 3

“Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens”
(Matheus 4:19)

Eis que então te pergunto, aprofundando a questão: desejas te sentir pescador de mentes, para que sejas tu a apontar rumos em nome de tua missão auto-conferida? No que toca a mim eu te diria: não quero que me sigas, pois que me fareis teu lider, e não desejo para mim o que também desprezo em outros que o queiram.

Muitos, no entanto, repetiriam o que dito ao sábio, “Vai-te embora desta cidade, ó Zaratustra! Muitos aqui te odeiam, odeiam-te os bons e os justos, e te chamam de seu inimigo e desprezador. Odeiam-te os crentes da verdadeira fé, e te chamam de perigo para a multidão. Ao te rebaixares assim, te salvaste por hoje, mas deixa esta cidade, ou amanhã saltam sobre ti.”

Malgrado os riscos, ouso dizer-te que o que desejo pra ti é tão somente que aprendas com o que sucede em teu entorno, e de tua observação aflore a tua consciência, pois que não precisas ser o modelo a ser seguido, nem a ovelha no aprisco daqueles que escolheste por modelo. Melhor que sejas, tu mesmo, teu próprio norte, guiando-te pelos ditames da consciência que aflora de tudo o que observas.

Não há senso algum em abrires mão da tua verdadeira liberdade em troca da que te alardeiam, porquanto advinda de mente alheia, pois não serás livre acorrentando-te a qualquer voz que não a da tua própria consciência. Não basta pensares como libertário se não agires como um franco-libertário, que se faz livre também para não acatar o que não decidiste em nome de bandeiras que não levantas, ou de trincheiras que não são tuas.

E mesmo que eventualmente te identifiques com bandeiras alheias, que sejas livre o bastante para não tomares posição em valas cavadas pelos que alegadamente a defendam. Não raro te verás, depois, arrastado de roldão por um redemoinho que te leva ao fundo: o de uma verdade inequivocamente desfigurada em relação à ideia que compraste.

Doutrinas e ideologias – expandindo-se em ondas a partir de uma pedra atirada ao lago – são como moscas que levam doenças aonde quer que pousem. Opondo-se às ondas produzidas pela pedra, todo entendimento deveria brotar da observação, com toda ação que a suceda aflorando dela.
Cria, pois, tuas próprias estratégias de combate às ideias que rejeitas, e escolhe tu mesmo as armas que usarás em defesa das que tomares por justas. Verás que se farão mais eficientes que as dos que atuam como caçadores de braços, em lugar de mentes.

Inserida por bodstein

QUANDO SE QUER SER MAIS QUE UMA OVELHA DO REBANHO

Com a internet, atualmente, é possível pesquisar-se rapidamente sobre qualquer tema, incluindo figuras públicas naquilo que afirmam, permitindo que as pessoas verifiquem por si mesmas a veracidade das informações em tempo real. Existem hoje plataformas especialmente dedicadas à verificação de fatos que contribuem para desmascarar fraudes e desinformação, tornando mais difícil o trabalho de charlatões que se dedicam ao desvirtuamento de realidades visando emprestar um clima de credibilidade às suas teses.

Muitos fóruns e redes sociais já permitem que as pessoas compartilhem experiências e possam discutir posicionamentos pouco confiáveis, criando uma rede de apoio que lhes permita tirar conclusões mais realistas. A crescente conscientização sobre a importância da “alfabetização midiática” vem ajudando pessoas a separar informações confiáveis de fontes duvidosas. O aumento do ceticismo e do pensamento crítico nos grandes círculos urbanos faz com que mais pessoas questionem e investiguem alegações, antes de aceitá-las como verdadeiras. Assim, a checagem de informações não apenas esclarece os indivíduos, mas também promove um ambiente onde a verdade e a transparência passam a ser valorizadas, livrando-os de serem transformados em “massa de manobra”, e tornando mais difícil a ação de charlatões que as manipulam em prol de benefícios próprios e objetivos que não possuem vínculo algum com o bem comum.
Mas o que se percebe, no entanto, é que essa lógica só não tem se mostrado tão eficaz na política e entre grupos organizados especificamente para dar apoio a causas que não passam pelo pensamento crítico. Muitas, em sendo analisadas, não encontrariam respaldo no pensamento mais simplório por infringir regras elementares da lógica e da sensatez. Entre as razões mais comuns para que isso aconteça estas se destacam:

1. O distanciamento gradual de referências de vida por parte de indivíduos que, com a idade, vão perdendo amigos e se tornando cada vez mais isolados pela própria família devido a dificuldades econômicas ou de mobilidade, impedindo-as de acompanhar seus círculos de contato num mesmo nível de interação.

