Crônicas de Amor

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Esqueça as flores com laços de fita e toda essa bobagem romântica que vendem nas vitrines.
O amor de verdade não amarra nada, ele chuta a porta.
É como abrir a última garrafa de uísque barato às três da manhã, quando você achava que a noite já tinha acabado e o fígado implorava por trégua.
Ele chega sem pedir licença. Não quer saber do seu passado caprichado ou dos seus sapatos limpos.
O amor que liberta te joga no chão da cozinha, arranca a sua camisa velha e rasgada, e te faz rir da própria desgraça.
É um gole forte.
Daqueles que queimam a garganta, limpam as feridas e te deixam cru, sem as máscaras que você usa para caminhar entre os idiotas na rua.
Ele não te prende em uma gaiola de promessas falsas; ele escancara a janela e diz: "O mundo lá fora é um hospício, mas aqui dentro a gente pode ser louco em paz".
Você acorda com dor de cabeça, o cinzeiro cheio e o gosto de fumaça na boca.
Mas olha para o lado e vê que as amarras sumiram.
Você está livre. Livre para falhar, livre para beber mais um copo, livre para ser o poço de defeitos que sempre foi, mas agora sem carregar o peso do mundo nas costas.
O amor não é um nó de marinheiro na garganta.
O amor é o saca-rolhas.

ESSÊNCIA
A loucura é um privilégio
dos românticos dos poetas...
o meu juízo cuida de um arado,
a minha essência pega o firmamento,
empacota com papel presente
e guarda na gaveta...
eu me alimento
do que o meu juÍzo rima,
as minhas palavras fabricam sereias...
o que aprendi com a noite
é o que me ensina
a desfazer-me sob a lua cheia...

⁠Sei que pode se dizer que a vida é bela
literalmente bela, romanticamente bela, fantasticamente, fantasiosamente...
um dia nasceu sob o céu de Santo Amaro,
alguém que falaria da beleza
e a Bahia virou baía pras sereias...
alguém que inventaria palavras, palavras tão doces
que a dureza de São Paulo,
seus olhares frios, seus desvios, suas desnaturezas... nasceria Sampa, música e poesia do concreto reto e vertical que esconde horizontes
e a deselegância, a antipatia se perderiam nas estrofes
e esse povo forte aprendeu com o nordestino
o tino, o destino das coisas profundas que habitam a alma e ampliam os horizontes.

Você quer?


Você quer um homem romântico, eu tô aqui,


Você sonha em ter um homem santo e puro, deixa eu me apresentar,


Você implora por um homem safado e cheio de malícia, então vêm se deliciar,


Cuidado com o que você deseja, eu posso ser todos eles em um corpo só e com vários pecados pra serem explorados.

Eu sou uma alma profundamente
poética e romântica.


Não daquelas feitas de palavras ensaiadas
ou de gestos moldados por circunstâncias,
presas à conveniência de datas comemorativas.


O meu lirismo e o meu romantismo
se impõem de forma natural,
quase instintiva,
sem regras, sem horários,
sem datas marcadas no calendário.


Como quando, pela manhã,
olho pela janela
e encontro o céu cinéreo,
com uma chuva fina anunciando,
tímida, quase sem querer "incomodar",
a chegada do outono.


E então me aproximo do vidro,
suspirando versos,
tomada por uma imensa gratidão
pela beleza de ser e existir,
em comunhão com as estações do mundo
e com os ponteiros secretos do relógio
do meu próprio âmago.


✍©️@MiriamDaCosta

Foto noturna, agradável em um tom de romantismo, num lugar iluminado, que estava silencioso, bastante receptivo, um misto apaixonante entre a natureza e o espaço urbano, que não poderia deixar passar despercebido, seria de fato um grande engano, algo atípico do meu costume

Parei brevemente para admirá-lo, poderia até ser um cenário perfeito de um belo casal apaixonado, cena marcante de um filme ou de um livro, a pintura realista de um lindo quadro, porém, neste momento, está descrito pela minha poesia por ter me deixado inspirado, então, está presente em algumas linhas

Faz bem ficar parado de vez quando para simplesmente observar a beleza edificante que às vezes está tão perto, mas a rotina a deixa distante, portanto, se possível, observo, atento e exultante, uso o meu olhar poético e o foco de uma câmera, pois nada será como antes e saudade pode ser tamanha.

