Cronicas de Luiz Fernando Verissimo Pneu Furado

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Amor, respeito e confiança não se comportam de forma idêntica:
- O respeito é consciente, permitindo-se conviver com quem não ama ou até não confia;
- O amor é condescendente e não se recusa a dar-se mesmo quando não há confiança nem respeito.
- Já a confiança é cautelosa: ela até aceita o convívio com quem não ama, mas jamais o admite onde não enxerga respeito.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMPO – A trilogia do Viver

O inesperado pode roubar-nos o presente; as mudanças, desviar-nos completamente do futuro; mas o PASSADO jamais nos é tirado, por onde quer que sigamos e até o último momento.

A relevância do FUTURO não consiste em vê-lo concretizado ou não, mas em emprestar sabor ao presente e converter-nos em molas propulsoras para buscá-lo neste exato e mais recente amanhecer.

O PRESENTE só faz sentido como resultado direto de toda uma história que construímos para chegar até ele, e atinge seu ponto máximo quando cada partícula do agora chega plena de prazer no exato momento entre o último que se foi e o primeiro que o seguirá.

Quando muito jovem e impetuoso na ânsia de “levantar bandeiras” que deixassem clara a minha posição em relação a um tema, não poucas vezes me percebi atropelado pelos partidários da idéia, que se apropriavam dela como os seus legítimos defensores e pretensos “seguidores”. Não foram poucas as ocasiões em que percebi que o rumo que deram àquilo que eu concebera se colocava cada vez mais distante do que eu buscara ao lhe dar origem, mas que agora muitos se julgavam “donos” da minha verdade, e se assenhoravam da sua condução, já totalmente distorcida em relação à proposta original. Em vez de seu criador, eu agora me percebia tutelado pelos meus próprios liderados.

Foi assim que entendi uma história que ouvira contar sobre Carl Max que, ao perceber no que os pretensos “marxistas” da época – teoricamente seus “seguidores” – haviam transformado a sua ideologia, criada com o objetivo de buscar uma forma mais justa de condução dos povos, já no leito de morte teria declarado: “Tudo que sei é que não sou marxista!”. Verdadeira ou não essa versão, ela se mostra, no mínimo, como uma lição que nos previne contra rumos que nos escapam ao controle. Daí porque desisti em definitivo de levantar bandeiras como ideologia definitiva. Escolhi preservar minha capacidade de analisar todos os lados e mudar de opinião quantas vezes se fizer necessário para me aproximar da realidade, e não da versão dada a ela pelo lado que a tomou como sua.

Eventualmente ouço de pessoa que compartilhou tanto quanto eu do histórico de vida de uma outra, contra a qual mantenho severas restrições, a seguinte pergunta:
"Você não acha que depois de tudo o que ele passou por agir assim, já não pode ter mudado?" ou ainda: "Você não acha que todo mundo que erra merece uma segunda chance?"
Minha resposta para as duas questões em uma situação hipotética é: "Depende!" ...Se é o tipo de pessoa que passou por intenso sofrimento, após um longo período de inconsciência do mal que espalhava, e a dor a acordou para essa realidade, não duvido que as chances de uma mudança são consideráveis. E também quando se comete erros – ainda que graves – por uma, ou umas poucas vezes, com certeza também merecerá uma segunda chance de provar que essa não é sua essência.
Mas quando, saindo da generalização, a pessoa em questão já passou por inúmeras oportunidades para corrigir o caminho escolhido e, mesmo assim, por distrações suas nos é revelado que a essência permanece a mesma, apesar do longo histórico, então não há que se abrir a guarda arriscando-se a confiar, pois que o tempo de vida que lhe resta não será suficiente para apagar-nos da alma o estrago que causou ao longo de toda uma trajetória mal cumprida.