2. Uma crescente polarização política fazendo com que as pessoas se identifiquem fortemente com suas crenças e ideologias como forma de não se verem alijadas do convívio social. Isso pode leva-las aceitar informações e discursos que não passariam por qualquer análise mais cuidadosa e responsável, ainda que se mostrem suspeitas ou claramente falsas.

3. As redes sociais tendem a criar "bolhas" onde seus usuários são expostos principalmente a opiniões que já compartilham entre si, levando-as a reforçar suas próprias crenças equivocadas e criar barreiras a informações verdadeiras apenas por contrariar aquelas a que já se converteram.

4. A fragilidade crescente de alguns segmentos humanos – como o de idosos ou pessoas em vulnerabilidade social – desenvolve nelas uma busca ansiosa por ambientes em que possam se sentir mais seguras e protegidas, com é comum de se encontrar em espaços religiosos e/ou ideológicos. Sentir-se acolhido, nesse estado de coisas, assume um caráter de alta prioridade sobre todos os demais valores, inclusive os de natureza moral, legal, e até a lógica que dá sustentação ao ordenamento social. Essas pessoas não integram grupos de objetivos escusos porque buscam intencionalmente levar prejuízo à sociedade, mas porque aquele seu momento de vida é visto como irreversível, e seu único foco agora é sobreviver a tudo o que as está assustando, o que é legítimo enquanto indivíduos em grau elevado de vulnerabilidade, mesmo não o sendo pela ótica da sociedade que têm como hostil e permanente ameaça por abandoná-las à sua própria sorte. Raciocinam como moscas se debatendo num pote de mel até que o último fôlego se esgote.

5. Um sentimento de desesperança e sofrimento incuráveis envolvendo pessoas ávidas por algo que as anestesie – como revolta pelo passado ou medo do futuro – se sobrepondo ao “mero” aspecto da confiabilidade. Narrativas criadas para provocar esse tipo de emoção encontram clima ideal para serem compartilhadas sem resistência. Fake news, como sabemos, são projetadas para ser sensacionalistas e alarmantes, cobrando uma ação imediata que não espere por análises. Integrantes desses grupos identificados com movimentos populistas, portanto, são estimulados a desconfiar da mídia tradicional e das instituições, tidas como suspeitas e não confiáveis, o que os leva a buscar informações em suas fontes internas, que muitas vezes não são minimamente informadas ou confiáveis.

6. Notícias falsas são criadas e disseminadas intencionalmente para manipular a opinião pública, influenciar eleições ou desacreditar adversários. Isso é frequentemente conduzido por grupos organizados ou indivíduos com objetivos próprios e sem vínculo com qualquer princípio que norteiam a sociedade. Isso explicaria a frequência de lideranças que se apresentam como “outsiders” (contra o sistema), e a instigação destes para a política do “nós contra eles”.

7. O acesso fácil à informação pela mídia eletronica, ao contrário do que seria o esperado, não proporciona a educação midiática e o pensamento crítico justamente pela predominância de conteúdos rasos ou até fraudulentos, transformando essas duas habilidades em privilégio que poucos possuam dominio. Isso dificulta a capacidade das pessoas de avaliar criticamente as informações que consomem mas, principalmente, que disseminam, contribuindo fortemente para que mais e mais pessoas acabem imersas num oceano de versões fantasiosas que não se sustentam, direcionadas unicamente por um instinto irracional de sobrevivência, por mais absurdas que se mostrem.