Poesia romântica


Lírio


Você nasceu lírio no meu silêncio,
branco de paz no meio do caos que eu era,
floresceu onde minhas dores tinham medo de existir,
e ensinou ao meu coração que amar também é repouso.


Teu amor não grita, ele perfuma,
fica no ar mesmo quando você vai embora,
é cuidado que não pesa, é presença que cura,
como quem toca a alma sem pedir nada em troca.


Se um dia eu murchar, fica,
regue-me com teu olhar simples e sincero,
porque amar você é como ser campo aberto:
mesmo ferido, ainda escolho florescer.

O Último Eco do Romantismo


Ainda que as luzes da cidade apaguem o luar, e o tempo corra sem pressa de sentir, eu continuaria a sentar-me à mesa e a criar, versos de um amor que muitos deixaram de ouvir.


Que me chamem de o último romântico da Terra, o guardião de uma chama que teimam em apagar.


Se o mundo lá fora se perder em sua guerra, eu venço os dias no simples ato de amar.


Mesmo que minhas palavras encontrem o vento, e flutue sem destino feito folhas no chão, sei que o silêncio do espaço acolhe o sentimento,
e o próprio universo compreende a canção.


Pois nada que é puro se perde do nada, nenhum sopro genuíno se desfaz em vão.


A vida,
em sua volta sensata e sagrada, devolve o afeto que sai do coração.


E assim escrevo,
sem medo do vazio, falando ao infinito o que a alma traduz em letras.


Se sou o último a cantar à beira do rio, que minhas palavras guardem o restinho de luz!

Tem gente vivendo como uma comédia romântica. Hora, anjo metódico, sussurrando: "Vai dar certo!". , ou um demônio com roupas de couro, oferecendo pizza e preguiça. A diversão está no conflito! Não leve a sério demais nenhum dos dois. O anjo é um chato, o demônio, um folgado. O truque é rir da confusão. Escolha a ousadia do demônio com o coração do anjo. A vida é muito curta para dramas. Você é o diretor dessa bagunça e divirta-se, porque o maior presente de D'us é a vida. Cada novo amanhecer é uma oportunidade única de renascer, amar, aprender e evoluir. Celebre isso tudo com gratidão!
É a minha opinião....
Alexandre Sefardi

Surrealismo romântico

"Faço dos rostos,
de muitas etnias,
jeitos e trejeitos,
uma inspiração
á parte no que chamo
devaneio dos meus "eus"...
[Eus é sinônimo de: consciências,
egoísmos, egos, individualidades,
personalidades].

Nestas faces de mulheres
viajo prazerosamente e
misteriosamente nos segredos
que leio em seus semblantes
carentes de amor, paixão e devoção,
tal qual um menino aprecia
sua primeira professora."

Jorge B Silva

⁠Não há jeito mais belo e charmoso de romantizar um relacionamento que respeitar a Liberdade —
inclusive a da Mulher poder sair dele.


Porque amar não é construir uma prisão com paredes de carinho, grades de ciúme e correntes disfarçadas de cuidado.


Amar é oferecer presença sem exigir submissão, companhia sem impor dependência e afeto sem transformar sentimentos em instrumentos de controle.


Um relacionamento verdadeiramente bonito não se sustenta pelo medo de perder alguém, mas pela vontade de permanecer.


Não precisa de vigilância para garantir fidelidade, de imposições para conquistar obediência, nem de ameaças para evitar despedidas.


A mulher não deixa de ser livre porque decidiu amar.


Não perde sua autonomia porque escolheu compartilhar a vida com alguém.


Não precisa pedir autorização para existir, sonhar, trabalhar, circular, opinar ou decidir sobre o próprio destino.


E existe uma grandeza particular em compreender que ninguém é propriedade de ninguém.


Que o amor não concede direitos sobre o corpo, a vontade ou as escolhas do outro.


Que compromisso não é confinamento, fidelidade não é servidão e casamento não é renúncia à própria identidade.