As regras do "jogo da sedução" estão de tal forma inseridas na cultura nacional que acabou por se constituir num produto de exportação. A imagem do "amante latino" e das "mulheres gostosas" é tão bem vendida que nem os próprios "produtos" escapam do efeito "rolo compressor", que esmaga a ambos:
Da parte dos homens, mesmo não achando entre as ofertas a que faz a sua cabeça, tem que comer do prato que lhe oferecem, gostando ou não do que lhe é servido.
Da parte das mulheres, por lhes ter ser sido incutido desde muito cedo que são a principal iguaria do cardápio masculino, dificilmente aceitam que algum deles exerça o seu direito de escolha. Ouvir um "não" de um homem pode transformar o infeliz em objeto definitivo de sua fúria.
O resultado é que a ditadura da libido para os dois - exercida pela cultura vigente - faz exatamente o que qualquer regime ditatorial impõe às pessoas: deixá-las acreditar que suas ações são escolhas próprias, mas pune sem piedade quem se atreve a desafiar as regras disfarçadas de "decisões pessoais".

SER INDOMAVEL


Sou qual cavalo selvagem: lépido, livre, indomável,
que jamais aceita freios,
Que não permite os arreios ou sela sobre a pelagem.
Sou mesmo esse ser rebelde contra antolhos
Que me imponham sobre os olhos
Direcionando-me o andar, retendo meu cavalgar…


Sou esse ser sempre arisco que não teme correr risco
Quando o preço é a liberdade…
Um ser que faz da verdade e da luta o desafio,
Que se faz sempre arredio ao menor som de chibata
Pois que tal som nunca acata, por mais que lhe custe a vida
Já que não mede a ferida
Causada na retomada da busca pela saída


Contra a rédea que o revolta,
Contra o estribo entre seus dentes
Contra todas as correntes
Que o impeçam de ser livre e correr pela campina
Sentindo o vento na crina.


Mas esse ser indomável sabe ser doce e suave
Se tratado com açúcar…
Sabe ser o mais amável, mais terno do que uma ave
Quando lhe coçam a nuca.
Ele se faz meigo e brando se não for subjugado…
E, mesmo sem ser domado, se deixa ser amansado
Ao perceber-se acolhido!


Ah! Esse ser destemido se aconchega com um afago…
Se aquieta como a imagem que se faz calma, serena,
Na superfície de um lago…
Sabe ser tal qual um servo por toda a sua existência
Se lhe passarem a certeza de respeito à natureza
De se dar sem ser servil…


E que, se houver dependência,
Que seja um acordo gentil, opcional, desejado,
Nunca subserviência…
Pois que deve ser tratado com tal zelo e consciência
Como um presente ofertado a quem não só conquistou
Como se fez conquistado.


Mas, se sentir-se oprimido sob o peso do selame
Se sentir que, de parceiro, passou a ser propriedade,
Por mais que o peito reclame, rechaça a ponta da espora:
Já ficar não tem sentido!… e bravio faz-se inteiro
Enquanto não se faz tarde! Corcoveia, rompe o reio,
Transpõe a última cerca e – pra sempre

Aprendi tarde
que algumas coisas não se resolvem,
se largam.


Que nem todo peso é meu
só porque coube na minha mão.
Que sustentar demais
também cansa a alma.


Fui ficando
onde o barulho parecia compromisso,
onde o choque parecia trabalho,
onde aguentar virava virtude.


Mas o corpo avisa
quando a ligação queima.
E a paz começa
no ponto exato do desligar.


Não fiz discurso.
Não bati porta.
Soltei como quem entende
que insistir é outra forma de queda.


O mundo continuou
sem pedir minha opinião.
E, estranhamente,
funcionou.


Hoje caminho mais leve,
não por ter menos passado,
mas por não carregá-lo
como dívida.


Soltar não é ir embora.
É ficar inteiro
no lugar certo.

Depois do Desligamento


Trabalhei onde tudo passava
e nada ficava.


Caixas subiam mais alto que a memória,
nomes pesavam mais que o corpo,
e eu seguia
porque seguir era o combinado.


Corri atrás do que me levava,
mas o caminhão não freia
para quem chama pelo próprio nome.


Um fio me segurou pelo costume.
O choque não queria me matar,
queria que eu continuasse ligado.
Uma criança perguntou
o que só o medo pergunta:
— você ainda está vivo?


Saí.
Com a mão que sobrou.