A disseminação de fake news na política, portanto, pode levar a consequências muito sérias por parte dos grupos sociais atingidos, tais como:

• Fragilização gradual da confiança nas instituições democráticas e na mídia, o que acabará por afetar a todos, incluindo seus promotores.
• Intensificação da polarização, levando os conflitos a extremos que fujam ao controle estendendo-se a toda a sociedade.
• A prática das fake news definindo a forma como as pessoas exercem o voto, abrindo um espaço cada vez maior a gestores despreparados ou mal intencionados.

Por conseguinte, a luta contra a desinformação se apresenta como um desafio permanente, porquanto mais polarizado se mostre o ambiente político, quando então a busca por fontes confiáveis e o incentivo ao pensamento crítico se fazem fundamentais para que a informação se apresente minimamente plausível e merecedora de crédito.

Inserida por bodstein

⁠Criar é obrigação dos pais, mas não é uma “dívida” contraída pelos filhos em troca da formação que lhe deram. Se você pensa em filhos como um investimento, no qual assinam uma “nota promissória” que você vai cobrar na sua velhice, em nada se difere de um abusador que obtém vantagens negando a outrem o direito às próprias escolhas. Cuidar dos pais no futuro não é uma espécie de “pecado original” que os filhos recebem ao nascer.
Seu papel como pai foi o de supri-los antes, e preparar-se para suprir a si mesmo depois. Não veja, portanto, como obrigação que seus filhos o supram, como se fosse uma dívida hereditária. Eles não puderam escolher entre ter você como pai ou não. Receber o cuidado dos filhos deve ser uma conquista – espontânea e voluntária – e não uma retribuição compulsória.

Inserida por bodstein

O que entendes do universo à tua volta para vomitar verdades prontas? Achas que o conheces o bastante, e à vida contida nele, para os definir? Idiota que és! Mal entendes da interface que tens com cada peça que o compõe... Já pensaste que esse ponto de contato é visto diferentemente por ti e pelo outro, aproximados por esse momento?

Então que “verdade” é essa que deténs? O mais próximo dela a que tu e teu contato chegarão é o do momento que terão juntos, e ainda assim com leituras distintas tão logo se afastem um do outro.

A “verdade”, portanto, em que te afirmas com tanta veemência é a mentira construída primeiro em ti, e aumentada em cada um dos que a ouvirão depois. De modo que se pudesses ouvir do último o que disseste ao primeiro, terias uma ínfima noção da relatividade das tuas “verdades”!

Inserida por bodstein

Muitas pessoas são como o azul e o amarelo saídos de pontos distintos que se cruzam, por um único e breve momento, para formar o verde no qual resultam os filhos, devendo depois seguir em frente para completar o “X” cujas linhas apenas se afastam
e nunca correrão paralelas, pois que já cumpriram a única e bela missão para a qual nasceram destinadas. O próprio Cristo quis ser esse ponto de intercessão para mostrá-lo aos que teimam em contrariar seus propósitos.

Inserida por bodstein

– Eu não estaria aqui agora não fosse alguém se ter posicionado contra os seus para livrar-me do abismo em que eu mergulhara.
– Alguém que se coloca contra a própria família para defender um estranho não me parece uma pessoa confiável!
– E você supõe confiável quem se apóia no sangue para fechar-se à constatação da ignomínia?

Inserida por bodstein

A resistência automática a grupos fechados e "ismos" é baseada no entendimento de que a única orientação de que se precisa é Consciência e Ética. Todas as demais se prestam a realizar algum tipo de lavagem cerebral. Não importa o que defendam ou disfarcem, o essencial é não ser influenciado por nenhuma que não fale de coisas que nos brotaram por si mesmas. Por mais quimérico que se mostre obter 100% de certeza em qualquer assunto, o melhor a fazer é partir da premissa de que ninguém faz sua cabeça com verdades prontas, e escolher construir a sua questionando tudo, de Deus ao Diabo, do tangível ao imponderável.

Quem se ocupa em mostrar "verdades" aos demais não está enganando a ninguém mais do que a si mesmo, pois que o sentido de “verdadeiro” é tão subjetivo quanto o de falso, e convicção plena não existe, sendo necessário que cada qual adquira a sua e ainda assim correndo o risco de descobri-la equivocada em algum momento.

