Cronicas de Luiz Fernando Verissimo Pneu Furado
Do Amor
Lembro de cada pinta em sua pele
E de cada particularidade do seu corpo.
Absorto me recordo de cada beijo seu
De cada instante que me pertenceu.
Todo dia cedo, eu peço para Deus
Para ele dar-te um amor maior que o meu
E se não for pedir demasiadamente
Que o seu amado em definitivo seja eu.
Seu jeito de apenas observar a vida
E de se tocar intensivamente e com carinho
Me faz subir desejos e calafrios pelo corpo
Me enterneço todo com o seu amor por animais.
Sua beleza me faz a deixar sem graça
Quando como uma obra de arte, a venero.
Meus abraços escandalosos a deixam zonza
E nossos beijos demorados quase arrancam a pinta que tens na boca.
Você me rouba o sono e a vida quando estamos separados
E me devolve a vitalidade e a paz quando estamos juntos
Sofro em abstinência quando está distante
E sou o ser mais completo e feliz quando está presente.
ESSENCIAL
Minha fonte de água cristalina
Meu ninho de paz e aconchego
Minha estrela de quinta grandeza
Hemácias presente em meu sangue.
Oxigênio em minhas artérias
Abelha rainha em minha colmeia.
Raio de luz em noite sem lua.
Menino Jesus, em vinte e cinco de dezembro
Ensino fundamental para o jovem
O trabalho para os adultos
A música para os músicos
E o pão para quem tem fome.
Anjo da guarda meu,
Presente maior que a vida deu
Dona do amor que nasceu
E insiste em crescer a cada dia mais.
Paz que se encontra após a guerra
Cais seguro para meu barquinho
Canto suave dos passarinhos
Patê fresco para os meus gatos
Inspiração para os meus atos.
Dona do meu amor de fato
Minha Deusa, meu coração.
Minha razão de respirar
E o motivo desta poesia.
ONDE ESTÁ A BELEZA?
O seu olhar educa o meu
Passei a ver o que Deus nos deu
E a enxergar as sutilezas da vida.
Olhar o céu mesmo nublado
E imaginar a lua e as estrelas...
Perceber os contornos das nuvens
E as figuras mais inusitadas e multiformes.
Olhar para um pé de Jacarandá e encantar-me
Admirando o pássaro que antes de você
Passaria totalmente desapercebido.
Um dia, muito tempo atrás provavelmente
Teria eu percebido tanta beleza na natureza,
Mas tornei-me adulto e tudo ficará tão comum
A ponto de não ser mais visto.
Obrigado por lembrar-me a olhar
As coisas mais vagarosamente.
A beleza está na calma; a beleza está na alma;
A beleza está na observação lenta e nos mínimos detalhes.
QUERER INCOERCÍVEL
O que mais tenho feito ultimamente
É rememorar nossos instantes juntos
E sentir enormemente a sua ausência.
Estranhamente quando a avisto
Tudo se torna pleno e exímio;
É como se o círculo se fechasse.
Vivencio em sua presença
O cume da satisfação e da felicidade.
Mas, tudo na vida tem um princípio,
Um intermédio e infelizmente um fim.
E indubitavelmente nossos encontros
E momentos marcantes e cristalinos
Sempre têm um final, que se diga de passagem,
Sempre se apressa em chegar.
As horas voam velozes quando estamos juntos.
Aguardo você ocultar-se no horizonte
Ou dobrar a esquina para eu despertar
Recobrar os sentidos e torna-me à vida real.
Como um sonho bom, vivencio cada segundo
E cada instante que compartilhamos.
Depois, ah! Depois sofro à farta, não de imediato.
Como num jogo de videogame sinto me recarregado
E com energia suficiente para seguir a vida após cada reencontro.
Porém parece que minha força vital é você;
Após horas e horas, sem interagir
Sem tocar e sem beijar você,
Tenho crise aguda de abstinência profunda.
Sua ausência castiga-me a provocar tremores no corpo.
Eu procuro ser culto e manter os pés no chão,
Não agir como adolescentes e seguir todas
As receitas de etiqueta, de ética e moral,
Mas não estou dando conta.
Sei que falo muito mais do que você,
E acredite, estou economizando palavras
E tentando não me expor muito...
Me policio, tento adivinhar o futuro
Interrogo-me se estou apto a fazê-la feliz
E as vezes me auto intimo a isso.
Como se eu tivesse duas partes e
Uma dissesse a outra com veemência:
- Faça ela feliz! Nem pense no contrário!
Constato em mim uma determinação em abrigá-la em meus abraços
Uma aspiração e empenho em acolhe-la.
Igual à duas crianças carregá-la a cavalinho
E permear tudo isso com beijos e muito carinho.
Viver e fazê-la feliz, amada e aconchegada
Atendendo a este querer incoercível.