Caí onde a imagem nasce,
madeira crua,
fachada antes da fachada.
Dói menos quando não é verniz.


Teias tentaram me convencer,
baratas me ensinaram a ficar.
Um amigo não explicou nada,
só puxou o que me prendia.


No chão, alimento.
Alguém pegou.
O mundo seguiu sem minha supervisão.


Larguei o que não era meu,
inclusive a pressa,
inclusive a dívida invisível.


Fiquei com as marcas,
porque elas sabem
onde parar.


E entendi, tarde e em paz:
não é cair que machuca,
é insistir em segurar
o que já partiu.

Eu estou andando triste pela madrugada Perdido estou sem saber o que fazer
Eu estou aqui sem voce
Buscando uma razão pra te esquecer
Vejo a lua sempre iluminada
Ae me lembro das nossas noites de prazer
Eu estou aqui sem voce
Será que a gente pode , será que e gente pode
Se rever?

Ela vive dentro de mim. Ela entende meus problemas e quando estou perto dela, soluções são tão fáceis e ao mesmo tempo, tão bestas que sinto até ódio de não ter pensado nelas antes.

Ela anda de forma tão suave, que chega quase a deslizar pelo chão. Quando sorri, o mundo todo para para enfim poder ver um brilho mais forte que o sol. E quando sua voz sai de sua boca, o céu se abre, os pássaros sorriem, as estrelas se juntam e eu me encanto...

Ela mexe comigo. Não há como negar. Como se saísse do mar apenas para me conquistar, ela entrou na minha vida e nunca mais quero que saia. Pequena sereia, cante e me encante mais uma vez. Arrasta-me com sua voz para teus lábios e me prenda neles tão forte que não consiga nem mesmo respirar direito.

Pequena sereia, pequena joia rara.
Musa, flor do deserto.
Mulher, anjo.
Tudo
para
mim...

Inserida por Viviane1Ribeiro

Muitas vezes me bate uma saudade dos velhos
amigos de infância, da minha terra, da minha
antiga vida. Saudades da inocência e da
esperança, saudade dos amores de infância,
saudade de sair correndo e gritando "quem
chegar por último é a mulher do padre!.". A
gente cresce e descobre que pega pega não é só
pega pega. Descobrimos que brincar também
dói, dói quando as pessoas brincam com nossos
sentimentos. Descobrimos que o mau não está
na cara de mau. Descobrimos que ser criança
era muito mais fácil. Descobrimos que crescer é
descobrir a vida e crescer é ver realmente que a
vida não é justa e que vemos humanos, mas não
humanidade. Num mundo onde presam pela
verdade, é tão descriminador ser você mesmo.
Quem me dera ser novamente criança.

Inserida por FraseandoAVida

Ao Meu Sempre Melhor Amigo!

Sabe aquelas fotos?
Elas te denunciam...
Tudo de bom que você sabe ser,
Tudo de negativo que você faz...
Porque você resolveu dessa forma,
Ser assim? Imagino que não sabe?
Acho que nem imagina...
O mal, a dor, o sentimento,
Que deixa em mim!
Queria às vezes envolver você,
Num abraço apenas,
Sem nada mais te dizer,
Pois das palavras já cansei,
Hoje o que me resta é desejar,
Tudo de bom e certo pra você,
È pedir aos anjos que te ilumine,
E que sua estrela logo brilhe,
Saia deste mundo que,
Você finge viver,
Mas que apenas te agride...
Que não mais você se irrite,
Com aquelas verdades que te conto,
E que absorva minhas palavras,
Não porque sou um sábio...
Ao contrário,
Até mesmo de sofista você,
Já me intitulou,
Mas por que eu te amo...
Daquele amor puro e terno,
Constante e eterno.
Amor, que mesmo estando longe,
Não nos separou.

Inserida por rideacase

sobre a música...