O mais primário dos direitos é o da escolha, daí porque deve ser preservado a qualquer custo e duramente combatido nos que se apossam da prerrogativa de fazê-lo por você. Errado ou não, seu livre pensamento é o maior dentre todos os direitos do homem e do qual ninguém – literalmente NINGUÉM – deve permitir ser privado. Daí porque qualquer indivíduo que afirme respeitar a essência do ser vai entender o significado de “fazer cabeça” como a mais torpe das interferências – não importando se na posição de agente ou paciente – e das mais desprezíveis nas relações humanas, pois que afronta a dignidade individual das escolhas, e se constitui no maior insulto que se pode impor à inteligência humana.

Aprender com o que nos chega e permanecer aberto para transformar cada agente que o possibilite em instrutor natural é indispensável ao crescimento, mas separando-o bem de direcionamento, o que é inaceitável. Apenas incapazes precisam ser direcionados, e toda resistência absoluta a sê-lo não se confunde com hermetismo cognitivo ou arrogância de quem se acredita dono da verdade. A todos os que vêm na dádiva do pensamento seu bem maior e inalienável, tudo o que ameace sua autonomia deve ser visto como ingerência máxima dentre todos os tipos de controle, e a forma mais espúria de atentado à sua liberdade.

Inserida por bodstein

Oração Quântica

Energia Primordial do Cosmos
que permeia o visível e o invisível,
Que eu possa sentir-te em todas as tuas nuances
integrado ao todo do teu Eu sistêmico.
E que assim me acolhas, sem bordas ou arestas,
Na absoluta harmonia do teu multiverso.
Que eu me faça alimento e me sacie
Desse todo único do qual faça parte,
Célula cósmica do mecanismo vivo
Em moto contínuo que fazes girar.
Cuida que dele não nos desprendamos
Ou o possamos emperrar por lassidão.
Que assim seja.

Inserida por bodstein

Decálogo da serenidade


I. Ninguém te obriga a conviver com o mal que não queres pra ti.
II. Se não tens como evitar o contato, vacina-te para deter o contágio.
III. Tua paz não é negociável nem para que outros preservem a sua.
IV. Não cabe arrancar joio da plantação alheia, apenas achar outra para semear.
V. Podes renunciar ao que queiras, mas ao incluir tua paz podes não voltar a tê-la.
VI. Não precisas de abono para te protegeres, senão o da tua consciência.
VII. Não podendo impedir que o mal se aproxime, cuida de afastar a ti mesmo.
VIII. Tens o direito de escapar à bulha que traz prazer a quem a permite.
IX. Não cabe a ti servir de antepara a quem não a levanta por si mesmo.
X. Aos que acolhem o mal como remédio, cabe a eles buscar o próprio antídoto.

Inserida por bodstein

⁠⁠Existe a ilusão de que o acesso ao conhecimento automaticamente nos conduz ao Despertar, mas isso não é real. Não raramente buscamos apenas o conhecimento de temas que sustentariam nossas próprias teses. Chegamos a selecionar aqueles que se prestem a “comprová-las”, mas isso não vai além de trocar a ignorância de antes pela falsa verdade de agora, ou apenas substituir crenças erradas por novas.
Existe, porém, um teste que nos mostra, de forma inequívoca, quando chegamos ao Conhecimento – aquele real, com C maiúsculo – que se traduz pelo patamar mais elevado do saber: acontece quando os julgamentos errados dos outros não mais nos atingem, nem mexem com nossas emoções para provarmos “a crença verdadeira” a quem quer que seja. O Conhecimento real é silencioso e consciente. Ele nos fala de dentro de nós que basta que O sintamos, em lugar de O exibirmos. Portanto, enquanto te sentires tomado pela emoção, enquanto precisares provar que és tu quem está certo, então apenas trocaste teu obscurantismo de antes por crenças novas, mas elas continuam tão obscuras quanto antes, e segues acreditando nas verdades que tu mesmo criaste para ti apenas para alimentar tuas vaidades e garantir tua sobrepujança!

