Cronicas de Luiz Fernando Verissimo Pneu Furado
O Navio Das Prioridades Invertidas e o Caos Moral.
Mulheres e crianças primeiro: um navio que deveria resgatá-las, mas que as lança ao mar da indiferença, onde mulheres tornam-se sombras esquecidas e as crianças, presas fáceis de monstros que nadam livres nas águas turvas da impunidade.
"Fé de Papel
A fé se veste de palavras, mas a prática se esconde. Versículos e ayat na ponta da língua, amor ao próximo ignorado. Julgam com a régua de Escrituras, mas a própria conduta é falha. A caridade se torna discurso, a compaixão, alegoria. A hipocrisia se mascara de santidade, o pecado se esconde na oração. O templo palco de aparências, a fé, encenação. Cruz pesa nos ombros, mas coração de pedra. A religião, um véu, a verdade se perde na pregação. A fé verdadeira se revela em atos, não em vãs palavras. A hipocrisia emerge."
(Mário Luíz)
A Sátira Escarlate
Em meu coração, onde o verde se veste em festa,
Nosso amor nasceu, uma piada indigesta.
Romeu e Julieta, farsa em dois atos,
Nossa paixão, risível em seus estratos.
Loucos varridos, num abraço apertado,
Pela sátira cruel fomos laçados.
O amor nos cegou, comédias sombrias,
E no palco da vida, a morte nos via.
Insano o querer, frenesi desmedido,
Um drama grotesco, jamais esquecido.
Um espetáculo vil, de risos macabros,
Onde os amantes caem, como bonecos fracos.
No século findo, a razão ditava,
Que o amor era entrave, que a alma embaraçava.
Psicológico erro, desvio profundo,
Das metas da vida, um estorvo imundo.
Assim nos amamos, na contramão da história,
Um gracejo amargo, de efêmera glória.
E a sátira implacável, no final da jornada,
Nos cobrou o preço: a vida roubada.
(Inspirado em Romeu e Julieta de William Shakespeare)
Eu acordo todo dia,
Com o mesmo pensamento,
Trabalho, trabalho, trabalho,
Mas onde está a felicidade?
Quero ter família,
Quero ter filhos,
Quero poder viajar,
Quero poder viver.
A vida não é apenas,
Sobre trabalhar e ganhar dinheiro,
A vida é sobre viver,
Experimentar, aprender e crescer.
Mas o tempo passa,
E a vida vai embora,
E eu fico aqui,
Preso na mesma rotina.
Quero mudar,
Quero encontrar um novo caminho,
Quero criar mais tempo e espaço,
Para as coisas que eu amo.
Mas é difícil,
É difícil mudar,
É difícil encontrar,
Um novo caminho.
Mas eu não vou desistir,
Eu vou continuar a lutar,
Eu vou continuar a sonhar,
Eu vou continuar a acreditar.
Que um dia eu vou encontrar,
Um trabalho que me traga felicidade,
Um trabalho que me permita,
Viver a vida que eu quero.
E eu vou poder viajar,
E eu vou poder ter filhos,
E eu vou poder viver,
A vida que eu sempre sonhei.
Mas até lá,
Eu vou continuar a trabalhar,
Eu vou continuar a lutar,
Eu vou continuar a sonhar.
Acordo todos os dias,
Com o mesmo pensamento,
Medo do amanhã,
Que ninguém imaginou.
Quero acordar bem,
Bem ao ponto de falar,
"Deus, eu consegui!"
Mas o medo me persegue.
Minha mãe me diz,
"Pense positivo!"
Mas nunca ninguém falou,
A séria fácil.
É como nadar contra a correnteza,
Mas a correnteza é muito forte,
É como tentar voar,
Mas as asas estão quebradas.
Mas eu não vou desistir,
Vou continuar a lutar,
Vou continuar a sonhar,
Vou continuar a acreditar.
Que um dia eu vou acordar,
Bem ao ponto de falar,
"Deus, eu consegui!"
E o medo vai embora.
E eu vou poder dormir,
Sem medo do amanhã,
E eu vou poder acordar,
Com um sorriso no rosto.
Porque eu sei que posso,
Superar qualquer obstáculo,
E eu sei que posso,
Viver sem medo.
Ecos de minha alma
Me lembram tempos antigos,
Das manhãs cobertas pela névoa prateada,
Quando os carvalhos sussurravam segredos ocultos.