"Nos meus sonhos vejo a música como algo divíno, mas sempre que acordo vejo a musica em lugares sujos e de forma 'demoníacamente' angelical, isso de algum modo me acalma, pois percebo com o medo que estou vivo. Por isso quando componho, não componho para alguém (mesmo quando parece ser para alguem), componho para 'algo', esse 'algo' que às vezes nem eu entendo, que às vezes me dá medo de viver, que as vezes me conforta no sofrimento, que me entende quando fujo das teorias. Esse 'algo' nunca me cobra a perfeição, longe disso, só me cobra a essência da música para se sentir mais forte(e quando busco essa essência me sinto vivo e forte também), e quando me sinto mal, esse 'algo', me conforta com a mesma coisa que eu confortei-o quando tudo ao seu redor era dor, a música, louco ou não esse sou EU...

Inserida por PARAMOS

Quase me enganei totalmente...
No início era azul. Fiquei tão empolgado que não pude perceber a mancha cinza que havia por trás desse céu.

Quase me enganei totalmente...
Mas logo começaram a aparecer raios e trovões dando sinal de que viria uma tempestade.

Quase me enganei totalmente...
E por um lapso de sanidade pude iniciar uma observação mais profunda e imparcial desse "azul-cinzento".

Quase me enganei totalmente...
E finalmente comprovei, analisando pequenos gestos e alguns detalhes, que você, não passa de uma FARSA!

Inserida por luizmax

Somente o tempo para curar.
Tudo tem passado tão rápido que não consigo nem lembrar nossos momentos.
Esperava mais de mim; mais esperar o que de quem não pode mais aguardar por nada.
E ser muito rápido para um sentimento tão nobre e belo seria e é hipócrita de mais.
Então melhor é solidão. Esperar a felicidade alheia.
Te amo e espero que ame sempre e que as dores sejam bençãos de aprendizagem.
Torço por voce e fique bem. Como as estrelas, a lua e o sol estão nos seus devidos lugares.

Inserida por Moalucu

Em um sopro tudo se apaga
Mesmo que algo reacenda
Meu sofrimento permanecerá oculto
Bem longe do seu olhar bondoso
Onde sempre existe algo incomodando
A perfeita harmonia de seu julgamento

Não há tempo de compartilhar
O que ninguém quer olhar

No encontro de uma Constante - Sofrimento oculto

Inserida por UmaConstante

Poderia lhe comparar com cada maravilha do mundo
E lhe exaltar o máximo possível
Não que fosse mentir
No entanto você é única, e por isso
Apenas posso comparar sua importância
À vontade que tenho de ser importante para ti

De tudo que poderia lhe dizer
Apenas lhe deixo meu olhar
Meu silêncio com meus sentimentos

Não que seja desperdício lhe falar
Apenas quero lhe dar um momento
E não palavras

No encontro de uma Constante - Poderia

Inserida por UmaConstante

Se tudo tiver que acabar
Se o motivo é o orgulho
Se sua felicidade depende tanto de mantê-lo
Então não me aproximarei
Cortarei a noite em silêncio
Procurando um caminho
Não para casa, mas algum lugar, onde minha culpa
Seja um pouco mais inocente

E meu orgulho será saber
Que apesar de todos os muros
Eu lutei, enquanto acreditei
E mesmo acreditando
O melhor é partir
Porque há coisas que o orgulho
Impede de reconstruir

No encontro de uma Constante - Orgulho

Inserida por UmaConstante

Há tantos medos
Tanto amor em acreditar
Que tudo pode mudar
Que o agora de hoje é diferente do de ontem

Sempre vi em seu olhar
O desejo de fé
De querer ir além

Mesmo que não saiba da importância
De todas as verdades
Agora o que importa é isso
Não trair a mim
E deixá-la partir

No encontro de uma Constante - Agora

Inserida por UmaConstante

Existe um sentimento que me faz falta
Aquele de cuidar mais de mim
De dançar na minha própria festa
De fazer diferença em todos os meus momentos

Sempre espero em vão que alguém vá entender
Ter um pouco de compreensão
Que esse desejo ainda machuca, mas não contém dor

Não vou traduzir esses momentos
É tão claro, tão calmo
Que não quero apressar
Apenas vou embora
Essa dor já não me machuca

No encontro de uma Constante - Vontade sem desejo

Inserida por UmaConstante