Inserida por bodstein


É comum dizer-se que a geração do século XXI é mais autêntica que as anteriores. O que se constata, no entanto, é a perda da fronteira entre o público e o privado, e da distinção entre emoções autênticas e “emoções de plástico”. Nossos jovens de hoje se esforçam por mostrar felicidade por não conseguir senti-la, devassando toda sorte de mazelas nas redes porque, de tão vazios por dentro, não aprenderam o valor de um momento especial. Ações que antes integravam a vida privada por serem desimportantes ou até mórbidas assumiram conotação de “transparência”.

Inserida por bodstein

⁠No desafiante xadrez que a vida nos impõe, é mister que façamos uso do que de melhor trazemos no tabuleiro:

A firmeza do Peão, em que só a certeza do ganho o desvia de seu curso;
A flexibilidade do Cavalo, que pula por cima da adversidade seja do branco para o preto ou vice-versa;
O destemor do Bispo, que num único movimento se lança de grandes distâncias para seu objetivo;
A majestade da Rainha, que dá passos curtos ou longos de enorme impacto em qualquer direção;
A sábia prudência do Rei, que sabe o momento certo de trocar de lugar com a Torre o defende.

Inserida por bodstein

Ao ser chamado de “poeta” sempre me remetem à velha questão do ovo e da galinha: é o Poeta ou o Pensador quem vem primeiro? Inclino-me a acreditar que
o Poeta já traz a poesia em seu sentir, ao nascer, e sua expressão – falada ou escrita – é que é desenvolvida, bastando para isso aprender a falar ou escrever.
O Pensador, em contrapartida, é construído a partir de sua auto-observação, bem como do mundo à sua volta. Dessa feita, enquanto já se nasce poeta, é a vida que reúne as informações necessárias à reflexão do Pensador. A poesia, portanto, se mostra inata e primária em sua essência. O refletir é secundário, resultante de aprendizado. A razão do Pensador inibe a emoção do Poeta, que se faz mais autêntica sem ela. Já a poesia do Poeta precisa do Pensador tão somente para dar forma ao que já se mostra completo em seu interior.

Inserida por bodstein

Todo mundo tem aquele diazinho em que acorda se achando péssimo e abandonado pela vida... Todas as vezes que isso me acontece eu procuro me lembrar dos três quesitos que os filósofos atribuem ao conceito de realização:
1º - Ter um filho (o meu está ai, digno, formado e encaminhado na vida);
2º - Plantar uma árvore (plantei várias, lindas! Inclusive um frondoso ipê rosa que embelezava toda a minha rua!);
3º - Escrever um livro (escrevi não um, mas duas dezenas deles!).
Se com tudo isso ainda fica aquela tristezinha teimosa forçando espaço, eu lembro que na TV, semana passada, noticiavam que os três maiores sonhos do brasileiro, por ordem de priorioridade, eram estes:
1º - Conseguir a casa própria;
2º - Viajar pelo Brasil: e
3º Ter seu próprio negócio.
Aí lembro que meu cantinho já está quitadinho e sem prestação; que percorri as 27 unidades da federação várias vezes, e outros países lá fora ao longo dos últimos 20 anos; e que foi minha escolha por não ter patrão que me proporcionou tudo isso, fechando assim o último dos três desejos de 200 milhões de pessoas!
Aí olho pra minha cara no espelho, dou um tapa nela e me pergunto: "Tá reclamando DE QUÊ, abestado?"

Inserida por bodstein

Mais do que ficar triste por não acreditares num deus, entristece-me é ter que admitir a idéia de que ninguém te trouxe para a minha vida por algum mérito meu, ou para que eu pudesse aprender a ser melhor a partir de ti...
E pela primeira vez não quero concordar contigo, pois que ficarei muito mais infeliz se começar a acreditar que não poderei continuar a ter teu amor ou, antes, poder te dar o outro tanto que te dedico em todas as nossas próximas vidas.