Onde a vida era simples, mas celebrada alegremente,
E os mistérios da vida jamais eram esquecidos.
Éramos gratos aos deuses da Terra,
Pela Mãe que floresce, pelo Pai que aquece,
Pela brisa que carrega os nomes dos ancestrais.
As colheitas que vinham da terra eram fartas, pois nossas almas eram gratas.
Elas eram motivo de festa e celebração.
Cada grão de trigo era bênção,
Cada gota de orvalho, mistério divino.
E ao final do ciclo — dançávamos sob as estrelas —
Homens, mulheres e espíritos:
Todos um só povo, uma só tribo — filhos da Natureza.
*Para uma garota especial*
Seu olhar é um raio de sol,
Que aquece meu coração e me faz sentir vivo.
Seu sorriso é uma obra de arte,
Que ilumina meu dia e me faz sentir completo.
Você é a minha inspiração,
A minha musa, a minha razão de viver.
Eu amo cada momento com você,
Cada sorriso, cada olhar, cada gesto.
Seu toque é como um abraço,
Que me faz sentir seguro e amado.
Seu beijo é como um sussurro,
Que me faz sentir vivo e apaixonado.
Você é a minha estrela,
A minha lua, a minha razão de viver.
Eu amo cada momento com você,
Cada sorriso, cada olhar, cada gesto.
Somos todas criaturas que tivemos início em um vasto programa de desenvolvimento evolucional iniciado há muitos milênios e já caminhamos muitas etapas, onde nossa vontade não poderia ter influí-do, porque ainda não estava perfeitamente desenvolvida. Expressava-se ela no desejo intenso de viver e esse impulso inicial de vida transformou-se aos poucos em desejo de melhorar as condições dessa mesma vida, ora em pequenos progressos biológicos, ora conquistando e ampliando os meios de sobrevivência e amparo material.
O MUNDO QUE EU ENCONTREI.
Em volta de lugares como sua casa e ambiente como Centros Espíritas, Igrejas e outros locais onde se faça uma comunhão harmônica de pensamento, há uma espécie de halo vibratório. Essas vibrações, que permanecem nos locais onde se pratica a prece ou se reúnem pessoas bem intencionadas no sentido moral, continuam por muito tempo modificando o ambiente e, se constantemente alimentadas por novas energias, formam como uma ilha de forças positivas bastante resistentes ao impacto das ondas negativas, que recuam ao terem contato com sua periferia.
Esse é o motivo pelo qual nos centros espíritas, nos lugares onde se fazem romarias e mesmo em algumas igrejas onde haja imagens tidas como milagrosas, muitas vezes, observam-se as curas.
Se o encarnado não procura pautar sua vida pelos conselhos sábios do evangelho, não se esforça para trabalhar em prol de sua evolução
espiritual dentro das atribuições que lhe competem no Planeta, será facilmente presa desses irmãos que, também, não procuraram ainda progredir. Até os encarnados bem intencionados, que buscam compreender a Espiritualidade por meio da dedicação aos estudos e das práticas evangélicas, estão sujeitos a receber influências de irmãos menos felizes, que tentam satisfazer seus desejos através de um corpo e de uma vontade alheia, os quais procuram dominar.
O segredo da vida.
O que é dividido não pode ser adicionado, pois, o que é agregado envolve divisão do que é.
Então igualdade?
Uma boca para multidões de famintos!
Não buscais lá o que está aqui, além das leis inerentes, existe apenas lei natural e além, tudo o que lá procurais lá encontrarás, porém, nada aqui o examinai.
Estações...
Aqui nunca esteve tão frio, sem a sua companhia.
Sinto falta dos teus olhos,
Do teu corpo.
Não preciso de muito, o pouco já e suficiente,
Implorar por amor, rejeitado pela a solidão,
Viver sentindo dor até me acostumar com essa sensação.
Até o dia que nunca acordar,
Ninguém notara a minha ausência.
E se perceberem?
Pena, já foi tarde demais.
Vi flores nascendo na primavera,
Cair no outono,
O sol nascer em pleno calor de verão,
E meu corpo? Continua assim, frio como no inverno.
Sozinho em todas as estações.
Quem nunca bancou o papel de bobo um dia?
...nunca olhou as estrelas, imaginando que a outra pessoa a estava olhando, naquele instante?
...nunca ensaiou durante a noite inteira, para dizer algumas palavras a quem se gosta e, na hora “H” ficou sem fala, diante de tal beleza?