CAFÉ COM PROSOPOPEIA
O pão estava bronzeado e feliz
E a mortadela com um sorriso lindo
Os ovos mexidos em meio ao bacon
Gratinados com manteiga desfilavam
Como passistas em um bloco de carnaval.
O Café sorria na xícara e
O leite quando a ele se juntava
Propagava um aroma gostoso
E a cada mordida no pão com manteiga
Ele cantava um som crocante
Crocantíssimo, provocante.
O melão esperava ansioso
Para participar da festa
Assim como as maçãs e as peras.
Frutas charmosas e comportadas
Encantei-me ao avistá-las na feira.
Mordisquei o melão e ele fez uma canção
Que nutriu e deixou feliz o meu coração.
Apaixonar-se
Ah, apaixonar-se...
Uma coisa que acontece inesperadamente e
Faz o coração bater aceleradamente e
O cérebro funcionar descompassadamente
E assim, sem esperar, acontece de repente.
Ah, Apaixonar-se...
É perceber que o centro da sua vida mudou
E passou a ser o que outrora era nada
Ou alguém até mesmo que passava desapercebido.
Os planos e sonhos agora são outros.
Apaixonar-se, ah...
Viver morrendo de medo de tudo
Sentir no corpo um querer absoluto
E ser tomado por um ciúme crescente
Que se não controlar vira doentio.
Apaixonar-se, ah...
Querer comer chocolate e ouvir melodias românticas
Andar de mãos dadas na praça e beijar em todos os lugares
Fazer amor com intensidade e vigor e em todos instantes
Perceber que a vida nunca mais será o que era antes
E assim entregar-se e deliciar-se nos braços do ser amado.
Ponto final
Parecia eterno
Mas chegou ao fim
Fora maravilhoso
Não sei se para você
Posso dizer por mim.
As coisas se modificam
Como as ondas do mar
Como o ar na atmosfera
Está sempre a se modificar
E como um barquinho
Nosso amor naufragou.
Aqui não restou rancor
Apenas restou uma paz
De ter me doado por inteiro
E ter entregado um sentimento verdadeiro
Que não fora o suficiente
Para eternizar o amor que existira.
Gana
O inverno gélido se inicia
E imagino nosso corpos a bailar.
À medida que o frio intensifica-se
A vontade e o querer aumentam exponencialmente.
Imaginar sua pele clara e empalidecida
Com as baixas temperaturas e intenso frio
Me faz sentir um imenso calor e desejo
de presenciar o contraste de nossas epidermes.
Despi-la apesar das baixas temperaturas
E fazer subir na base do amor
O calor que vem de dentro de nós
E que nos cala a voz e nos faz sussurrar.
Me abrigue com ardor e querer
Em seu aconchegante ventre
E receba todo o meu amor e gana
De forma real e intensa.
Edson Luiz, Junho de 2016
Morro e Renasço
Eu a amo
E não é segredo
Eu a amo
E morro de medo.
Ela é o sol
Das noites de tempestade.
Ela é a lua
Das manhãs nubladas.
Outras não têm a cor
e a luz que somente ela
Emite sem cessar.
Findo de amor por ela
E renasço a cada vez
Que provo dos seus beijos.
Edson Luiz
Junho de 2016
EM SUA FLOR
Quero receber o que de mais puro há em ti:
O Desejo que a faz ser única e sem igual.
Mergulhar em seu ser sem medidas
E aportá-la em mim como um navio no cais.
Perder-me nas mais diversas curvas
E nos mais inusitados detalhes do corpo seu.
Inebriar-me e desorientar-me
Na essência que emite naturalmente.
Expor nossos corpos e querer
Às nossas retinas e a nossa aspiração.
Intensificar o que sempre foi intenso
E ampliar o que o que pode ser imenso.
Mergulhar num mar particular
E nos banhar sob um sol particular.
Enamorar imaginando a lua
E imergir em sua flor.
Morro e Renasço
Eu a amo
E não é segredo
Eu a amo
E morro de medo.
Ela é o sol
Das noites de tempestade.
Ela é a lua
Das manhãs nubladas.
Outras não têm a cor
e a luz que somente ela
Emite sem cessar.
Findo de amor por ela
E renasço a cada vez
Que provo dos seus beijos.
Edson Luiz
Junho de 2016
Éden
Quero receber o que de mais puro há em ti:
O Desejo que a faz ser única e sem igual.
Mergulhar em seu ser sem medidas
E aportá-la em mim como um navio no cais.
Perder-me nas mais diversas curvas
E nos mais inusitados detalhes do corpo seu.
Inebriar-me e desorientar-me
Na essência que emite naturalmente.
Expor nossos corpos e querer
Às nossas retinas e a nossa aspiração.
Intensificar o que sempre foi intenso
E ampliar o que o que pode ser imenso.
Mergulhar num mar único
E nos banhar sob um sol particular.