Respeitar a Liberdade de uma mulher também significa reconhecer sua liberdade de dizer não, de mudar de ideia, de estabelecer limites e, sobretudo, de partir quando aquele relacionamento já não lhe fizer bem.


A Maturidade Afetiva começa justamente quando entendemos que permanecer precisa ser uma escolha, nunca uma obrigação.


Quem ama de verdade não transforma a possibilidade da partida em motivo para ameaçar, intimidar ou aprisionar.


Afinal, que romantismo existe em ser escolhido por alguém que não tem Liberdade para escolher outra coisa?


O amor mais eloquente é aquele que não precisa de algemas para manter duas pessoas juntas.


É aquele em que a presença é espontânea, o respeito é inegociável e a Liberdade não representa uma ameaça, mas a mais bonita demonstração de confiança.


Porque não existe declaração de amor mais sincera do que poder partir e, ainda assim, ter motivos para ficar.

⁠Não romantize o quê não é para ser,
a nossa ânsia romântica mal administrada pode ser o nosso próprio cálice cheio de veneno.

Quem realmente quer algo sério com você estuda a sua personalidade para agir com tato redobrado ao seu respeito porque quem ama não machuca a alma e não fere o teu corpo e em hipótese alguma.

Quem ama você se preocupa que numa conversa não haja danos, não te desrespeita quando vocês estão a sós ou em público.

Quem ama sempre se esforça em dar respostas imediatas, não te deixa de molho e faz um esforço para manter
o diálogo vivo.

Quem ama não te deixa perceber que está olhando ao redor porque de fato não está olhando ao redor; e se for excessivamente uma pessoa de atitudes pouco espontâneas cedo
ou tarde se tiveres calma perceberá
os sinais que a pessoa é hipócrita.

Não romantize o quê não é para ser porque a nossa energia romântica desperdiçada pode afetar o nosso amor próprio e até a chance de você encontrar um relacionamento saudável com uma pessoa que tenha os mesmos objetivos que os teus.

⁠O Bicudinho-do-brejo
é um passarinho romântico
de uma parte do meu Sul
magnífico e poético
em dias com ou sem Céu azul.

Com igual alegria de passarinho
no meu coração resolvi
construir para nós um ninho
feito com amor, carinho
e enfeitado por beijinhos.

O Bicudinho-do-brejo com
a sua persistência inspira
vivendo nos mangues, alagados,
pântanos e capins altos,
segue ensinando que os caminhos
não é e nem nunca serão
o do desânimo e da desistência.

Com o Bicudinho-do-brejo
e seu voo baixinho é possível
se movimentar, ir longe
viver o quê se pode hoje
e seguir amando sempre.

Observando a rota mística
do Bicudinho-do-brejo
aprendi que nem mesmo
o mau tempo pode fazer
com que queiramos menos
e que percamos a fé na vida.

O que é de paz me pertence,
e o romantismo perene, vigentes,
perseguem obsessivamente,
trazer o corpo do outro à memória sensorial é algo paulatinamente
que cultivo incessantemente.


Amiudar os detalhes em busca
do aperreamento perfeito.
do aprazimento da linguagem
que não pode ser dita,
e sim plenamente sentida;
em nome da benquerença,
do arrebatamento e da cobiça.


Para viver os deleites mais
sublimes dos butiás maduros,
dos desvarios que podemos juntos,
da suspensão dos sentidos
e dos enlevos sensuais cúmplices
eleitos para brindar caminhos.

O meu coração romântico
com raízes bem fincadas
na Mata de Terra Firme,
Desejo perpétuo e sublime
envolvido pelo capuz ebúrneo
íntimo que guarda secreto
o sonho de ver de perto
o seu semblante decidido.


Encanto perene e mútuo
de entrega o tempo atravessa,
Castanheira-do-pará em flor
confiante do seu amor celebra
por antecipação a entrega
que haverá de acontecer:
nas tuas mãos pacientes
sem nada deixar arrefecer.


Nem brasa e nem fumaça,
em nós há um fogo que
queima, arde e não se apaga,
Há em nós permissão ampla,
fina, incontida e deliberada,
É questão de tempo aberto
para a rota encaminhada
para encontrar a Via Láctea.