...nunca ficou com insônia, pensando em alguém a noite inteira?
...nunca fez loucuras em nome de um amor que às vezes, nem se compreendia?
...nunca compôs versos, se achando um poeta, ainda que para outros, parecia um bobo romântico?
Quem nunca fez isto, na verdade, nunca amou,
Nunca se deu conta que sonhos se realizam,
Nunca desafiou a lei da gravidade.
Nunca foi à lua, ainda que estando em terra-firme.
Nunca desafiou seus medos.
Nunca se deu a chance de acertar, ou, errar
Mas quem sou eu pra dizer estas coisas?
Sou apenas um bobo que queria uma chance.
Afinal. O que se espera da vida?
... Que ela seja longa. De preferência ao lado de quem se quer bem.
...que ela seja prospera,
...que tenha algum significado,
...que valha a pena.
O que se espera de quem se quer bem?
...que se sinta feliz ao seu lado,
...que ande com você de olhos fechados, porque confia em você,
...que te considere um super-herói, ainda que você mesmo se sinta, um covarde.
O que se espera de você?
...que respeite a vida, para que ela seja longa,
...que saiba aproveitar a riqueza que possui, fazendo com que cada detalhe seja único.
...que saiba fazer outras pessoas felizes ao estarem ao seu lado,
...que quem andar com você, não tenha medo de fechar os olhos, por saber que é você quem a esta guiando,
...que você seja corajoso, ainda que tenha medo
... Seja forte, ainda que se sinta fraco
...rico, ainda que se sinta pobre
...vencedor, ainda que tudo pareça perdido
...que seja forte o suficiente para demonstrar o que sente
...humilde, para reconhecer seus erros
“Bobo o suficiente para pedir uma chance, sabendo de antemão que não se pode perder o que não se tem”
verde que não é verde
Alguma vez já ficou em duvida?
Já se sentiu sem chão?
Já teve um dejavu?
Já achou ter vivido algo antes?
Já interpretou errada uma situação?
Já pensou em pular sem saber se haveria alguém pra te segurar?
Sinto que dentro de cada um de nós existe uma batalha entre o que pode e o que não pode...
Entre o certo e o errado...
Entre o bem e o mal...
Entre o preto e o branco
Mas o que dizer do: entre o verde e o verde?
O coração diz uma coisa, a razão diz outra.
O coração diz: pula.
A razão diz: se preserva.
O coração diz: fala
A razão diz: não se expõe
O coração diz: viva intensamente
A razão diz: não morra desse jeito.
O que dói é que ambos, coração e razão andam juntos
Não se podem separar os dois
As vezes a razão nos livra de situações desagradáveis.
Outras, o coração nos mantém aquecido.
Ser, ou não ser. Ter ,ou não ter. Se entregar, ou não se entregar
Quando penso como é ter você, juro que tenho coragem de pular
Transformar-me num homem mais ousado
Tenho vontade de acelerar e aproveitar todos os sinais verdes,
Verde lembra; esperança, natureza
Natureza lembra; vida
Vida lembra; respiração
Respiração lembra; você
Insubstituível como o ar.
Não perca a esperança.
Há milhões de pessoas aguardando os recursos de que você já dispõe.
Não perca o bom humor.
Em qualquer acesso de irritação, há sempre um suicidiozinho no campo de suas forças.
Não perca a tolerância.
É muita gente a tolerar você naquilo que você ainda tem de indesejavél.
Não perca a serenidade.
O problema pode não ser tão dificíl quanto você pensa.
Não perca a humildade.
Além da planicie, surge a montanha, e depois da montanha aparece o horizonte infinito.
Não perca o estudo.
A propría morte é uma lição.
Não perca a oportunidade de servir aos semelhantes.
Hoje ou amanhã, você precisará do concurso alheio.
Não perca tempo.
Os dias voltam, mais os minutos serão outros.
Não perca a paciência.
Recorde a paciência inesgotavél de DEUS.
Saudade
Ontem a saudade de quem se encontra longe de mim fez com que me sentisse igual a uma folha, que no outono, se entrega ao vento, deixando-o levar-lhe rumo ao desconhecido. E quando sem mais saber para onde a levar, deixa-a em um lugar qualquer, esperando que o destino lhe mostre o que lhe reservou...Assim estava eu, uma folha a plainar.