Inserida por bodstein

Há pessoas que se definem como "autênticas" porque desenvolveram o hábito de revelar às demais todas as impressões que estas lhes passam. São o que se poderia chamar de "autênticos compulsivos".
Na realidade o que não conseguem é "segurar a língua" em nome de uma pseudo-autenticidade que muitas vezes revela uma agressividade incontrolável - involuntária ou não - quase sempre associada à violação grosseira da intimidade alheia ou, no mínimo, insensibilidade para com os sentimentos dos outros.
A não ser que o expressem de forma inequívoca, nem todos se acham preparados ou desejam conhecer todos os detalhes da impressão que passam para os demais. Há que se ter cuidado, portanto, com verdades ligadas no "piloto automático" e não solicitadas. E mesmo quando alguém afirma desejá-las, o mínimo que merece é que tal impressão seja passada de uma forma elegante e, sobretudo, gentil, independente do grau de honestidade empregada. Nada mais equivocado do que confundir grosseria com sinceridade!

Inserida por bodstein

As sociedades modernas só conseguirão evoluir no rítmo que poderiam quando se conseguir extirpar delas os três tipos de indivíduos que retardam sobremaneira seu desenvolvimento e não se enquadram, tecnicamente, no que juridicamente se define como "cidadãos". São eles:

- o inconsciente
- o indiferente
- o inconsequente

O primeiro é aquele tipo de pessoa que não consegue sequer perceber a diferença entre o certo e o errado. Falta-lhe qualquer referencial para distinguir o que poderia ou não poderia ser feito, no que deva ou não deva contribuir para que o bem comum se instale, pois que o ato de viver é algo que lhe acontece instintivamente como a qualquer outro ser vivo, e que não depende de sua interferência para coisa alguma.
O segundo tipo é o do conformado que um dia até já acreditou que o empenho de cada um fizesse a diferença, mas optou por deixar que a iniciativa partisse sempre dos outros, e acabou por se convencer que ninguém tem força suficiente para mudar o que acredita ser a regra, passando simplesmente a aceitar a idéia como realidade.

Os indivíduos da terceira categoria são os que encaram a sociedade em geral como um grande jogo e eles próprios como jogadores: o prazer só existe diante do desafio de vencê-lo a qualquer custo, pois que o mundo se divide em vencedores e perdedores onde as regras se apresentam como submissão do perdedor ao grupo dos vencedores. Assim, para integrar este último, é preciso provar aos dois lados que nasceu e irá morrer atropelando as dos demais, pois a que criou para si mesmo está acima de todas as outras. Assim, o significado de "legal" jamais se aplica a algo como "legitimo em função do interesse coletivo", mas sim ao sentimento que o domina quando subverte as normas sem qualquer outra justificativa que não o prazer do desafio.

Inserida por bodstein

A arte para mim, seja quando a expresso através da escrita, das tintas, ou de qualquer outro meio, é o reflexo de um sentir que brota de dentro para fora, como o ser vivo que busca a tona d'água para respirar. Jamais conseguiria exercê-la por encomenda, ou visando o resultado financeiro que pudesse proporcionar. O artista em mim não consegue dividir espaço com o empresário. Crio para promover a vida,
não para ser promovido pela minha criação!

Inserida por bodstein

Excetuando-se as competições de natureza lúdica - como nos jogos e no esporte - não me permito competir em qualquer outra área:
Em se tratando de BENS MATERIAIS, faço prevalecer tão somente o direito legal sobre o que legitimamente me pertence;
Em se tratando de ESPAÇO, o meu eu defendo até o limite que a ética o permite, o de outrem eu respeito pelo que a lisura me cobra, e o que depende de medição de forças para definir de quem é, eu não entro na briga;
Em se tratando de PESSOAS, disputas ou rivalidades jamais se justificam porque as vejo como seres autônomos detentores do direito absoluto e inalienável de fazer suas escolhas. Se não conseguem fazê-lo eu o faço, optando invariavelmente por ser a parte cedente.

Inserida por bodstein

⁠⁠Não importa quem você é
Não importa o que você fez
Jesus conhece o seu interior também
Não importa pra onde você foi Ele apaga o seu passado E não desiste de você Ele não desiste de você Ele se importa com você Ele compreende o seu caminhar Nunca vi um Amor tão grande assim

Inserida por KamillaMoreira