As expectativas românticas
seguem intocadas mesmo
que digam que sejam tardias
ou transformadas em ilhas.


Florescem na Mata Atlântica
com as orquídeas de Outono
na bela Santa Catarina,
assim mantém-se a poesia.


Cultivar tudo o que faz sorrir,
inspirar, não desistir e sonhar,
é imperativo para caminhar.


Não importa a estação,
o importante é manter vivo
o que faz bem ao coração.

Cultivar com constância romântica
tudo o que une e é de elegância;
aprender a lidar, lado a lado,
com as senhas da pele e do charme;
ser laço e nó que ninguém desate.


Nas tuas mãos ser fogo para brincar,
aquecer o chá de mulungu
e o necessário o tempo nunca apagar;
nas tuas mãos entregar o poder
e deste gesto profundo me orgulhar.


Possuir a tua existência por dentro,
ser a existência cativa sem regresso
e sem pressa por reconhecimento,
do sussurro à mútua leitura ótica,
como falantes do idioma do encantamento.

Sem hora para começar e sem pensar,
todo o lugar será sempre o lugar,
porque pertencer foi escolhido como lar,
e nele encontrar razões para voar,
pousar, descansar e jamais pensar dele ir.

Do Hemisfério Celestial Sul,
sou, talvez, a mais romântica,
habitante nascida sob medida
para a tu'alma feita de tambor;
pela primeira vez descobriste,
na vida, o que é o verdadeiro amor.


Da América do Sul, sou a favorita,
que, na madrugada íntima, a tua
imaginação procura recorrente;
sei que o teu coração me pertence
com amor, paixão e desejo quente.


Sou aquela tal latina exuberante
que o teu olhar fascina e invade,
falando e sendo a própria poesia,
falando que, nas Ilhas, quem nasceu
primeiro foi o Daniel, filho da Francisca.


A sul-americana cheia de memória,
sem lapidar a própria retórica,
conta que foi Rosendo Mendizábal
que fez, para o Tango, a primeira partitura,
e te ama sob o sol e até sob a chuva.


Sou aquela que, em estado de rebeldia,
conheceu e, hipnotizado, se rendeu,
e que não permite que ninguém ouse
falar que não houve feitos afro-argentinos
a cada momento profundo da História;
e não há um só dia que não queira como glória.

O Ipê-amarelo romântico
beija o céu de setembro
e o olhar com ele floresce,
Para dizer que sou o teu
amor que não se esquece.


...


O Ipê-amarelo-da-serra
efloresce e beija o céu,
Nunca deixei de ser poeta
para dizer com mel
que nasceste para ser meu.


...


Quaresmeira-roxa
unida com o céu
parece uma colcha,
Com o meu charme
amaciarei o seu
coração feito de rocha.


...


Quaresmeira-branca
efloração tão rara,
parece até com o meu
coração que dispara
quando vê por perto o teu.


...


Araucária em florada
é declaração de amor
em setembro de desejos,
Assumo que sonho o dia
todo com os seu beijos.


...


Ingá-feijão em flor
traz toda uma poesia
de setembro e amor.


...


Ingá-cipó em floração
balançado pelo vento
na poética madrugada
plena em setembro,
Toca a percussão
para o sentimento.




...


Corticeira-da-serra
sob a Lua poética
que não se encena,
No coração há uma
vontade de amar
que nada encerra.


...


Açoita-cavalo em flor
na Mata Atlântica sob
estrelas de setembro,
Não existe poesia maior
declamada para o olhar
diante da vida ao redor.


...


Canafistula bailarina
embalada pela ventania,
Floração setembrina
que ao coração brinda,
Da vida só peço agora
alguém que me traga
inspiração e toda a poesia.

Acordar ao seu lado em Trinidad e Tobago,
receber o seu beijo romântico e apaixonado,
e entregar a alma convicta e o peito devotado.


​Sob as bênçãos de Papa Bois e Mama D’Leau,
e a companhia do florescer da Chaconia,
entregar os meus dias e contigo fazer história.




​[O amor convida; nós nascemos para a glória.]