Mãe
Nessa folha de papel
Sobre a mãe eu vou falar
Esse lindo e santo nome
É gostoso pronunciar
Mãe é uma coisa sublime
É uma santa sem altar
Ela é quem cuida da casa
É a rainha do lar
Há filho sem coração
Que faz sua mãe chorar
Mãe é tudo de lindo
Que se possa imaginar
Peço a Deus nosso pai
Pra esse ser abençoar
Seja solteira ou casada
Mãe tem que se respeitar
Agradeço a minha mãe
Por nesse mundo eu estar
Guiou meus primeiros passos
Ensinou-me a andar
A ser sempre um cavalheiro
Fez questão de me ensinar
Mãe você é a única mulher
Que Deus fez pra me amar
Da vida nada se leva
É um ditado verdadeiro
O homem perde a saúde
Tentando juntar dinheiro
Eu tinha um grande amigo
Que a vida toda lutou
Só pensava no dinheiro
Até fome ele passou
Até que um belo dia
Seu sonho ele realizou
Agora sou um homem rico
Sorrindo ele falou
Só que do seu dinheiro
Ele não aproveitou
Porque esqueceu de viver
E seu tempo se esgotou
minha mente
Mais uma noite tento dormir. Não consigo.
Revirando na cama, de um lado para o outro.
Minha mente alucinada: me metralha, me maltrata.
Seu rosto, sua boca, no escuro se espalha.
Vejo você; seu sorriso. Ainda é madrugada.
Elevo meus pensamentos a Deus, numa oração.
Peço que me dê o sono e, me tire essa ilusão.
A lua ainda brilha no quintal.
Ás vezes escondida, para não me fazer o mal.
Se pego no sono, por instante, isto é bom.
Porém, acordo logo, com os pardais se alegrando no varal.
O sol, nova testemunha, já esta no quintal.
Meu primeiro pensamento, não esta sendo diferente.
Você esta ocupando, em demasia minha mente.
A história da Águia
A águia foi feita para viver setenta anos em média, porém quando ela chega aos quarenta, ela já está com o bico envelhecido e entortado, algumas vezes rachado, muitas vezes sentindo dor até em seus vôos, as garras já estão frouxas e quebradiças e assim dificulta demais a caça e o transporte de presas capituradas, as penugens já estão muito fraca para o vou contínuo deixando-a menos aerodinâmica e não consegui não a velocidade adequada para sobrepujar suas caças , neste ponto ela deve tomar uma decisão importante, ou ela deixa a vida seguir e a morte é certa seja de fome, cançasso ou doença por infecção no bico, e a derrota tomar conta de sua vida, ou decide ter um novo nascimento e renovo arriscando o impossível e improvável. Caso ela decida ter um novo nascimento, ela escolhe um caminho árduo e perigoso, porém a águia, sendo prudente, procura um lugar alto, livre de predadores, lugar este onde encontra água fácilmente, e onde possa caçar com facilidade alguns roedores e por últimos insetos devido sua debilidade sem bico. Sendo assim depois deste preparo prévio, ela decide quebrar o bico estratégicamente batendo em uma rocha até o bico cair, imagine a dor desta ave neste momento de luta, porém astutamente ela usa a rocha, essa na qual servirá de chama e isca para seus insetos e roedores na qual irá caçar sem o bico, arrisco a dizer que esse tempo ela terá grande defici alimentar assim optando pelos alimentos que conseguir encontrar sejam bons ou maus, e com o tempo se estabelece o bico novamente, assim a alimentação melhora e dar-se uma nova perspectiva, adiantando-se em um novo desafio. Com o bico resistente e novo, ela arrisca arrancar as garras velhas e restaura-se em umas garras novas, assim adotando forças para caçar roedores maiores e com mais sustância, com as garras fortalecidas ela não parra por aí ela arrisca o renovo total e sacrificante, ela novamente dilacera, arrancando toda a sua penugem velha, ficando totalmente venerável ao tempo e frio, porém. Sua velha penagem caída lhe serviu de um aconchegante ninho provisório, assim ela desmaia de grande dor e depressão repentina, aguardando a única esperança de poder voar brevemente, assim por diante, ela renova suas penas fortes com o passar do tempo, e como jovem. E com cento e cinquenta dias, cinco meses ela com bico novo, garras novas e penugens novas , porém com propósitos renovados e estrutura física praticamente mais resistente, agora ela está abilitada a caçar, a voar e viver mais trinta anos adiante.