Enamorar imaginando a lua
E imergir em seu Éden.
Simplicidade
Sobras da geladeira
Serão nosso almoço
A semana inteira
Foi um grande alvoroço.
Para se banhar
Somente água de poço
Leve uma leiteira
Para lavar o corpo.
Após o Jantar
Se aconchegue na rede
Ali fica o filtro de barro
Caso tenha sede.
Aqui a casa é simples
Mas a gentileza é imensa
inversamente proporcional
A minguada Dispensa.
Quando a vida fica sensível é o momento que identificamos nossa capacidade de percepção.
Ao se deparar com situações criticas, temos dois caminhos:
O mais rápido e na maioria das vezes as decisões sao precipitadas e equivocas.
E outro caminho, onde se usa o senso da percepção, tomam-se decisões alinhada as condições e torna a jornada da vida mais tranquila e sábia.
A Sátira Escarlate
Em meu coração, onde o verde se veste em festa,
Nosso amor nasceu, uma piada indigesta.
Romeu e Julieta, farsa em dois atos,
Nossa paixão, risível em seus estratos.
Loucos varridos, num abraço apertado,
Pela sátira cruel fomos laçados.
O amor nos cegou, comédias sombrias,
E no palco da vida, a morte nos via.
Insano o querer, frenesi desmedido,
Um drama grotesco, jamais esquecido.
Um espetáculo vil, de risos macabros,
Onde os amantes caem, como bonecos fracos.
No século findo, a razão ditava,
Que o amor era entrave, que a alma embaraçava.
Psicológico erro, desvio profundo,
Das metas da vida, um estorvo imundo.
Assim nos amamos, na contramão da história,
Um gracejo amargo, de efêmera glória.
E a sátira implacável, no final da jornada,
Nos cobrou o preço: a vida roubada.
(Inspirado em Romeu e Julieta de William Shakespeare)
Que a coisa mais linda do mundo seja pra voce a coisa mais bela e mais especial que esta coisa seja a mulher que voce ama e que voce deseja passar todos os seus dias ao lado dela que esta coisa represente pra voce todos os dias de sua vida seus dias suas noites suas horas seus minutos seus segundo seu motivo de viver que nada mais nada seja mais especial que ela e que estes momentos e que este amor seja seu alimento que ele possa matar sua fomo sua sede e que sacie todas suas vontades e todos seus desejos que este amor seja o perfume mais doce que voce já tenha sentido em sua vida então ame seja amado pro resto de sua vida ame ame e ame
Solidão é companheira
mesmo em presença de atores
entre sussurros e súplicas
não espero mais flores
verdade aqui só eu sei,
falso se apega a rumores
esconde o próprio pecado
enquanto julga minhas dores
corri em loop infinito
cego por falsos amores
surdo por falsas promessas
mudo por falsos valores
fundo do poço é playground
prós que nascem sonhadores
depois das 10 eu te explico
do mau que ela me trouxe
tras whisky pras feridas
acende um cigarro doce
eu desabafo essa vida
enquanto a morte amola a foice
deixo o relato sincero
e juro se eu partir hoje
volto em sonho de novo
me espere todas as noites
já fui veneno e fui cura
seu ombro em noites de açoite
dama de preto me chama
pra uma viagem pra longe.
Oh, onde esta Romeu?...Quieto, perdi eu mesmo, não estou aqui e não sou Romeu. (Ato I, Scena I)" “Romeu, Romeu? Por que és Romeu? Renega teu pai e abdica de teu nome; ou se não o quiseres, jura me amar e não serei mais um Capuleto (...) Teu nome apenas é meu inimigo. Tu não és um Montecchio, és tu mesmo (...) Ó! Sê algum outro nome! O que há num nome? O que chamamos uma rosa teria o mesmo perfume sob outro nome (...). Romeu, renuncia a teu nome; e em lugar deste nome, que não faz parte de ti, toma-me toda!
Quem é aquela dama, que dá a mão ao cavalheiro agora? Ah, ela ensina as luzes a brilhar! Parece pender da face da noite como um brinco precioso da orelha de um etíope! Ela é bela demais pra ser amada e pura demais pra esse mundo! Como uma pomba branca entre corvos, ela surge em meio às amigas. Ao final da dança, tentarei tocar sua mão, pra assim purificar a minha. Meu coração amou até agora? Não, juram meus olhos. Até esta noite eu não conhecia a verdadeira beleza.
Um Guerreiro é um caçador. Calcula tudo. Isso é controle. Mas, uma vez terminado seus cálculos, ele age. Entrega-se. Isso é abandono. Um Guerreiro não é uma folha ?ercê do vento. Ninguém pode empurrá-lo; ninguém pode obrigá-lo a fazer coisas contra si mesmo ou contra o que ele acha certo. Um Guerreiro está preparado para sobreviver, e ele sobrevive da melhor maneira possível.
